quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PILHAS SECAS, PILHAS DE LÍTIO, DE MERCÚRIO E RECARREGÁVEIS

ALÔ PESSOAL!!!
O assunto de pilhas já está postado aqui no XQUIMICA.
Funcionamento da Pilha de Daniell e suas equações


Vamos falar sobre a composição das pilhas atuais, como se comportam e sua composição:


PILHA DE LECLANCHÉ:


A pilha seca ácida foi desenvolvida em 1866, pelo químico francês George Leclanché (1839-1882). Ela é a pilha mais comum hoje em dia, pois é a mais barata e a mais usada em lanternas, rádios, equipamentos portáteis e aparelhos elétricos como gravadores, flashes e brinquedos.
Essa pilha na verdade não é seca, pois dentro dela há uma pasta aquosa, úmida, mas ela recebeu esse nome para diferenciá-la (porque era revolucionária, na época em que foi criada) das primeiras pilhas até então conhecidas, como a pilha de Daniell .





PILHAS SECAS










Veja as semelhanças e diferenças com a pilha de Daniell:



COMPONENTES DE UMA PILHA DE MERCÚRIO:







Estas pilhas, por serem de dimensão reduzida, são usadas em aparelhos pequenos, tais como relógios, comandos, calculadoras, etc.
Com o seu exterior em aço, as pilhas de mercúrio são de extrema qualidade, já que conseguem fornecer uma tensão sempre igual, durante todo o seu tempo de vida, e podem ter uma duração superior a mais de 800 horas de funcionamento. Além desta excelente particularidade, as pilhas de mercúrio conseguem ainda manter a sua energia durante muito tempo, até cerca de 8 anos, sempre com a mesma carga.
Quando chegam ao fim do seu tempo de vida, a sua tensão desce de imediato para os zero volts, e não de uma forma gradual, como acontece nos outros tipos de pilhas.


PILHAS DE LÍTIO

As pilhas ou baterias que possuem o lítio como principal constituinte têm como uma de suas características o fato de serem bem leves, pois o lítio é o metal menos denso descoberto até o momento. Para se ter uma ideia, esse metal branco prateado boia na água, pois é duas vezes menos denso que ela. Isso se dá devido ao fato de que o lítio possui apenas três prótons e três nêutrons.
Existem dois tipos principais de pilhas ou baterias de lítio, uma delas é denominada de pilha de lítio-iodo. Ela foi desenvolvida principalmente para ser usada em marca-passos cardíacos, já que é bastante leve, segura (não libera gases, pois é fechada hermeticamente), tem uma boa durabilidade (cerca de 8 a 10 anos), fornece uma voltagem de 2,8 V e uma alta densidade de carga (0,8 Wh/cm3).
Os eletrodos são formados por lítio e um complexo de iodo, que ficam separados por meio de uma camada cristalina de iodeto de lítio que permite a passagem da corrente elétrica. O lítio metálico funciona como o ânodo dessa pilha, ou seja, é o polo negativo que se oxida, perdendo elétrons. Já o cátodo, o polo positivo que se reduz, recebendo elétrons, é o complexo de iodo.
Veja as semirreações que ocorrem nos eletrodos e a equação que representa a reação global desse tipo de pilha:
Semirreação do Ânodo: 2 Li(s) →2 Li+(s) + 2e-
Semirreação do Cátodo: 1 I2(s) + 2e-→2 I-(s)
Reação Global: 2 Li(s) + 1 I2(s) →2 LiI(s)




O outro tipo de pilha ou bateria é a de íon lítio. Ela leva esse nome exatamente porque o seu funcionamento se baseia no movimento de íons lítio (Li+). Ela é atualmente muito utilizada nas baterias de telefones celulares e seu potencial varia entre 3,0 e 3,5 V.
A bateria de íon lítio é a bateria de celular
O ânodo e o cátodo são formados por átomos dispostos em planos como se fossem lâminas com espaços onde os íons lítio se inserem. O ânodo é formado por grafita com o metal cobre e os íons se intercalam nos planos de estruturas hexagonais de carbono, formando a seguinte substância: LiyC6­.Já o cátodo é formado pelos íons lítio intercalados num óxido de estrutura lamelar (LixCoO2).
Esquema de funcionamento de bateria de íon lítio
Assim, temos que os íons lítio saem do ânodo e migram por meio de um solvente não aquoso para o cátodo.
Semirreação do Ânodo: LiyC6 (s) → y Li + C6 + y e-
Semirreação do Cátodo: LixCoO2 (s) + Li+(s) + y e→ Lix+yCoO2(s)
Reação Global:  LiyC6(s) + LixCoO→ C6 (s) + Lix+yCoO2(s) 
Essas baterias são recarregáveis, bastando usar uma corrente elétrica externa que provoca a migração dos íons lítio no sentido inverso, ou seja, do óxido para a grafita.
Recarregando bateria de íon lítio



PILHAS RECARREGÁVEIS





Os três principais tipos de baterias são as de níquel-cádmio (Ni-Cd), a de níquel metal hidreto (NiMH) e a de íons de lítio (Li-ion),
Em linhas gerais, as baterias de níquel-cádmio são constituídas por dois eletrodos separados por um isolante, enrolados um sobre o outro e imersos num eletrólito. Neste tipo de bateria tanto o eletrodo positivo (cátodo), formado de níquel – óxi-hidróxi de níquel (NiOOH), quanto o negativo (ânodo), de cádmio –  hidróxido de cádmio (CdOH), permanecem estáveis durante os processos de carga e descarga, desde que processados adequadamente. Estes eletrodos encontram-se mergulhados em um eletrólito, que conduz os íons, formado por uma solução de hidróxido de potássio (KOH/H2O).
 Uma diferença de potencial é produzida quando entre os dois eletrodos se interpõe uma resistência de descarga. O processo de descarga da bateria começa quando uma corrente de íons começa a circular.
Na bateria descarregada, o eletrodo de níquel possui a composição Ni(OH)2, enquanto o eletrodo de cádmio, Cd(OH)2 hidróxido de cádmio.
Já no processo de carga, a bateria é sujeita a uma tensão externa inversa e consequentemente os hidróxidos dos eletrodos passam a se decompor, liberando cádmio, níquel e água. O eletrodo de níquel perde um íon de hidrogênio (H+) tornando-se NiOOH, e o eletrodo de cádmio perde dois íons hidroxila (2OH) passando a cádmio metálico (Cd). Como se observa, depois de carregada, a bateria fica exatamente como nas condições iniciais.


fontes: www.tecnologiadoglobo.com
www.mundoeducacao.com.br
www.brasilescola.uol.com.br
www.digitonet.com.br
https://marianaplorenzo.com

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CÁLCULOS DE PROBLEMAS COM RADIAÇÕES

ALÔ PESSOAL!
Mais uma vez , vamos resolver problemas para que vocês entendam como aplicar a teoria.
Na radioatividade, sempre aparecem questões que colocam o nêutron- que bombardeia o núcleo do átomo radioativo. E ele tem que ser levado em consideração quando você resolve um exercício.
Observe:


Considere a equação nuclear incompleta:

Para completar a equação, é correto afirmar que o amerício-240 é um isótopo radioativo que se obtém, juntamente com um próton e dois nêutrons, a partir do bombardeio do plutônio-239  qual partícula radioativa?


1- veja que a massa aumentou de 239 para 240 + 1 próton e + 2 nêutrons




2- Aí vem a pegada: o nêutron tem a configuração: 1N0    

3- o próton tem a configuração: 1P1


Então :
239  +x( partícula pedida)   =  240 + 1 + 2  ( porque você tem 1 próton e 2 nêutrons)
x= 239- 243 = 4
Sendo a massa igual a 4 só pode ser partícula alfa ( massa = 4 e número atômico = 2 )
Veja essa outro exercício que pergunta a quantidade de partículas alfa e beta:
Resolva como uma equação, primeiro a parte de cima e depois a parte de baixo:
Lembre que quando um elemento radioativo emite partículas, tudo o que estiver depois da flecha tem que ser igual ao que está antes da flecha!


Importante você ver essa informação:



Assim como a radiação gama, o neutrino não tem massa, nem número atômico.
Agora, veja esse exercício onde são dadas as quantidades de partículas e se pede o número atômico e o número de massa:
Resolva como uma equação, da mesma forma que o exercício acima, só que as "incógnitas " serão o número de massa e o número atômico- **** Número de massa sempre em cima!!







Outro exercício bem cotado, pede as semelhanças atômicas: então vamos lá:
Átomos isótopos tem o mesmo número atômico.
Átomos isóbaros tem o mesmo numero de massa.
Átomos isotonos tem o mesmo número de nêutrons.




imagens: http://image.slidesharecdn.com
fonte: www.mundoeducacao.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

VELOCIDADE DE UMA REAÇÃO- COMO CALCULAR

ALÔ PESSOAL!
Pensando sobre os vestibulares, vamos fazer um exercício de velocidade de uma reação e perceber a diferença entre velocidade de um reagente, de um produto e velocidade média.
 Você já sabe que a reação, para ocorrer, depende de condições. É só olhar nos posts anteriores.
Mas, quando é dado um exercício, ainda mais com gráficos ou tabelas, fica difícil visualizar como fazer.
Vamos lá?

Observe a transformação do acetileno em benzeno



Calcule a velocidade do reagente, acetileno, no intervalo de 0 a 4 minutos.

  Dados:
[C2H2] (mol)
3,5
2,7
2,0
1,5
0,9
t (min)
0
1
2
3
4

Resolução:
  1. cálculo da velocidade ao final de 4 minutos:
 
            
Observe :



Onde:
Vm = velocidade média (mol/L/s)
variação de concentração (mol/L)
variação de tempo (s, min)



Assim, entre 0 e 4 minutos a variação de molaridade ( mol/ litro ) do acetileno corresponde a 0,9-3,5=-2,6 mol/ litro.
Essa diminuição se deve ao fato de ser um reagente, e durante o processo, ele vai sendo consumido.
Se, no lugar do acetileno estivesse o benzeno na tabela, seria o contrário: começaria com zero de produto e depois iria aumentando.


O cálculo da velocidade de um produto ou reagente, é feita dessa maneira, mas quando o assunto é VELOCIDADE MÉDIA DA REAÇÃO, temos uma colocação diferente, pois vamos levar em conta os coeficientes que estão na frente de cada reagente e de cada produto.
Na reação:            a A + b B--> c C + d D
temos: A e B reagentes
C e D produtos
a,b,c,d - coeficientes da reação que representam o número de mols de cada um dos componentes.


Assim, o cálculo da Velocidade média desta reação seria:






As unidades podem ser:




  Vamos a um exercício:
De acordo com a reação de síntese da amônia      :


De acordo com a reação da síntese da amônia, veja o problema seguinte:
O gás hidrogênio é consumido a uma taxa de 18mols a cada 4 minutos. Calcule:
a)  a velocidade de consumo do N 2
1 N2 precisa de------------ 3 H2 
   Xmol consumido ------18 mol  } X= 6 mol de N2   , sendo estes em 4 minutos.
em um minuto = 1,5 mol / minuto velocidade de consumo do N 2  b) a taxa de formação do NH3
   3 H2  formam----------------- 2 NH3
  18 mol de H2 formam--- X mol de NH3 }  X= 18 x 2 / 3 = 12 mol de NH3 em 4 minutos, para um minuto 12/4= 3 mol / minuto de NH3  taxa de formação de amônia


c) a massa consumida de H2 por minuto

d) a massa obtida de NH3 por minuto

Durante uma reação química, a concentração dos reagentes (B) vai diminuindo, enquanto a concentração dos produtos vai aumentando (A).
 

  fonte: http://cesarmauriciosantos-fisqui.blogspot.com/2008_09_01_archive.html
 
A concentração dos reagentes pode ou não chegar a zero. Se a concentração dos reagentes for diminuindo, a velocidade da reação também vai diminuindo. Quando terminar a reação, a velocidade será zero.


fonte: www.soq.com.br




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

AS CORES DOS ELEMENTOS QUÍMICOS

ALÔ PESSOAL!
Vocês sabem que podem detectar um elemento químico pela cor?
 Vamos ao texto, da revista SUPER:




Por que a cor do fogo varia de um material para outro?
A temperatura também é diferente?


A cor depende basicamente do elemento químico em maior abundância no material que está sendo queimado. A mais comum, vista em incêndios e em simples velas, é a chama amarelada, resultado da combustão do sódio que emite luz amarela quando aquecido a altas temperaturas. “Vemos com mais frequência esse tipo de labaredas porque o sódio é o elemento químico mais comum nas atividades humanas”, explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo.
Muitas vezes a base da chama é azul por causa da falta de oxigênio nessa região, que induz à formação de monóxido de carbono. Quando, durante a combustão, são liberados átomos de cobre ou bário, como em incêndios de fiação elétrica, a cor da chama fica esverdeada.
Nas queimadas é comum encontrar labaredas de cor violeta, resultado do potássio liberado pela madeira das árvores.
 Outro tipo de fogo, que dificilmente é produzido pela queima de materiais, mas geralmente aparece nos fogos de artifício, é o vermelho vivo, produto da combustão de cálcio.
Algumas vezes a chama pode ser também invisível, como a produzida pelo metanol, um álcool bastante puro que não apresenta nenhum dos quatro elementos químicos citados. Na Fórmula Indy, que usa esse combustível, são comuns acidentes nos quais os pilotos se queimam sem que o fogo seja visto.
A temperatura depende da constituição química e da quantidade de material que está sendo queimado, mas não tem relação com a cor.
 Por exemplo, nas substâncias formadas por hidrocarbonetos (carbono e hidrogênio), quanto maior a cadeia de átomos mais quente será a labareda.
 A chama de uma vela, por exemplo, tem 800 graus e a de um fogão 1 200.
A queima do metanol é bem mais fria. Geralmente fica entre 400 e 500 graus.
 “Existem ainda chamas produzidas pela queima da mistura de substâncias químicas, como tetracloreto de carbono e éter de petróleo, que atingem apenas 50 graus e podem ser acesas na palma da mão”, diz Vanin.


Agora, preste atenção ao vídeo e aos testes de chama!






segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CINÉTICA QUÍMICA - VELOCIDADE DA REAÇÃO II

ALÔ PESSOAL!!!
Já descobrimos como ocorre uma reação e as condições para que isso aconteça.
Agora, vamos calcular essa velocidade!


Velocidade Média de uma reação:



Cálculo da velocidade média
Durante uma reação química, os reagentes são consumidos para que os produtos sejam formados. Por essa razão, podemos calcular a velocidade em que um reagente é consumido ou a velocidade em que um produto é formado, por exemplo. Em ambos os casos, sempre vamos realizar o cálculo a partir da relação entre a variação da concentração e a variação do tempo:
v = |Δ[ ]|
     Δt
Observação: O módulo |Δ[ ]| é necessário porque a velocidade não pode ser negativa. Além disso, existe a possibilidade de, ao calcular a variação da concentração (Δ[ ]), o resultado ser negativo (principalmente nos reagentes, pois a concentração final é menor que a inicial).
Para determinar a velocidade média em que uma reação (vr) é processada, devemos obrigatoriamente conhecer a velocidade (vx) de qualquer um dos participantes da reação e dividi-la pelo seu coeficiente estequiométrico da reação:
vr = vx
      n
Para exemplificar os cálculos da velocidade em uma reação química, vamos utilizar como base a equação que representa a reação de formação da amônia.
1 N2 + 3 H2 → 2 NH3
Nessa reação, o N2 e o H2 são reagentes, enquanto o NH3 é o produto. À medida que o tempo passa, a quantidade de reagentes diminui e a quantidade de produtos aumenta, de acordo com a tabela a seguir:


Utilizando os dados acima, é possível determinar a velocidade de cada um deles em qualquer intervalo de tempo. Para exemplificar, determinaremos a velocidade de cada um no intervalo de 0 a 2 minutos de reação:
Para o N2
    → A concentração varia de:
    Δ[ ] = |0,1 – 0,2|
    Δ[ ] = 0,1 mol/L
    → O tempo varia de:
    Δt = 2 – 0
    Δt = 2 min
    → A velocidade de consumo de N2 será, então:
    v = |Δ[ ]|
           Δt
    v = 0,1
           2
    v = 0,05 mol.L-1.min-1
    Para o H2
    → A concentração varia de:
    Δ[ ] = |0,3 – 0,6|
    Δ[ ] = 0,3 mol/L
    → O tempo varia de:
    Δt = 2 – 0
    Δt = 2 min
    → A velocidade de consumo de N2 será, então:
    v = |Δ[ ]|
           Δt
    v = 0,3
           2
    v = 0,15 mol.L-1.min-1
    Para o NH3
    → A concentração varia de:
    Δ[ ] = |0,2 – 0|
    Δ[ ] = 0,2 mol/L
    → O tempo varia de:
    Δt = 2 – 0
    Δt = 2 min
    → A velocidade de formação de NH3 será, então:
    v = |Δ[ ]|
           Δt
    v = 0,2
           2
    v = 0,1 mol.L-1.min-1
    A velocidade média da reação de formação do NH3 pode ser determinada por meio de qualquer uma das velocidades conhecidas de qualquer um dos participantes da reação. Nós dividiremos a velocidade deles pelo coeficiente da reação. A tabela a seguir traz o cálculo feito com as velocidades e os coeficientes dos três participantes:
    Analisando a tabela, podemos concluir que o resultado do cálculo da velocidade média de uma reação será o mesmo independentemente do participante utilizado no cálculo.
    De uma forma geral:

    Fórmula para calcular a velocidade média das reações fornecida pela IUPAC.
    alunosonline.uol.com.br

    fonte:http://manualdaquimica.uol.com.br

    CINÉTICA QUÍMICA - VELOCIDADE DE REAÇÃO- I

    ALÔ PESSOAL!
    Estamos na físico química ! E estudando para os vestibulares e ENEM!
    Hoje o assunto é cinética química ou velocidade de uma reação.
    Como ocorre uma reação?
    Primeiro você precisa saber se, de fato, ela vai ocorrer!!!


    As reações podem ser lentas ou rápidas:
    
    imagem:alunosonline.com.br


    E quais são as condições?
    1- os reagentes tem que estar em contato! meio obvio não?
    2- eles precisam colidir, ou seja , " bater" um no outro para que se rompam as ligações dos reagentes e se iniciem a formação dos produtos.
    3- essas colisões tem que ser efetivas, produzindo resultados, do jeito certo.


    imagem:mundoeducacao.bol.uol.com

    Quando as colisões ocorrem existe um estado intermediário, o complexo ativado, onde já não há reagentes e os produtos ainda não se formaram. Para que ocorra a formação do complexo ativado, as moléculas dos reagentes devem apresentar energia suficiente para que ocorra a reação: chama-se energia de ativação.(Ea)


    
    imagem:3pb.blogspot.com


    Tanto as reações endotérmicas ( absorvem calor) quanto as exotérmicas ( liberam calor) formam o complexo ativado.


    imagem:s2.glbimg.com






    Também há fatores que podem influenciar a velocidade das reações:
    
    • Concentração: quando maior a quantidade de reagentes, maior a possibilidade de colisões.
    • Temperatura: aumento de temperatura, aumenta a  agitação das moléculas, aumenta a possibilidade de colisões.
    • Superfície de contato: quanto maior ela for, maior a possibilidade de colisões, logo quanto mais "dividido" estiverem os regentes, mais rápida a velocidade.
    • Luz: aumenta a energia cinética das moléculas dos reagentes.
    • Catalisadores são substancias capazes de aumentar a velocidade da reação sem participarem dela, ou seja, não são consumidas durante a reação.





    quarta-feira, 17 de agosto de 2016

    FUNDAMENTOS DA RADIOATIVIDADE -CINÉTICA RADIOATIVA -

    ALÔ PESSOAL!!!
    Se falamos em radioatividade, precisamos falar de cinética radioativa!
    afinal, se o elemento radioativo vai emitir partículas e seu número de massa e número atômico vão mudar, então o elemento será outro!!!!
    E isso acontece até que o elemento adquira estabilidade.




    A cidade de Chernobyl não pode ser repopulada pelo fato de o isótopo radioativo presente no local ter uma velocidade de desintegração muito lenta
    A cidade de Chernobyl não pode ser repopulada pelo fato de o isótopo radioativo presente no local ter uma velocidade de desintegração muito lenta.( Uranio 235 )


    Quando um radionuclídeo emite partículas alfa ou beta, ele se transforma, como sabemos, em outro nuclídeo diferente. Assim, à medida que o tempo passa, a quantidade de radionuclídeo vai diminuindo.
    Tempo de meia-vida ou período de semidesintegração (representado por t1/2 ou P) é o tempo necessário para que metade da quantidade de um radionuclídeo presente em uma amostra sofra decaimento radioativo.
    radio8
    Quando a massa de um radioisótopo se reduz à metade, também se reduzem à metade o número de átomos, a quantidade em mols e a atividade radioativa (desintegrações por segundo) desse radioisótopo.
    O tempo de meia-vida é uma característica de cada radionuclídeo e não depende da quantidade inicial do radionuclídeo nem de fatores como pressão, temperatura e composição química do material (lembre-se de que radioatividade é um fenômeno nuclear, e não químico).
    Graficamente, podemos representar o processo de decaimento radioativo através da chamada curva exponencial de decaimento:



    Alguns elementos radioativos e seu tempo de meia vida:


    Tabela com a meia-vida de alguns radioisótopos








    onde,
    n = número de átomos final
    n0 = número de massa inicial
    x = número de períodos transcorridos





    fontes:http://quimicasemsegredos.com
               http:// agracadaquimica.com.br

    FUNDAMENTOS DA RADIOATIVIDADE

    ALÔ PESSOAL !
    Vamos de radioatividade?


    A radioatividade é definida como o fenômeno pelo qual um núcleo instável emite partículas e ondas para atingir a estabilidade.

    Nem todos os átomos são radioativos, mas os que recebem essa definição se caracterizam por emitir partículas radioativas (radiação), numa busca constante para se tornarem mais estáveis.

    Um elemento pode emitir radiação, independente de seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso) e de fatores químicos (temperatura e pressão em que se encontra), como por exemplo, o Urânio-238. Este isótopo, estando em qualquer estado físico ou mesmo ligado a outra espécie é, e sempre será, um elemento radioativo natural que emite radiações, sabe por quê? A radioatividade está relacionada diretamente com o núcleo atômico.

    Os isótopos radioativos mais comuns são: urânio-238, urânio-235, césio-137, cobalto-60, tório-232, etc., sendo todos fisicamente instáveis e radioativos, ou seja, possuem uma constante e lenta desintegração.

    Isótopos radioativos liberam energia (radiação) através de ondas eletromagnéticas (raios X e raios gama) ou partículas subatômicas em alta velocidade. O contato da radiação com seres vivos pode causar diversos males, dentro eles, o câncer.
    As radiações que podem ser emitidas a partir do núcleo de um átomo são:
    Alfa (2α4): radiação composta por 2 prótons e 2 nêutrons. Apresenta número atômico igual a 2 e número de massa igual a 4;
    Beta (-1β0): radiação composta por 1 elétron. Apresenta número atômico igual a -1 e número de massa igual a 0.
    OBS.: A radiação beta é um elétron produzido a partir da decomposição de um nêutron localizado no interior do núcleo de um átomo. Nessa decomposição, o nêutron (n) transforma-se em um próton (p), um neutrino () e um elétron (β). Essa explicação, denominada de hipótese de Fermi, foi dada pelo físico italiano Enrico Fermi e é demonstrada pela equação abaixo:
    0n11p1 + 00 + -1β0
    Gama (0γ0): radiação que é uma onda eletromagnética. Apresenta número atômico igual a 0 e número de massa igual a 0.

    Leis da radioatividade
    Como a radiação gama é uma onda eletromagnética e, por isso, não apresenta número de massa (0) e número atômico (0), existem apenas duas leis da radioatividade:


    Representação da emissão de uma radiação alfa
    Representação da emissão de uma radiação alfa
    A 1ª lei da radioatividade trata da emissão de uma radiação alfa a partir do núcleo de um átomo. Como a radiação alfa apresenta número de massa igual a 4 e número atômico igual a 2, temos as seguintes alterações no núcleo do átomo:
    • Diminuição de 2 prótons e 2 nêutrons no núcleo do átomo.
    • Diminuição do número de massa em 4 unidades.
    • Diminuição do número atômico em 2 unidades.
    Como há uma alteração no número de prótons no núcleo do átomo, sempre que uma radiação alfa é emitida, temos a formação de um novo elemento químico, cujo número atômico é duas unidades menor que o que deu origem a ele.
    A equação química que representa os eventos que ocorrem na primeira lei da radioatividade é:
    ZXA2α4 + Z-2YA-4
    Agora acompanhe um exemplo de um átomo emissor de radiação alfa:
    Exemplo:
    84Po2092α4 + 82Pb205
    O Polônio apresenta número atômico 84 e número de massa 216. Ao emitir a radiação alfa, que apresenta número de massa 4 e número atômico 2, forma o elemento Chumbo, que, por sua vez, apresenta número atômico 82 e número de massa 212.

    Representação da emissão de uma radiação beta
    Representação da emissão de uma radiação beta
    A 2ª Lei da radioatividade trata da emissão de uma radiação beta a partir do núcleo de um átomo. Como a radiação beta apresenta número de massa 0 e número atômico -1, temos as seguintes alterações no núcleo do átomo:
    • Aumento de 1 próton no núcleo do átomo.
    • Manutenção do número de massa.
    • Aumento do número atômico em 1 unidade.
    Como há uma alteração no número de prótons do núcleo do átomo, sempre que uma radiação beta é emitida, temos a formação de um novo elemento químico, cujo número atômico é 1 unidade maior que o que deu origem a ele.
    A equação química que representa os eventos que ocorrem na segunda lei da radioatividade é:
    ZXA-1β0 + Z+1YA
    Agora acompanhe um exemplo de um átomo emissor de radiação beta:
    Exemplo:
    92U238-1β0 + 93Np238
    O Urânio apresenta número atômico 92 e número de massa 238. Ao emitir a radiação beta, forma o elemento Netúnio, que apresenta número atômico 93 e número de massa 238.
    O número atômico aumenta em uma unidade e o número de massa não sofre alteração porque um nêutron transforma-se em um próton, um neutrino e beta, que é eliminada, como propõe a hipótese de Fermi:
    0n11p1 + 00 + -1β0
    Assim sendo, podemos concluir que a massa do nêutron era 1 e não sofreu alteração, pois o próton que ficou no núcleo também tinha número de massa 1. Já o número atômico aumentou uma unidade porque o próton formado permaneceu no núcleo, alterando, consequentemente, o número atômico.


    fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com











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