Mostrando postagens com marcador Cuidados-Higiene e Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuidados-Higiene e Saúde. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DROGAS AJUDANDO A TRATAR DEPENDÊNCIA QUÍMICA

ALÔ PESSOAL!
Saiu ontem, dia 30/07/2017, no Estado de São Paulo, uma reportagem de Fábio de Castro, sobre a "Ciência Psicodélica"
Vou fazer um resumo, mas quem quiser ler a íntegra, acesse o portal do "Estado de São Paulo"


Será que uma droga consegue modificar, ou anular, os efeitos de outras drogas?

Segundo as pesquisas feitas no Brasil, Canadá , EUA e Suíça a resposta é SIM.
As pesquisas sobre o uso de MDMA são as mais avançadas.
MDMA = metilenodioximetanfetamina , principio ativo do ecstasy, uma droga sintética.
fórmula:
fonte:http://matznerd.com

Comercialização:

  fonte:CNN.com


Estudo:
O estresse pós traumático provoca modificações cerebrais tais como aumento da atividade da amígdala, área cerebral ligada ao medo e reduz a atividade do córtex pré frontal e hipocampo, áreas ligadas à memória e aprendizado.
Os efeitos dessas modificações são: perda cognitiva, isolamento social, destruição de relacionamentos, abuso de álcool e drogas, depressão, suicídio.
Pessoas com estresse pós traumático tem extrema dificuldade para falar sobre o trauma ( acidentes, assaltos, abusos sexuais)  . O MDMA ajuda o paciente a construir empatia com o terapeuta, enquanto a sensação de bem estar causada pela substancia permite que ele suporte a lembrança do trauma.Assim há melhora na comunicação, favorece os sentimentos de solidariedade e empatia,reduz o medo, traz sensação de bem estar, induz à sociabilidade e extroversão.
Estudos também estão sendo feitos no tratamento do alcoolismo severo, com a mesma droga.
A grande revelação, no uso das drogas para efeitos clínicos, "está no estado de consciência induzido que dá aos pacientes e ao psiquiatra um acesso à mente que normalmente não é alcançado. Isso permite que o terapeuta observe coisas que antes ficavam ocultas"- palavras do psiquiatra Dartiu Xavier da UNIFESP .

 Além dessa droga, outras estão sendo estudadas:
 Psilocibina- composto ativo dos cogumelos alucinógenos. É investigado seu potencial para tratar ansiedade ligada a doenças terminais e dependência do álcool e tabaco.
 https://st.depositphotos.com/1723045/1325/v/950/depositphotos_13258742-stock-illustration-psilocybin-a-hallucinogen-found-in.jpgfonte: https://pt.depositphotos.com

Ibogaína: extraído da planta iboga, tem potencial para tratar dependência de álcool, cocaína, heroína, morfina e tabaco.
http://stereominds.com.br/wp-content/uploads/2016/03/iboga.jpgfonte:  http://stereominds.com.br

LSD: tem sido estudada para trapias de ansiedade em pacientes de dependência de álcool, câncer e transtorno obssessivo compulsivo.

https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/8b/80/4f/8b804f8379d67641620ca6c5661cbc2f.jpg fonte: http://forum.phish.net

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d0/LSD_structural_formulae_v.1.png/1200px-LSD_structural_formulae_v.1.png    fonte: Wikipédia

Ayahuasca : chá psicoativo feito com plantas da Amazônia, investigado para tratamento de depressão, dependência do álcool e cocaína.
 
 https://caradeego.files.wordpress.com/2014/02/32.jpg fonte:http://aumagic.blogspot.com.br

Vamos acompanhar esses estudos e entender como os tratamentos serão feitos!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O LADO DARK DA COMIDA PARTE 2

CONTINUANDO SOBRE NOSSO PRATO DE COMIDA...


Comida gostosa, mas gostosa mesmo, viciante, só é boa porque é calórica – os aspargos que nos perdoem, mas gordura e açúcar são fundamentais. Não para a saúde, mas para o cérebro. Ele gosta mesmo é de porcaria. Nosso cérebro nos recompensa com doses de dopamina cada vez que comemos algo bem calórico, energético. É que no passado isso era questão de sobrevivência – havia pouca comida disponível, então quanto mais calórica ela fosse, melhor. A massa cinzenta dá essa mesma recompensa dopamínica depois do sexo ou de drogas pesadas. Por isso mesmo basta experimentar qualquer uma dessas coisas uma única vez para ter vontade de repetir. Com comidas energéticas, recheadas de carboidratos ou gorduras, não é diferente, você sabe. É impossível comer um só.
Mito – Frango com hormônio
Uma das lendas mais persistentes é a de que o frango é entupido de hormônios. E que esse hormônio pode ser letal para nós. Não. Não rola hormônio. “O segredo para o frango crescer tão rápido está na genética”, diz o engenheiro agrônomo Gerson Neudí Cheuermann, da Embrapa. A fórmula da ração do frango não é segredo: além de milho, soja e minerais, entram aminoácidos produzidos em laboratório (metionina e lisina), que servem de fato para bombar o galináceo, mas não fazem mal para quem come.
E a indústria dos alimentos se formou justamente em torno das comidas que mais liberam dopamina. Isso começou no final do século 19, com o início da produção em massa de açúcar e farinha de trigo refinada. Refinar uma planta significa estirpá-la de suas fibras, proteínas, minerais e deixar só o que interessa (pelo menos do ponto de vista do cérebro): carboidrato puro, energia hiperconcentrada. Depois vieram conservantes mais potentes (como o antiespumante e o antioxidante lá do nugget) e o processamento artificial, com máquinas que transformam carcaças de bichos e um monte de subprodutos de milho e de soja em coisas bonitas e de sabor viciante. Começava a era da comida industrializada. A nossa era.
E a produção de alimentos nunca mais seria a mesma. O cérebro do consumidor guia a indústria dos alimentos. Esse cérebro prefere comida turbinada por açúcar e gordura, certo? Então a seleção natural age de novo, mas dessa vez no mercado: só sobrevive quem produz comida mais gostosa. E a mais gostosa é a gorda (olha o Robertão aí de novo!). Natural, então, que o mercado de comida processada acabasse dominado por bombas calóricas. Nosso amigo nugget, por exemplo, recebe doses extras de gordura (óleo hidrogenado de soja) e também de açúcar (a glicose). Mais do que alimentar, a função dele é dar prazer.
Mas é um prazer que pode custar caro. Um “suco natural” industrializado, por exemplo, pode ter até duas colheres de açúcar para cada 200 mililitros. Nosso corpo não é adaptado para suportar doses cavalares como essa o tempo todo. A produção de insulina, por exemplo, pode sobrecarregar e dar pau – e sem esse hormônio, que gerencia o processamento de acúcar no organismo, você se torna diabético.
Nos EUA, 1 em cada 10 adultos tem diabetes – duas vezes mais do que em 1995. E a perspectiva é que essa proporção triplique nas próximas décadas, agora que 1,6 milhão de novos casos são diagnosticados por ano. Para completar, 70% da população é considerada acima do peso. E nós aqui no Brasil estamos indo por esse caminho. Quanto mais a economia cresce, maior fica a nossa cintura. No meio dos anos 70, quando o IBGE mediu pela primeira vez o peso da população, 24% dos brasileiros estavam acima do peso. Hoje são 50%.
O aumento de peso pode ser o resultado mais visível de uma dieta inadequada. Mas quem está na parcela sem pneuzinhos da população também corre riscos. Principalmente por causa de outro ingrediente-chefe da comida industrializada: o sal. “A maior parte do sal que a gente consome não está nos saleiros, mas nos alimentos processados” diz Michael Klag, diretor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade John Hopkins, nos EUA. O sal é adicionado para ajudar a preservar o produto e, principalmente, reforçar o sabor. E ele acaba onde você menos espera. Está nos cereais de café da manhã e até nos achocolatados – para deixar o chocolate menos enjoativo.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de, no máximo, 6 gramas de sal por dia para evitar pressão alta – e as doenças que ela causa. Os brasileiros comem o dobro disso. De acordo com a Ação Mundial pelo Sal e pela Saúde, uma organização que reúne membros em 81 países para tentar diminuir o consumo global de sal, se a população mundial comesse apenas os tais 6 gramas de sal por dia, haveria 24% menos casos de ataques cardíacos pelo mundo e 18% menos derrames.
Os hábitos alimentares de hoje podem estar contribuindo também para um aumento em alergias alimentares e doenças intestinais. Para você ter uma ideia, o número de pessoas internadas em hospitais por causa de alergias nos EUA quadruplicou entre 2000 e 2006 (de 2 600 para 9 500 pessoas por ano). O maior suspeito aí é a falta de fibras da comida industrializada.
Uma pesquisa liderada por Paolo Lionetti, da Universidade de Florença, analisou a flora intestinal de crianças italianas e comparou com a de garotos de Burkina Fasso, na África, que têm uma dieta rica em fibras e nunca viram comida processada. Então descobriu que as crianças africanas tinham uma flora intestinal mais variada, capaz de protegê-las de uma série de doenças. “Acredito que a dieta dos países ocidentais tem um papel importante no aumento das alergias e infecções intestinais”, diz Paolo.
Os nuggets, pizzas congeladas e cia. não são o único problema. A comida reconhecidamente saudável também tem seus pontos fracos. Dados dos governos americano e inglês mostram quedas nas quantidades de ferro, vitamina C, riboflavina, cálcio, zinco, selênio e outros nutrientes em dezenas de colheitas monitoradas desde os anos 50. Hoje, você tem que comer 3 maçãs para ingerir a mesma quantidade de ferro, por exemplo, que uma maçã fornecia. São várias as razões que poderiam justificar esse fenômeno. Parte da explicação pode vir dos critérios que usamos no melhoramento genético, selecionando variedades de milho, soja e outras plantas segundo a produtividade, não a qualidade nutricional. Pior: nossas plantas criadas à base de fertilizantes, como crescem mais rápido, têm raízes menores e menos tempo para acumular nutrientes além daqueles que vêm no próprio fertilizante. Mais: poupadas de lutar contra insetos pelo uso de pesticidas, estariam produzindo menos polifenóis – substâncias que usam como mecanismo de defesa e que nos beneficiam por suas ações anti-inflamatórias e antialérgicas.


VENENO NA FEIRA
Tão fundamentais para a agricultura moderna quanto os fertilizantes são os pesticidas. Ainda mais com as monoculturas sem fim de hoje. Imagine o que acontece quando um inseto que tem na raiz da soja seu prato preferido topa com hectares e mais hectares onde só existe essa planta? Ele não arreda mais o pé dali, se reproduz vertiginosamente e traça tudo o que vê pela frente: eis uma praga agrícola. Elas não são novidade. Mas claro que, com a demanda por alimentos que existe hoje, seja ou não comida industrializada, não dá para abrir mão deles.
Verdade – Dá para se proteger dos agrotóxicos veja como:
1. Prefira produtos locais
Frutas importadas, por exemplo, terão mais químicos para suportar a viagem e chegar em bom estado ao Brasil.
2. Lave as frutas com esponja
Só água pode não ser o bastante para tirar os resíduos de pesticida.
3. Compre produtos da época
As frutas que não são da estação recebem mais agrotóxicos para durar além da conta.
4. Evite a beleza exagerada
Desconfie da fruta que parece obra de arte. Ela pode ter recebido mais agrotóxicos.
No Brasil, menos ainda. O surgimento de novas pragas, como a ferrugem de soja (um fungo nocivo), transformou o país no maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Superamos os EUA nesse quesito em 2008, quando o mercado de defensivos agrícolas movimentou mais de US$ 7 bilhões no país. A façanha tem consequências. Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o relatório anual sobre a presença de resíduos de agrotóxicos nas frutas, verduras, legumes e grãos que o brasileiro consome. Das 3 130 amostras de 20 culturas de alimentos estudadas pela agência em 2009, 29% apresentaram alguma irregularidade. Mas não é motivo para pânico. “O fato de um alimento apresentar resíduos de pesticida além do limite estabelecido não indica necessariamente risco para a saúde”, diz a toxicologista Eloisa Caldas, da Universidade de Brasília. O ponto, segundo ela, é evitar uma dieta monótona. Quanto mais variada sua alimentação, menos chance você tem de comer o mesmo pesticida. E isso diminui o risco de intoxicação.
Mais seguro ainda é comprar alimentos orgânicos. Eles não recebem veneno em nenhum momento, desde o plantio até a gôndola do supermercado. Nem veneno nem fertilizante químico. Então são mais saudáveis para o ambiente. E a quantidade de nutrientes por centímetro cúbico é maior. O problema é que a produção da lavoura orgânica é, em média, 30% menor que a convencional – e os vegetais que saem dela acabam 30% mais caros.
Estudos mostram que, mesmo assim, daria para alimentar o mundo só com orgânicos. Mas só se o consumo de carne diminuir. O que uma coisa tem a ver com a outra? É que boa parte do que plantamos é para alimentar animais de criação. Uma peça de picanha, por exemplo, exige 75 quilos de vegetais para ser produzida. Só que o mundo está cada vez mais carnívoro – a China, depois de ter virado a 2ª maior economia do mundo, passou a comer 25% de toda a carne do planeta. Hoje temos 20 bilhões de animais de criação, e a perspectiva da ONU é que esse número vá dobrar até 2050.
Até existe um tipo de carne que não depende nada das plantações: os peixes selvagens. Mas eles não são a alternativa. Primeiro, porque os mais nobres estão acabando. Algumas espécies de atum e de bacalhau não devem escapar da extinção. Segundo, porque existe o perigo da contaminação por mercúrio, pelo menos para quem come certos peixes com frequência.

Cuidado: até os peixes mais saudáveis podem estar contaminados.
Nível de mercúrio

Quanto mais alta a concentração, maior o perigo para quem come com frequência*
Moderado
Atum em lata
Bacalhau
Alto
Atum DE SUSHI
Anchova
Muito alto
Cação
Peixe-espada
Funciona assim: embora o metal possa ser encontrado em todos os ambientes, é no meio aquático que mora o perigo. Graças à ação de bactérias, sobretudo em zonas alagáveis, o mercúrio é transformado em sua forma orgânica e mais perigosa: o metilmercúrio. Nessa versão, ele penetra nas algas. As plantas aquáticas têm baixo teor de mercúrio, mas os peixes herbívoros (que se alimentam dessas plantas) têm um pouco mais. E os predadores (que comem os herbívoros) acabam com um índice bem maior. Quanto mais perto do topo da cadeia alimentar, mais contaminado tende a ser o peixe. Não significa que todo peixe grande esteja contaminado. Se ele vive numa região livre de mercúrio, o que é comum, não tem problema. Mas claro: quem vê cara não vê contaminação. Você só tem como saber o estado dos peixes que comeu se acabar intoxicado – os sintomas são tremores, vertigem, perda de memória, problemas digestivos e renais, entre outros. Não, não precisa parar de comer esses peixes, só ter alguma moderação (veja no quadro). Mas o risco não deve diminuir – o mercúrio é um resíduo das termelétricas. E a maior parte do mundo ainda é movida a carvão…


Peixes contaminados, overdose de gordura e açúcar, fertilizantes que dependem de combustíveis fósseis e destroem ecossistemas… Estamos no fim da linha, então? Sim.
Mas já estivemos antes. Ontem mesmo era 1960, o mundo tinha 3 bilhões de habitantes e uma certeza: estávamos à beira de um colapso. Mais um pouco e não teria comida para todo mundo. Mas não. Chegamos a 6,5 bilhões de pessoas graças justamente à globalização dos fertilizantes e da comida industrializada – a produção em massa barateou os alimentos. Esse boom alimentício ficou conhecido como Revolução Verde. Agora, precisamos de mais revoluções. Uma, a da conscientização sobre os perigos do fast food e da comida processada, já começou. E a ciência tem feito seu papel também, pesquisando alternativas que vão de plantas geneticamente modificadas que dispensam fertilizantes e pesticidas até carne de laboratório – um meio de entregar proteínas sem o intermédio de animais. Seria uma espécie de segunda Revolução Industrial da comida. Não sabemos como nem quando ela vai acontecer. Mas há uma certeza: não podemos ser bestas de esperar pelo colapso.


Mito – Salmão com corante
O salmão é um peixe branco por natureza. O rosa vem da astaxantina, um pigmento que existe em algas microscópicas. Primeiro o camarão come essas algas, depois o salmão come o camarão e fica rosado. Só que os peixes criados em tanques não comem camarão. Deveriam ficar brancos a vida toda. Mas não. Eles são rosa também (menos, mas são). Corante? Não exatamente: o que fazem é colocar astaxantina na ração dos peixes – ela pode ser sintética ou vir daquelas microalgas mesmo.

• Cada 100 quilos de fertilizante químico emite 540 quilos de Co2 para ser fabricado.
• 1/3 das emissões de gases-estufa vem da agropecuária.
• Em 1940, gastávamos 0,5 caloria de combustível fóssil para produzir 1 caloria de comida, hoje gastamos 20 vezes mais.
• Hoje, A área desmatada na Amazônia para criar GADO equivale à de 100 cidades de São Paulo.
• 2/3 de todos os antibióticos fabricados nos EUA vão para a alimentação do gado. Isso cria superbactérias.
• 80% do pimentão vendido no Brasil tem mais agrotóxico que o permitido.
• Depois vêm: 56,4% – UVA / 54,8% – PEPINO / 50,8% – MORANGO
• As frutas anabolizadas por fertilizantes têm menos nutrientes como ferro, vitamina C, cálcio e zinco que as orgânicas.

* Mesmo o consumo diário pode não trazer riscos. Mas, se alguns desses peixes formam a base da sua alimentação, vale conversar com um médico sobre os perigos. ** Os mais usados nos restaurantes japoneses são o atum-branco e atum-amarelo. O de lata costuma ser da espécie skipjack, menor (e menos suscetível ao mercúrio).
FONTE: REVISTA "SUPERINTERESSANTE"

O LADO DARK DA COMIDA - PARTE 1

ALÔ PESSOAL!
Acabei de ler esse artigo da SUPER, e quero compartilhar com vocês.


Verdade – Fertilizante mata Mata peixes, não pessoas. Mas mata. Resíduos de fertilizante vão parar em rios, e daí para o mar. Lá eles fertilizam algas e elas crescem. Mas isso não é bom: quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água. E os peixes sufocam. São as chamadas zonas mortas. Existem quase 400 delas nos mares.
Sem eles para anabolizar as plantações, não haveria comida para todo mundo. O problema é que, com eles, podemos ficar sem mundo. “Na porteira da fazenda, ainda antes do uso, um saco de 100 quilos de fertilizante químico já emitiu 4 vezes esse peso em CO2 para ser fabricado. Depois que aplicam no solo, pelo menos 1 quilo daquele nitrogênio (elemento principal do fertilizante) é liberado para o ar em forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2”, diz o agrônomo Segundo Urquiaga, da Embrapa. Nessa toada, a agropecuária consegue emitir sozinha 33% dos gases-estufa do mundo, mais do que todos os carros, trens, navios e aviões juntos, que somam 14%.
Além disso, os fertilizantes deixam resíduos debaixo da terra que chegam aos lençóis freáticos e acabam no mar. Mas isso é pouco comparado ao que a comida moderna pode fazer ao seu corpo...
Você come nuggets?


Os empanados de frango são um dos ícones da indústria de alimentos, baseada, como qualquer outra, em mecanização, uniformização, produtividade. Essas exigências levam a um fato curioso: há quase 40 ingredientes diferentes em um nugget, mas 56% dele é milho.
A maisena é farinha de amido de milho – o ácido cítrico, a dextrose, a lecitina, tudo é feito com moléculas desse grão. Ou com grãos de soja, dependendo do que estiver mais em conta no mercado de commodities agrícolas (pensando bem, até a galinha é feita de milho e soja – é isso que ela come de ração. Metade da área plantada no Brasil é dominada pela soja, que aparece em 70% dos alimentos processados. E um terço das plantações americanas são lavouras de milho Isso acontece porque soja e milho produzem mais calorias que a maioria das plantas; são resistentes ao transporte e a anos de estocagem, entre outras vantagens competitivas.
Mas qual é o problema de chegar a essa variedade de comida com apenas dois grãos? Os bois podem dar uma primeira resposta.
No mundo desenvolvido, praticamente toda a carne sai das fazendas de confinamento – galpões onde os bois passam a vida praticamente empilhados uns nos outros, só engordando. Nesses galpões, a comida do boi não é capim, mas ração à base de milho e soja. O inconveniente é que ele não come grãos. Industrialmente falando, um boi é uma máquina que transforma celulose de capim (algo que o nosso organismo não digere) em proteína comestível – a carne dele. Mas capim é bem menos calórico que milho e soja. Para ele crescer rápido e ir logo para o corte, tem que ser ração mesmo. Só que o metabolismo do bicho pena para processar tanta comida indigesta. A fermentação dos grãos no sistema digestivo dele pode causar um inchaço do rúmen (o estômago do boi) que pressiona os pulmões e pode matar o animal. Para combater isso, os criadores enchem os bois de antibiótico: 70% dos antimicrobiais usados nos EUA são misturados às rações de animais. O problema é que isso cria superbactérias resistentes a antibióticos. É Darwin em ação: os antibióticos nem sempre matam todas as bactérias. Às vezes sobram algumas que, por mutação genética, nasceram imunes ao remédio. Sem a concorrência de outras bactérias, elas se reproduzem à vontade. Nasce uma cepa de micro-organismo mais resistente a qualquer antibiótico. Ela podem ser letal. Ainda mais se for parar na prateleira do supermercado.
Foi o que aconteceu com uma variedade agressiva de Escherichia coli. Em 2001, o garoto americano Kevin Kowalcyk, de 2 anos de idade, comeu um hambúrguer contaminado por essa bactéria e morreu 12 dias depois. O caso produziu algo inusitado: um recall de hambúrguer.
No Brasil isso não é um problema. Só 6% do nosso abate vem de confinamentos, contra 99% nos EUA. Aqui os bois ficam soltos. Bom para eles, pior para as bactérias. Mas pior também para as florestas. Nossos pastos são formados à custa de desmatamento da Amazônia e do cerrado. E isso leva o Brasil ao posto de 5º maior emissor de CO2 do mundo. Quase 52% dos nossos gases-estufa vêm do desmatamento. Para frear isso de forma realista (porque parar de criar bois e de exportar carne não tem nada de realista), a solução é o confinamento. Só que essa modalidade de criação também não é a panaceia para o ambiente. Os galpões de gado causam tantos impactos quanto uma cidade grande: lixo, esgoto, rios poluídos… Até mais, na verdade. Só os animais confinados que existem hoje nos EUA produzem 130 vezes mais dejetos do que todos os americanos juntos.
Todo esse cocô vai para grandes lagos de esterco, que servem de parque aquático para bactérias: elas podem passar desses lagos para o solo de uma lavoura. Podem e conseguem. Só de recalls de vegetais contaminados por E. coli já foram 20 na última década nos EUA. Em 2009, um surto de salmonela matou 8 pessoas e adoeceu 600 por lá. Grave. Mas não deixam de ser casos isolados.
( VEM MAIS!)


fonte: Eduardo Szklarz                                                                
  5 jan 2011, 22h00 - Atualizado em 31 out 2016, 19h06          
revista "Superinteressante"                        



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A QUÍMICA DOS ALIMENTOS

ALÔ PESSOAL!
Acabei de ler um artigo muito interessante sobre os alimentos industrializados.
Aqui está o o artigo para voces:


química e derivados, química nos alimentos, IYC 2011



A indústria de alimentos experimentou um grande avanço depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), com a entrada no mercado dos produtos instantâneos. A nova opção alimentar se ajustou às necessidades da sociedade, cujo ritmo de atividades econômicas foi se acelerando, enquanto se reduziu drasticamente o tempo disponível das famílias para o preparo da alimentação.
A expansão dessa indústria se apoiou no aprimoramento e no desenvolvimento de técnicas de desidratação, congelamento e higienização, entre outras. A criação de novas embalagens também contribuiu para garantir prazos de validade cada vez maiores. As técnicas de embalagem a vácuo, por exemplo, permitem conservar muitos alimentos industrializados sem refrigeração.
“A dificuldade que as pessoas têm de preparar o seu próprio alimento no dia a dia, principalmente pelo pouco tempo disponível para a alimentação, ou pela distância entre o trabalho e a residência, faz com que, cada vez mais, os alimentos industrializados ganhem espaço nas refeições diárias”, observa Paulo Roberto Nogueira Carvalho, do Ital.
O uso de produtos químicos foi fundamental na evolução da indústria de alimentos, principalmente pela descoberta de novos ingredientes como os aromas, corantes, conservantes, ou mesmo pela possibilidade de devolver aos alimentos alguns dos nutrientes essenciais perdidos nos processos produtivos, como as vitaminas e minerais.
Carvalho acrescenta que a cor presente em grande parte dos alimentos industrializados atuais, os aromas e, muitas vezes, até mesmo o sabor são intensificados pela adição de substâncias químicas. “Muitos alimentos só conseguem ser comercializados com segurança quando são artificialmente conservados por produtos químicos adicionados durante a fabricação. Mesmo quando não utilizados diretamente nos alimentos, os produtos químicos apresentam enorme importância na sanitização dos locais onde esses alimentos são produzidos”, explica.
Os ensaios químicos utilizados no controle de qualidade dos alimentos são cada vez mais sensíveis, detectando níveis que há algum tempo não eram possíveis de serem quantificados. “Essa sensibilidade se deve não só à evolução dos instrumentos analíticos, que se tornaram mais sensíveis, como também ao uso de reagentes químicos de alta pureza, que não interferem nos resultados desses ensaios. As análises químicas de controle de qualidade dos alimentos tornaram-se também mais abrangentes, dando respaldo à vigilância sanitária nos diversos aspectos da segurança alimentar”, comenta Carvalho.
Química e Derivados - Tabela - Onde estão os químicos nos alimentos
Tabela – Onde estão os químicos nos alimentos –
Na opinião de Machado, da Ajinomoto Interamericana, o controle de qualidade da indústria de alimentos avalia constantemente vários parâmetros para garantir segurança para os consumidores. “Entre vários exemplos, podemos citar a pureza dos aditivos, a quantificação de possíveis contaminantes danosos à saúde e a contagem microbiológica”, diz.
A pesquisa em alimentos envolve um trabalho especializado, em decorrência do amplo campo de atuação dos pesquisadores nessa área. No controle de qualidade, procura-se desenvolver novos métodos de análises que possam detectar uma determinada substância presente em níveis baixíssimos em uma matriz tão complexa como os alimentos. A busca por substâncias naturais ou processos que possam eliminar ou substituir os aditivos artificiais ainda utilizados em alimentos também é objeto de pesquisadores especializados. “Os profissionais químicos são, portanto, fundamentais para a inovação na ciência e na tecnologia dos alimentos”, arremata Carvalho.
Para Machado, “esses profissionais contribuem para o desenvolvimento de produtos que satisfaçam ao consumidor e que sejam rentáveis para a indústria”. Além disso, “são muito importantes para a indústria realizar análises de controle com resultados rápidos e confiáveis, a fim de não comprometer a rotina da produção/expedição dos alimentos”.
Basicamente, a indústria de alimentos abrange duas áreas: alimentos naturais e industrializados. Os naturais não passam por transformações ou sofrem apenas pequenas modificações. São os concentrados, secos, desidratados, resfriados e congelados. Já os industrializados sofrem grandes modificações – pasteurização, esterilização, salga e defumação – ou são transformados, como os fermentados, balas e caramelos, bebidas estimulantes e fermentadas, chocolates, condimentos e temperos, gelados comestíveis, gomas de mascar, derivados de leite, massas, óleos e gorduras, e produtos de confeitaria.
De acordo com estatísticas do Conselho Regional de Química – IV Região (São Paulo), a indústria de alimentos foi a quarta maior contratadora de profissionais da química no estado de São Paulo em 2010, com 2.974 pessoas trabalhando em 893 empresas. Os segmentos que mais contratam são as conservas de frutas e legumes; laticínios; massas, pães e bolos; óleos vegetais; e doces.
fonte:http://www.quimica.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

DINHEIRO SUJO- NO SENTIDO CORRETO!

ALÔ PESSOAL!!!
Embora as cédulas de dinheiro estejam perdendo espaço para os cartões de débito automático, ainda é muito grande o volume que circula no País.
E a Revista Veja, através da Vejinha, em parceria com a Unicamp, foram coletadas 80 notas em quarenta estabelecimentos diferentes como igrejas, parques, escolas, restaurantes e os resultados das análises laboratoriais feitas foram assustadoras!!!!
Inclusive para a detecção de drogas, as cédulas forma submetidas a um moderno e caro equipamento chamado espectrômetro de massa, que detecta as moléculas da substancia em determinado ponto do papel.
 E pasmem, TODAS as cédulas tinham vestígios de cocaína.
Capa - dinheiro
espectrômetro de massa- fonte vejasp.abril.com.br
Alguns resultados são surpreendentes e preocupantes. Cerca de 70% delas carregavam bactérias ou fungos em quantidade superior ao limite aceitável por critérios de higiene. E todas (sim, todas) apresentaram vestígios de contato com a cocaína.
Alguns dos locais que registraram maior índice de contaminação das notas foram o Templo de Salomão, no Brás, o empório gastronômico Eataly, no Itaim, a feira livre do Pacaembu, às terças-feiras, na Praça Charles Miller, e o parque infantil Kidzania, no Shopping Eldorado. Entre as principais bactérias encontradas estão estafilococos, causadores de alergias e infecções de pele como piodermite e furúnculo, e bacilos, que provocam problemas gastrointestinais como diarreia, vômito e intoxicação alimentar. “Quem come logo após segurar dinheiro está sujeito a tudo isso”, explica o médico Ralcyon Teixeira, supervisor do pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Já os fungos podem produzir alergia, rinite e outras doenças respiratórias.”
Na maioria das situações, os microrganismos são deixados nos maços por pessoas que não lavam as mãos depois de ir ao banheiro. É simples assim.
 quadro torna-se mais crítico pela própria característica física da cédula, cuja porosidade faz dela uma esponja para todo tipo de imundície. Produzido em uma fábrica na cidade de Salto, a cerca de 100 quilômetros da capital, o papel usado como base da nota é composto de fibra de algodão, com textura mais firme e áspera que a do papel comum. Na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, ele passa por diferentes tipos de impressora, onde recebe elementos de segurança. Um deles é específico para as notas de 2 e 5 reais, as mais usuais. Trata-se de um verniz protetor que forma uma película de polímero sobre os dois lados da folha. Aplicado desde 2013, é transparente, imperceptível ao tato e não interfere no aspecto visual. Seu principal objetivo é dificultar a absorção de sujeira, aumentando a resistência e a durabilidade do material.
Tabela composição dinheiro
Depois de ler tudo isso, atenção para o dinheiro que você carrega: higienize as mãos sempre que utilizar as cédulas e NUNCA coma após ter mexido com dinheiro- e nem aceite que alguém faça isso com você !!!!
fonte da matéria:http://vejasp.abril.com.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ÁGUA CÓSMICA - OS CAMINHOS DA ÁGUA

ALÔ PESSOAL!!!
Demorou um pouco, mas estamos aqui!!!


Vamos falar de água, já que o assunto do momento é esse. Ainda mais com o temporal que  cai lá fora!!!!!!!! e não dentro das represas e mananciais.
Leia o texto de:
- 23 de fevereiro de 2015- site da Superinteressante:


 "Quando a Terra se formou, há 4,5 bilhões de anos, não havia água nessa região do Sistema Solar. A ignição do Sol causou uma explosão cataclísmica, que expulsou as moléculas mais leves (caso das de água) para os confins do Sistema. Mas essa água, felizmente, voltou. Veio de carona em cometas, que são basicamente bolas gigantes de gelo, cada um com o tamanho de uma cidade. Nos primeiros milhões de anos de vida da Terra, era tanto cometa caindo que a nossa caixa d´água encheu rápido. Há 3,8 bilhões de anos, já tínhamos todos os 1,3 quintilhão de litros d´água de hoje. Olhe para um copo de água e você estará vendo um extraterrestre, que só pousou por essas bandas depois de um tour para além da órbita de Netuno. Seu corpo, que é 65% de água, pode ser visto da mesma forma. Uma vaca (75%), mais ainda. Um tomate ou um chuchu (95%), então, nem se fala. Eles são pouca coisa além de H2O.
Trata-se de uma molécula virtualmente indestrutível. Por mais que todo mundo já tenha ouvido que a água é “o petróleo do futuro”, que “as guerras do próximo século serão por água doce”, a frase não faz sentido. A água potável não está acabando, porque não é um recurso finito. Ela é eterna. Petróleo, obviamente, não. Você queima um tanque de gasolina e já era. Não existe mais gasolina. Vira tudo fumaça e pronto, acabou. Com água, não. Ela não se decompõe, não apodrece e, quando vira fumaça, desce de novo na forma de gotas.
Tanto é assim que o H2O que você bebe hoje, seja na forma de cerveja ou de picanha, quase certamente já foi bebido por um dinossauro. Uma garrafinha cheia de água mineral tilintando de pureza talvez tenha alimentado a banheira de Cleópatra, ou a privada de Hitler. Até o nosso xixi eventualmente volta para as nossas bocas na forma de água cristalina – despoluída pela evaporação do mar. Ou acaba exportado até, caso o esgoto pelo qual o xixi passe desemboque no mar e vire chuva em outro canto do planeta, de carona com as correntes marítimas.
Um xixi feito na rodoviária de Fortaleza cai no Atlântico e pega a Corrente Equatorial Norte. De lá, vai até o Caribe. Com sorte, segue viagem até a Europa, via Corrente do Golfo. Dependendo de onde o H2O do xixi evaporar, ele pode virar garoa em Londres. Uma parte dessa chuva londrina cai no Sistema Lee Valley, o Cantareira deles. Depois dessa escala, a água do xixi cearense pode até acabar num copo de cristal do Palácio de Buckinghham, e escorregar pela goela da Rainha da Inglaterra. Lá dentro do sistema digestivo da dona Elizabeth, a água volta rapidamente para a forma com que saiu do Ceará. E o ciclo começa outra vez.
Os xixis do Sudeste preferem outros destinos. São mais aventureiros. A urina que reflete ao pôr do sol no Arpoador tende a seguir para o Sul. E depois que a Argentina acaba, ela pode entrar numa fria: cair na forma de neve em algum canto da Antártida. Aí é fim de festa. A água do xixi vai terminar esse capítulo da vida dela exilada, talvez por vários milênios. É que na Antártida ainda não chegou essa novidade chamada “evaporação”. A única chance de escapar dessa Alcatraz de moléculas de água e voltar ao mar (e eventualmente para a nossa vida) é virar cocô de pinguim, ou derreter no verão. Mas, mesmo com os esforços para preservar as populações de pinguins e o aquecimento global, a chance de o H2O congelado escapar ainda é pequena.
Tão pequena que agora mesmo existe três vezes mais água doce na forma de gelo do que na de líquido. Por mais que os termômetros de rua nos digam o contrário, estamos no meio de uma era glacial – qualquer era geológica em que existe gelo permanente fora das geladeiras é considerada uma era glacial. Já houve glaciações mais geladas, claro. Há 650 milhões de anos, a Terra deixou de ser azul e ficou branca para quem olhasse do espaço. Era tanto gelo que a temperatura média de onde hoje fica a Amazônia ficava em -20 ºC. Bom, agora a nossa era glacial caminha para o fim – um fim acelerado pelo CO2 das usinas termelétricas e dos escapamentos de carros. Mesmo assim, 65% da água potável do mundo continua presa em geleiras, já que a nossa era glacial continua implacável: tal qual um Stálin atmosférico, capturando toneladas de H2O todos os dias, mandando tudo para um exílio polar.
Em suma: a dinâmica da Terra não ajuda no abastecimento de água. Nem a do mar. Evaporação à parte, ele ainda teima em manter 97% da água do mundo na forma de um veneno conhecido como “água salgada”. Um veneno que você bebe sempre que toma um caldo de uma onda, mas que mata mesmo que ingerido em quantidades frugais.
Dos 3% que neste momento estão sob a forma de água tomável, quase tudo mora debaixo da terra, num grande pré-sal aquático, pouco acessível. Só 0,26% do total planetário de H2O está aí dando sopa em rios, lagoas e represas para consumo imediato. Mas fontes do naipe do Rio Tietê, da Lagoa Rodrigo de Freitas e da represa Billings entram nessa conta, que dá 3,3 milhões de trilhões de litros. E, se você consumir a água desses esgotos com nome bonito, o que vai ter de imediato mesmo é uma diarréia."

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

DIFERENÇA ENTRE ATERRO SANITÁRIO E LIXÃO

ALÔ PESSOAL!!!!
Ontem, dia 3 de agosto de 2014, saiu uma reportagem no "Estado de São Paulo" sobre o aumento na quantidade de lixo.
Transcrevo alguns trechos. A reportagem é de Adriana Ferraz.

"Em vez de reduzir, o brasileiro produziu mais lixo em 2013. O aumento foi de 4,1% em relação ao ano anterior, o que representa quase 3 milhões de toneladas a mais no ano. Tais números situam o Brasil na quinta posição entre os que mais produzem lixo no mundo- atrás dos EUA, China, UE e Japão.
O país está longe de atingir as metas estipuladas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos .
Na média,por habitante também houve alta de 0,39% em média. Já a coleta recuou. Deixou-se de coletar 10% do lixo produzido, ou seja, 20 mil toneladas por dia, que nem sequer forma para o lixão.Acabaram em córregos ou no meio da rua.
Pela lei a redução do lixo é tratada como prioridade assim como a eliminação dos lixões,em seu lugar, a construção de aterros sanitários.
O governo estadual tinha estipulado a data de 2 de agosto como limite para cumprir a meta.
Mas pelo visto, isso só vai ocorrer em 2060!"

Afinal qual a diferença entre o aterro sanitário e o lixão?
Características do lixão:
apenas um lugar para o descarte do lixo, sem proteção ambiental ou à população. O lixo produz o chorume, um líquido tóxico, resultado da decomposição do lixo. No lixão ele penetra no solo e contamina o lençol freático.
O gás metano produzido na decomposição do material orgânico, não tendo para onde ir, cria riscos de explosões e contribui para o efeito estufa.
 O lixo exposto atrai ratos, urubus, baratas que causam doenças
Os catadores trabalham sem proteção, ficando expostos a acidentes e doenças.



 
Características do aterro sanitário:
O local é preparado para receber o descarte. Há regras para acondicionar o lixo, protegendo o solo, o ar e água.
Cada camada de um aterro é coberta com argila e uma manta de plástico. O lixo fica exposto por apenas algumas horas e logo é coberto. Não atrai animais.
O chorume é tratado e a água é usada no aterro para irrigar plantas e lavar equipamentos.
O gás metano produzido é canalizado e queimado podendo gerar energia elétrica.
 

 
 então, você já sabe!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BANHEIROS QUÍMICOS- COMO SÃO FEITOS?

ALÔ PESSOAL!!!
Depois da decepção da COPA no Brasil, vamos a um item que foi muito usado:
banheiro químico!
 
História:
O primeiro sanitário portátil surgiu nos anos 1940, na Califórnia. Em uma área de construção de barcos, um dos chefes dos operários notou que eles perdiam muito tempo indo até as docas para usar o banheiro. Então ele encomendou uma cabana de madeira, com um pequeno tanque, para colocar nos barcos. A ideia logo foi vista como forma de aumentar a produtividade e os banheiros se espalharam pela construção civil.

O químico do banheiro
Sob o assento dos banheiros, há um tanque que armazena até 264 litros de cocô e xixi. É nele que acontece a reação química: um sanitarizante à base de amônia é misturado com água e desodorizante e colocado ali antes do uso. Essa mistura faz com que as bactérias dos resíduos adormeçam e parem de produzir o gás metano, que causa o mau cheiro.

200 usadas
Em média, os banheiros químicos suportam até 200 usadas antes de precisarem ser esvaziados. Isso se o público for metade feminino e metade masculino. O cálculo é o seguinte: são necessárias duas cabines para cada 500 pessoas e uma hora de evento. Se tiver bebida alcoólica ou se houver mais mulheres do que homem no local, o ideal é pedir cerca de 13% a mais porque elas demoram mais no banheiro.

Sem educação
Em festas e eventos, todo mundo reclama da sujeira dos banheiros. O problema está nos usuários: os foliões não se preocupam em manter o espaço limpo. Já funcionários de obras são mais cuidadosos - os banheiros ficam até uma semana sem manutenção (sete dias!). E olha que cada banheiro é usado por 10 trabalhadores em turnos de 40 horas.

Xixi campeão
Durante o Carnaval carioca de 2011, foram disponibilizados 13 mil banheiros químicos nas ruas, batendo o recorde das 7 mil unidades usadas na posse de Obama, em 2009. A quantidade de resíduo desses sanitários daria para encher uma piscina olímpica - e ainda sobram 10 mil litros.

Fontes Roberto Zeilin, presidente da Associação Latinoamericana de Sanitarização; Associação Internacional de Sanitárização Portátil, Secretaria Especial de Turismo do Rio de Janeiro.

terça-feira, 8 de julho de 2014

NOVAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DA ÁGUA

OLÁ PESSOAL!!!!!
Bom, hoje é dia de jogo, mas vale pensar que os reservatórios estão vazios e haverá sim racionamento de água.
É só a Copa acabar....
Mas, para saber se a água é potável ou não, existem testes que são realizados, mas demorados.
Testes realizados hoje:
Relatório de Análise Bacteriológica da Água
Leia o texto abaixo sobre novas técnicas:
No estuário de Kiel, no norte da Alemanha, Ulrich e Erik recolhem as amostras de água do mar Báltico. Ambos trabalham num projeto europeu de investigação cujo objetivo é desenvolver testes universais para a água doce.
O controle da qualidade da água é uma questão de saúde pública e não apenas para os humanos. É o que explica Ulrich Breitenbach, biólogo marinho: “No verão, sobretudo nos lagos pode verificar-se um aumento da poluição. Surgem, por exemplo, cianobactérias que produzem diferentes toxinas. Por isso, é possível que os animais que vão beber ao lago tenham problemas de saúde.”
Depois de medir parâmetros como o vento, a temperatura e a salinidade, Ulrich regressa ao laboratório com 50 litros de água. Graças a um sistema inovador de filtros, reduz os 50 litros para um litro. As amostras são, depois, enviadas para os diferentes parceiros do projeto para análise.
“O projeto nasceu da necessidade de responder às questões urgentes ligadas à água. Cada ano, há mais de 150 mil mortes derivadas a doenças ligadas, direta ou indiretamente, aos patogéneos ou toxinas que contaminam a água”, descreve Orlando Gualerzi, coordenador do projeto.
A equipa desenvolveu um chip universal de “microarrays” para detetar micróbios que incluem bactérias, vírus e cianobactérias. O chip tem o tamanho de um selo e é feito em Berlim com uma máquina que funciona como uma impressora.
“Uma etapa-chave na preparação dos “microarrays” é imprimi-los. Aqui podemos imprimir centenas de pontos pequenos com menos de um milímetro de diâmetro”, explica o investigador Wilfried Weigel.
Os “microarrays” detetam micro-organismos ao reconhecer as sequências ARN e ADN. Ao usar bioindicadores, o biochip avalia a qualidade da água, muito mais rapidamente do que outros métodos.
“A grande vantagem deste método é conseguir uma resposta imediata. Podemos detetar num dia a presença de perto de 150 espécies diferentes. Em pouco tempo, temos uma resposta”, continua Wilfried Weigel.
Como são detetadas e analisadas as toxinas? Em Lugo, na Espanha, os investigadores elaboraram um método chamado Luminex, baseado em anticorpos para as detetar.
Amparo Alfonso Rancaño, investigador na Universidade de Santiago de Compostela, explica: “Estamos a fazer um mapa de águas provenientes de diversos pontos com o qual estudamos a presença de toxinas em diferentes países da Europa. Isto não significa que a água esteja contaminada para o consumidor. Estamos a falar de lagos, ou seja, água antes de ser processada para o consumo humano.”
Conhecer as toxinas permite saber em que altura do ano se deve ser mais prudente. Mas, de uma forma geral, as águas europeias não são perigosas.
Para conhecer melhor o projeto, consulte www.microaqua.eu.
http://amanatureza.com/projeto/wp-content/uploads/2007/04/natureza_rio.jpg
foto:amantureza.com.br

( Euronews)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

OS LUGARES MAIS POLUIDOS DO PLANETA!

ALÔ PESSOAL!!!!
Todos sabemos alguma coisa sobre poluiçõa, afinal é palavra da moda e de ordem pública.
mas será que temos noção de quanto um lugar pode estar poluído?
Leia essa reportagem da SUPER e se surpreenda com  capacidade dos seres humanos em destruir!


Os moradores de São Paulo sabem uma coisa ou duas sobre poluição, é verdade, mas – ainda bem! – estão longe das situações extremas encontradas em locais em que a poluição é resultante de problemas que vão desde a crescente quantidade de lixo eletrônico produzido até a produção de armas químicas. Em parceria com a Cruz Verde Internacional, o Instituto Blacksmith estudou a situação de mais de 2 mil focos de poluição em 49 países na última década – e o que descobriram não é nada legal: a poluição tóxica ameaça a saúde de mais de 200 milhões de pessoas no planeta e poluentes industriais já afetam mais pessoas do que a malária.
Os dados levantados pela instituição também apontam para outro fato importante: apesar dos dez lugares mais poluídos não se encontrarem em nações ricas, elas não estão livre da culpa. Isso porque grande parte da poluição encontrada em países pobres está ligada ao estilo de vida dos mais ricos – uma fábrica em Bangladesh, por exemplo, fornece couro para calçados feitos na Itália e vendidos em Nova York ou Zurique; em Agbogbloshie, Gana, os moradores sofrem com o impacto do lixo eletrônico dos aparelhos eletrônicos usados em países do ocidente. A população local nessas áreas “está muitas vezes poluindo o ambiente não por que acham divertido, mas por uma questão de sobrevivência”, apontou Stephan Robinson, da Cruz Verde Suíça, durante a conferência de apresentação dos dados levantados.
Confira quais são os 10 lugares mais poluídos do mundo, segundo levantamento do Instituto Blacksmith:
1- Agbogbloshie ( Gana)
01_gana

É a segunda maior área de processamento de lixo eletrônico da África Ocidental, chegando a importar cerca de 215 mil toneladas de resíduos oriundos da Europa. Por lá, a situação é séria: devido à composição heterogênea dos materiais coletados, reciclá-los de forma segura é um processo complexo que requer grande habilidade e tecnologia adequada – coisas que não são aplicadas no aterro. São várias as atividades irregulares que causam impacto ambiental na região – em uma das etapas mais nocivas, por exemplo, os recicladores queimam o plástico que envolve fios de cobre, muitas vezes usando isopor. O resultado é a liberação de metais pesados presentes nos cabos, que contaminam as residências e o solo.
2. Chernobyl (Ucrânia)
02_chernobil



A cidade de Chernobyl, na Ucrânia, ainda está longe de se recuperar da tragédia ocorrida em 25 de abril de 1986 – na ocasião, um dos piores acidentes nucleares da história, a explosão de reatores liberou 100 vezes mais radioatividade que as bombas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, afetando uma área de 150 mil quilômetros quadrados. O acidente é considerado responsável por mais de 4 mil casos de câncer de tireóide, e a estimativa é de que a radioatividade ainda presente na área coloque em risco entre 5 e 10 milhões de pessoas na Ucrânia, Rússia, Moldávia e Belarus.


3. Rio Citarum (Indonésia) 
03_cintarum
Cobrindo uma área de cerca de 13 milhões de quilômetros, o Rio Citarum fornece 80% da água consumida pela população local, irriga fazendas que produzem cerca de 5% do arroz cultivado no país e atende 2 mil fábricas da região. Estaria tudo certo não fosse por um “detalhe”: o Citarum está contaminado por dejetos industriais e domésticos e, em testes realizados pelo Instituto Blacksmith, foram encontrados níveis de chumbo mil vezes maiores que o aceito internacionalmente, e níveis de magnésio quatro vezes superiores ao recomendado. Ao longo dos próximos 15 anos, o governo indonésio pretende investir cerca de 3,5 bilhões de dólares na revitalização do rio com o qual 9 milhões de pessoas têm contato


4. Dzerzhinsk (Rússia)
Em 2007, o Livro Guinness de Recordes citou Dzerzhinsk como a cidade mais poluída do mundo. A menção estava longe de ser gratuita: amostragens de água coletadas na cidade apresentaram níveis de dioxinas e de fenol mil vezes acima do recomendado. A alta concentração de toxinas causou o aumento de doenças como câncer dos olhos, pulmões e rins e fez a expectativa de vida na região cair drasticamente – em 2006, a esperança média de vida em Dzerzhinsk era 47 anos para as mulheres e apenas de 42 para os homens. A contaminação tem origem antiga: durante todo o período soviético, Dzerzhinsk foi responsável pela maior parte da fabricação de produtos químicos, incluindo armas. Entre 1930 e 1998, cerca de 300 mil toneladas de resíduos foram despejados incorretamente na cidade, contaminando os lençóis freáticos com mais de 190 substâncias. Atualmente, a região ainda é um centro significativo da indústria química russa, mas, ao longo dos últimos anos, esforços têm sido feitos para fechar instalações obsoletas e recuperar o solo contaminado.

5. Hazaribagh (Bangladesh)
05_h
Do total de 270 curtumes registrados em Bangladesh, quase 90% estão localizados em Hazaribagh e empregam mais de 10 mil trabalhadores, que são expostos a condições de trabalho extremamente perigosas: todos os dias, as fábricas descartam 22 mil litros cúbicos de resíduos tóxicos cancerígenos. O resultado você já pode imaginar: além de câncer, a população enfrenta uma série de problemas de saúde, como doenças respiratórias, queimaduras ácidas, erupções cutâneas, dores, tonturas e náuseas. Para piorar, as casas dos trabalhadores estão localizadas ao lado de córregos, lagoas e canais contaminados. A indústria do couro ainda provoca outros impactos na região: recicladores informais queimam restos de couro para produzir uma série de produtos de consumo, contribuindo também para poluição do ar.
 ( publicação em dezembro de 2013)

quinta-feira, 20 de março de 2014

O QUE VAI PELO RALO?

ALÔ PESSOAL!!!!!
Já imaginaram a quantidade de coisas que podem ( e são!) encontradas nos ralos da vida?
Como sempre, a SUPER, fez uma bela matéria sobre o assunto que é , digamos, nojento!
Mas necessário você saber!
foto: http://tavaintalado.blogspot.com.br




A falta de cuidados com o ambiente pode se voltar contra você. Essa afirmação pode parecer meio batida, mas é ainda mais verdadeira quando consideramos a infinidade de coisas que são jogadas no ralo das pias. Tem gente que não pensa duas vezes antes de atirar no ralo cotonetes, restos de comida ou a poeira varrida da casa. Com o tempo, essas coisas se transformam em obstruções nos encanamentos que podem provocar graves entupimentos na rede de esgotos ou em casa. No centro expandido de São Paulo, a Sabesp realiza cerca de 2 mil desentupimentos por mês. Isso acontece porque as redes de coleta e tratamento de esgoto têm tubulações mais estreitas que as galerias pluviais, nas ruas. Por isso, entopem com mais facilidade quando se acumulam restos de comida ou objetos no seu interior.
Um dos principais vilões que descem pelos ralos é o fio dental. Fabricado com materiais cada vez mais resistentes, seu acúmulo acaba formando uma rede que prende outros materiais, obstruindo as tubulações. O excesso de produtos químicos de limpeza é outro problema frequente, pois pode prejudicar o próprio sistema de tratamento dos esgotos, tornando-o ineficiente.
Nos locais onde não há tratamento de esgoto o descarte inadequado de produtos pelo ralo costuma agredir diretamente o ambiente. Isso porque os dejetos acabam sendo lançados nos rios, córregos e no mar, na maioria das vezes causando mau cheiro e a morte de animais e plantas.
No banheiro
Aquele fio dental que displicentemente você deixa cair no ralo da pia vem se tornando um grave transtorno para os esgotos de todo o mundo. Eles acabam ficando presos na rede de tubulações, onde, acumulados, formam uma teia que prende outros tipos de lixo. Resultado: entupimentos e transbordamentos na rua e dentro das casas, além de mais dificuldade para o tratamento dos resíduos. Outros produtos também costumam ser lançados no ralo ou no vaso sanitário. Entre eles estão fraldas descartáveis, absorventes, pontas de cigarro, cotonetes e preservativos. E, por favor, retire os fios de cabelo dos ralos do chuveiro e da pia. Eles também são um verdadeiro enrosco.
Na cozinha
De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), 1 litro de óleo é responsável pela poluição de 1 milhão de litros de água. A companhia estima que uma família gera 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. Os sistemas de tratamento de esgotos não são projetados para cuidar do óleo, e sim da sujeira que deveria estar no esgoto. O óleo volta aos rios, por ser mais leve, fica na superfície, impedindo a oxigenação das águas e causando a morte de micro-organismos e peixes. O que fazer então com o óleo? Reserve o óleo em garrafas pet e, quando tiver acumulado alguns litros, entregue-o a centros de coleta, que depois o usarão para fazer sabão. Consulte a prefeitura ou a empresa de saneamento básico da sua cidade para saber se esse serviço está disponível.
Na área de serviço
Pequenas peças de roupa, como meias ou lenços, acabam indo pelo ralo abaixo. Nesse caso, a solução é simples: colocar uma grade de proteção no ralo. Outro problema comum na área de serviço é o descarte de produtos tóxicos no tanque. O mais comum é a água sanitária, que deve ser usada sem abusos, pois tem grande potencial de poluir o ambiente. Pode ser substituída na limpeza da casa por misturas com bicarbonato de sódio, vinagre e suco de limão. Produtos de limpeza devem ser utilizados de acordo com a indicação do fabricante, com o consumo de todo o conteúdo das embalagens, sem despejá-los diretamente na pia. O uso de venenos e inseticidas deve ser evitado.
No quintal
Aqui, uma complicação frequente para os esgotos é a própria água da chuva. Algumas pessoas conectam a descarga das calhas à rede de esgotos, que, ao contrário da rede de águas pluviais, não está preparada para receber o excesso de água. O resultado é o transbordamento dos esgotos nas ruas e até mesmo o refluxo pelos ralos. A sujeira varrida de toda a casa deve ser recolhida com uma pá e jogada no lixo. Não jogue a poeira no ralo, pois aí ela tende a se acumular na parte de baixo dos encanamentos, vindo a provocar entupimentos. Também deve-se evitar que folhas e galhos caiam nos ralos.
ENTÃO, VAMOS LIMPAR O RALO!!!!!!!!!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

QUIMICA DOS ALIMENTOS - 2

ALÔ PESSOAL!!!
Como eu já havia colocado para vocês, vamos para a segunda parte da química dos alimentos:
 

A Química alimentar é um campo do conhecimento no qual é estudada química do processamento de alimentos e as interações de todos os componentes biológicos e não biológicos destes. Ela se baseia nos princípios da físico-química, química orgânica, química analítica e bioquímica, enfatizando os conceitos químicos necessários para estabelecer as relações entre composição química e as propriedades funcionais, nutricionais e organolépticas de um alimento.
Os componentes biológicos incluem itens como carne,leite, grãos, açúcares, frutas, legumes, entre outras. Em boa parte é similar à bioquímica, pois os principais componentes dos alimentos são os carboidratos, as proteínas e os lipídios. No entanto, também são estudados a água, as vitaminas, os minerais, as enzimas, os aditivos alimentares, como aromas, corantes, emulsificantes, entre outros.
Vamos ver os carboidratos, as proteínas e os lipídios.
Depois, e, Química dos alimentos 3, vamos para os aromas, corantes e emulsificantes.
ÁGUA 
É o mais importante componente dos alimentos, a qual pode passar de 50% em produtos cárneos até 95% em alface, pepino e em tomate e derivados. É um componente fundamental também por sua importância para o desenvolvimento microbiano e para as reações químicas que ocorre nos alimentos. Uma maneira de medir a água em alimentos é através da atividade de água (Aw), um fator muito importante na conservação de alimentos. de modo geral, quanto menor o Aw, menor a taxa de crescimento microbiano e reações químicas nos alimentos. Alguns dos principais métodos de conservação dos alimentos está baseado na desidratação dos alimentos, ou seja, secagem, concentração e liofilização.

CARBOIDRATOS
Compreende aproximadamente 75% da biomassa terrestre e 80% da alimentação humana, sendo que o mais comum é o amido. A versão simples de um carboidrato é um monossacarídeo os quais possuem uma proporção de carbono, hidrogênio e oxigênio de 1:2:1 sob a fórmula geral de CnH2nOn onde n é no mínimo 3. A glicose e a frutose estão entre os monossacarídeos mais comuns, os quais, quando combinados formam a sacarose, que é o açúcar de mesa. Uma cadeia de monossacarídeos forma um polissacarídeo, que é um carboidrato de alto peso molecular. Nesta categoria estão a pectina, a quitina, a celulose, o ágar, a goma xantana, entre outros.
O teor de açúcares de baixo são geralmente medidos em graus bri

LIPÍDIOS
O termo lipídios compreende um grande número de moléculas de diferentes funções orgânicas que possuem como características comuns o fato de terem origem biológica e serem praticamente insolúveis em água por serem apolares. Este grupo inclui as ceras, os ácidos graxos, fosfolipídios, esfingolipídios, glicolipídios, terpenóides, entre outros. Alguns lipídios são moléculas lineares alifáticas, enquanto outras apresentam estrutura anelas, podendo alguns serem aromáticos.
A maior parte dos lipídios possuem uma porção polar,embora geralmente, sua estrutura seja predominantemente apolar, significando que não interagem com compostos polares como a água. As estruturas polares, quando presentes, fazem com que alguns, como é o caso dos fosfolipídios, sejam compostos anfifílicos.
Os lipídios em alimentos são divididos em dois grupos, os óleos e as gorduras, sendo que o primeiro grupo são líquidos e o segundo grupo são sólidos à temperatura ambiente. Os óleos são em geral de origem vegetal como os provenientes de grãos oleaginosos como milho, algodão, girassol, canola, soja, gergelin, etc.Mas há óleo de fígado de bacalhau, que é liquido e animal. Já as gorduras são, em geral, de origem animal como a manteiga, a banha e o sebo, embora algumas também podem ser de origem vegetal como os do coco e cacau.

PROTEÍNAS
As proteínas compõem mais de 50% do peso seco de uma célula e são um grupo diversificado de complexas macromoléculas cujas unidades formadoras básicas são os aminoácidos. Possuem funções fundamentais na estrutura e no funcionamento das células. Seus constituintes básicos são o carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e um pouco de enxofre, elas também podem conter, mas em quantidades bem inferiores, ferro, cobre, fósforo ou zinco.
Nos alimentos, as proteínas são de fundamental importância tanto no aspecto nutricional, fornecendo aminoácidos, como para o desenvolvimento de características importantes como textura .

VITAMINAS 
Vitaminas são nutrientes necessários em pequenas porções para um bom funcionamento do metabolismo. Elas são divididas em dois grupos básicos: as hidrossolúveis, ou seja, solúveis em água, como as vitaminas C e as do complexo B, e as lipossolúveis, ou solúveis em lipídios, como as vitaminas A, D e E. Uma ingestão adequada de vitaminas pode prevenir doenças como beribéri, anemia e escorbuto enquanto uma dose excessiva pode produzi outros distúrbios como náuseas, vômitos e até a morte.
Algumas vitaminas como a C e a E são reconhecidos antioxidantes alimentares, sendo muitas vezes usados pela indústria alimentícia com esse fim.( fonte: Wikipédia)
Abaixo, as quantidades de proteínas em 100 gramas dos alimentos citados:

 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

INFORMAÇÕES LEITOSAS!

ALÔ PESSOAL!
Estava dando uma olhada na SUPER ( arquivo) e vi essa matéria sobre o leite!
Bem interessante!
"Cola aí"!
reportagem de Yuri Vasconcelos:
O leite materno é o primeiro alimento que uma pessoa experimenta na vida. Há alguns milênios, o homem descobriu que não precisaria parar de tomá-lo quando deixasse de ser um bebê – para obter leite, era só roubá-lo de outros animais, como a vaca e a cabra. Descobriu também um universo de possibilidades culinárias decorrentes das propriedades do leite, como a fabricação de queijos e iogurtes
Por que existem leites A, B, C?
O leite de vaca é uma solução aquosa de proteínas, gordura, açúcar e sais minerais. A quantidade desses componentes varia de acordo com diversos fatores, mas a classificação “alfabética” – A, B e C –, determinada pelo Ministério da Agricultura, diz respeito somente ao grau de higiene da ordenha. Para ser classificado como do tipo A, exige-se que o leite cru contenha, no máximo, 10.000 bactérias por mililitro; para o leite B, até 500.000 bactérias; para o leite C, não há limite definido. Mas isso não significa que o leite vendido no supermercado pode ter uma infestação bacteriana que tende ao infinito. Para ser vendido, todo leite precisa ser pasteurizado: é aquecido a temperaturas entre 72ºC a 75ºC por 12 a 15 segundos, para que o número de microorganismos patogênicos seja sensivelmente reduzido. A classificação considera também outros fatores: o leite do tipo A, por exemplo, deve ser de origem conhecida.
É o chamado leite de granja, em que a ordenha, a pasteurização e o envasamento acontecem na fazenda. O leite B é uma mistura de leites de diferentes rebanhos leiteiros. Ambos são obtidos por ordenha mecânica e possuem gordura integral (entre 3,5% e 4%), destinando-se ao consumidor final e não à indústria. Já o leite C tem menores exigências de produção, sua gordura é padronizada em 3% e ele é usado pela indústria na fabricação de derivados, como manteiga e queijo.
Os leites são classificados de acordo com o grau de assepsia na hora da ordenha



Por que o leite derrama quando é fervido?
É simples. Quando o leite é aquecido e sua temperatura chega próxima dos 100ºC, a água presente no leite se transforma em vapor. O fenômeno ocorre inicialmente no fundo da panela, onde a temperatura é maior. As bolhas de ar sobem para a superfície da panela, mas quando chegam lá encontram uma barreira física formada pela camada de gordura e proteínas, que dão origem a uma espécie de película. Sem outra alternativa, as bolhas de vapor de água empurram para cima essa camada superficial derramando-a em forma de espuma. O mesmo fenômeno não ocorre com a água porque as bolhas de vapor não encontram nenhuma resistência na superfície. Quando atingem esse ponto, elas, naturalmente, arrebentam e escapam para a atmosfera. Para evitar que o leite derrame – se você quiser, por exemplo, cozinhá-lo a ponto de ele virar doce de leite – a única solução é mexer constantemente com uma colher para impedir a consolidação da película.
Gorduras e proteínas são culpadas por essa lambança
O que é leite integral, homogeneizado, em pó, condensado e evaporado?
O leite integral tem o teor de gordura original produzido pela vaca, como os leites A e B. Quanto à gordura, os leites podem ser classificados ainda de semidesnatados e desnatados. O leite homogeneizado passa por processos mecânicos que evitam o surgimento da nata. “Esse leite é mais fácil de ser digerido, embora o leigo, ao não enxergar a nata, possa pensar que se trata de leite adulterado”, diz o veterinário Wladimir Padilha da Silva, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul. O leite em pó nada mais é que o leite desidratado, do qual se retirou toda a água por meio de aquecimento. O processo dura poucos segundos, evitando o cozimento do leite, o que alteraria suas propriedades. No leite condensado é retirada parte da água, acrescentando-se açúcar para prevenir ou retardar alterações. O leite evaporado, por fim, é parcialmente desidratado, acondicionado em embalagens hermeticamente fechadas e esterilizado – por essa razão, não precisa ser armazenado sob refrigeração. E
Como o leite se transforma em queijo?
O queijo é produzido a partir da coagulação do leite. Ela acontece graças ao coalho, uma enzima obtida no estômago do bezerro, também chamada de renina ou quimiosina. Quando o coalho é adicionado ao leite, ele age sobre a caseína, uma proteína que corresponde a 80% do total das proteínas do leite. No leite in natura, a caseína se mantém em suspensão no líquido. O coalho faz ela perder a solubilidade. “Assim, elas se associam entre si, coagulando o leite”, diz Ernani Porto, responsável pelo setor de laticínios da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, em Piracicaba. Nesse momento, o leite fica firme, com a consistência de um pudim, retendo o soro no seu interior. O passo seguinte é separar a massa do soro, o que é feito por um processo simples de drenagem, e a colocação desta em fôrmas para dar o formato final do queijo. A última etapa consiste na maturação, quando o queijo desenvolve sabor e aroma.
O mesmo leite pode fazer uma infinidade de tipos de queijo
É seguro comer o bolor azul?
Determinados tipos de queijo sofrem um processo denominado maturação, que pode ser desencadeado por bactérias e/ou por fungos. Esses microorganismos têm enzimas que degradam componentes do queijo, liberando ácidos graxos, que possuem um odor acentuado. Como eles são voláteis, nós detectamos sua presença pelo olfato. A “quebra” (hidrólise) desses compostos deixa o queijo mais macio e mais saboroso. “Em alguns tipos de queijo, como roquefort, gorgonzola e camembert, a maturação é feita por bolores (fungos), que podem ser consumidos sem problema algum, pois são culturas microbianas selecionadas a partir de pesquisas que comprovam sua completa inocuidade”, diz o médico-veterinário Celso Medina Fagundes, do Departamento de Ciência e Tecnologia Agroindustrial da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul. “Mas quando o queijo mofa naturalmente, na geladeira, por exemplo, não sabemos qual é o tipo de microorganismo que está presente e, por isso, seu consumo não é indicado”, afirma.
O bolor do gorgonzola é seguro (e gostoso), mas o daquele queijo esquecido na geladeira pode ser um risco à sua saúde
Por que alguns queijos derretem bem e outros não?
Quando aquecidos, praticamente todos os queijos derretem, como vemos ao preparar a fondue, prato típico suíço que consiste de uma mistura de queijos derretidos. No entanto, são os queijos de massa filada, como a mussarela, que derretem melhor, dando aquela consistência elástica da cobertura de uma pizza quente. Isso acontece porque esses queijos, após sua fabricação, são colocados em água quente, entre 70ºC e 80ºC, para amolecer. Sua massa, então, é esticada e espichada, formando fios como um chiclete. Depois, o queijo é enformado e resfriado, mantendo a estrutura de fios na sua massa. Quando aquecidos, eles amolecem sem se desmanchar porque mantêm a sua estrutura de fios. Isso não ocorre com queijos como o minas e o parmesão, que não passam pelo processo de puxa-e-estica.
Como é possível fazer vários litros de iogurte a partir de um potinho?
O iogurte é produzido a partir da ação de dois tipos de lactobacilos (bactérias) que se multiplicam no leite quando ele é incubado na temperatura entre 42ºC e 45ºC. Nesse processo, elas utilizam o açúcar do leite para produzir ácido láctico. Quando o leite atinge o pH 4,5 (ácido), ele coagula, ficando firme. Nesse ponto, o iogurte contém cerca de 1 milhão de bactérias/ml. Essas bactérias permanecem vivas no iogurte, mas ficam “adormecidas” sob refrigeração. Assim, quando despejamos um potinho de 200 ml de iogurte no leite, começamos uma nova cultura bacteriana. Basta manter esse leite aquecido que as bactérias reiniciam seu crescimento e o processo de fermentação, fazendo um novo iogurte.”
O iogurte que você come é lotado de criaturas vivas!
 Gostaram?
É ou não uma experiência láctea????
 

Arquivo do blog