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terça-feira, 2 de junho de 2026

PMMA- USOS : PERMITIDOS E PROIBIDOS

 

PMMA – VOCÊ OUVIU ESSA PALAVRA VÁRIAS VEZES ESSA SEMANA.

MAS SABE O QUE, RELMENTE É?

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um polímero sintético (um tipo de plástico rígido e transparente) conhecido comercialmente como acrílico. Na medicina estética, ele é processado na forma de microesferas microscópicas e suspenso em um gel carreador para ser injetado como um preenchedor definitivo.

O uso do PMMA para fins estéticos e reparadores por médicos está proibido no Brasil por meio da Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM)

🧪 Fórmula Química e Características Principais
  • Fórmula Química: Sua fórmula molecular empírica é (C5O2H8)n), sendo gerado a partir da polimerização do monômero metacrilato de metila (MMA).
síntese do metacrilato de metila- um éster- em polimetacrilato de metila ( PMMA)- imagem: Wikipédia
  • Permanência: É um material totalmente inabsorvível; o corpo humano não consegue decompô-lo ou eliminá-lo.
  • Rígido e Transparente: Em seu estado puro, possui altíssima transparência, resistência a impactos, luz UV e intempéries.
aspecto físico do PMMA- imagem: Research Gate
  • Bifásico na Estética: Quando injetado, o gel carreador (como colágeno ou carboximetilcelulose) é absorvido pelo corpo em poucas semanas, enquanto as microesferas plásticas permanecem integradas permanentemente aos tecidos corporais. 
forma como ele é apresentado, depois de dissolvido em colágeno. Com o tempo o colágeno é absorvido e os cristais acima ficam nos tecidos.

 


🏥 Onde é Utilizado e Quando Começou no Corpo Humano 
  • Início na medicina (1960): O PMMA começou a ser utilizado internamente no corpo humano em 1960, quando o cirurgião britânico Sir John Charnley o aplicou como cimento ortopédico para fixação de próteses de quadril. 
  • Aplicações Médicas Seguras: É amplamente empregado na confecção de lentes de contato, próteses dentárias, implantes cranianos, de esôfago e cimento ósseo. Nestes casos, ele entra como uma peça sólida e delimitada, e não injetada de forma fluida. 
  • A Única Exceção Estética/Reparadora: No Brasil, a única indicação médica permitida para a forma injetável é o tratamento de lipodistrofia facial e corporal em pacientes com HIV/Aids (perda de gordura severa causada pelo uso de medicamentos antirretrovirais), operado exclusivamente pelo SUS em centros de alta complexidade. 

lipodistrofia- A lipodistrofia é uma alteração na distribuição da gordura corporal, caracterizada pela perda (lipoatrofia) ou acúmulo anormal (lipohipertrofia) de tecido adiposo. Pode ser facial e corporal, e suas causas envolvem desde genética e envelhecimento até efeitos colaterais de medicamentos e doenças metabólicas. Preenchimento feito com PMMA. imagem; Vida e Ação.

mais em:
 https://x-xquimica.com.br/pmma-usos-permitidos-e-proibidos/

terça-feira, 18 de julho de 2023

terça-feira, 11 de julho de 2023

terça-feira, 15 de março de 2022

CICLO DA ÁGUA NO PLANETA TERRA

 OI!


FALAMOS DE MISTURAS E MUITAS VEZES, ÁGUA ESTÁ ASSOCIADA A ELAS.

ENTÃO VAMOS ENTENDER ESSA SUBSTÂNCIA!


https://l-xquimica.com/ciclo-da-agua-no-planeta-terra/


Caminho dos rios voadores pelo Brasil  imagem:Facebook


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

VENENOS LETAIS - CONHEÇA!

 OI! 


CONHECER OS VENENOS É UMA FORMA DE PROTEÇÃO.

DÊ UMA CONFERIDA NO SITE ABAIXO: 


https://l-xquimica.com/dez-venenos-letais/


imagem: Mestresabe.com


terça-feira, 22 de outubro de 2019

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

OI GALERA!!
VAMOS DE POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA!
DEFINIÇÃO :
Poluição do ar ocorre quando se coloca qualquer substância que, dependendo da sua concentração- ou quantidade- possa se tornar nociva à saúde e ao meio ambiente. Conhecida também como poluição atmosférica, refere-se à contaminação do ar por gases, líquidos e partículas sólidas em suspensão, material biológico e até mesmo energia.
Essa forma de poluição se dá com o acúmulo das substâncias chamadas de poluentes atmosféricos que são gases ou partículas provenientes de fontes naturais (vulcões e neblinas) ou fontes artificiais produzidas pelas atividades humanas. De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2014, a poluição do ar causou a morte de mais de 7 milhões de pessoas no mundo em 2012.

A poluição do ar

poluição do ar já estava presente na Roma Antiga, quando as pessoas queimavam madeira, por exemplo. Porém, a Revolução Industrial ampliou de forma acelerada o impacto humano sobre a qualidade do ar, já que a intensidade da combustão de carvão aumentou de modo alucinante no século XIX, principalmente na Grã-Bretanha. A queima de carvão mineral despejava toneladas de gases poluentes, causando danos à população, que sofria de doenças respiratórias, responsáveis por milhares de mortes na época.
DEFINIÇÃO DE CARVÃO MINERAL:
Carvão mineral é um material rochoso, fóssil, encontrado em jazidas localizadas no subsolo e que pode ser extraído por meio do processo de mineração. Tem em sua composição o carbono, o oxigênio, o hidrogênio, o enxofre e cinzas.
TIPOS DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS:
-MONÓXIDO DE CARBONO :
Um gás incolor, inodoro e tóxico. Produzido principalmente pela queima não completa de combustível. Ele causa interferência no transporte do oxigênio no nosso corpo, podendo causar asfixia. 
-DIÓXIDO DE CARBONO:
É uma substância fundamental para os seres vivos. Os vegetais utilizam o dióxido de carbono para realizar sua fotossíntese, processo no qual eles usam a energia solar e o CO2 para produzir energia. O gás é produzido no processo de respiração celular, mas possui outras fontes, que são causa de boa parte da poluição do ar, como o processo de decomposição e a queima de combustíveis fósseis. Esse gás é muito conhecido atualmente por ser um dos causadores do CHAMADO EFEITO ESTUFA que ocorre devido ao fato do CO2 absorver parte da radiação emitida pela superfície da terra, retendo o calor, resultando em um aumento da temperatura.
CFC
Costumavam ser emitidos a partir de produtos como aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores, sprays de aerossol, etc. Atualmente, esses compostos estão banidos em quase todo o mundo. Quando em contato com outros gases, os CFCs causam danos à camada de ozônio, sendo as grandes responsáveis pelo seu buraco, permitindo assim que os raios ultravioletas alcancem a superfície da Terra, causando problemas como câncer de pele. Atualmente há fortes indícios que a China vem utilizando esse gás em muitas de suas fábricas.

ÓXIDOS DE ENXOFRE

O mais nocivo é o SO2 ou dióxido de enxofre, que é produzido em diversos processos industriais e por atividades vulcânicas. Na atmosfera, o dióxido de enxofre forma o ácido sulfuroso, causando a chuva ácida.

ÓXIDOS DE NITROGÊNIO

Em especial o dióxido de nitrogênio (NO2) é um grande fator de poluição do ar. Esses óxidos são gases altamente reativos, formados durante a combustão pela ação microbiológica ou por raios. Na atmosfera, o NOx ( óxidos de nitrogênio) reage com compostos orgânicos voláteis e monóxido de carbono, produzindo ozônio troposférico. É também oxidado em ácido nítrico, que contribui para a chuva ácida.

COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS

Esses elementos que integram a poluição do ar são químicos orgânicos emitidos por várias fontes, incluindo a queima de combustível fóssil, atividades industriais e emissões naturais da vegetação e de queimadas. Alguns COVs (ou VOCs, na sigla em inglês) de origem antropogênica, como o BENZENO, são poluentes cancerígenos. O METANO é um composto orgânico volátil que contribui para o efeito estufa e é cerca de 20 vezes mais potente que o monóxido de carbono.

AMÔNIA – NH3

Emitida principalmente pela agricultura devido ao uso de fertilizantes.
Na atmosfera, a amônia é um tipo de poluição do ar que reage formando poluentes secundários.

MATERIAL PARTICULADO

São partículas finas de sólidos ou líquidos suspensos. Esse material ocorre naturalmente a partir de erupções vulcânicas, tempestades de areia, formação de nevoeiros e outros processos naturais. A ação humana produz MP em atividades industriais, mineração e combustão de combustíveis fósseis, entre outros. Na atmosfera, esse material causa danos à saúde. Quanto menor a partícula, maiores os efeitos provocados. Alguns efeitos causados pelo material particulado são os problemas respiratórios e do coração.Atualmente estão sendo encontrados materiais particulados nos pulmões de animais, no sangue e no sistema digestório.

OZÔNIO TROPOSFÉRICO

Apesar de ser extremamente necessário na atmosfera para bloquear a radiação solar, o ozônio que é formado na troposfera (mais perto da superfície da Terra), a partir de reações com outros poluentes, é uma forma de poluição do ar que causa diversos danos para a nossa saúde, como irritação e problemas respiratórios. .
para maiores esclarecimentos e imagens vá para : 

terça-feira, 20 de agosto de 2019

TODO LÍQUIDO MOLHA?


Resultado de imagem para mercurio elemento quimico
OI, GALERA!!!!
ORA VEJA SÓ!
SE É LÍQUIDO TEM QUE MOLHAR!
CERTO?
ERRADO!
O mercúrio é um metal liquido na temperatura ambiente e não molha!

Ele é conhecido desde os tempos da Grécia Antiga. Seu nome homenageia o deus romano Mercúrio, que era o mensageiro dos deuses. Essa homenagem é devida à fluidez do metal. O símbolo Hg vem do latim "hydrargyrum" que significa prata líquida.
O mercúrio é um elemento químico de número atômico 80 (80 prótons e 80 elétrons) e massa atômica 200,5 g/mol. É um dos seis elementos que se apresentam líquidos à temperatura ambiente ou a temperaturas próximas. Os outros elementos são os metais césio, gálio, frâncio e rubídio e o não metal bromo. Dentre os seis apenas o mercúrio e o bromo são líquidos nas CNTP!
[caption id="" align="alignnone" width="900"]
imagem: https://www.fatosdesconhecidos.com.br[/caption]

Agora você não vai querer ser "molhado" com mercúrio, mesmo porque ele é tóxico.
Geralmente quem foi intoxicado pelo vapor do mercúrio pode apresentar sintomas como dor de estômago, diarreia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas pode contaminar-se também através de ingestão. No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração.
Agora quer saber onde ocorre contaminação por exposição de mercúrio?
Mineração de ouro e prata!
E onde se encontra mercúrio? Não vale dizer que tem na farmácia, porque não tem!
Em minas de sulfeto de mercúrio, principalmente na Espanha
Ah!
Mercúrio (Hg°) existe na forma líquida à temperatura ambiente, é volátil e liberta um gás monoatômico perigoso: o vapor de mercúrio. Este é estável, podendo permanecer na atmosfera por meses ou até anos, revelando-se, deste modo, muito importante no ciclo do mercúrio, pois pode sofrer oxidação e formar os outros estados: o mercuroso, Hg+1, quando o átomo de mercúrio perde um elétron e o mercúrico, Hg+2, quando este perde dois elétrons.
( agradecimentos a www.ff.up.pt e Wikipédia)




Mais informações e um vídeo no link abaixo:
https://l-xquimica.com/index.php/2009/10/23/todo-liquido-molha/

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

COBRE EM PRATA; PRATA EM OURO !!!

OI GALERA!!!
VIDEO BEM LEGAL, MOSTRANDO COMO OS ÍONS SE DESLOCAM, FAZENDO UMA MOEDA DE COBRE FICAR PRATEADA E DEPOIS DOURADA!

terça-feira, 2 de abril de 2019

VIDRO E VITRAIS- COMO SÃO FEITOS?

AÍ  GALERA!

Tem noção do que é vidro? De como são feitos os vitrais?
O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando, ao fazerem fogueiras na praia, os navegadores perceberam que a areia e o calcário (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura. Há registros de sua utilização desde 7.000 a.C. por sírios, fenícios e babilônios.Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc.
As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas há milhares de anos. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo e possibilitando maior diversidade para seu uso.

Composição

O vidro é composto por areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina (óxido de alumínio) e corantes ou descorantes.
vidro

http://www.recicloteca.org.br/material-reciclavel/vidro/
Todo mundo que já visitou alguma igreja nesse mundo, viu diversos vitrais das formas e cores mais variadas.
Agora, como eles foram feitos ?
Boa pegunta! Assista ao vídeo e leia nossa explicação!
UM VÍDEO EXPLICATIVO SOBRE O VIDRO E VITRAIS
O uso do vidro tem longa data na história do homem. Já na Antiguidade, os egípcios e romanos empregavam técnicas que exigiam o cozimento de areia e óxidos a uma elevada temperatura. Apesar de já conhecido, o vidro viria a ter uma importância maior quando a arquitetura da Baixa Idade Média o incorporou na fabricação dos vitrais. Nessa época, a grande estatura das igrejas exigiu que enormes janelas de vidro resolvessem os problemas com iluminação.
Para a criação de um vitral, era necessário que um pintor fizesse o esboço do desenho a ser aplicado em cima do vidro. Contando muitas vezes com uma temática religiosa, o desenho era recortado em diferentes pedaços de papel, que se encaixavam perfeitamente à armação de ferro que comportaria as peças de vidro. Nesse meio tempo, várias sessões de aquecimento preparavam o vidro para assumir as formas e colorações condizentes ao projeto inicialmente executado.
Além do vidro, os vitralistas executavam outra delicada tarefa, realizando a fundição e a modelagem dos chamados perfis de chumbo. Mais uma vez, cada subdivisão da armação deveria seguir à risca o desenho sugerido. Após todo esse preparativo, as peças de vidro coloridas eram aquecidas até atingirem o seu ponto de quebra. Utilizando-se de um estilete com ponta de diamante, o artesão recortava o vidro, encaixava-o na armação e empregava uma massa que impediria a passagem de água pelo vitral.
Depois de pronta, a enorme janela era transportada em carroças que a levavam até à igreja em construção. Sob a perspectiva histórica, o uso dos vitrais indicava um período de prosperidade econômica e a consolidação de uma classe de trabalhadores especializados pela Europa. Ao mesmo tempo, podemos ver que os desenhos dos vitrais serviam como meio de reafirmação do poder clerical e disseminador das narrativas bíblicas e hagiográficas da época. 
https://www.historiadomundo.com.br
Vitral, termo originário do francês vitrail, é um tipo de vidraça composta por partes de vidros coloridos, normalmente montados para representar cenas ou personagens – como elemento arquitetônico, é uma das principais representações do estilo gótico, tendo sido utilizado em todas as grandes catedrais construídas na Europa ao longo da Idade Média.O efeito da luz solar transpondo o vitral produz um efeito único, que, nas igrejas, sempre se relacionou a um aumento de espiritualidade. No período de expansão do catolicismo, os vitrais também serviram como ferramenta de alfabetização e catequese da população. Catedrais como a de Reims, St. Denis e Chartres, todas situadas na França, abrigam até hoje imensos vitrais, todos retratando passagens e personagens bíblicos. 
O passar dos anos rendeu novas possibilidades de produção aos vitrais, como o plaquet, que sobrepõe dois vidros, um transparente e um colorido, e dá ao material uma característica mais robusta, mas a técnica básica consiste em selecionar o vidro a ser utilizado, dando a ele o acabamento necessário para a montagem, e a fixação de todas as peças em placas de metal, unidas por pontos de solda. Além das variáveis obtidas naturalmente pelas cores do vidro, tintas especialmente aplicadas sobre o vitral e alterações de temperatura mudam a aparência da obra. ( 
https://www.anavidro.com.br)
veja a beleza desses vitrais:
catedral de Notre Dame- Paris 
Sagrada Família – Barcelona

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CURIOSITY- 4 GRANDES REVELAÇÕES SOBRE MARTE

ALÔ PESSOAL!
Vamos publicar uma reportagem que saiu no site Nova Escola :( https://novaescola.org.br/conteudo/426/as-quatro-principais-descobertas-do-curiosity-sobre-marte)
Além de interessante deixa margem para muita especulação!




Por: Aurélio Amaral
Em operação desde 2012, o Curiosity é uma sonda ou veículo robotizado desenvolvido pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) para obter dados para uma futura missão tripulada a Marte. Para tanto, ele investiga as condições de habitabilidade, como composição do ar, temperatura, ventos, tipo de solo etc., e informa sobre a possibilidade de existência de vida no planeta vermelho.
A reportagem Curiosity Encontra Nitrogênio Essencial à Vida em Marte (VEJA Edição Digital, 25 de março de 2015) relata a descoberta recente de nitrogênio na superfície marciana. Enio Frota da Silveira, professor do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), lembra que o robô já havia encontrado água, moléculas orgânicas (como o metano) e nitratos - elementos úteis para os seres vivos. Entretanto, não foram registrados indícios de vida, presente ou passada. "É importante destacar, na discussão com os alunos que, apesar dos avanços no que sabemos sobre o planeta vermelho, até o momento estamos sós no Sistema Solar. Só a Terra oferece as condições para a existência e é bom que cuidemos de não perdê-las", afirma.
Conheça abaixo quatro descobertas recentes e aproveite para abordar a importância de missões como essa.
 

1- Cristais de água sugerem condições favoráveis à vida

Análises das rochas da cratera Gale apontaram para a existência de cristais de água misturados aos minerais. Segundo relatório da School of Science at Rensselaer Polytechnic Institute, dos Estados Unidos, cerca de 2% da superfície do planeta seria formada por água - o que reforça a hipótese de que, no passado, houvesse o líquido em maior abundância. A descoberta é importante, pois a vida, tal qual a conhecemos e podemos imaginar, necessita desse elemento. Seja um humano, um vegetal ou uma bactéria, todos precisam de água para suas funções biológicas.

Concepção artística do lago que preenchia a cratera Gale | Crédito: Divulgação/Nasa

 

2- Há nitrogênio, um elemento essencial à alimentação

Em análise de amostras do solo dos sítios Cumberland e John Klein (onde o Curiosity posou para a selfie acima), foram encontrados nitratos, que são fontes de nitrogênio - componente do DNA e, assim, um dos elementos necessários na alimentação dos seres vivos. E embora seja abundante em atmosferas de alguns planetas e satélites, o gás N2 é extremamente estável e não se presta à alimentação. Para tal, ele tem de ser buscado na forma de outros compostos, como os nitratos. Por isso, a descoberta na superfície de Marte é uma boa noticia para uma possível agricultura naquele planeta.

Curiosity posa para selfie no sítio John Klein | Crédito: Divulgação/Nasa

 

3- O planeta abriga moléculas orgânicas

Moléculas orgânicas mais complexas podem se degradar e se transformar em metano, que é mais simples. Por isso, fontes de metano são boas pistas da existência de vida no presente ou no passado. No entanto, a substância encontrada pelo Curiosity no Monte Sharp (na foto acima) não vem necessariamente de biomoléculas. O metano também pode ser obtido por outros meios, como a partir da reação química entre dióxido de carbono e água (CO2 + H2O).

Foto do Monte Sharp | Crédito: Divulgação/Nasa

 

4- A radiação na superfície é alta

A exposição à radiação, medida em Sieverts (Sv), aumenta o risco de câncer. Por meio de seu detector de avaliação de radiação (RAD, na sigla em inglês), o Curiosity captou uma média de 1,8 miliSv por dia em sua viagem a Marte. Isso corresponde a quase metade da radiação da Terra ao longo de um ano inteiro, que é de 4 miliSv. Ou seja, uma expedição humana a Marte seria pouco viável atualmente. Para isso, a Nasa teria de melhorar a eficácia de seus escudos antirradiação. Foto à direita, Detector de radiação do Curiosity | (Crédito: Divulgação/Nasa)
 
Consultoria: Enio Frota da Silveira, professor do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e do Departamento Educativo da Nasa.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

CANAL XQUIMICA- ALDEÍDOS E ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

ALÔ PESSOAL!!!
Mais um vídeo do CANAL XQUIMICA:




segunda-feira, 22 de maio de 2017

MELÃO E MELANCIA = CORES DIFERENTES, POR QUÊ?

ALÔ PESSOAL!!!
A química tem cor, sabor e fórmulas!
Veja abaixo:


Melão e Melancia:


IMG_9842.JPG
IMG_9840.PNG


Não é só a cor que difere nas melancias vermelhas ou amarelas. O sabor também é distinto. Culpa dos carotenóides que dão cor a estas frutas.


O licopeno, que existe também no tomate, dá a cor vermelha; o caroteno dá cor amarelo-laranjada e existe também na cenoura. E, após a degradação na fruta, cada um resulta em sabores diferentes.


Fonte: http://falaquimica.com

OS NOVOS VIDEOS DO CANAL XQUIMICA

ALÔ PESSOAL!
Estamos tentando cobrir a maior área possível para que você se dê bem nos exames de sua vida.
Conhecimento não ocupa espaço e como você vai usá-lo,depende do próprio saber!!!
Assim, no CANAL XQUIMICA,  dois novos vídeos:















Solubilidade e Exercícios com número de mol.
 Bemmmmm simples, para entender mesmo!!!

sábado, 6 de maio de 2017

NÚMERO DE MOL, MASSA ATÔMICA E MASSA MOLECULAR

NÚMERO DE MOL ,MASSA ATÔMICA E MASSA MOLAR
ALÔ PESSOAL!!!!
A IDEIA É TRABALHAR O CONCEITO MAIS EXTENSO AQUI E OS PONTOS IMPORTANTES NO CANAL XQUIMICA.
ESTOU COLOCANDO VIDEOS CURTOS, PARA QUE REFORCEM E VOCE TENHA , SEMPRE MAIS POSSIBILIDADES DE APRENDER!






NÚMERO DE MOL
Como adendo a esta definição, a IUPAC esclarece que, quando a terminologia mol for usada, as entidades elementares devem ser especificadas, podendo ser átomos, moléculas, íons, elétrons, outras partículas, ou grupos especificados de tais partículas.


1 mol de qualquer substância terá uma quantidade de átomos que, se for “pesada” em gramas, terá o mesmo número da massa atômica.
Por exemplo, a massa atômica do cálcio é igual a 40 u. Assim, 1 mol de cálcio “pesa” 40 g.
Outro fator importante é que 12 g de carbono-12 contêm 6,02 . 1023 átomos (número de Avogadro), o que significa que 1 mol de qualquer substância contém 6,02 . 1023 entidades.
Por exemplo, no caso do cálcio, 1 mol possui massa de 40 g e 6,02 . 1023 átomos de cálcio. Veja como isso ocorre para outros elementos e moléculas:
?Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias
Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias

A partir dessas informações, surgiu o conceito de massa molar (M), que é a massa, em gramas, de um mol de substância (elemento, íon, etc.).
Se 1 mol de cálcio possui 40 g, então sua massa molar é 40 g/mol. Isso vale tanto para átomos quanto para moléculas. Por exemplo, 1 mol de H2O possui a massa molar igual a 18 g/mol, ou seja, 1 mol tem 18 g.
Desse modo, o número de mols (ou a quantidade de matéria, que é simbolizada por “n”) pode ser encontrado pela divisão da massa pela massa molar:
n = m
      
M
Resumidamente, podemos estabelecer a seguinte relação:
1 mol ↔ massa molar (em g/mol) ↔ 6,02 . 1023 entidades (Número de Avogadro)
A palavra “mol” pode ser usada tanto para fazer referência ao nome da unidade de quantidade de matéria quanto para o símbolo dessa unidade. Se estamos falando do nome, podemos usar o plural de mol, que é mols; mas se falamos do símbolo, não podemos usar o plural. Por exemplo, você pode escrever 5 quilogramas (nome da unidade), mas não escreve 5 kgs, e sim 5 kg (no singular). O mesmo ocorre com o uso de mol e mols.
O número de Avogadro é uma constante adimensional (não possui unidade, logo não representa uma grandeza) que indica a quantidade de átomos de Carbono-12 que, juntos, representam 12g da substância – 1 mol de C-12. O nome da constante é uma homenagem ao cientista Amedeo Avogadro.
Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro (1776-1856) foi um químico italiano que estabeleceu pela primeira vez a ideia de que uma amostra de um elemento, com massa em gramas numericamente igual à sua massa atômica, apresenta sempre o mesmo número de átomos (N).
O próprio Avogadro não conseguiu determinar o valor de N. Porém, ao longo do século XX, o avanço da tecnologia e do conhecimento científico possibilitou que outros cientistas desenvolvessem técnicas para determiná-lo. Quando finalmente esse valor foi descoberto, foi denominado de constante de Avogadro, em homenagem a este cientista, pois foi ele que estabeleceu os fundamentos para a sua criação.
fonte: Wikipédia

Entenda:




quinta-feira, 20 de abril de 2017

O LADO DARK DA COMIDA PARTE 2

CONTINUANDO SOBRE NOSSO PRATO DE COMIDA...


Comida gostosa, mas gostosa mesmo, viciante, só é boa porque é calórica – os aspargos que nos perdoem, mas gordura e açúcar são fundamentais. Não para a saúde, mas para o cérebro. Ele gosta mesmo é de porcaria. Nosso cérebro nos recompensa com doses de dopamina cada vez que comemos algo bem calórico, energético. É que no passado isso era questão de sobrevivência – havia pouca comida disponível, então quanto mais calórica ela fosse, melhor. A massa cinzenta dá essa mesma recompensa dopamínica depois do sexo ou de drogas pesadas. Por isso mesmo basta experimentar qualquer uma dessas coisas uma única vez para ter vontade de repetir. Com comidas energéticas, recheadas de carboidratos ou gorduras, não é diferente, você sabe. É impossível comer um só.
Mito – Frango com hormônio
Uma das lendas mais persistentes é a de que o frango é entupido de hormônios. E que esse hormônio pode ser letal para nós. Não. Não rola hormônio. “O segredo para o frango crescer tão rápido está na genética”, diz o engenheiro agrônomo Gerson Neudí Cheuermann, da Embrapa. A fórmula da ração do frango não é segredo: além de milho, soja e minerais, entram aminoácidos produzidos em laboratório (metionina e lisina), que servem de fato para bombar o galináceo, mas não fazem mal para quem come.
E a indústria dos alimentos se formou justamente em torno das comidas que mais liberam dopamina. Isso começou no final do século 19, com o início da produção em massa de açúcar e farinha de trigo refinada. Refinar uma planta significa estirpá-la de suas fibras, proteínas, minerais e deixar só o que interessa (pelo menos do ponto de vista do cérebro): carboidrato puro, energia hiperconcentrada. Depois vieram conservantes mais potentes (como o antiespumante e o antioxidante lá do nugget) e o processamento artificial, com máquinas que transformam carcaças de bichos e um monte de subprodutos de milho e de soja em coisas bonitas e de sabor viciante. Começava a era da comida industrializada. A nossa era.
E a produção de alimentos nunca mais seria a mesma. O cérebro do consumidor guia a indústria dos alimentos. Esse cérebro prefere comida turbinada por açúcar e gordura, certo? Então a seleção natural age de novo, mas dessa vez no mercado: só sobrevive quem produz comida mais gostosa. E a mais gostosa é a gorda (olha o Robertão aí de novo!). Natural, então, que o mercado de comida processada acabasse dominado por bombas calóricas. Nosso amigo nugget, por exemplo, recebe doses extras de gordura (óleo hidrogenado de soja) e também de açúcar (a glicose). Mais do que alimentar, a função dele é dar prazer.
Mas é um prazer que pode custar caro. Um “suco natural” industrializado, por exemplo, pode ter até duas colheres de açúcar para cada 200 mililitros. Nosso corpo não é adaptado para suportar doses cavalares como essa o tempo todo. A produção de insulina, por exemplo, pode sobrecarregar e dar pau – e sem esse hormônio, que gerencia o processamento de acúcar no organismo, você se torna diabético.
Nos EUA, 1 em cada 10 adultos tem diabetes – duas vezes mais do que em 1995. E a perspectiva é que essa proporção triplique nas próximas décadas, agora que 1,6 milhão de novos casos são diagnosticados por ano. Para completar, 70% da população é considerada acima do peso. E nós aqui no Brasil estamos indo por esse caminho. Quanto mais a economia cresce, maior fica a nossa cintura. No meio dos anos 70, quando o IBGE mediu pela primeira vez o peso da população, 24% dos brasileiros estavam acima do peso. Hoje são 50%.
O aumento de peso pode ser o resultado mais visível de uma dieta inadequada. Mas quem está na parcela sem pneuzinhos da população também corre riscos. Principalmente por causa de outro ingrediente-chefe da comida industrializada: o sal. “A maior parte do sal que a gente consome não está nos saleiros, mas nos alimentos processados” diz Michael Klag, diretor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade John Hopkins, nos EUA. O sal é adicionado para ajudar a preservar o produto e, principalmente, reforçar o sabor. E ele acaba onde você menos espera. Está nos cereais de café da manhã e até nos achocolatados – para deixar o chocolate menos enjoativo.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de, no máximo, 6 gramas de sal por dia para evitar pressão alta – e as doenças que ela causa. Os brasileiros comem o dobro disso. De acordo com a Ação Mundial pelo Sal e pela Saúde, uma organização que reúne membros em 81 países para tentar diminuir o consumo global de sal, se a população mundial comesse apenas os tais 6 gramas de sal por dia, haveria 24% menos casos de ataques cardíacos pelo mundo e 18% menos derrames.
Os hábitos alimentares de hoje podem estar contribuindo também para um aumento em alergias alimentares e doenças intestinais. Para você ter uma ideia, o número de pessoas internadas em hospitais por causa de alergias nos EUA quadruplicou entre 2000 e 2006 (de 2 600 para 9 500 pessoas por ano). O maior suspeito aí é a falta de fibras da comida industrializada.
Uma pesquisa liderada por Paolo Lionetti, da Universidade de Florença, analisou a flora intestinal de crianças italianas e comparou com a de garotos de Burkina Fasso, na África, que têm uma dieta rica em fibras e nunca viram comida processada. Então descobriu que as crianças africanas tinham uma flora intestinal mais variada, capaz de protegê-las de uma série de doenças. “Acredito que a dieta dos países ocidentais tem um papel importante no aumento das alergias e infecções intestinais”, diz Paolo.
Os nuggets, pizzas congeladas e cia. não são o único problema. A comida reconhecidamente saudável também tem seus pontos fracos. Dados dos governos americano e inglês mostram quedas nas quantidades de ferro, vitamina C, riboflavina, cálcio, zinco, selênio e outros nutrientes em dezenas de colheitas monitoradas desde os anos 50. Hoje, você tem que comer 3 maçãs para ingerir a mesma quantidade de ferro, por exemplo, que uma maçã fornecia. São várias as razões que poderiam justificar esse fenômeno. Parte da explicação pode vir dos critérios que usamos no melhoramento genético, selecionando variedades de milho, soja e outras plantas segundo a produtividade, não a qualidade nutricional. Pior: nossas plantas criadas à base de fertilizantes, como crescem mais rápido, têm raízes menores e menos tempo para acumular nutrientes além daqueles que vêm no próprio fertilizante. Mais: poupadas de lutar contra insetos pelo uso de pesticidas, estariam produzindo menos polifenóis – substâncias que usam como mecanismo de defesa e que nos beneficiam por suas ações anti-inflamatórias e antialérgicas.


VENENO NA FEIRA
Tão fundamentais para a agricultura moderna quanto os fertilizantes são os pesticidas. Ainda mais com as monoculturas sem fim de hoje. Imagine o que acontece quando um inseto que tem na raiz da soja seu prato preferido topa com hectares e mais hectares onde só existe essa planta? Ele não arreda mais o pé dali, se reproduz vertiginosamente e traça tudo o que vê pela frente: eis uma praga agrícola. Elas não são novidade. Mas claro que, com a demanda por alimentos que existe hoje, seja ou não comida industrializada, não dá para abrir mão deles.
Verdade – Dá para se proteger dos agrotóxicos veja como:
1. Prefira produtos locais
Frutas importadas, por exemplo, terão mais químicos para suportar a viagem e chegar em bom estado ao Brasil.
2. Lave as frutas com esponja
Só água pode não ser o bastante para tirar os resíduos de pesticida.
3. Compre produtos da época
As frutas que não são da estação recebem mais agrotóxicos para durar além da conta.
4. Evite a beleza exagerada
Desconfie da fruta que parece obra de arte. Ela pode ter recebido mais agrotóxicos.
No Brasil, menos ainda. O surgimento de novas pragas, como a ferrugem de soja (um fungo nocivo), transformou o país no maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Superamos os EUA nesse quesito em 2008, quando o mercado de defensivos agrícolas movimentou mais de US$ 7 bilhões no país. A façanha tem consequências. Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o relatório anual sobre a presença de resíduos de agrotóxicos nas frutas, verduras, legumes e grãos que o brasileiro consome. Das 3 130 amostras de 20 culturas de alimentos estudadas pela agência em 2009, 29% apresentaram alguma irregularidade. Mas não é motivo para pânico. “O fato de um alimento apresentar resíduos de pesticida além do limite estabelecido não indica necessariamente risco para a saúde”, diz a toxicologista Eloisa Caldas, da Universidade de Brasília. O ponto, segundo ela, é evitar uma dieta monótona. Quanto mais variada sua alimentação, menos chance você tem de comer o mesmo pesticida. E isso diminui o risco de intoxicação.
Mais seguro ainda é comprar alimentos orgânicos. Eles não recebem veneno em nenhum momento, desde o plantio até a gôndola do supermercado. Nem veneno nem fertilizante químico. Então são mais saudáveis para o ambiente. E a quantidade de nutrientes por centímetro cúbico é maior. O problema é que a produção da lavoura orgânica é, em média, 30% menor que a convencional – e os vegetais que saem dela acabam 30% mais caros.
Estudos mostram que, mesmo assim, daria para alimentar o mundo só com orgânicos. Mas só se o consumo de carne diminuir. O que uma coisa tem a ver com a outra? É que boa parte do que plantamos é para alimentar animais de criação. Uma peça de picanha, por exemplo, exige 75 quilos de vegetais para ser produzida. Só que o mundo está cada vez mais carnívoro – a China, depois de ter virado a 2ª maior economia do mundo, passou a comer 25% de toda a carne do planeta. Hoje temos 20 bilhões de animais de criação, e a perspectiva da ONU é que esse número vá dobrar até 2050.
Até existe um tipo de carne que não depende nada das plantações: os peixes selvagens. Mas eles não são a alternativa. Primeiro, porque os mais nobres estão acabando. Algumas espécies de atum e de bacalhau não devem escapar da extinção. Segundo, porque existe o perigo da contaminação por mercúrio, pelo menos para quem come certos peixes com frequência.

Cuidado: até os peixes mais saudáveis podem estar contaminados.
Nível de mercúrio

Quanto mais alta a concentração, maior o perigo para quem come com frequência*
Moderado
Atum em lata
Bacalhau
Alto
Atum DE SUSHI
Anchova
Muito alto
Cação
Peixe-espada
Funciona assim: embora o metal possa ser encontrado em todos os ambientes, é no meio aquático que mora o perigo. Graças à ação de bactérias, sobretudo em zonas alagáveis, o mercúrio é transformado em sua forma orgânica e mais perigosa: o metilmercúrio. Nessa versão, ele penetra nas algas. As plantas aquáticas têm baixo teor de mercúrio, mas os peixes herbívoros (que se alimentam dessas plantas) têm um pouco mais. E os predadores (que comem os herbívoros) acabam com um índice bem maior. Quanto mais perto do topo da cadeia alimentar, mais contaminado tende a ser o peixe. Não significa que todo peixe grande esteja contaminado. Se ele vive numa região livre de mercúrio, o que é comum, não tem problema. Mas claro: quem vê cara não vê contaminação. Você só tem como saber o estado dos peixes que comeu se acabar intoxicado – os sintomas são tremores, vertigem, perda de memória, problemas digestivos e renais, entre outros. Não, não precisa parar de comer esses peixes, só ter alguma moderação (veja no quadro). Mas o risco não deve diminuir – o mercúrio é um resíduo das termelétricas. E a maior parte do mundo ainda é movida a carvão…


Peixes contaminados, overdose de gordura e açúcar, fertilizantes que dependem de combustíveis fósseis e destroem ecossistemas… Estamos no fim da linha, então? Sim.
Mas já estivemos antes. Ontem mesmo era 1960, o mundo tinha 3 bilhões de habitantes e uma certeza: estávamos à beira de um colapso. Mais um pouco e não teria comida para todo mundo. Mas não. Chegamos a 6,5 bilhões de pessoas graças justamente à globalização dos fertilizantes e da comida industrializada – a produção em massa barateou os alimentos. Esse boom alimentício ficou conhecido como Revolução Verde. Agora, precisamos de mais revoluções. Uma, a da conscientização sobre os perigos do fast food e da comida processada, já começou. E a ciência tem feito seu papel também, pesquisando alternativas que vão de plantas geneticamente modificadas que dispensam fertilizantes e pesticidas até carne de laboratório – um meio de entregar proteínas sem o intermédio de animais. Seria uma espécie de segunda Revolução Industrial da comida. Não sabemos como nem quando ela vai acontecer. Mas há uma certeza: não podemos ser bestas de esperar pelo colapso.


Mito – Salmão com corante
O salmão é um peixe branco por natureza. O rosa vem da astaxantina, um pigmento que existe em algas microscópicas. Primeiro o camarão come essas algas, depois o salmão come o camarão e fica rosado. Só que os peixes criados em tanques não comem camarão. Deveriam ficar brancos a vida toda. Mas não. Eles são rosa também (menos, mas são). Corante? Não exatamente: o que fazem é colocar astaxantina na ração dos peixes – ela pode ser sintética ou vir daquelas microalgas mesmo.

• Cada 100 quilos de fertilizante químico emite 540 quilos de Co2 para ser fabricado.
• 1/3 das emissões de gases-estufa vem da agropecuária.
• Em 1940, gastávamos 0,5 caloria de combustível fóssil para produzir 1 caloria de comida, hoje gastamos 20 vezes mais.
• Hoje, A área desmatada na Amazônia para criar GADO equivale à de 100 cidades de São Paulo.
• 2/3 de todos os antibióticos fabricados nos EUA vão para a alimentação do gado. Isso cria superbactérias.
• 80% do pimentão vendido no Brasil tem mais agrotóxico que o permitido.
• Depois vêm: 56,4% – UVA / 54,8% – PEPINO / 50,8% – MORANGO
• As frutas anabolizadas por fertilizantes têm menos nutrientes como ferro, vitamina C, cálcio e zinco que as orgânicas.

* Mesmo o consumo diário pode não trazer riscos. Mas, se alguns desses peixes formam a base da sua alimentação, vale conversar com um médico sobre os perigos. ** Os mais usados nos restaurantes japoneses são o atum-branco e atum-amarelo. O de lata costuma ser da espécie skipjack, menor (e menos suscetível ao mercúrio).
FONTE: REVISTA "SUPERINTERESSANTE"

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A QUÍMICA DO CHAMPANHE

ALÔ PESSOAL!!
Que tal saber a química do champanhe?


Afinal, como é uma bebida alcoólica tem suas características.
O que mais encanta no champagne, além do sabor?
Suas bolhas!
imagem:sonoticiaboa.com.br




O componente químico básico para o surgimento das bolhas é o gás carbônico, originado a partir do processo de fermentação. Aliás, se tem algo que distingue o champanhe de outros vinhos é o fato de que ele passa por dois processos de fermentação: o primeiro acontece antes do engarrafamento, enquanto que o segundo ocorre dentro da garrafa. É a segunda fermentação que cria o gás carbônico e o etanol, dando o toque final ao champanhe.
Em média, uma garrafa de 750 gramas de champanhe contém 7,5 gramas de gás carbônico dissolvido. Apesar de parecer pouco, cerca de 5 litros de gás carbônico são liberados caso você deixe a bebida repousar e as bolhas subirem até se esgotarem. A cada 0,1 litro de champanhe, surgem cerca de 20 milhões de bolhas de gás carbônico.


Formação e importância das bolhas


Ao comerem açúcar, as leveduras responsáveis pelo processo de fermentação produzem álcool e liberam gás carbônico, responsável pelas pequenas bolhas da champanhe. Porém, a maior parte das bolhas de uma taça são formadas por causa de impurezas, como minúsculas fibras de celulose que se agarram às taças, vindas do ar ou de toalhas usadas para secá-las.


Essas fibras têm a forma de uma flauta, ou seja, cilindros ocos com uma abertura. Os gás carbônico então atravessa essas minúsculas câmeras e escapa em forma de bolha. No passado, era costume riscar as taças para aumentar o número de bolhas. Hoje, pesquisadores acreditam que os riscos facilitavam a aderência dessas fibras e, por isso, tornava o visual do champanhe mais atraente.
Além de todo o apelo estético, as bolhas também influenciam na degustação da bebida, visto que levam para a superfície da taça alguns compostos do vinho, liberando-os no ar.
Cientistas analisaram e classificaram centenas de compostos como esses. Alguns exemplos são:
  • gama-decatalctona: aroma de frutas, em especial o de pêssego;image:wtt-pro.nist.gov
       metil dihidrojasmonato: aroma doce, frutado ou de flores;
image:wikimedia.org
  • ácido dodecanóico: notas secas e metálicas;
image:quimitube.com
  • ácido decanóico: aroma ácido e torrado;
 image: upload.wikipedia.org


  • dihidrovomifoliol: contribui para o aroma frutado;
image:chemfaces.com
  • etil miristato: aroma doce e um pouco parafinado;
image:structuresearch.merck
  • ácido palmítico: aroma de creme e cera;
image: userscontent2.emaze.com


  • ácido palmitoleico: aroma oleoso e de cera.
image:oleosessencias.org


fontes:http://www.hojeaprendi.com
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