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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

EXERCÍCIOS DE LIGAÇÕES IÔNICAS

⤫⤫⤫⤫ALÔ PESSOAL!
Conforme prometido, aqui estão exercícios sobre a teoria do último post.

Lembrando:
- para fazer uma ligação iônica alguma dessas informações você precisa ter:
- tabela periódica, ou
- família de cada elemento químico ou
- número atômico de cada elemento químico - neste caso tem que fazer o diagrama de Pauling para saber quantos elétrons tem na última camada.


Exercícios :


1) Da combinação química entre os átomos de magnésio (Z=12) e nitrogênio (Z=7) pode resultar a substância de fórmula:




12Mg = 1s2 2s2 2p6 3s2     família 2A tem 2 elétrons na última camada =>; vai doar esses elétrons


7N = 1s2 2s2 2p3                 família 5A tem 5 elétrons na última camada =>; vai receber 3 elétrons .



Fazendo a fórmula : 
Mg+2  N -3 =    MgN2 


2) A fórmula do composto formado, quando átomos do elemento genérico M, que forma cátions trivalentes, ligam-se com átomos do elemento Y, pertencentes à família dos calcogênios, é:


M+3   tem 3 elétrons na última camada para serem doados

Calcogênios tem  6 elétrons na última camada, então precisam de 2 para completar 8:
C -2    : fazendo a fórmula: M +3   C – 2  è os expoentes descem formando: M2 C 3



3)   Os átomos pertencentes a família dos metais alcalinos terrosos e dos halogênios adquirem configuração eletrônica de gases nobres quando, respectivamente, formam íons com números de carga .....
Resposta: metais alcalinos terrosos família 2A tem 2 elétrons na última camada formam cátions +2 .
Halogênios : família 7 A tem 7 elétrons na última camada, precisam receber um elétron ; são ânions -1 . 
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br














quarta-feira, 19 de setembro de 2018

LIGAÇÕES IÔNICAS - TEORIA BEM EXPLICADA

ALÔ PESSOAL!
Mais  um fim de ano chegando!
Afinal final de setembro é reta para os vestibulares e provas finais!
Vamos tirar dúvidas sobre  ligações iônicas.
Começando pelo básico: onde e como ocorrem!


~TEORIA DO OCTETO:
Com certeza você já ouviu falar nela!
Todo átomo tem a tendência de ficar com 8 elétrons na última camada. Adquirir estabilidade, como os gases nobres, que são os átomos que ficam na última coluna da ´Tabela periódica e tem 8 elétrons na última camada, com exceção do gás hélio que tem 2 elétrons e é super feliz. Esses átomos não fazem ligações com outros átomos.
Para que os átomos possam adquirir esses 8 elétrons eles fazem ligações, unem-se uns aos outros.
A primeira forma de união é a ligação iônica, onde os  uns elementos vão doar elétrons e outros vão receber esses elétrons.
Mas não acontece entre qualquer elemento!
Segue a regra:
Famílias 1A, 2 A , 3A vão doar elétrons .
Famílias 5A, 6A, 7A vão receber elétrons.
Vamos aos exemplos:
Um átomo de sódio tem a seguinte distribuição eletrônica:

11Na = 1s2 2s2 2p6  3s  
O Sódio pertence à família 1A, logo tem 1 elétron na última camada e tudo que ele deseja é se livrar desse elétron, porque quando isso acontece ele fica com 8 elétrons na 2° camada, verdinha aí em cima!
Então lembre: todo os elementos da família 1A querem dar 1 elétron: não precisa fazer a distribuição eletrônica ( a não ser que seja pedido!) .
Veja agora o cálcio que pertence à família 2A:

 20Ca = 1s2 2s2 2p6  3s2 3p6   4s2    
Ele quer perder esses 2 elétrons, pois todo elemento da família 2A tem 2 elétrons na última camada.
Assim na 3° camada ele vai ficar com os 8 elétrons  e estabilizar!
A mesma coisa ocorre com  a família 3 A= 3 elétrons na ultima camada e quer perder esses elétrons.
Agora vamos para a família 6 A :
Oxigênio:

8O = 1s2 2s2 2p4     ele tem 6 elétrons na última camada! Logo vai precisar ganhar 2 elétrons para completar 8 elétrons e ficar muito estabilizado!
REGRA:
FAMÍLIA 5 A   RECEBE 3 ELETRONS
FAMÍLIA 6 A   RECEBE 2 ELETRONS
FAMÍLIA 7A    RECEBE 1 ELETRON
Como ocorre a ligação?
sódio e cloro:



  11Na = 1s2 2s2 2p6  3s                               17Cl  = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 

exemplo ligaçao ionica




Na perde 1 elétron ficando um cátion positivo e o cloro ganha um elétron ficando um ânion negativo!
E o resultado disso é:

Ligação Iônica
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br




próxima postagem: exercícios !!!!



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

DIAGRAMA DE LINUS PAULING - EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E COMENTADOS !

⇿←⇿ALÔ PESSOAL!
Nessa semana trabalhando com o diagrama de Linus Pauling para a distribuição de elétrons .
Como assim?
Vamos lembrar de algumas regras básicas:


- o átomo possui um núcleo: nesse núcleo tem prótons ( positivos )  e nêutrons.
- o átomo possui uma eletrosfera que gira ao redor do núcleo: essa eletrosfera é composta por elétrons ( negativos) .
- se estamos falando de um átomo, sua carga é nula, ou seja o número de prótons é igual ao número de elétrons.
- se estamos falando de íons , eles podem ser positivos- quando são retirados elétrons - ou íons negativos- quando são adquiridos elétrons.
De qualquer forma, veja que todo o processo ocorre na eletrosfera , não se mexe no núcleo de um átomo.
As ligações químicas, iônicas ou covalentes, ocorrem na eletrosfera.
E para saber tudo isso tem que começar por alguma lugar e esse lugar é o diagrama de Pauling que vai dizer quantos elétrons tem na última camada, essencial para qualquer ligação.
Para você entender a distribuição eletrônica tem duas maneiras: ou aceita e faz, ou tenta entender o conceito.
Conceito: cada camada eletrônica ( K L M N O P Q ) tem subcamadas, ou subniveis que são os orbitais. Esses orbitais são locais onde você pode encontrar o elétron. Não esquece que ele não fica parado, esta sempre em  movimento.
Esses orbitais são : s, p, d, f . Cada um deles aguenta um número máximo de elétrons.
s=2 elétrons
p=6 elétrons
d=10 elétrons
f=14 elétrons


O orbital f é o mais forte, depois vem o d, p, e o s
Logo o diagrama foi construído nessa força.
Por isso ele é usado na diagonal, porque assim pega os mais fortes primeiro e depois os mais fracos.
E o que vamos distribuir? o número atômico , que é igual ao número de elétrons.
Diagrama de Pauling:
Diagrama de Pauling
Você esta vendo essa linhas diagonais? Então, é por elas que você vai se guiar.
Segue comigo:
Vamos distribuir os elétrons do cálcio de Z = 20.
1s2,2s2,2p6,3s2,3p6,4s2  = somando os números rosa = número de elétrons dá 20 e seguimos as linhas diagonais do diagrama acima começando pelo 1s2, depois volta para o 2s2....
Veja que a última camada, o ultimo número que escrevemos foi 4, depois a letra s com 2 elétrons.
4= ultima camada , s = último orbital que contém 2 elétrons
Na última camada tem 2  elétrons. Você já descobriu uma coisa muito importante: o cálcio é um elemento que tem 2 elétrons na última camada!


Vejamos outro exemplo: Oxigênio que tem Z = 8
Seguindo o diagrama:
1s2, 2s2, 2p4 --------> observe que o ultimo número foi alterado porque 6 iria ultrapassar. Isso podemos fazer , adequar o último número de acordo com o que precisamos!
Nesse caso quantos elétrons tem na última camada? presta atenção!!!
A última camada é a que tem o número 2 na frente ,2s2,2p4 = 6 elétrons na última camada.
Quando você tem mais de um orbital na mesma camada, tem que somar todos os elétrons que pertencem a essa camada!


Exercício:
Dê o número de elétrons na última camada do elemento Kr que tem Z = 36


1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6 .4s2, 3d10, 4p6   - seguindo o diagrama você sai do 4s2 e vai para o 3d10   que tem mais energia que    4p6    que vem depois!
A última camada é 4( número mais longe do núcleo!)  mas tem : 4s2 e 4p6  logo: 8 elétrons na última camada!


E para que serve saber o número de elétrons na última camada?
Através desses números você vai saber que tipo de ligação o átomo vai fazer e como fazer!
E se forem íons? como fica a distribuição?
Íons positivos como Ca +2 = significa que perdeu 2 elétrons .
sua distribuição eletrônica vai ficar assim:


⇿1s2,2s2,2p6,3s2,3p6= veja acima, a última camada foi embora junto com os 2 elétrons!


Íons negativos como O-2 = significa que ganhou 2 elétrons.
Sua distribuição eletrônica vai ficar assim:


⇿1s2, 2s2, 2p6 = veja que na  última camada ele ganhou 2 elétrons ficando com 8!


Dúvidas? Perguntem!

terça-feira, 21 de agosto de 2018

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE SEMELHANÇAS ATÔMICAS- ISÓTOPOS, ISÓBAROS E ISÓTONOS

ALÔ PESSOAL!
Mais uma aula só de exercícios resolvidos para você que vai enfrentar provas e vestibulares. 
Com certeza, quem não tem base, não resolve o mais complicado.
Primeiro vamos às definições, depois aos problemas:

ISÓTOPOS= 2 OU MAIS ÁTOMOS QUE TEM O MESMO NÚMERO ATÔMICO OU NÚMERO DE PRÓTONS.
ISÓBAROS = 2 OU MAIS ÁTOMOS QUE TEM MESMO NÚMERO  MASSA ( SOMA DE PRÓTONS E NÊUTRONS) .
ISÓTONOS = 2 OU MAIS  ÁTOMOS QUE TEM O MESMO NÚMERO DE NÊUTRONS ( QUE VOCÊ ACHA ATRAVÉS DE MASSA - NÚMERO ATÔMICO )

PROBLEMAS:
1)     O átomo “X” é isótono do átomo 25Mn55 e isoeletrônico do íon 2860Ni2+. Com base nisso, indique o número de massa do átomo “X”:
*    Isoeletrônicos significa que possuem o mesmo número de elétrons !
X é isótono de Mn então tem o mesmo número de nêutrons    : 55-25= 30
X é isoeletrônico do íon Ni +2, o que significa que tem 26 elétrons ( lembra que perdeu 2 elétrons)
X é um átomo, entoo número 26 também é seu número atômico.
Logo o número de massa será a soa de prótons e nêutrons= 30 + 26 = 56 !!
2)  X é isótopo de 2041Ca e isótono de 1941K. Portanto, o seu número de massa é igual a:  
X    é isótopo de Ca então o número atômico de X = 20
X     é isótono de K , então ele tem 41- 19 nêutrons = 22
X     tem número de massa igual a prótons + nêutrons  20 + 22 = 42 
3) Determine o número atômico e o número de massa dos átomos A e B, que são isóbaros e apresentam a seguinte representação:
10+x 5x A                    11+x4x+8 B

aqui voce tem uma equação matemática que vai ter que resolver primeiro:
como os átomos são isóbaros 5x = 4x + 8 e você vai determinar o valor de x.
Depois de fazer isso, vai substituir o x nas equações acima e descobrir os números atômicos e os números de massa dos atomos A e B . 
Na equação dada 5x= 4x+ 8 ==> o valor de x = 8
Substituindo no átomo A : 5.8= 40 ( numero de massa de A )
10 + 8 = 18 - número atômico de A 
Substituindo no átomo B: 4.8 +8 = 40 ( número de massa de B )
11 + 8 = 19 - número atômico de B 
Representando:
40 A 18               40 B 19 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE NÚMERO DE MASSA E NÚMERO ATÔMICO- PRÓTONS, NEUTRONS, ELÉTRONS

ALÔ PESSOAL!!!!


Mais uma rodada de exercícios resolvidos para vocês entenderem a base da Química.
Dessa vez vamos no basicão:
-Número de Massa
-Número Atômico
-Prótons
-Nêutrons
-Elétrons


Dado o átomo abaixo, dê seu número atômico, número de massa, número de prótons, número de elétrons e número de nêutrons.




13 Al 27
O átomo acima é o alumínio. O número que está em cima- 27- representa o número de massa ( que é a soma de prótons e nêutrons que estão dentro do núcleo) - representa-se pela   letra A
O número que está embaixo- 13- representa o número atômico que por definição é o número de prótons de um átomo  e se representa pela letra Z .
Então você já tem o número de massa = 27
número atômico = 13
número de prótons = 13
número de nêutrons = A - Z (ou seja massa -prótons ) 27- 13= 14
número de elétrons = número de prótons em um átomo (  porque o átomo é  eletricamente neutro!!) = 13.


Lembre: prótons são cargas positivas, elétrons são cargas negativas, e nêutrons não tem cargas!


Agora:



42  Mo 96
Número de massa = 96
Número atômico = 42
Número de prótons = 42
número de nêutrons = 96-42= 54
número de elétrons = 42


Mas se for um íon? Como calcular?
Os íons- positivos ou negativos- só serão alterados no número de  ELÉTRONS.
Ou seja, tudo o resto fica do jeito que você aprendeu!
Se for um íon positivo significa que perdeu elétrons, então você vai subtrair o número de elétrons que sairam.
Se for um íon negativo significa que entrou elétrons, então você vai adicionar o número de elétrons que entraram!!


Veja:



40 20 Ca+2
número de massa = 40
número atômico = 20
número de prótons = 20
número de nêutrons = 40 - 20 = 20
número de elétrons - está escrito + 2 o que significa que saíram 2 elétrons. Então você vai subtrair
20 - 2 = 18 elétrons.




 
16 8 O-2

número de massa = 16
número atômico = 8
número de prótons = 8
número de nêutrons = 16-8=8
número de elétrons - está escrito -2  o que significa que entraram 2 elétrons. Então você vai somar : 8 + 2 = 10 elétrons.



Para terminar:



A =72 Ge 32= Z


Não importa como está escrito: sempre o número de cima é o número de massa e o número de baixo é o número atômico!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

TESSERATO - A QUARTA DIMENSÃO E A PROCURA PELA QUINTA DIMENSÃO

ALÔ PESSOAL!!!
NÃO ESTAMOS NOS QUADRINHOS DA MARVEL!
Mas essa procura pela quinta dimensão está sendo realizada pelos físicos e h´um consenso entre eles que ela existe.


Vamos ver a reportagem da SUPER e  BBC News e depois o vídeo que mostra o Tesserato, ou seja , um hipercubo de 4 dimensões.


Não há prova de que haja mais dimensões do que as quatro que a gente conhece – três de espaço (a altura, a largura e o volume) e uma de tempo. Mas, para boa parte dos físicos teóricos, a quinta dimensão existe, sim. Só que não podemos detectá-la. Se um dia conseguirmos, estaremos perto de entender um dos grandes enigmas do Universo: a chamada matéria escura, que, como não emite nem reflete luz, é completamente invisível. A única pista que ela deixa é sua imensa força gravitacional – afinal, se há matéria, há gravidade. Estima-se que existam pelo menos cinco vezes mais matéria escura do que matéria “normal”, aquela com que nossos corpos, as estrelas e tudo o mais é feito. Mas onde entra a tal quinta dimensão nessa história? Para alguns cientistas, ela é um atalho de espessura milimétrica em dobras no espaço por onde escapa a gravidade de galáxias muito distantes, tão longínquas que não podem ser vistas da Terra. Elas é que seriam, na verdade, a misteriosa matéria escura.
“De acordo com essa ideia, a matéria escura é só matéria normal, localizada do outro lado do espaço”, afirma o físico Gia Dvali, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e um dos três criadores da teoria da quinta dimensão. Ainda segundo essa tese, o mais incrível é que, apesar de essas galáxias de matéria escura estarem distantes em termos de espaço, do ponto de vista da quinta dimensão, elas estão a milímetros de nós.

Dimensão extra aproximaria da Terra galáxias a bilhões de anos-luz de distância

1 – No Universo, existem galáxias tão distantes que não podem ser vistas da Terra. Percorrendo todo o espaço, a luz delas leva dezenas de bilhões de anos para chegar até nós. Mas como a idade do Universo é de “apenas” 13 bilhões de anos, essa luz ainda não chegou aqui — por isso, essas galáxias seriam chamadas de matéria escura. Só sabemos que elas existem porque possuem gravidade
2 – Para os defensores da idéia da quinta dimensão, a força gravitacional das galáxias longínquas chega rápido à Terra porque atravessa um tecido espacial “dobrado”, através de uma quinta dimensão de espessura milimétrica. Isso resolveria o mistério da gravidade extra que aparece em nossa região do espaço. Mas, por enquanto, ninguém conseguiu detectar essa hipotética quinta dimensão.
( Superinteressante)


Como descobrir a misteriosa quinta dimensão

Primeiro, você precisa de um objeto enorme para encontrar as menores partículas fundamentais do Universo.
O que está em uso no CERN é chamado Grande Colisor de Hádrons ou LHC (na sigla em inglês), um acelerador próton-próton de 27 km de circunferência. Com essa máquina, os feixes de partículas são disparados quase à velocidade da luz, de modo que, quando dois prótons colidem, eles criam todos os tipos de outras partículas.
Se as teorias atuais estiverem corretas, há a pequena probabilidade de que uma das partículas subatômicas nessa colisão seja a que foi batizada de gráviton.
A física quântica nos diz que cada força tem uma partícula relacionada que a transporta. Por exemplo, a luz é transportada por fótons. Então, a gravidade deveria teoricamente ser transportada por grávitons, só que a gente nunca os observou.
Mas eles podem ser a chave para desvendar dimensões ocultas.
É por isso que os cientistas do CERN não pararam de procurá-los durante 14 anos.

E eles não perdem a esperança.
Mesmo assim, há outros físicos teóricos que não são tão otimistas, como Sean Carroll, do Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia.
"Temos certeza de que os grávitons existem, o que não temos certeza é que eles podem ser descobertos com o Grande Colisor de Hádrons. Na verdade, é o oposto: você tem que ser muito, muito, muito sortudo por poder encontrar grávitons nessa máquina", diz Carroll. "Existem teorias e estamos testando-as, mas se os grávitons estivessem lá, poderíamos tê-los visto facilmente e não os vimos, então as probabilidades são mínimas."
Mesmo assim, ele opina, vale a pena continuar a procurar por essas outras dimensões, porque se elas forem encontradas, "tudo o que pensarmos sobre as leis fundamentais da natureza mudará: seria uma descoberta transcendental".
"Se nós não as vemos, isso não significa que elas não estão lá, mas que nossos experimentos ainda não são bons o suficiente. Se continuarmos tentando, vamos achar algum dia."
E se algum chegarmos à conclusão que essas dimensões realmente existem? Como elas seriam?

Dimensões escondidas

Segundo o físico Carroll, elas existem e estão em todas as partes.
"Você precisa entrar na mentalidade dos físicos para entender a que eles se referem quando falam a palavra 'dimensão'. Nós tendemos a acreditar que uma outra dimensão é um lugar aonde você vai e é possuído por criaturas estranhas", fala.
"E uma dimensão é simplesmente uma direção no espaço. Neste momento, nós conhecemos três, que poderíamos chamar de 'para cima-para baixo', 'para a esquerda e para a direita' e ''para a frente e para trás'.
Segundo ele, não faz sentido algum dizer "Onde está a dimensão para cima-para baixo?", porque ela "está em todo o lugar", assim como as outras.
"O que sabemos com certeza é que elas estão escondidas de alguma forma, então podem ser muito, muito, muito pequenas, tanto que nunca as veremos - essa é a maneira mais fácil de se esconderem", afirma.
Ou há outras duas possibilidades. "Uma é que são meio pequenas, com um milímetro ou um décimo de milímetro. E a outra é que as dimensões são infinitamente grandes, mas não podemos alcançá-las porque estamos presos em um subespaço da dimensão inferior do Universo.
Carroll explica que isso é algo que os físicos chamam de Teoria de Branas (ou das Cordas). É uma maneira estranha de dizer membranas, como aquelas que limitam nosso Universo de quatro dimensões dentro de um espaço de dimensionalidade superior chamado 'bulk'.
"Se isso for verdade, pode haver múltiplas branas, múltiplos subespaços de bi, tri, tetra e penta dimensionais paralelos. Nesse sentido, poderia haver mundos paralelos incorporados nessas outras dimensões", diz ele.
Algo que parece ser verdade, afinal, é que os físicos provaram sem dúvida a existência de uma dimensão maravilhosa: a da imaginação, o ponto de partida de grandes descobertas.


imagem conceito da teoria de branas
Science Photo Library    As chamadas branas seriam mambranas que mantém nosso Universo com suas 4 dimensões em um espaço multidimensional.                                                 
Um tesserato
Science photo library -tessarato- análogo de 4 dimensões de um cubo







quarta-feira, 14 de março de 2018

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE NÚMERO DE MASSA, NÚMERO ATÔMICO E SEMELHANÇAS ATÔMICAS

ALÔ PESSOAL!
Viram a Teoria no post passado e agora vamos fazer exercícios!
Lembre sempre: quando aplicamos aprendemos melhor!


1) Qual o número de massa (A) de um átomo de cálcio (Z = 20) com 20 nêutrons?
R: A = p + n ( por definição o número de prótons é o número  atômico representado pela letra Z.)
 A= 20 prótons + 20 nêutrons  = 40


2) O número atômico (Z) e o número de massa (A) de um íon monoatômico com carga 3+ que contém 10 elétrons e 14 nêutrons são:
R: Se a carga do íon é + 3 significa que perdeu 3 elétrons. Logo o número de elétrons do átomo é 13.Como em um átomo o número de prótons é igual ao número de elétrons, Z=13
Para saber a massa :
A = 13 + 14 nêutrons = 27.




3)  Dentre as espécies químicas:
5B9 5B10 5B11           6C10 6C12 6C14

as que representam átomos cujos núcleos possuem 6 nêutrons são:
 R: Os átomos que tiverem 6 nêutrons são átomos isótonos. O número de nêutrons se conhece através da subtração:


A-Z , ou seja, massa- número atômico.


Na sequencia do B temos: 9-5= 4 nêutrons; 10- 5= 5 nêutrons; 11- 5= 6 nêutrons
Na sequencia de C temos: 10- 6= 4 nêutrons; 12-6= 6 nêutrons; 14-6= 8 nêutrons.


Os átomos que possuem 6 nêutrons no núcleo são 5B11        6C12     


 4) O número de prótons, nêutrons e elétrons representados por é:


O bário é um íon positivo, logo perdeu 2 elétrons, mas seu número atômico e seu numero de massa não se alteram.
Logo esse íon terá 138- 56 = 82 nêutrons , 56 prótons e 54 elétrons.




5) Determine o número atômico e o número de massa dos átomos A e B, que são isóbaros e apresentam a seguinte representação:
10+x 5xA                    11+x4x+8B



R: Átomos isóbaros são aqueles que possuem o mesmo número de massa:
5x = 4x+ 8 ==>    x=8  ( lembre-se que você achou o valor de x, que agora tem que ser substituído nas ´fórmulas para saber os números de massa!)

Para o elemento A = 5x = 5.8 = 40 ( Massa atômica )
Para o elemento B= 4x+ 8= 4.8 + 8= 32+8= 40 ( Massa atômica )
Para saber o número atômico de A = 10 + x = 10 + 8 = 18 ( Z )
Para saber o número atômico de B = 11+x = 11+ 8 = 19 ( Z )

6) X é isótopo de 2041Ca e isótono de 1941K. Portanto, o seu número de massa é :

R: Vamos construir o elemento X a partir das informações dadas:

         tem o mesmo número atômico do cálcio:         20 x
      tem  41- 19= 22 nêutrons  porque é isótono do potássio.

Cálculo da Massa atômica = p+ n =>  20 + 22= 42
Logo nosso átomo X tem A= 42  e Z = 20

7)  Isótopos são átomos que apresentam o mesmo número atômico, mas diferentes números de massa. O magnésio possui isótopos de números de massa iguais a 24, 25 e 26. Os isótopos do magnésio possuem números de nêutrons:  (Dado: Mg possui Z = 12)

R: Vamos lembrar que os isótopos tem o mesmo número atômico e diferente número de massa . Essa diferença é por conta de nêutrons, uma vez que o número de prótons não se altera!  

Calculando:
Mg de massa 24 tem: 24-12= 12 nêutrons
Mg de massa 25 tem : 25-12= 13 nêutrons
Mg de massa 26 tem : 26-12= 14 nêutrons.

Dúvidas?
Perguntem, comentem! XQUIMICA responde!

fontes: alunosonline e brasilescola.com.br

segunda-feira, 12 de março de 2018

NÚMERO ATÔMICO - NÚMERO DE MASSA- SEMELHANÇAS ATÔMICAS

ALÔ PESSOAL!
Mais uma vez com as definições básicas!

Vamos pensar na estrutura de um átomo: núcleo e eletrosfera.
No núcleo ficam as partículas positivas, chamadas prótons e as partículas neutras, os nêutrons.
A função dos nêutrons é estabelecer condições para que as cargas positivas não sejam repelidas.
Na eletrosfera ficam os elétrons, partículas praticamente   sem carga, negativas, muito rápidas, que giram em torno do núcleo de acordo com órbitas bem determinadas.
Quando falamos em átomos, falamos de uma entidade neutra. Ou seja, o número de cargas positivas é igual ao número de cargas negativas. Logo número de prótons é igual ao numero de elétrons.

Define-se Número Atômico ( e representa-se por Z )  como o número de prótons de um átomo.
Define-se Massa Atômica ( e representa-se por A ) como a soma de prótons e nêutrons dentro do núcleo.

Graficamente:

 z X A

Lembre que o número de massa sempre fica acima do elemento e o número atômico, abaixo do elemento.
Na Tabela Periódica temos o número atômico em cima, pois ela foi construída com os números atômicos em forma crescente: assim o hidrogênio é Z= 1, hélio Z=2, Lítio Z=3,  e por ai vai.
 Quando temos um íon, a diferença será sempre no número de elétrons, ou seja, a massa e o número atômico do elemento não mudam. Não existe dois elementos diferentes com o mesmo número atômico.
Se tiverem o mesmo número atômico são chamados átomos ISÓTOPOS, ou seja, mesmo elemento químico na composição, com massas diferentes. Oxigênio--O2 --  e Ozônio -O3 - são bons exemplos.
Ambos são elemento Oxigênio, mas um tem massa 32 u ( 2 átomos de oxigênio, cada um com 16 g/ mol)  e outro tem massa 48 u ( 3 átomos de oxigênio com 16 g/ mol cada um )    , o que significa maior número de nêutrons, uma vez que o número de prótons não se altera.
O número atômico do oxigênio é 8. Então Z = 8 = 8 prótons , tanto na molécula de gás oxigênio como na molécula de gás ozônio.
Veja a configuração do carbono e seus isótopos:
Isótopos do Carbono




Agora, imagina que você tem dois átomos com o mesmo número de massa.
Assim como
20Ca40, 19K40, 18Ar40  são elementos diferentes, com números atômicos diferentes, mas com o mesmo número de massa. A = 40
Esses átomos são chamados ISÓBAROS.


Se o número de elétrons for o mesmo - e isso acontece entre átomos e íons- temos os átomos ISOELETRÔNICOS, como abaixo:
Isoeletrônicos onde o íon positivo de sódio tem o mesmo número de elétrons do átomo de neônio.




ISOTÓNOS : átomos com o mesmo número de nêutrons.
Para isso precisamos calcular o número de nêutrons de cada átomo pela diferença entre massa e número atômico ou seja: A - Z = N
Isótonos    fazendo a diferença: 37 - 17 = 20 nêutrons no cloro


40 - 20 = 20 nêutrons no cálcio. Logo tem o mesmo número de nêutrons e são isoeletrônicos.


Quanto aos íons temos:
-ION POSITIVO = átomo que perde elétrons , como Na+1 significa que perdeu 1 elétron.
- ION NEGATIVO = átomo que ganha elétrons , com S -2   significa que ganhou 2 elétrons.


fontes: blog XQUIMICA e alunosonline.com.br



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

DIAGRAMA DE PAULING - DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA E SEUS ORBITAIS

ALÔ PESSOAL!
Vamos ao básico, diagrama de Linus Pauling.
Ou distribuição eletrônica.
Ou distribuição dos elétrons por camada e subnível.
Entendeu?


O Diagrama de Pauling, também conhecido como Diagrama de Energia, é a representação da distribuição eletrônica através de subníveis de energia.
Através do esquema, o químico Linus Carl Pauling (1901-1994) sugeriu algo além do que já havia com relação à distribuição de elétrons dos elementos químicos.
Para melhor organizar os átomos, Pauling propôs subníveis de energia. Através deles, seria possível determinar os elétrons do menor aos de maior energia de um átomo no seu estado fundamental.
De acordo com a distribuição eletrônica, a eletrosfera está dividida em 7 camadas eletrônicas (K, L, M, N, O, P e Q) ao redor do núcleo atômico, sendo que cada uma delas permite um número máximo de elétrons, que são 2, 8, 18, 32, 32,18 e 8, respectivamente.
Pauling, então, acrescentou ao processo de distribuição de eletrônica os subníveis, apresentando primeiro o elétron de menor energia até chegar ao elétron de energia maior.

Conceito de orbital:
Região de maior probabilidade de se encontrar o elétron.

Tipos de orbitais:

s - esférico, ao redor do núcleo, tem até 2 elétrons em sua órbita.Representação do orbital s
p- em forma de halteres, tem até 6 elétrons em suas órbitas .
Representação do orbital p
d- mais complexo, tem até 10 elétrons em suas órbitas.

f- bem mais complexo, tem até 14 elétrons em suas órbitas.
Representação dos orbitais d e f

Representação:

s2   p6   d 10  f 14
DIAGRAMA DE PAULING:
Diagrama de Pauling
Exemplo de distribuição eletrônica:
em átomos:
P ( Z = 15)

1s2 2s2 2p6 3s2 3p3       tem  6 elétrons na última camada

em íons:

  O – 2    ( significa que o Oxigênio ganhou 2 elétrons ) Se o número atômico é 8, então tem 8 elétrons no elemento oxigênio.
No íon oxigênio – 2 temos 10 elétrons:
1S2 2S2 2P6
Próxima postagem: Números quânticos !

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

BÓSON DE HIGGS - QUAL SUA IMPORTÂNCIA?

ALÔ PESSOAL!
Agora entrando em um assunto mais específico, que depois de muitas pesquisas e considerações, foi "encontrado" : o bóson de Higgs.
Na realidade essa verificação está ligada ao conceito de Campo de HIGGS, onde o espaço não seria um vazio, sem forças atuantes.
Vamos ao texto da revista  "MUNDO ESTRANHO":


 Qual é a diferença entre você e um raio de luz? “Nenhuma” seria a resposta há 13,7 bilhões de anos, no instante em que o Universo nasceu. Nesse estágio embrionário do Cosmos, a grandeza física a que chamamos massa ainda não existia. Nada tinha peso. A matéria que forma o seu corpo hoje era só uma coleção de partículas subatômicas se movendo à velocidade da luz. E aí é que vem a bênção. Certas partículas, os bósons de Higgs, estavam espalhadas por cada milímetro do Universo. Uma hora elas se uniram e, num processo similar ao vapor d’água se transformando em água líquida, e formaram um “oceano” invisível – o Oceano de Higgs. Para algumas das outras partículas que vagavam por aí não fez diferença, caso dos fótons, que passavam (e ainda passam) batidos por esse oceano. Para outras, fez toda. Caso dos quarks (as que formam basicamente todo o seu corpo). Do ponto de vista delas, o Oceano de Higgs era (e ainda é) como um óleo denso. E à força que os quarks fazem para atravessar esse óleo nós damos o nome de massa. Em suma: sem os bósons de Higgs, a matéria não existiria – já que “matéria” é tudo o que tem massa. E você seria algo tão sem substância quanto uma onda de rádio.
Essa é a teoria de Peter Higgs. Uma teoria complexa, com pinta de ficção científica, mas que saiu do papel! ( SUPER)

BÓSON DE HIGGS


É uma partícula subatômica que os físicos acreditam ser responsável por dar massa às demais. Sabe todo aquele papo de prótons e nêutrons que você aprende no colégio? Isso era tudo que se sabia sobre o mundo subatômico até mais ou menos 1930. De lá pra cá, os cientistas formulam teorias para entender melhor como as partículas subatômicas formam os átomos, a matéria e as forças que agem sobre ela. A principal dessas teorias é conhecida como Modelo Padrão e a descoberta do bóson serviu para comprová-la. A comprovação dessa partícula vinha sendo perseguida desde 1964, até que, em 2012, finalmente um experimento atestou (com 99,9999…% de certeza) sua existência. A descoberta foi importante, porque a confirmação de um modelo hipotético abre novos horizontes para compreender o funcionamento do Universo e até a existência de novas partículas. Porém isso é só o começo, pois o Modelo Padrão só explica 4,6% do conteúdo do Universo.
Após o Big Bang, parte da energia irradiada se congelou, formando um éter que envolve tudo o que há no Universo, chamado de Campo de Higgs. O Campo de Higgs (do qual o bóson é parte) criou uma espécie de viscosidade no vazio do espaço e fez com que as partículas interagissem umas com as outras. Quando o bóson passa por entre as outras partículas, ele causa os efeitos de atração e repulsão entre elas. Resultado: as partículas ganham massa. As partículas com afinidades entre si se combinam, formando os ÁTOMOS.
"Sem esse Campo de Higgs as partículas ficariam soltas e não teriam como interargir "Por isso a constatação de que existe o bóson e o campo, tornam possível a explicação da formação do Universo.
A dificuldade em observar o bóson é enorme: ele só aparece em níveis de energia realmente altos e se transforma em outras partículas muito rapidamente. Por isso foi preciso construir o LHC (Grande Colisor de Hádrons). Cientistas mediram os níveis de energia e interação entre as partículas após a colisão e compararam com as hipóteses já formuladas – os resultados bateram.
 O que ele comprova Segundo o Modelo Padrão, o Universo é formado por 17 partículas básicas: o bóson, 6 quarks, 6 léptons e 4 partículas mediadoras.

As partículas mediadoras:

São responsáveis pela transmissão de força entre dois corpos. Os glúons transmitem a força nuclear forte, os fótons a força eletromagnética, os Bósons W e Z a força nuclear fraca e os grávitons a força gravitacional. O gráviton ainda vai demorar para ser observado. Sua força gravitacional é muito mais fraca do que as outras e isso dificulta a medição
QUARKS:Interagem com todas as quatro forças das partículas mediadoras. São seis: top, bottom, charm, strange, up e down (os dois últimos formam os prótons e os nêutrons)
LÉPTONS:Muito leves, não interagem com a força nuclear forte. São: elétron, múon, tau, neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau.

imagem:http://aprendendoquimicaonline.blogspot.com.br


bóson de Higgs-cds.cern.ch






fontes:Fermi National Accelerator Laboratory, Scientific American, Pesquisa Fapesp

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