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quarta-feira, 13 de junho de 2018

O 4° ELEMENTO DA TABELA PERIÓDICA A TER PROPRIEDADES MAGNÉTICAS - Ru

ALÔ PESSOAL!
Química sempre com novidades:
Leiam:




Um experimento realizado na Universidade de Minnesota nos Estados Unidos resultou na descoberta de um novo elemento magnético. A pesquisa comprovou que o rutênio (Ru) é o quarto elemento da tabela periódica a ter propriedades magnéticas em temperatura ambiente.
Um elemento como este pode colaborar para várias funções na sociedade, como a melhoria de sensores, dispositivos relacionados à memória de computadores e, claro, materiais magnéticos. Até o momento, apenas três elementos tinham esta capacidade: ferro, cobalto e o níquel. Outro, o gadolínio, também tem essa capacidade, mas não em temperatura ambiente. Aos 8ºC, o elemento já passa a não ter mais esta propriedade.
Atualmente, estes elementos são constantemente usados para a indústria de eletrônicos, sobretudo para funções relacionadas a eletromagnetismo — ou seja, a capacidade de criar correntes elétricas a partir da variação do campo magnético, por indução. Na indústria, são utilizados para aplicações como sensores, motores elétricos, geradores, HDs e, mais recentemente, memórias spintrônicas. Contudo, a grande colaboração do material se mantém para produção de novas tecnologias para armazenamento de dados.
"O magnetismo é sempre incrível. Ele se prova incrível novamente. Estamos empolgados e agradecidos por ser o primeiro grupo a demonstrar experimentalmente e adicionar o quarto elemento ferromagnético à temperatura ambiente à tabela periódica", disse Robert F. Hartmann, professor de eletricidade da Universidade de Minnesota. Ele é supervisor do projeto encabeçado pelo Ph.D Patrick Quatermann, da National Research Council (NRC).
A busca por novos elementos magnéticos é uma demanda da indústria de eletrônicos, que vê nas matérias-primas tradicionais como o ferro uma limitação para o desenvolvimento de novos aparelhos. A descoberta desta propriedade do rutênio abre um leque de novos caminhos para estudos relacionados a armazenamentos de dados.


fonte:https://canaltech.com.br



cristal de rutênio de alta pureza ( Wikipédia)


O elemento químico de símbolo Ru de número atômico 44 (44 prótons e 44 elétrons) e de massa atómica igual a 101 u.m.a. À temperatura ambiente, o rutênio encontra-se no estado sólido. É um elemento do grupo do ferro (8 ou 8b) da classificação periódica dos elementos. É um metal de transição, pouco abundante, encontrado normalmente em minas de platina. É empregado como catalisador e em ligas metálicas de alta resistência com platina ou paládio. O rutênio foi descoberto por Karl Klaus em 1844.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

COMO TRANSFORMAR MORTOS CREMADOS- HUMANOS OU ANIMAIS- EM DIAMANTES

ALÔ PESSOAL!
Esse é um assunto que tenho discutido em sala e sempre todos ficam surpresos com a possibilidade de ter um parente ou animal de estimação convertido em um belo diamante azul.
Mas é verdade mesmo?
Sim, é!
Aqui está a reportagem que mostra como isso pode ser feito e onde!
Por , em 12.08.2017



A cremação tem se tornado uma opção cada vez mais popular na hora do luto. Mas ao invés de armazenar as cinzas de um ente querido em uma urna ou jogá-las em algum lugar simbólico, um número crescente de pessoas está fazendo algo um pouco mais ousado: transformar as cinzas em um diamante.
Isso é possível porque o carbono é o segundo elemento atômico mais abundante no corpo humano, e os diamantes são feitos de carbono cristalizado. Os pesquisadores também melhoraram maneiras de cultivar diamantes em laboratório nos últimos anos.
Pelo menos cinco empresas oferecem o serviço.
 A Algordanza, na Suíça, é uma das líderes da indústria – seus serviços estão disponíveis em 33 países e a empresa disse ao portal Business Insider que vendeu cerca de 1.000 gemas corporais em 2016. A Algordanza também afirma ser a única empresa desse tipo que opera seu próprio laboratório de criação de diamantes a partir de cinzas – na verdade ela é uma entre duas no mundo – a outra fica na Rússia.
“Isso permite que alguém mantenha seu ente querido para sempre”, diz Christina Martoia, porta-voz da Algordanza US. “Estamos trazendo alegria de algo que é, para muitas pessoas, muito dolorido”.
Veja como a empresa usa calor e pressão extremos para transformar pessoas mortas – e às vezes animais – em gemas brilhantes de todos os tamanhos, cortes e cores.
Fazer um diamante a partir de uma pessoa morta começa com a cremação. O processo normalmente deixa para trás cerca de 2 a 4,5 quilos de cinzas, a maioria das quais é carbono. Os estilos de cremação diferem de cultura para a cultura. Alguns usam temperaturas mais altas por mais tempo, o que permite que mais carbono escape no ar como dióxido de carbono (o que pode significar que mais cinzas são necessárias para formar um diamante). Martoia diz que a Algordanza exige um mínimo de 450g de cinzas. “Esse é o número mágico, onde nossos engenheiros podem garantir que haverá carbono suficiente para fazer um diamante”, explica. Quando a empresa recebe cinzas de um cliente, um técnico coloca uma amostra em um forno especial para ver se há carbono suficiente para criar um diamante. Se não houver o suficiente, a quantidade de carbono em um maço de cabelo pode compensar a diferença.
Uma vez que haja carbono suficiente, o elemento é extraído e purificado de contaminantes, como sais. “Usamos um produto químico ácido para eliminar as impurezas”, diz Martoia. Isso leva a pureza do carbono das cinzas processadas para cerca de 99% ou mais. O outro 1% contém impurezas como o boro – um elemento e micronutriente que ajuda os seres humanos (e outros animais) a desenvolver ossos, curar feridas e regular o sistema imunológico.
O boro é a impureza que colora os raros diamantes azuis encontrados na natureza – e é por isso que muitos “diamantes memoriais” também são azuis. “Os diamantes podem variar de azul claro a muito azuis”, diz Martoia. “Quanto mais boro, mais profundo é o azul”. Ela acrescenta que é impossível prever a cor exata que um diamante memorial assumirá.
“Mas uma coisa interessante a notar é que nossos técnicos estão achando uma correlação em pessoas que passaram por quimioterapia. Seus diamantes tendem a sair muito mais leves”, conta Martoia. Isso pode ser porque a quimioterapia retira o boro e outros micronutrientes importantes do corpo.

Para purificar ainda mais o carbono para 99,9% ou mais, os técnicos o embalam em uma célula que contém ferro e cobalto – aditivos que ajudam a remover contaminantes. A célula também contém um minúsculo diamante para ajudar o carbono a se cristalizar em uma forma áspera, já que o carbono cristaliza melhor quando ele toca um diamante existente. O diamante fornece um “modelo” para que o carbono funcione, o que significa que o novo diamante que eventualmente se formará exigirá menos corte e polimento.
O passo de purificação final converte o carbono em folhas escorregadias de grafite – o mesmo tipo de carbono nos lápis. As folhas planas microscópicas de carbono do grafite são um material de iniciação ideal para sintetizar diamantes. Os diamantes naturais se formam a partir do carbono que fica preso em tubos de lava a cerca de uma milha de profundidade na crosta terrestre.
Para emular esse ambiente, a Algordanza insere a célula (agora empacotada com grafite) em um prato e desliza-a para uma máquina de alta pressão.Essa máquina pode aquecer uma célula de crescimento a cerca de 1.400 graus Celsius. Ele também espreme a célula sob 870.000 libras por polegada quadrada de pressão. Isso é como a massa inteira da Estação Espacial Internacional se deslocando em cima de um relógio de pulso – além de aquecê-lo até uma temperatura superior à da lava. Dependendo de quão grande um cliente quer que seu diamante seja, pode levar de seis a oito semanas em uma máquina HPHT para o grafite cristalizar em uma gema. “Quanto maior o diamante, mais tempo leva para crescer”, diz Martoia. Quando o tempo passa, os técnicos removem o grafite e o abrem. Dentro está um diamante áspero, não cortado e não polido.
Alguns clientes pegam a gema áspera mesmo, mas muitos optam por ter seus diamantes memoriais cortados, facetados e polidos por um joalheiro na Suíça.
Os preços da Algordanza começam em 3.000 dólares por um diamante de 0,3 quilates. Martoia diz que a ordem média é de 0,4 a 0,5 quilates, embora os clientes dos EUA geralmente solicitem diamantes maiores, de 0,8 quilates.
Mas a Algordanza pode torná-los muito maiores: a empresa recentemente recebeu um pedido de 48.000 dólares para diamantes de 2 quilates. Após 10 meses de crescimento, a gema resultante na verdade acabou tendo 1,76 quilates – mas ainda é o maior diamante memorial já feito pela empresa.
Pedidos de diamantes feitos de cinzas humanas não são o único tipo que a Algordanza recebe. “Primeiro, tivemos as cinzas de um Shepard alemão e agora temos cinzas de um gato”, conta Martoia.

segunda-feira, 12 de março de 2018

NÚMERO ATÔMICO - NÚMERO DE MASSA- SEMELHANÇAS ATÔMICAS

ALÔ PESSOAL!
Mais uma vez com as definições básicas!

Vamos pensar na estrutura de um átomo: núcleo e eletrosfera.
No núcleo ficam as partículas positivas, chamadas prótons e as partículas neutras, os nêutrons.
A função dos nêutrons é estabelecer condições para que as cargas positivas não sejam repelidas.
Na eletrosfera ficam os elétrons, partículas praticamente   sem carga, negativas, muito rápidas, que giram em torno do núcleo de acordo com órbitas bem determinadas.
Quando falamos em átomos, falamos de uma entidade neutra. Ou seja, o número de cargas positivas é igual ao número de cargas negativas. Logo número de prótons é igual ao numero de elétrons.

Define-se Número Atômico ( e representa-se por Z )  como o número de prótons de um átomo.
Define-se Massa Atômica ( e representa-se por A ) como a soma de prótons e nêutrons dentro do núcleo.

Graficamente:

 z X A

Lembre que o número de massa sempre fica acima do elemento e o número atômico, abaixo do elemento.
Na Tabela Periódica temos o número atômico em cima, pois ela foi construída com os números atômicos em forma crescente: assim o hidrogênio é Z= 1, hélio Z=2, Lítio Z=3,  e por ai vai.
 Quando temos um íon, a diferença será sempre no número de elétrons, ou seja, a massa e o número atômico do elemento não mudam. Não existe dois elementos diferentes com o mesmo número atômico.
Se tiverem o mesmo número atômico são chamados átomos ISÓTOPOS, ou seja, mesmo elemento químico na composição, com massas diferentes. Oxigênio--O2 --  e Ozônio -O3 - são bons exemplos.
Ambos são elemento Oxigênio, mas um tem massa 32 u ( 2 átomos de oxigênio, cada um com 16 g/ mol)  e outro tem massa 48 u ( 3 átomos de oxigênio com 16 g/ mol cada um )    , o que significa maior número de nêutrons, uma vez que o número de prótons não se altera.
O número atômico do oxigênio é 8. Então Z = 8 = 8 prótons , tanto na molécula de gás oxigênio como na molécula de gás ozônio.
Veja a configuração do carbono e seus isótopos:
Isótopos do Carbono




Agora, imagina que você tem dois átomos com o mesmo número de massa.
Assim como
20Ca40, 19K40, 18Ar40  são elementos diferentes, com números atômicos diferentes, mas com o mesmo número de massa. A = 40
Esses átomos são chamados ISÓBAROS.


Se o número de elétrons for o mesmo - e isso acontece entre átomos e íons- temos os átomos ISOELETRÔNICOS, como abaixo:
Isoeletrônicos onde o íon positivo de sódio tem o mesmo número de elétrons do átomo de neônio.




ISOTÓNOS : átomos com o mesmo número de nêutrons.
Para isso precisamos calcular o número de nêutrons de cada átomo pela diferença entre massa e número atômico ou seja: A - Z = N
Isótonos    fazendo a diferença: 37 - 17 = 20 nêutrons no cloro


40 - 20 = 20 nêutrons no cálcio. Logo tem o mesmo número de nêutrons e são isoeletrônicos.


Quanto aos íons temos:
-ION POSITIVO = átomo que perde elétrons , como Na+1 significa que perdeu 1 elétron.
- ION NEGATIVO = átomo que ganha elétrons , com S -2   significa que ganhou 2 elétrons.


fontes: blog XQUIMICA e alunosonline.com.br



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

AS ESTRELAS E O LÍTIO

ALÔ PESSOAL!
FÉRIAS ACABANDO!
Vamos a um assunto bem interessante da Science News: |Estrelas e o elemento lítio:


É comprovado que as estrelas tem o elemento lítio em sua composição, em pequenas quantidades.
Mas, as últimas análises confirmam que, além de hidrogênio e hélio, as estrelas contém uma quantidade maior de lítio do que o esperado.
Misteriosamente, algumas estrelas envelhecidas possuem quantidades  altas de lítio. Cerca de uma dúzia de estrelas gigantes vermelhas - o estágio de fim de vida para uma estrela parecida com o sol - foram vistos nas últimas décadas com lítio extra em suas superfícies. Não é quantidade suficiente de lítio para explicar um enigma cósmico diferente, no qual o universo geral parece ter muito menos lítio do que deveria (SN: 10/18/14, p.15). Mas basta confundir os astrônomos. Os gigantes vermelhos geralmente destroem esse material que é leve ( lítio) de seus núcleos, tornando suas superfícies mais escassas no elemento.
Encontrar os gigantes vermelhos enriquecidos com lítio "não é esperado dos modelos padrão de evolução da estrela de baixa massa, que normalmente é considerado um campo relativamente bem estabelecido na astrofísica", diz o astrônomo Wako Aoki do Observatório Astronômico Nacional do Japão em Tóquio.
Um gigante vermelho com muito lítio deve ter tido uma enorme quantidade de lítio em sua vida anterior, ou implica  um ajuste necessário para alguma regra fundamental da evolução estelar.
Aoki e seus colegas usaram o Telescópio Subaru no Havaí para encontrar as 12 novas estrelas ricas em lítio, aproximadamente 0,8 vezes a massa do sol. Cinco das estrelas parecem ser relativamente jovens em seus ciclos de vida - um pouco mais velhas do que as estrelas normais do sol, mas um pouco mais jovens que os gigantes vermelhos.
Isso sugere as estrelas ricas em lítio, de alguma forma, pegaram o lítio extra no início de suas vidas, embora não seja claro de onde. As estrelas poderiam ter roubado material de estrelas companheiras ou comidas planetas infelizes (SN: 5/19/01, p. 310). Mas há razões para pensar que eles não fizeram nada - por um lado, eles não têm um excesso de outros elementos.
Dessa forma, ainda não há explicações viáveis para que essas grandes estrelas vermelhas tenham tanto lítio.
Mas alguma coisa deve ter acontecido ou vai acontecer, isso é fato segundo os estudos feitos até hoje.
( Science News|)



STELLAR RICHES  Astronomers using the Subaru Telescope in Hawaii (shown) found 12 new stars with too much lithium, one of which has the largest lithium abundance yet seen for its star type.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

DBO - DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO E DQO- DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO

OLÁ PESSOAL!
Vamos combinar que a prova de ontem ( 5/11/2017) não foi nada fácil...
Mas, semana que vem tem mais uma para você se garantir: Ciências da Natureza!


Lendo um texto sobre o desastre de Mariana- lembra do rompimento da barragem?- vi esse termo ( DBO ) e achei interessante explicar o que significa.


A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) corresponde à quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas. É a quantidade de oxigênio utilizada na oxidação bioquímica da matéria orgânica, num determinado período de tempo, é expressa geralmente em miligramas de oxigênio por litro.

A Demanda Bioquímica de Oxigênio é o parâmetro mais empregado para medir a poluição, a determinação de DBO é importante para verificar-se a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar a matéria orgânica.


 Esta medida da quantidade de oxigênio consumido no processo biológico de oxidação da matéria orgânica permite chegar à conclusão: grandes quantidades de matéria orgânica utilizam grandes quantidades de oxigênio, assim, quanto maior o grau de poluição, maior a DBO.

O valor da Demanda Bioquímica de Oxigênio é usado para estimar a carga orgânica dos efluentes e dos recursos hídricos, e com estes valores é possível calcular qual a necessidade de aeração (oxigenação) para degradar esta matéria orgânica nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s).

Processos de transformação da matéria orgânica que permitem determinar a DBO:

1- Demanda carbonácea (presença de CO2): inicialmente os microorganismos utilizam o oxigênio dissolvido (OD) para transformar o carbono em CO2;

2- Demanda nitrogenada (nitratos e nitritos): os microorganismos utilizam o oxigênio dissolvido (OD) para transformar os compostos nitrogenados em nitratos (NO3-) e nitritos (NO2-).

Sua alta concentração pode ocasionar em problemas ambientais graves. Como o DBO corresponde a alta quantidade de matéria orgânica no meio, para sua total decomposição há o uso do oxigênio dissolvido na água, caso a matéria orgânica seja muito abundante, a decomposição pode ser anaeróbia, tendo como resultados substâncias que podem degradar a qualidade da água. Os produtos mais comuns envolvidos na degradação anaeróbia são gás carbônico, metano, amônia, ácidos graxos, mercaptanas, fenóis e aminoácidos. A total depleção do oxigênio dissolvido ocasiona na morte da biota aquática dependente do oxigênio e eutrofização do corpo d'água.
Para o menor impacto do DBO elevado em corpos d'água superficiais, usa-se o método de aeração artificial, para aumento da concentração de oxigênio dissolvido na água, essa oxigenação artificial deixa mais propício as condições do corpo d'água para a incorporação de micro-organismos fotossintetizantes como as algas microscópicas, havendo assim a produção de oxigênio primário.








A Demanda Química de Oxigênio, identificada pela sigla DQO, é um parâmetro indispensável nos estudos de caracterização de esgotos sanitários e de efluentes industriais, ela avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) consumido em meio ácido que leva à degradação de matéria orgânica.

A análise dos valores de DQO em efluentes e em águas de superfície é uma das mais expressivas para determinação do grau de poluição da água, esta análise reflete a quantidade total de componentes oxidáveis, seja carbono ou hidrogênio de hidrocarbonetos, nitrogênio (de proteínas, por exemplo), ou enxofre e fósforo de detergentes.


A DQO pode ser considerada como um processo de oxidação química, onde se emprega o dicromato de potássio (K2Cr2O7). Neste processo, o carbono orgânico de um carboidrato, por exemplo, é convertido em gás carbônico e água.

Sabe-se que o poder de oxidação do dicromato de potássio é maior do que o que resulta mediante a ação de microrganismos. A resistência de substâncias aos ataques biológicos levou à necessidade de fazer uso de produtos químicos, sendo a matéria orgânica neste caso oxidada mediante um oxidante químico. É justamente aí que a DQO se diferencia da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), onde é medida a quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável, ou seja, na DBO não é necessário fazer uso de produtos químicos. 



 A DQO é muito útil quando utilizada juntamente com a DBO para observar a biodegradabilidade de despejos. O método químico é mais rápido que o da DBO, tem duração de 2 a 3 horas enquanto que o outro equivale ao tempo de cinco dias.


Relação entre DBO e DQO :
Os valores a seguir indicados dão uma referência da biodegradabilidade de um dado efluente :
DBO/DQO menor que 0,2 - efluente de difícil tratamento biológico.
DBO/DQO = 0,5 - efluente de fácil tratamento biológico.
Os valores típicos da relação DBO/DQO  de um efluente doméstico situam-se entre 0,4 e 0,6.


fontes: Wikipédia
fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/demanda-bioquimica-oxigenio.htm


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

QUAIS AS VERDADES SOBRE POLUIÇÃO?

ALÔ PESSOAL!
Há alguns fatores que podem mostrar que nem tudo na poluição e na reciclagem são verdades absolutas.
Leia esse texto, da SUPERINTERESSANTE.

" Falsos vilões
Cortar árvores, eliminar carbono, sacos plásticos: tudo isso faz mal para o planeta. Mas a história não acaba por aqui
A indústria do papel
Derrubar um campo de futebol de floresta equivale a emitir 500 toneladas de CO2. Mas reflorestar esse mesmo terreno para produzir madeira e papel limpa a atmosfera. A lógica é simples: ao crescer, a árvore absorve CO2, fazendo o famoso sequestro de carbono, que é armazenado na celulose usada para a produção do papel. No Brasil, a indústria de celulose emite 21 milhões de toneladas de CO2, mas as florestas plantadas de pinus e eucalipto sequestram 64 milhões de toneladas de CO2. Ou seja, essa conta dá superávit – a plantação limpa mais do que polui. E tem um detalhe, enquanto cresce, uma floresta capta muito mais CO2 do que quando chega à maturidade. Por isso, em termos de limpeza de carbono, é até melhor derrubar e plantar uma floresta nova do que deixar uma sempre de pé. Além disso, a indústria do papel garante que sempre exista uma cobertura de árvores em seus terrenos – afinal, mesmo quando ela está cortando um lote de floresta para produzir papel, há um outro que está de pé (e respirando) . E o melhor para a sua consciência é que o papel utilizado no Brasil não vem do desmatamento de mogno na Amazônia, mas da colheita de eucalipto e pinus de florestas plantadas no sul do país (veja quadro).
Mais limpo que sujo
Cortar árvores é ruim. Mas replantá-las o tempo todo limpa a atmosfera.
21 milhões de toneladas de CO2 é o que emite a indústria do papel.
64 milhões de toneladas de CO2 é quanto absorvem as árvores da mesma indústria.

É pinheirinho
Veja os estados que mais produzem papel no Brasil.
44% – São Paulo
21% – Paraná
19% – Santa Catarina
4% – Bahia
4% – Minas Gerais
8% – Outros*
O papel produzido na região Norte é usado em embalagens e papel higiênico para consumo local.

Fonte 
Associação Brasileira de Celulose e Papel

Embalagens (de vegetais)
Sim, as embalagens são os vilões dos lixões. Mas, por outro lado, elas ajudam a evitar o desperdício de alimentos. (No Brasil, um terço da comida vai parar no lixo.) Veja como algumas embalagens em lugares certos podem ajudar.
3 a 14 dias a mais: é quanto duram pepinos se estiverem embalados por 1,5 grama de plástico.
27% menor – A perda de maçãs embaladas.
3% a mais é quanto dura a batata empacotada, porque evita o contato com a luz.
20% menor é a perda de uvas embaladas
Peixe – Apesar da lata de aço, o peixe enlatado tem uma pegada de carbono menor porque elimina a necessidade de refrigeração.
Fonte Morissons UK; Cucumber Growers Association

Pode andar de carro velho

Faz sentido comprar um carro pequeno que consome menos combustível e, consequentemente, libera menos carbono, certo? Nem sempre. Suponha que você quer trocar seu carro 1.0 que faz 10 km por litro de gasolina por um que rode 15 km. Primeiro, você tem de levar em consideração que produzir um carro novo gasta cerca de 7 toneladas de CO2. Afinal, até chegar às concessionárias, vai ter envolvido extração de minérios, transporte de matérias-primas e fabricação. E tudo isso gasta energia. Assim, você vai ter que andar 70 mil quilômetros com o seu carro novo para economizar as 7 toneladas de CO2 que você eliminou comprando o carro. Se você rodar 23 km por dia, essa quilometragem só será alcançada depois de 8 anos – e seu carro novo já estará velho de novo.
Pobres pássaros
Toda vez que há um derramamento de petróleo, os jornais ficam repletos de imagens aterrorizantes de pássaros cobertos de óleo. Mas a verdade é que a produção de energia não é a maior vilã das aves – fazemos coisas muito piores. Veja aqui os hábitos humanos que matam mais pássaros:

TUDO MATA
Mortes de aves ao ano, por categoria.
6 147 – Vazamento de óleo da British Petroleum.
270 mil – Geradores de energia eólica.
10 milhões – Gatos domésticos.
80 milhões – Carros comuns.
130 milhões – Fios elétricos.
550 milhões – Choques em prédios.
Fonte: American Wind Energy Association

Falsos mocinhos


Infelizmente, na sustentabilidade, não há soluções totalmente limpas. Até mesmo as ações que prometem salvar o ambiente podem não ser tão milagrosas assim

segunda-feira, 22 de maio de 2017

OS NOVOS VIDEOS DO CANAL XQUIMICA

ALÔ PESSOAL!
Estamos tentando cobrir a maior área possível para que você se dê bem nos exames de sua vida.
Conhecimento não ocupa espaço e como você vai usá-lo,depende do próprio saber!!!
Assim, no CANAL XQUIMICA,  dois novos vídeos:















Solubilidade e Exercícios com número de mol.
 Bemmmmm simples, para entender mesmo!!!

sábado, 6 de maio de 2017

NÚMERO DE MOL, MASSA ATÔMICA E MASSA MOLECULAR

NÚMERO DE MOL ,MASSA ATÔMICA E MASSA MOLAR
ALÔ PESSOAL!!!!
A IDEIA É TRABALHAR O CONCEITO MAIS EXTENSO AQUI E OS PONTOS IMPORTANTES NO CANAL XQUIMICA.
ESTOU COLOCANDO VIDEOS CURTOS, PARA QUE REFORCEM E VOCE TENHA , SEMPRE MAIS POSSIBILIDADES DE APRENDER!






NÚMERO DE MOL
Como adendo a esta definição, a IUPAC esclarece que, quando a terminologia mol for usada, as entidades elementares devem ser especificadas, podendo ser átomos, moléculas, íons, elétrons, outras partículas, ou grupos especificados de tais partículas.


1 mol de qualquer substância terá uma quantidade de átomos que, se for “pesada” em gramas, terá o mesmo número da massa atômica.
Por exemplo, a massa atômica do cálcio é igual a 40 u. Assim, 1 mol de cálcio “pesa” 40 g.
Outro fator importante é que 12 g de carbono-12 contêm 6,02 . 1023 átomos (número de Avogadro), o que significa que 1 mol de qualquer substância contém 6,02 . 1023 entidades.
Por exemplo, no caso do cálcio, 1 mol possui massa de 40 g e 6,02 . 1023 átomos de cálcio. Veja como isso ocorre para outros elementos e moléculas:
?Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias
Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias

A partir dessas informações, surgiu o conceito de massa molar (M), que é a massa, em gramas, de um mol de substância (elemento, íon, etc.).
Se 1 mol de cálcio possui 40 g, então sua massa molar é 40 g/mol. Isso vale tanto para átomos quanto para moléculas. Por exemplo, 1 mol de H2O possui a massa molar igual a 18 g/mol, ou seja, 1 mol tem 18 g.
Desse modo, o número de mols (ou a quantidade de matéria, que é simbolizada por “n”) pode ser encontrado pela divisão da massa pela massa molar:
n = m
      
M
Resumidamente, podemos estabelecer a seguinte relação:
1 mol ↔ massa molar (em g/mol) ↔ 6,02 . 1023 entidades (Número de Avogadro)
A palavra “mol” pode ser usada tanto para fazer referência ao nome da unidade de quantidade de matéria quanto para o símbolo dessa unidade. Se estamos falando do nome, podemos usar o plural de mol, que é mols; mas se falamos do símbolo, não podemos usar o plural. Por exemplo, você pode escrever 5 quilogramas (nome da unidade), mas não escreve 5 kgs, e sim 5 kg (no singular). O mesmo ocorre com o uso de mol e mols.
O número de Avogadro é uma constante adimensional (não possui unidade, logo não representa uma grandeza) que indica a quantidade de átomos de Carbono-12 que, juntos, representam 12g da substância – 1 mol de C-12. O nome da constante é uma homenagem ao cientista Amedeo Avogadro.
Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro (1776-1856) foi um químico italiano que estabeleceu pela primeira vez a ideia de que uma amostra de um elemento, com massa em gramas numericamente igual à sua massa atômica, apresenta sempre o mesmo número de átomos (N).
O próprio Avogadro não conseguiu determinar o valor de N. Porém, ao longo do século XX, o avanço da tecnologia e do conhecimento científico possibilitou que outros cientistas desenvolvessem técnicas para determiná-lo. Quando finalmente esse valor foi descoberto, foi denominado de constante de Avogadro, em homenagem a este cientista, pois foi ele que estabeleceu os fundamentos para a sua criação.
fonte: Wikipédia

Entenda:




segunda-feira, 17 de abril de 2017

MOTHER OF ALL BOMBS

ALÔ PESSOAL!
A política mundial anda muito propensa a ataques, sejam eles através de palavras ou armas.
Semana passada, os EUA lançaram a chamada "mãe de todas as bombas"
É sobre ela que vamos falar hoje.


                                                             MOAB
'Mãe de todas as bombas' durante teste
AFP




Seu nome oficial é GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, mas é mais fácil se lembrar da sigla em inglês, MOAB, que também inspira seu apelido famoso: "Mother of all Bombs", ou seja, "a mãe de todas as bombas".
Ela faz parte do arsenal dos Estados Unidos e seu poder explosivo só perde para uma bomba nuclear, como as usadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Nesta quinta-feira, uma MOAB foi lançada pelos militares dos EUA em uma operação de combate ao grupo autodenominado Estado islâmico (EI) no Afeganistão, ataque ocorreu às 19h32 (horário local) - o alvo era um "sistema de túneis e cavernas" que os EUA dizem ser usados pelos extremistas em Nangarhar, no leste do Afeganistão.

A MOAB é uma bomba de 9,8 toneladas, o que é equivalente à potência de 11 toneladas de TNT e a torna a arma mais poderosa depois das bombas de reação nuclear.
No entanto, está muito longe de causar o tipo de destruição provocado por bombas atômicas como a que os Estados Unidos jogaram na cidade japonesa de Hiroshima em 1945.
Ela foi testada pela primeira vez em 2003, na Flórida, enquanto os EUA realizavam operações no Iraque e no Afeganistão em decorrência dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Até então, ela nunca tinha sido usada em combate, explica o repórter de defesa da BBC, Jonathan Marcus.
"É uma arma enorme, guiada por GPS. O seu efeito principal é uma enorme explosão numa área imensa", diz.
A bomba tem um comprimento de nove metros e geralmente é carregada por um avião Hércules MC-130, que a libera com a ajuda de um paraquedas. O GPS serve de guia até o alvo.
A arma foi desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA, e é "uma versão maior das armas usadas durante a Guerra do Vietnã", afirma Marcus.



Moab em cima de caminhão antes de ser transportada
AFP - FORÇA AÉREA DOS EUA


A sua explosão é capaz de destruir construções em um raio de até um quilómetro. Contém aproximadamente 8.165 quilos de tritonal, uma mistura de TNT (80%) e pó de alumínio (20%). O alumínio potencia a capacidade detonante do TNT em cerca de 18%.
Em vez de ser lançada de um bombardeiro através das portas do compartimento de bombas, a MOAB é montada sobre um estrado de carga e empurrada para fora pela porta traseira de um avião cargueiro como o Hércules C-130 ou um Lockheed Martin C-5 Galaxy. Um pára-quedas separa o estrado, de modo que a bomba possa cair livremente. A bomba então acelera rapidamente atingindo sua velocidade terminal.
VIDEO DA EXPLOSÃO NO AFEGANISTÃO - ABRIL/2017






SOBRE O TNT:
O Trinitrotolueno (TNT) é um explosivo. Possui coloração amarela pálida e sofre fusão a 81°C. Faz parte de várias misturas explosivas, como, por exemplo, o amatol, uma mistura de TNT com nitrato de amônia.
É preparado pela nitração do tolueno (C6H5CH3), tendo a fórmula química C6H2CH3(NO2)3.
Na sua forma refinada, o trinitrotolueno é completamente estável, e, ao contrário da nitroglicerina, é relativamente insensível à fricção, impacto ou agitação. Isto significa que é necessário o uso de um detonador para provocar sua explosão. Não reage com os metais nem absorve água, pelo que é muito estável e pode ser armazenado por longos períodos de tempo, ao contrário do dinamite.
FÓRMULA:

fontes: Wikipédia, BBC News,Banco de dados de Química Ebah.

segunda-feira, 6 de março de 2017

segunda-feira, 28 de março de 2016

PONTE DE ÁGUA

ALÔ PESSOAL!!
Mais uma novidade, que nem é tão nova assim, afinal esse fenômeno foi descoberto no século 19!
Veja o vídeo e acompanhe a explicação:






O fenômeno chamado “ponte de água” foi descoberto ainda no século 19 e é uma experiência simples e interessante que pode ser feita em aulas de ciência em uma escola ou mesmo em sua casa: se você pegar água destilada várias vezes, ou seja, o fluido em um estado extremamente puro, colocá-la em dois recipientes próximos um do outro e sujeitar o líquido a altas voltagens, você o verá subindo pelas laterais dos frascos e formando uma ponte de água flutuante que flui para ambos os lados entre os dois recipientes.
Estudiosos da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria, redescobriram esse fenômeno em 2007 e recentemente mostraram que esse processo altera o estado da água e dá a ela propriedades exclusivas de densidade e estrutura. Com auxílio da equipe do centro de pesquisa Westus, na Holanda, descobriu-se que essa ponte de água flutuante produz água carregada eletricamente e armazena a carga por pelo menos um curto período.

COMO FUNCIONA

A água não é carregada eletronicamente, mas sim “protonicamente”. Nesse fenômeno, o líquido é carregado positiva ou negativamente dependendo se contém mais ou menos prótons. O estudo mostra que, na água anódica (com carga positiva), prótons são formados por causa da eletrólise, gerada pela alta voltagem.
Esses prótons soltos – núcleos do hidrogênio – fluem através da ponte de água para dentro da água catódica do outro recipiente, que tem uma carga negativa, e são neutralizados lá por íons de hidroxila. Como os prótons se movem em uma velocidade finita, sempre há excesso de prótons em um frasco de água e falta deles no outro.
Caso a ponte de água seja quebrada repentinamente, a carga protônica permanece e pode ser medida por espectroscopia de impedância. Os primeiros estudos mostraram que essa carga é capaz de permanecer na água por até uma semana.

Novas possibilidades

A descoberta que mostra que essas pontes de água podem ser utilizadas como reatores eletroquímicos ou bioquímicos abre uma gama de possibilidades de aplicações na indústria. Substâncias podem ser colocadas em contato com outros materiais na ponte de água para sofrerem reações químicas.
Além disso, a água pode se tornar uma bateria, no sentido de armazenar carga elétrica. Assim, ácidos e substâncias alcalinas podem ser produzidos sem nenhum íon opositor, ou seja, sem água ácida ou alcalina. Isso pode abrir caminho para agentes de limpeza ecológicos, para um processo de diminuição da quantidade de dejetos químicos e para novas possibilidades em aplicações médicas.
fonte:http://www.tecmundo.com.br
Science Daily- fonte e imagens originais


E para  quem gosta de imagens interessantes, veja essa, cristalização de sais, em rochas no Mar Morto:

revista Época





cristalização de sais no Mar Morto ( rrute.xpg.uol.com.br)
composição:A elevada evaporação provocada pelo clima do deserto aumentou a salinidade para índices próximos a 30% ( nos demais mares, 3% a 6% ), o que favoreceu a formação de cristais na superfície. A composição mineral do lago é de: 67% de cloro, 17% de magnésio e 10% de sódio; além de outros sais em menor percentual. A presença do enxofre é de 0,2%.
Será que este mar salgado, assim com outros, não oferece alguma possibilidade energética?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A LAMA : UM DESASTRE ECOLÓGICO SEM SOLUÇÃO- MARIANA

ALÔ PESSOAL!!
Mais uma vez o XQUIMICA está na 2° fase do TOPBLOG 2015!
Obrigada a vocês que votaram!


Mas o assunto de hoje é Mariana.
Vamos dar um resumo do que aconteceu e as previsões do que está para acontecer...


QUANDO E COMO OCORREU O ROMPIMENTO DAS BARRAGENS?


 A barragem que rompeu foi a do Fundão, que acabou danificando a barragem de Santarém, ambas ficam no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana, cidade histórica mineira a 124 km de distância de Belo Horizonte. Isso ocorreu na tarde do dia 5, uma quinta-feira, por volta de 15h30. A barragem do Fundão, que é maior, se rompeu e transbordou para a de Santarém, na mesma região .


O QUE CONTÉM A LAMA QUE TRANSBORDOU E QUAL O VOLUME?


De acordo com o Ibama, o volume extravasado foi estimado em 50 milhões de metros cúbicos, quantidade que encheria 20 mil piscinas olímpicas.


A lama tem sua origem na produção de minério de ferro. De acordo com a Samarco, o rejeito é composto, em sua maior parte, por areia e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a lama é composta principalmente por óxido de ferro e areia. A empresa Samarco produz bolas de minério de  ferro para produção de aço. Para isso é preciso extrair o ferro e utiliza-se uma série de procedimentos em que é utilizada água. Essa água, mais a lama que continha o minério de ferro, é depositada em um tanque, circulado por um muro e deveria ter vários níveis de contenção.
Para piorar, não somente óxido de fero compõe essa lama.Foram detectados  arsênio, manganês e chumbo muito acima do permitido pela legislação brasileira.


QUAIS OS DANOS CAUSADOS ATÉ AGORA?


O colapso da barragem de Fundão causou o transbordamento de outra barragem, a de Santarém. O incidente liberou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de lama, que destruiu distritos da cidade de Mariana e escorreu ao longo dos quase 700 km entre o local da ruptura e a foz do rio Doce, no Espírito Santo, causando danos ambientais e sociais.
No entanto, as estimativas sobre o real número de prejudicados nos dois Estados pelo desastre ambiental ainda são preliminares e desencontradas, já que utilizam critérios diferentes de medição.
A Defesa Civil de Minas Gerais, por exemplo, fala em mais de 1 milhão de pessoas atingidas. Para chegar a esse número, o órgão diz ter apenas somado a população de 35 municípios do Estado no caminho da lama.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos, afirmou que cerca de 500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em Minas e no Espírito Santo.
estimativas:
IMPACTO MÍNIMO DA LAMA   
de Mariana( MG)  a Linhares ( ES ) :                                                  
500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido nos 2 Estados
  • 263,1 km² é a área mínima de espelho d'água afetada pela lama.
  • 379,73 km² de áreas de agricultura e pastagens estão a até 2 km do Rio.
  • 1.469 ha foram completamente devastados antes mesmo que a lama chegasse ao Rio Doce
fontes: http://www.bbc.com
http://noticias.uol.com.br/cotidiano
www.bbc.com


ONU detalhou consequências do acidente, como chegada da lama ao mar (Foto: Reuters)


www.bbc.com






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