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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

DIAGRAMA DE LINUS PAULING - EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E COMENTADOS !

⇿←⇿ALÔ PESSOAL!
Nessa semana trabalhando com o diagrama de Linus Pauling para a distribuição de elétrons .
Como assim?
Vamos lembrar de algumas regras básicas:


- o átomo possui um núcleo: nesse núcleo tem prótons ( positivos )  e nêutrons.
- o átomo possui uma eletrosfera que gira ao redor do núcleo: essa eletrosfera é composta por elétrons ( negativos) .
- se estamos falando de um átomo, sua carga é nula, ou seja o número de prótons é igual ao número de elétrons.
- se estamos falando de íons , eles podem ser positivos- quando são retirados elétrons - ou íons negativos- quando são adquiridos elétrons.
De qualquer forma, veja que todo o processo ocorre na eletrosfera , não se mexe no núcleo de um átomo.
As ligações químicas, iônicas ou covalentes, ocorrem na eletrosfera.
E para saber tudo isso tem que começar por alguma lugar e esse lugar é o diagrama de Pauling que vai dizer quantos elétrons tem na última camada, essencial para qualquer ligação.
Para você entender a distribuição eletrônica tem duas maneiras: ou aceita e faz, ou tenta entender o conceito.
Conceito: cada camada eletrônica ( K L M N O P Q ) tem subcamadas, ou subniveis que são os orbitais. Esses orbitais são locais onde você pode encontrar o elétron. Não esquece que ele não fica parado, esta sempre em  movimento.
Esses orbitais são : s, p, d, f . Cada um deles aguenta um número máximo de elétrons.
s=2 elétrons
p=6 elétrons
d=10 elétrons
f=14 elétrons


O orbital f é o mais forte, depois vem o d, p, e o s
Logo o diagrama foi construído nessa força.
Por isso ele é usado na diagonal, porque assim pega os mais fortes primeiro e depois os mais fracos.
E o que vamos distribuir? o número atômico , que é igual ao número de elétrons.
Diagrama de Pauling:
Diagrama de Pauling
Você esta vendo essa linhas diagonais? Então, é por elas que você vai se guiar.
Segue comigo:
Vamos distribuir os elétrons do cálcio de Z = 20.
1s2,2s2,2p6,3s2,3p6,4s2  = somando os números rosa = número de elétrons dá 20 e seguimos as linhas diagonais do diagrama acima começando pelo 1s2, depois volta para o 2s2....
Veja que a última camada, o ultimo número que escrevemos foi 4, depois a letra s com 2 elétrons.
4= ultima camada , s = último orbital que contém 2 elétrons
Na última camada tem 2  elétrons. Você já descobriu uma coisa muito importante: o cálcio é um elemento que tem 2 elétrons na última camada!


Vejamos outro exemplo: Oxigênio que tem Z = 8
Seguindo o diagrama:
1s2, 2s2, 2p4 --------> observe que o ultimo número foi alterado porque 6 iria ultrapassar. Isso podemos fazer , adequar o último número de acordo com o que precisamos!
Nesse caso quantos elétrons tem na última camada? presta atenção!!!
A última camada é a que tem o número 2 na frente ,2s2,2p4 = 6 elétrons na última camada.
Quando você tem mais de um orbital na mesma camada, tem que somar todos os elétrons que pertencem a essa camada!


Exercício:
Dê o número de elétrons na última camada do elemento Kr que tem Z = 36


1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6 .4s2, 3d10, 4p6   - seguindo o diagrama você sai do 4s2 e vai para o 3d10   que tem mais energia que    4p6    que vem depois!
A última camada é 4( número mais longe do núcleo!)  mas tem : 4s2 e 4p6  logo: 8 elétrons na última camada!


E para que serve saber o número de elétrons na última camada?
Através desses números você vai saber que tipo de ligação o átomo vai fazer e como fazer!
E se forem íons? como fica a distribuição?
Íons positivos como Ca +2 = significa que perdeu 2 elétrons .
sua distribuição eletrônica vai ficar assim:


⇿1s2,2s2,2p6,3s2,3p6= veja acima, a última camada foi embora junto com os 2 elétrons!


Íons negativos como O-2 = significa que ganhou 2 elétrons.
Sua distribuição eletrônica vai ficar assim:


⇿1s2, 2s2, 2p6 = veja que na  última camada ele ganhou 2 elétrons ficando com 8!


Dúvidas? Perguntem!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

PARKER- A SONDA QUE VAI CHEGAR PERTO DO SOL

ALÔ PESSOAL!
Ontem - 12/08/2018- madrugada- a NASA  lançou a nave PSP- Parker Solar Probe-
Vamos à reportagem da BBC News Brasil:

 O objetivo da sonda que decolou sem imprevistos nesta madrugada é inédito: a nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um humano a "tocar" o Sol.
Sonda da Nasa sendo lançada em direção ao sol em 12 de agosto de 2018
NASA 
O "tocar", aqui e nos cuidadosos comunicados da Nasa, vai sempre entre aspas porque a engenhoca vai, tecnicamente, apenas se aproximar muito da corona solar. Trata-se da parte mais externa da atmosfera do Sol, que começa a 2,1 mil quilômetros da superfície da estrela do Sistema Solar - e não tem um limite preciso. A corona é aquela aura, composta de plasma e com temperatura que chega a 2 milhões de graus Celsius, que a gente consegue ver quando há um eclipse.
"Chegará mais perto do Sol do que qualquer outra missão anterior", diz o astrofísico Adam Szabo, um dos cientistas que integram a missão, em conversa com a BBC News Brasil. De acordo com o cronograma da agência espacial americana, daqui a sete anos, a PSP estará no ponto mais próximo da estrela já alcançado por uma espaçonave terrestre: 6,3 milhões de quilômetros da superfície solar.
Se o número parece grande, é preciso pensar nas escalas astronômicas. A distância entre a Terra e o Sol, por exemplo, é de 150 milhões de quilômetros. Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está a 58 milhões de quilômetros do astro. A atual recordista, a nave Helios 2, chegou, em 1976, a 43,5 milhões de quilômetros do Sol.
 A ousada missão espacial, uma das mais complexas de toda a história de seis décadas da Nasa, deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão e, esperam os cientistas, ajudar a responder uma série de dúvidas astronômicas.
Parker Solar Probe (PSP)Direito de imagemJOHNS HOPKINS UNIVERSITY APPLIED PHYSICS LABORATOR
Image captionA nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um ser humano a "tocar" no Sol
Com os dados obtidos pela PSP, os pesquisadores querem conseguir compreender melhor a origem do vento solar - em termos práticos, essa informação pode ajudar a proteger o funcionamento dos nossos satélites artificiais, tão afetados por tais fenômenos. Vento solar é o nome que se dá para o fluxo de partículas com carga elétrica, como prótons, elétrons e íons, que o Sol irradia pelo Sistema Solar.
"Esta será a primeira vez que vamos estudar, de perto, nossa estrela Sol. Entender como funciona a corona e o vento solar vai nos ajudar a proteger nossa civilização, cada vez mais dependente de tecnologia e satélites de comunicação", contextualiza o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, à BBC News Brasil. "Variações no vento solar podem causar sérios danos a esses satélites."
"Esperamos com essa missão entender como a corona acelera o vento solar. Quem sabe poderemos no futuro prever quando o vento solar coloca nossos satélites em risco", completa Gontijo.
Parker Solar ProbeDireito de imagemNASA/JOHNS HOPKINS APL/ED WHITMAN
Image captionMembros da equipe levam a nave para um teste
Os cientistas também querem entender por que a corona, mesmo mais distante do núcleo solar, é tão mais quente do que a superfície - 2 milhões de graus Celsius, contra uma variação de 3,7 mil a 6,2 mil graus.
A PSP ainda deve trazer avanços à astrofísica. Com uma observação tão próxima do Sol, deseja-se obter dados que ajudem a compreender melhor como as estrelas funcionam.
"De forma mais geral, entendendo o Sol, estaremos também entendendo como funcionam as outras estrelas", ressalta Gontijo. "Por isso esta missão trará resultados tanto práticos, para protegermos nossos satélites, quanto científicos, na área de astrofísica estelar."
Objetivamente, conforme enfatiza o astrofísico Szabo, são três as questões que a missão deve responder. "Um: por que a corona é significativamente mais quente do que a superfície do Sol. Dois: por que o vento solar se afasta do sol a velocidades supersônicas. Três: como as partículas energéticas do sol se aceleram à velocidade próxima à da luz", pontua.

Como funcionará a aproximação do Sol

"A missão Parker Solar vai se aproximar do Sol como nenhuma outra antes e um escudo protetor de quase 12 centímetros de espessura, feito de composto de carbono, vai protegê-la do intenso calor e da radiação presente", explica o físico brasileiro.
De acordo com informações da Nasa, a nave PSP pesa 612 quilos e mede 3 metros de comprimento por 2,3 metros de largura. O tal escudo térmico mede 1,3 centímetro de espessura e foi feito com um composto de altíssima tecnologia. E, de acordo com o cientista Szabo, o desenvolvimento dessa proteção foi um dos pontos mais difíceis de todo o projeto. A nave foi lançada pelo foguete Delta IV Heavy.
O segredo da aproximação solar da PSP está em Vênus. Na realidade, segundo o projeto dos cientistas, é a gravidade do planeta vizinho que irá "arremessar" a nave, que deve desenvolver uma órbita em espiral, aproximando-se cada vez mais do Sol.
Parker Solar Probe (PSP)Direito de imagemNASA/JHUAPL/ED WHITMAN
Image captionA nave é colocada numa câmara de vácuo termal para simular as condições que enfrentará
Esse primeiro empurrãozinho de Vênus irá ocorrer em 3 de outubro, quando a PSP se aproximar do planeta. Então, no dia 6 de novembro, a nave vai realizar a primeira aproximação do Sol: estará a 24 milhões de quilômetros do astro, ou seja, já terá batido o recorde de artefato humano que mais se acercou do Sol em toda a história.
Essas órbitas vão se tornar recorrentes. E, então, conforme o cronograma desenvolvido pelos cientistas da Nasa, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, em suas últimas voltas ao redor do Sol, é que a nave chegará aos pontos de maior aproximação.
E vai bater ainda outro recorde: terá embalado a 700 mil quilômetros por hora e se tornará o objeto mais rápido já fabricado pelo ser humano - para efeitos de comparação, o planeta Terra viaja a 1 milhão de quilômetros por hora.

O nome da nave

A Parker Solar Probe recebeu esse nome em homenagem ao astrofísico americano Eugene Parker, hoje com 91 anos. Ele foi o primeiro cientista a prever a existência do vento solar.
Em 1958, ele apresentou uma teoria mostrando como as altas temperaturas da corona solar acabavam disseminando partículas energéticas, formando o fenômeno, depois comprovado.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CURIOSITY- 4 GRANDES REVELAÇÕES SOBRE MARTE

ALÔ PESSOAL!
Vamos publicar uma reportagem que saiu no site Nova Escola :( https://novaescola.org.br/conteudo/426/as-quatro-principais-descobertas-do-curiosity-sobre-marte)
Além de interessante deixa margem para muita especulação!




Por: Aurélio Amaral
Em operação desde 2012, o Curiosity é uma sonda ou veículo robotizado desenvolvido pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) para obter dados para uma futura missão tripulada a Marte. Para tanto, ele investiga as condições de habitabilidade, como composição do ar, temperatura, ventos, tipo de solo etc., e informa sobre a possibilidade de existência de vida no planeta vermelho.
A reportagem Curiosity Encontra Nitrogênio Essencial à Vida em Marte (VEJA Edição Digital, 25 de março de 2015) relata a descoberta recente de nitrogênio na superfície marciana. Enio Frota da Silveira, professor do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), lembra que o robô já havia encontrado água, moléculas orgânicas (como o metano) e nitratos - elementos úteis para os seres vivos. Entretanto, não foram registrados indícios de vida, presente ou passada. "É importante destacar, na discussão com os alunos que, apesar dos avanços no que sabemos sobre o planeta vermelho, até o momento estamos sós no Sistema Solar. Só a Terra oferece as condições para a existência e é bom que cuidemos de não perdê-las", afirma.
Conheça abaixo quatro descobertas recentes e aproveite para abordar a importância de missões como essa.
 

1- Cristais de água sugerem condições favoráveis à vida

Análises das rochas da cratera Gale apontaram para a existência de cristais de água misturados aos minerais. Segundo relatório da School of Science at Rensselaer Polytechnic Institute, dos Estados Unidos, cerca de 2% da superfície do planeta seria formada por água - o que reforça a hipótese de que, no passado, houvesse o líquido em maior abundância. A descoberta é importante, pois a vida, tal qual a conhecemos e podemos imaginar, necessita desse elemento. Seja um humano, um vegetal ou uma bactéria, todos precisam de água para suas funções biológicas.

Concepção artística do lago que preenchia a cratera Gale | Crédito: Divulgação/Nasa

 

2- Há nitrogênio, um elemento essencial à alimentação

Em análise de amostras do solo dos sítios Cumberland e John Klein (onde o Curiosity posou para a selfie acima), foram encontrados nitratos, que são fontes de nitrogênio - componente do DNA e, assim, um dos elementos necessários na alimentação dos seres vivos. E embora seja abundante em atmosferas de alguns planetas e satélites, o gás N2 é extremamente estável e não se presta à alimentação. Para tal, ele tem de ser buscado na forma de outros compostos, como os nitratos. Por isso, a descoberta na superfície de Marte é uma boa noticia para uma possível agricultura naquele planeta.

Curiosity posa para selfie no sítio John Klein | Crédito: Divulgação/Nasa

 

3- O planeta abriga moléculas orgânicas

Moléculas orgânicas mais complexas podem se degradar e se transformar em metano, que é mais simples. Por isso, fontes de metano são boas pistas da existência de vida no presente ou no passado. No entanto, a substância encontrada pelo Curiosity no Monte Sharp (na foto acima) não vem necessariamente de biomoléculas. O metano também pode ser obtido por outros meios, como a partir da reação química entre dióxido de carbono e água (CO2 + H2O).

Foto do Monte Sharp | Crédito: Divulgação/Nasa

 

4- A radiação na superfície é alta

A exposição à radiação, medida em Sieverts (Sv), aumenta o risco de câncer. Por meio de seu detector de avaliação de radiação (RAD, na sigla em inglês), o Curiosity captou uma média de 1,8 miliSv por dia em sua viagem a Marte. Isso corresponde a quase metade da radiação da Terra ao longo de um ano inteiro, que é de 4 miliSv. Ou seja, uma expedição humana a Marte seria pouco viável atualmente. Para isso, a Nasa teria de melhorar a eficácia de seus escudos antirradiação. Foto à direita, Detector de radiação do Curiosity | (Crédito: Divulgação/Nasa)
 
Consultoria: Enio Frota da Silveira, professor do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e do Departamento Educativo da Nasa.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

DIAGRAMA DE PAULING - DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA E SEUS ORBITAIS

ALÔ PESSOAL!
Vamos ao básico, diagrama de Linus Pauling.
Ou distribuição eletrônica.
Ou distribuição dos elétrons por camada e subnível.
Entendeu?


O Diagrama de Pauling, também conhecido como Diagrama de Energia, é a representação da distribuição eletrônica através de subníveis de energia.
Através do esquema, o químico Linus Carl Pauling (1901-1994) sugeriu algo além do que já havia com relação à distribuição de elétrons dos elementos químicos.
Para melhor organizar os átomos, Pauling propôs subníveis de energia. Através deles, seria possível determinar os elétrons do menor aos de maior energia de um átomo no seu estado fundamental.
De acordo com a distribuição eletrônica, a eletrosfera está dividida em 7 camadas eletrônicas (K, L, M, N, O, P e Q) ao redor do núcleo atômico, sendo que cada uma delas permite um número máximo de elétrons, que são 2, 8, 18, 32, 32,18 e 8, respectivamente.
Pauling, então, acrescentou ao processo de distribuição de eletrônica os subníveis, apresentando primeiro o elétron de menor energia até chegar ao elétron de energia maior.

Conceito de orbital:
Região de maior probabilidade de se encontrar o elétron.

Tipos de orbitais:

s - esférico, ao redor do núcleo, tem até 2 elétrons em sua órbita.Representação do orbital s
p- em forma de halteres, tem até 6 elétrons em suas órbitas .
Representação do orbital p
d- mais complexo, tem até 10 elétrons em suas órbitas.

f- bem mais complexo, tem até 14 elétrons em suas órbitas.
Representação dos orbitais d e f

Representação:

s2   p6   d 10  f 14
DIAGRAMA DE PAULING:
Diagrama de Pauling
Exemplo de distribuição eletrônica:
em átomos:
P ( Z = 15)

1s2 2s2 2p6 3s2 3p3       tem  6 elétrons na última camada

em íons:

  O – 2    ( significa que o Oxigênio ganhou 2 elétrons ) Se o número atômico é 8, então tem 8 elétrons no elemento oxigênio.
No íon oxigênio – 2 temos 10 elétrons:
1S2 2S2 2P6
Próxima postagem: Números quânticos !

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

BÓSON DE HIGGS - QUAL SUA IMPORTÂNCIA?

ALÔ PESSOAL!
Agora entrando em um assunto mais específico, que depois de muitas pesquisas e considerações, foi "encontrado" : o bóson de Higgs.
Na realidade essa verificação está ligada ao conceito de Campo de HIGGS, onde o espaço não seria um vazio, sem forças atuantes.
Vamos ao texto da revista  "MUNDO ESTRANHO":


 Qual é a diferença entre você e um raio de luz? “Nenhuma” seria a resposta há 13,7 bilhões de anos, no instante em que o Universo nasceu. Nesse estágio embrionário do Cosmos, a grandeza física a que chamamos massa ainda não existia. Nada tinha peso. A matéria que forma o seu corpo hoje era só uma coleção de partículas subatômicas se movendo à velocidade da luz. E aí é que vem a bênção. Certas partículas, os bósons de Higgs, estavam espalhadas por cada milímetro do Universo. Uma hora elas se uniram e, num processo similar ao vapor d’água se transformando em água líquida, e formaram um “oceano” invisível – o Oceano de Higgs. Para algumas das outras partículas que vagavam por aí não fez diferença, caso dos fótons, que passavam (e ainda passam) batidos por esse oceano. Para outras, fez toda. Caso dos quarks (as que formam basicamente todo o seu corpo). Do ponto de vista delas, o Oceano de Higgs era (e ainda é) como um óleo denso. E à força que os quarks fazem para atravessar esse óleo nós damos o nome de massa. Em suma: sem os bósons de Higgs, a matéria não existiria – já que “matéria” é tudo o que tem massa. E você seria algo tão sem substância quanto uma onda de rádio.
Essa é a teoria de Peter Higgs. Uma teoria complexa, com pinta de ficção científica, mas que saiu do papel! ( SUPER)

BÓSON DE HIGGS


É uma partícula subatômica que os físicos acreditam ser responsável por dar massa às demais. Sabe todo aquele papo de prótons e nêutrons que você aprende no colégio? Isso era tudo que se sabia sobre o mundo subatômico até mais ou menos 1930. De lá pra cá, os cientistas formulam teorias para entender melhor como as partículas subatômicas formam os átomos, a matéria e as forças que agem sobre ela. A principal dessas teorias é conhecida como Modelo Padrão e a descoberta do bóson serviu para comprová-la. A comprovação dessa partícula vinha sendo perseguida desde 1964, até que, em 2012, finalmente um experimento atestou (com 99,9999…% de certeza) sua existência. A descoberta foi importante, porque a confirmação de um modelo hipotético abre novos horizontes para compreender o funcionamento do Universo e até a existência de novas partículas. Porém isso é só o começo, pois o Modelo Padrão só explica 4,6% do conteúdo do Universo.
Após o Big Bang, parte da energia irradiada se congelou, formando um éter que envolve tudo o que há no Universo, chamado de Campo de Higgs. O Campo de Higgs (do qual o bóson é parte) criou uma espécie de viscosidade no vazio do espaço e fez com que as partículas interagissem umas com as outras. Quando o bóson passa por entre as outras partículas, ele causa os efeitos de atração e repulsão entre elas. Resultado: as partículas ganham massa. As partículas com afinidades entre si se combinam, formando os ÁTOMOS.
"Sem esse Campo de Higgs as partículas ficariam soltas e não teriam como interargir "Por isso a constatação de que existe o bóson e o campo, tornam possível a explicação da formação do Universo.
A dificuldade em observar o bóson é enorme: ele só aparece em níveis de energia realmente altos e se transforma em outras partículas muito rapidamente. Por isso foi preciso construir o LHC (Grande Colisor de Hádrons). Cientistas mediram os níveis de energia e interação entre as partículas após a colisão e compararam com as hipóteses já formuladas – os resultados bateram.
 O que ele comprova Segundo o Modelo Padrão, o Universo é formado por 17 partículas básicas: o bóson, 6 quarks, 6 léptons e 4 partículas mediadoras.

As partículas mediadoras:

São responsáveis pela transmissão de força entre dois corpos. Os glúons transmitem a força nuclear forte, os fótons a força eletromagnética, os Bósons W e Z a força nuclear fraca e os grávitons a força gravitacional. O gráviton ainda vai demorar para ser observado. Sua força gravitacional é muito mais fraca do que as outras e isso dificulta a medição
QUARKS:Interagem com todas as quatro forças das partículas mediadoras. São seis: top, bottom, charm, strange, up e down (os dois últimos formam os prótons e os nêutrons)
LÉPTONS:Muito leves, não interagem com a força nuclear forte. São: elétron, múon, tau, neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau.

imagem:http://aprendendoquimicaonline.blogspot.com.br


bóson de Higgs-cds.cern.ch






fontes:Fermi National Accelerator Laboratory, Scientific American, Pesquisa Fapesp

sábado, 6 de maio de 2017

NÚMERO DE MOL, MASSA ATÔMICA E MASSA MOLECULAR

NÚMERO DE MOL ,MASSA ATÔMICA E MASSA MOLAR
ALÔ PESSOAL!!!!
A IDEIA É TRABALHAR O CONCEITO MAIS EXTENSO AQUI E OS PONTOS IMPORTANTES NO CANAL XQUIMICA.
ESTOU COLOCANDO VIDEOS CURTOS, PARA QUE REFORCEM E VOCE TENHA , SEMPRE MAIS POSSIBILIDADES DE APRENDER!






NÚMERO DE MOL
Como adendo a esta definição, a IUPAC esclarece que, quando a terminologia mol for usada, as entidades elementares devem ser especificadas, podendo ser átomos, moléculas, íons, elétrons, outras partículas, ou grupos especificados de tais partículas.


1 mol de qualquer substância terá uma quantidade de átomos que, se for “pesada” em gramas, terá o mesmo número da massa atômica.
Por exemplo, a massa atômica do cálcio é igual a 40 u. Assim, 1 mol de cálcio “pesa” 40 g.
Outro fator importante é que 12 g de carbono-12 contêm 6,02 . 1023 átomos (número de Avogadro), o que significa que 1 mol de qualquer substância contém 6,02 . 1023 entidades.
Por exemplo, no caso do cálcio, 1 mol possui massa de 40 g e 6,02 . 1023 átomos de cálcio. Veja como isso ocorre para outros elementos e moléculas:
?Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias
Exemplo de relação entre mol, massa e número de moléculas e átomos de algumas substâncias

A partir dessas informações, surgiu o conceito de massa molar (M), que é a massa, em gramas, de um mol de substância (elemento, íon, etc.).
Se 1 mol de cálcio possui 40 g, então sua massa molar é 40 g/mol. Isso vale tanto para átomos quanto para moléculas. Por exemplo, 1 mol de H2O possui a massa molar igual a 18 g/mol, ou seja, 1 mol tem 18 g.
Desse modo, o número de mols (ou a quantidade de matéria, que é simbolizada por “n”) pode ser encontrado pela divisão da massa pela massa molar:
n = m
      
M
Resumidamente, podemos estabelecer a seguinte relação:
1 mol ↔ massa molar (em g/mol) ↔ 6,02 . 1023 entidades (Número de Avogadro)
A palavra “mol” pode ser usada tanto para fazer referência ao nome da unidade de quantidade de matéria quanto para o símbolo dessa unidade. Se estamos falando do nome, podemos usar o plural de mol, que é mols; mas se falamos do símbolo, não podemos usar o plural. Por exemplo, você pode escrever 5 quilogramas (nome da unidade), mas não escreve 5 kgs, e sim 5 kg (no singular). O mesmo ocorre com o uso de mol e mols.
O número de Avogadro é uma constante adimensional (não possui unidade, logo não representa uma grandeza) que indica a quantidade de átomos de Carbono-12 que, juntos, representam 12g da substância – 1 mol de C-12. O nome da constante é uma homenagem ao cientista Amedeo Avogadro.
Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro (1776-1856) foi um químico italiano que estabeleceu pela primeira vez a ideia de que uma amostra de um elemento, com massa em gramas numericamente igual à sua massa atômica, apresenta sempre o mesmo número de átomos (N).
O próprio Avogadro não conseguiu determinar o valor de N. Porém, ao longo do século XX, o avanço da tecnologia e do conhecimento científico possibilitou que outros cientistas desenvolvessem técnicas para determiná-lo. Quando finalmente esse valor foi descoberto, foi denominado de constante de Avogadro, em homenagem a este cientista, pois foi ele que estabeleceu os fundamentos para a sua criação.
fonte: Wikipédia

Entenda:




segunda-feira, 1 de maio de 2017

CANAL XQUIMICA -1° video - MASSA ATÔMICA E MOLECULAR


ALÔ PESSOAL!
É COM MUITO CARINHO QUE APRESENTO A VOCÊS O CANAL XQUIMICA.
JÁ INSTALADO NO YOUTUBE E OS VÍDEOS COMEÇANDO A PIPOCAR...


segunda-feira, 6 de março de 2017

segunda-feira, 28 de março de 2016

PONTE DE ÁGUA

ALÔ PESSOAL!!
Mais uma novidade, que nem é tão nova assim, afinal esse fenômeno foi descoberto no século 19!
Veja o vídeo e acompanhe a explicação:






O fenômeno chamado “ponte de água” foi descoberto ainda no século 19 e é uma experiência simples e interessante que pode ser feita em aulas de ciência em uma escola ou mesmo em sua casa: se você pegar água destilada várias vezes, ou seja, o fluido em um estado extremamente puro, colocá-la em dois recipientes próximos um do outro e sujeitar o líquido a altas voltagens, você o verá subindo pelas laterais dos frascos e formando uma ponte de água flutuante que flui para ambos os lados entre os dois recipientes.
Estudiosos da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria, redescobriram esse fenômeno em 2007 e recentemente mostraram que esse processo altera o estado da água e dá a ela propriedades exclusivas de densidade e estrutura. Com auxílio da equipe do centro de pesquisa Westus, na Holanda, descobriu-se que essa ponte de água flutuante produz água carregada eletricamente e armazena a carga por pelo menos um curto período.

COMO FUNCIONA

A água não é carregada eletronicamente, mas sim “protonicamente”. Nesse fenômeno, o líquido é carregado positiva ou negativamente dependendo se contém mais ou menos prótons. O estudo mostra que, na água anódica (com carga positiva), prótons são formados por causa da eletrólise, gerada pela alta voltagem.
Esses prótons soltos – núcleos do hidrogênio – fluem através da ponte de água para dentro da água catódica do outro recipiente, que tem uma carga negativa, e são neutralizados lá por íons de hidroxila. Como os prótons se movem em uma velocidade finita, sempre há excesso de prótons em um frasco de água e falta deles no outro.
Caso a ponte de água seja quebrada repentinamente, a carga protônica permanece e pode ser medida por espectroscopia de impedância. Os primeiros estudos mostraram que essa carga é capaz de permanecer na água por até uma semana.

Novas possibilidades

A descoberta que mostra que essas pontes de água podem ser utilizadas como reatores eletroquímicos ou bioquímicos abre uma gama de possibilidades de aplicações na indústria. Substâncias podem ser colocadas em contato com outros materiais na ponte de água para sofrerem reações químicas.
Além disso, a água pode se tornar uma bateria, no sentido de armazenar carga elétrica. Assim, ácidos e substâncias alcalinas podem ser produzidos sem nenhum íon opositor, ou seja, sem água ácida ou alcalina. Isso pode abrir caminho para agentes de limpeza ecológicos, para um processo de diminuição da quantidade de dejetos químicos e para novas possibilidades em aplicações médicas.
fonte:http://www.tecmundo.com.br
Science Daily- fonte e imagens originais


E para  quem gosta de imagens interessantes, veja essa, cristalização de sais, em rochas no Mar Morto:

revista Época





cristalização de sais no Mar Morto ( rrute.xpg.uol.com.br)
composição:A elevada evaporação provocada pelo clima do deserto aumentou a salinidade para índices próximos a 30% ( nos demais mares, 3% a 6% ), o que favoreceu a formação de cristais na superfície. A composição mineral do lago é de: 67% de cloro, 17% de magnésio e 10% de sódio; além de outros sais em menor percentual. A presença do enxofre é de 0,2%.
Será que este mar salgado, assim com outros, não oferece alguma possibilidade energética?

terça-feira, 1 de março de 2016

GRANITO E A RADIOATIVIDADE

ALÔ PESSOAL!
Quem leu a postagem anterior viu que existem granitos radioativos.
Mas onde eles estão?
Não se espante, mas o granito brasileiro é bem cotado no nível radioativo, segundo o site http://www.ehow.com.br
 Vejam:

Granito brasileiro

O granito brasileiro é conhecido por suas ricas variações de cor escura e as suas belas variações douradas e azuis. Alguns suspeitam que as minas de granito brasileiro podem conter altas concentrações de minério de urânio. Essas concentrações aumentam a probabilidade de se obter amostras de granito que emitem níveis mais elevados que os normais de radônio e material radioativo. Os primeiros relatórios preliminares sugerem que o granito brasileiro, principalmente a variação estriada, tem níveis anormalmente elevados de emissão de radônio. As versões estriadas populares incluem o Giallo Vicenza, o Café Azul, o Bordeaux, o Cinza Prata e muitos outros.
Foto granito bianco antico- Brasil- http://www.marmirossi.com

foto: granito azul imperial - Brasil - http://www.marmirossi.com

Granito namibiano

O granito namibiano é mais conhecido por sua variação Sol Tropical. Outros nomes para esse granito de tom amarelo incluem Spitzkop, Giallo África, Spitzkoppe, amarelo Namíbia. Os granitos que mostraram maiores níveis de emissão de radiação foram os estriados. O Namíbia azul também possui muitas veias e estrias. Existem granitos Namíbia azul disponíveis em quantidades limitadas. Outro tipo de granito da Namíbia, o Bianco Rhino, também pode emitir níveis superiores de radônio. Estudos preliminares também sugerem que esses granitos exóticos podem possuir minérios de urânio em quantidades mais elevadas, resultando no aumento das emissões de radiação.
foto: African red http://www.marmirossi.com

Outras variações de granito

Os geólogos ainda sabem muito pouco sobre quais os tipos de granitos específicos que emitem níveis mais elevados de radônio. Com mais de 2.700 variedades de granitos, acaba sendo difícil identificar aqueles com emissões elevadas de radônio. No entanto, um medidor ou um kit detector de radônio pode identificar facilmente se a pedra é de um tipo especial de granito que emite níveis elevados de radônio. O aluguel de um medidor de radônio pode custar centenas de dólares. Esses kits também podem diferenciar entre os níveis de radônio normais e anormais em granito. Algumas pedras possuem níveis superiores a média de núcleos de Urânio que radioativamente decai para Rádio, elemento fonte do gás radônio. A inalação de radônio expõe os tecidos biológicos diretamente aos elementos radioativos e pode aumentar as chances de se desenvolver câncer de pulmão. Até agora, os cientistas sabem muito pouco sobre quais bancadas de cozinha emitem maior quantidade de radônio e muitos fabricantes de granito ou distribuidores negam quaisquer alegações negativas.
 
ALGUMAS SÉRIES RADIOATIVAS E SEUS DECAIMENTOS ATÉ A ESTABILIDADE:
http://pt.slideshare.net/NaiMariano/aula-radioatividade-13001130


SERÁ QUE VOCE SABE TUDO SOBRE RADIOATIVIDADE?

ALÔ PESSOAL!!
Mais um desafio interessante: há emissões radioativas em lugares onde você nem pensa que poderia!
Essa reportagem saiu no Tec Mundo ( http://www.tecmundo.com.br ) , um super site que acompanha o Chemistry World e Chemistry News.


Vamos ?
1. A tripulação de um submarino nuclear está exposta a menos radiação do que quem está em terra seca.
2. A usina de Chernobyl ainda está emitindo radiação mesmo 30 anos depois do fatídico acidente. Isso pode gerar um colapso na estrutura e causar ainda mais emissões radioativas.


 


3. A estação Grand Central, em Nova York, tem uma enorme quantidade de granito e, por isso, emite muito mais radiação do que o que seria permitido – mesmo em uma usina nuclear!
 
4. O fungo Cryptococcus neoformans cresce em Chernobyl justamente pelos altos índices de radiação no ar.

5.Essa é para os fumantes: em média, uma pessoa que fuma recebe uma carga anual de radiação equivalente a 300 radioagrafias de tórax.

6. A maior quantidade de radiação espacial recebida pela Terra foi em 24 de dezembro de 2004, por causa de uma estrela de nêutrons a 50 mil anos-luz de distância.


7. As bananas são levemente radioativas.


8. Pilotos e comissários de bordo estão mais expostos à radiação do que funcionários de usinas nucleares.


9. Um punhado de urânio, que caiba em uma mão, tem praticamente a mesma quantidade de radiação que 10 bananas.


10. O controverso Projeto Manhattan testou os efeitos da radiação nos cidadãos de diversas maneiras, inclusive utilizando aveia radioativa na alimentação de bebês.


11. O mesmo projeto injetou uma enorme quantidade de plutônio no pintor de casas norte-americano Albert Stevens. Mesmo assim, ele sobreviveu aos efeitos radioativos por mais de 20 anos e se tornou o ser humano que ficou vivo por mais tempo com os altos índices de radiação no corpo.




12.Após a descoberta do rádio, muitos produtos como pastas de dentes e doces passaram a utilizar o elemento químico. Seus danos à saúde só foram descobertos anos depois.

13. Na década de 50, um brinquedo infantil foi vendido junto com amostras reais de minérios radioativos.

Granito emite radiação????

Algumas lajes de granito usadas em casas emitem níveis de radônio e radiação maiores que a média, causando alguma preocupação quanto aos consequentes efeitos na saúde . A exposição ao radônio é a segunda principal causa de câncer de pulmão, ao lado do cigarro. Nos estudos feitos até agora, a maioria dos granitos no mercado contêm quantidades insignificantes de radônio. (http://www.ehow.com.br)



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

EINSTEIN TINHA RAZÃO : ONDAS GRAVITACIONAIS

ALÔ PESSOAL!!!
No ano do centenário da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, mas uma vez modernos equipamentos detectam as ondas gravitacionais, uma das mais ousadas teorias de Einstein.
Vamos tentar entender isso?


Segundo a Teoria Geral da Relatividade, há objetos que transformam parte da sua massa em energia e a emitem em forma de ondas, que viajam à velocidade da luz e deformam o espaço e o tempo à sua passagem. A origem das ondas gravitacionais por excelência é a fusão de dois buracos negros supermaciços, um dos eventos mais violentos depois do Big Bang. O gênio alemão as previu em 1916, mas também advertiu que, se realmente existirem fusões desse tipo, elas acontecem em lugares tão longínquos que suas vibrações seriam indetectáveis na Terra.
Os responsáveis pelo Observatório da Interferometria a Laser de Ondas Gravitacionais (LIGO), patrocinado pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA, anunciou nesta quinta-feira que seus cientistas captaram as ondas produzidas pelo choque de dois buracos negros, a primeira detecção direta que confirma a teoria de Albert Einstein. O anúncio ocorreu numa entrevista coletiva em Washington, transmitida pela Internet. Os resultados científicos foram aceitos para publicação pela Physical Review Letters, segundo nota em Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech), uma das instituições que operam o laboratório.
A última grande previsão de Albert Einstein sobre o universo acaba de ser confirmada, um século depois de ser proposta: as ondas gravitacionais existem, e uma experiência nos Estados Unidos as detectou pela primeira vez.
Confirmar a teoria das ondas gravitacionais de Einstein é o de menos. A descoberta abre a possibilidade de usar essas ondas para estudar o universo de uma forma totalmente nova. As ondas gravitacionais permitirão entender “como se formam os buracos negros e quantos existem, e também conhecer com mais detalhes o ciclo vital das estrelas e do universo”, ressalta Husa. Além disso, sinais cósmicos desse tipo mostrarão se esses violentíssimos encontros ocorrem conforme prevê a Teoria da Relatividade einsteiniana, ou se precisamos procurar outra explicação.
O primeiro sinal foi captado simultaneamente em 14 de setembro pelos detectores dessa experiência, aparelhos idênticos situados a 3.000 quilômetros um do outro. Esse sinal provinha de uma fusão que ocorreu há 1,3 bilhão de anos, um violento abraço entre dois buracos negros com uma massa entre 29 e 36 vezes maior que a do Sol. Em uma fração de segundo, uma massa equivalente ao triplo do Sol foi liberada na forma de ondas gravitacionais, um processo perfeitamente descrito na equação mais famosa do mundo: E=mc2 (energia é igual a massa vezes velocidade da luz ao quadrado)


O que é o detector LIGO?


Os objetos que produzem ondas gravitacionais estão a milhões de anos-luz, tão longe da Terra que chegam aqui como ínfimas ondulações do espaço e do tempo. Para captá-las foi preciso construir o LIGO avançado, liderado pelos institutos tecnológicos da Califórnia (Caltech) e Massachusetts (MIT), mas com o qual colaboram também cerca de 1.000 cientistas de 15 países.
O LIGO é o instrumento óptico mais preciso do mundo, com dois detectores separados por 3.000 quilômetros – um na Louisiana, o outro no Estado de Washington. Ambos estão compostos por dois feixes de laser com exatos quatro quilômetros, um comprimento que seria alterado com a passagem de uma onda gravitacional. Os instrumentos são capazes de detectar uma variação equivalente a um décimo de milésimo do diâmetro de um núcleo atômico, a medida mais precisa já obtida por qualquer ferramenta científica, segundo seus responsáveis.( fonte: http://brasil.elpais.com)


AS FORÇAS DA NATUREZA:
Einstein mostrou que não existem interações instantâneas a distancia, pois as forças atuam por meio de campos que dependem das partículas mediadoras e essas não interagem em velocidade maiores que a da luz. 
Entre as quatro forças fundamentais, três delas -
 eletromagnetismo ( responsável pelas ondas que mantém os elétrons em torno do núcleo dos átomos Controla a repulsão e a atração entre cargas elétricas . A partícula que possibilita isso é o fóton),
força forte ( ocorre no núcleo dos átomos mantendo unidos os quarks que formam  prótons e nêutrons, cuja partícula que torna isso possível é o glúon )
força fraca- responsável pela emissão da radiação de elementos naturalmente radiativos, partículas que possibilitam isso :W e Z.
gravidade: controla a atração entre os corpos celestes e todos os objetos com massa , tem como partícula mediadora ( aquela que torna isso possível) o gráviton- ainda não encontrado.
Einstein criou o conceito "espaço- tempo" forma de atuação da força de gravidade. O espaço-tempo pode ser imaginado como uma rede esticada que corpos pesados deformam como esferas de ferro colocada sobre um colchão .( texto extraído da revista" Veja "17/02/2016 )

fonte  da imagem:http://blog.jovempan.uol.com.br

fonte da imagem:inape.org.br


fonte:museudoamanha.org.br





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PERMANGANATO DE POTÁSSIO - FORTE AGENTE OXIDANTE

ALÔ PESSOAL!!!
Vamos tratar de um assunto que é bem fácil de encontrar nos vestibulares: permanganato e potássio.
Por que é importante?


O Permanganato de potássio é um composto de função química sal inorgânico, formado pelos íons potássio (K)+ e permanganato (MnO4). É um forte agente oxidante que apresenta tanto em estado sólido quanto em solução aquosa uma coloração violeta bastante intensa que, na proporção de 1,5g por litro de água torna-se vermelho forte.
Foi descoberto em 1659 pelo químico alemão Glauber, quando fundiu uma mistura do mineral pirolusita com carbonato de potássio. Obteve um material que dissolvido em água formou uma solução verde de manganato de potássio que, lentamente, mudou para a cor violeta devido a formação do permanganato de potássio.
É utilizado principalmente no tratamento da catapora (varicela) pois ajuda a secar os ferimentos. É usado também como agente oxidante em muitas reações químicas em laboratório e na indústria. Também é utilizado como desinfetante em desodorantes. É usado para tratar algumas enfermidades parasitarias dos pés, no tratamento da água para torná-la potável e como antídoto em casos de envenenamento por fósforo. Na África, muitos o utilizam para desinfetar vegetais com a finalidade de neutralizar qualquer bactéria presente. Soluções diluídas (0,25%) são utilizadas como enxaguantes bucais e, na concentração de 1 %, como desinfetante para as mãos.
É usado como reagente na síntese de muitos compostos químicos. Em química analítica, uma solução de aquosa padrão é usada com freqüência como titulante oxidante em titulações redox devido a sua intensa coloração violeta.
O permanganato se reduz ao cátion , Mn+2, incolor, em soluções ácidas. Em soluções neutras, o permanganato se reduz a MnO2, um precipitado marrom na qual o manganês tem um estado de oxidação 4+. Em soluções alcalinas, se reduz a um estado de oxidação 6+, formando o K2MnO4.
É utilizado como reativo para determinar o número Kappa da polpa de celulose.
É utilizado terapeuticamente na medicina como antisséptico tópico na pele em pequenas lesões.


Resumo :  Mn+2, incolor, em soluções ácidas
                 MnO2 , precipitado marrom em soluções neutras
               K2MnO4   estado de oxidação + 6 para soluções alcalinas.




 KMnO4 sólido é um forte agente oxidante e deve ser mantido longe de glicerina, etanol e outras substâncias orgânicas além do ácido sulfúrico, sob risco de reação explosiva. Soluções diluídas de permanganato de potássio em água são menos perigosas. A mistura do permanganato sólido com ácido clorídrico concentrado produz o perigoso gás cloro.



solução de permanganato de sódio


Questão da UFF:


O permanganato de potássio, KMnO4, Pode ser utilizado como bactericida para o tratamento das feridas causadas pela catapora, visto que o íon permanganato tem ação oxidante sobre as proteínas da epiderme. Uma solução diluída de permanganato tem coloração violeta e, na presença de um agente redutor e em função do pH do meio, esse íon pode ser reduzido a diferentes estados de oxidação. Sobre o íon permanganato é correto afirmar que:

a) Em meio neutro, o nox do Mn varia de +7 para +2
b) Em meio alcalino, o nox do Mn varia de +7 para +3
c) Em meio neutro é produzido MnO2
d) Em meio ácido é produzido Mn2O3
e) Em meio ácido, o nox do Mn varia de +6 para +4



resolução : pelo texto acima você já deduziu que a correta é  alternativa c
 fonte: Wikipédia

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