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segunda-feira, 19 de junho de 2017

EFEITOS NOCIVOS DO EXCESSO DE ESPUMA

ALÔ PESSOAL!!!


Na postagem anterior nós vimos como as espumas são formadas e sua eficácia na limpeza.
Agora, que o excesso de espuma é prejudicial, todos sabem, mas por quê?


Grande parte das pessoas não sabe, mas os detergentes usados para lavar roupas possuem entre 35% e 75% de sais de fosfato. O fosfato é o responsável por diversos problemas na água como a inibição da biodegradação das substâncias orgânicas.
 O grande problema está no fato de que substâncias que não são biodegradáveis não têm como ser exterminadas pelo tratamento de esgoto independente do fato de se ele é público ou privado.
Existe ainda a possibilidade de que os detergentes que possuem base de fosfato causem eutrofização. Esse processo tira o oxigênio da água fazendo com que vários organismos acabem morrendo. O fosfato em excesso pode fazer com que o curso de água fique coberto por algas assim como outras plantas.
O  tripolifosfato de sódio é usado na fabricação de sabões em pó. Mas devido aos problemas ambientais causados pelo excesso de fósforo, foi restringido seu uso pela legislação .Ele tem ação dispersante, emulsificante e reforçador.
Fórmula:


wikimedia.org








Espuma no rio Tietê


Os detergentes que utilizamos no dia a dia são grandes vilões, pois eles consistem na principal fonte de poluentes químicos. Para se ter uma ideia dentre os agentes de contaminação da água existem vários produtos químicos como alvejantes e micróbios. Vários produtos usados em nosso dia a dia possuem elementos e compostos que causam danos a água.
Um dos principais sinais de que existe contaminação da água por detergente é a espuma para que se forma na sua superfície. Os detergentes são produtos que tem ativação quando em contato com a água e por isso criam a espuma em grandes e estáveis áreas. A camada de espuma costuma ser grossa e se estender por centenas de metros. A contaminação ainda pode acontecer de maneira nada higiênica através de água doméstica.


Fórmula geral dos detergentes ( lauril sulfato de sódio) :


Representação da estrutura química de um dos principais detergentes, o lauril sulfato de sódio.








fórmula de sabão em pó básica - http://slideplayer.com.br


XQUIMICA ESPERA TER LIMPADO SUAS DÚVIDAS!


fonte:http://meioambiente.culturamix.com/poluicao

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O LADO DARK DA COMIDA PARTE 2

CONTINUANDO SOBRE NOSSO PRATO DE COMIDA...


Comida gostosa, mas gostosa mesmo, viciante, só é boa porque é calórica – os aspargos que nos perdoem, mas gordura e açúcar são fundamentais. Não para a saúde, mas para o cérebro. Ele gosta mesmo é de porcaria. Nosso cérebro nos recompensa com doses de dopamina cada vez que comemos algo bem calórico, energético. É que no passado isso era questão de sobrevivência – havia pouca comida disponível, então quanto mais calórica ela fosse, melhor. A massa cinzenta dá essa mesma recompensa dopamínica depois do sexo ou de drogas pesadas. Por isso mesmo basta experimentar qualquer uma dessas coisas uma única vez para ter vontade de repetir. Com comidas energéticas, recheadas de carboidratos ou gorduras, não é diferente, você sabe. É impossível comer um só.
Mito – Frango com hormônio
Uma das lendas mais persistentes é a de que o frango é entupido de hormônios. E que esse hormônio pode ser letal para nós. Não. Não rola hormônio. “O segredo para o frango crescer tão rápido está na genética”, diz o engenheiro agrônomo Gerson Neudí Cheuermann, da Embrapa. A fórmula da ração do frango não é segredo: além de milho, soja e minerais, entram aminoácidos produzidos em laboratório (metionina e lisina), que servem de fato para bombar o galináceo, mas não fazem mal para quem come.
E a indústria dos alimentos se formou justamente em torno das comidas que mais liberam dopamina. Isso começou no final do século 19, com o início da produção em massa de açúcar e farinha de trigo refinada. Refinar uma planta significa estirpá-la de suas fibras, proteínas, minerais e deixar só o que interessa (pelo menos do ponto de vista do cérebro): carboidrato puro, energia hiperconcentrada. Depois vieram conservantes mais potentes (como o antiespumante e o antioxidante lá do nugget) e o processamento artificial, com máquinas que transformam carcaças de bichos e um monte de subprodutos de milho e de soja em coisas bonitas e de sabor viciante. Começava a era da comida industrializada. A nossa era.
E a produção de alimentos nunca mais seria a mesma. O cérebro do consumidor guia a indústria dos alimentos. Esse cérebro prefere comida turbinada por açúcar e gordura, certo? Então a seleção natural age de novo, mas dessa vez no mercado: só sobrevive quem produz comida mais gostosa. E a mais gostosa é a gorda (olha o Robertão aí de novo!). Natural, então, que o mercado de comida processada acabasse dominado por bombas calóricas. Nosso amigo nugget, por exemplo, recebe doses extras de gordura (óleo hidrogenado de soja) e também de açúcar (a glicose). Mais do que alimentar, a função dele é dar prazer.
Mas é um prazer que pode custar caro. Um “suco natural” industrializado, por exemplo, pode ter até duas colheres de açúcar para cada 200 mililitros. Nosso corpo não é adaptado para suportar doses cavalares como essa o tempo todo. A produção de insulina, por exemplo, pode sobrecarregar e dar pau – e sem esse hormônio, que gerencia o processamento de acúcar no organismo, você se torna diabético.
Nos EUA, 1 em cada 10 adultos tem diabetes – duas vezes mais do que em 1995. E a perspectiva é que essa proporção triplique nas próximas décadas, agora que 1,6 milhão de novos casos são diagnosticados por ano. Para completar, 70% da população é considerada acima do peso. E nós aqui no Brasil estamos indo por esse caminho. Quanto mais a economia cresce, maior fica a nossa cintura. No meio dos anos 70, quando o IBGE mediu pela primeira vez o peso da população, 24% dos brasileiros estavam acima do peso. Hoje são 50%.
O aumento de peso pode ser o resultado mais visível de uma dieta inadequada. Mas quem está na parcela sem pneuzinhos da população também corre riscos. Principalmente por causa de outro ingrediente-chefe da comida industrializada: o sal. “A maior parte do sal que a gente consome não está nos saleiros, mas nos alimentos processados” diz Michael Klag, diretor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade John Hopkins, nos EUA. O sal é adicionado para ajudar a preservar o produto e, principalmente, reforçar o sabor. E ele acaba onde você menos espera. Está nos cereais de café da manhã e até nos achocolatados – para deixar o chocolate menos enjoativo.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de, no máximo, 6 gramas de sal por dia para evitar pressão alta – e as doenças que ela causa. Os brasileiros comem o dobro disso. De acordo com a Ação Mundial pelo Sal e pela Saúde, uma organização que reúne membros em 81 países para tentar diminuir o consumo global de sal, se a população mundial comesse apenas os tais 6 gramas de sal por dia, haveria 24% menos casos de ataques cardíacos pelo mundo e 18% menos derrames.
Os hábitos alimentares de hoje podem estar contribuindo também para um aumento em alergias alimentares e doenças intestinais. Para você ter uma ideia, o número de pessoas internadas em hospitais por causa de alergias nos EUA quadruplicou entre 2000 e 2006 (de 2 600 para 9 500 pessoas por ano). O maior suspeito aí é a falta de fibras da comida industrializada.
Uma pesquisa liderada por Paolo Lionetti, da Universidade de Florença, analisou a flora intestinal de crianças italianas e comparou com a de garotos de Burkina Fasso, na África, que têm uma dieta rica em fibras e nunca viram comida processada. Então descobriu que as crianças africanas tinham uma flora intestinal mais variada, capaz de protegê-las de uma série de doenças. “Acredito que a dieta dos países ocidentais tem um papel importante no aumento das alergias e infecções intestinais”, diz Paolo.
Os nuggets, pizzas congeladas e cia. não são o único problema. A comida reconhecidamente saudável também tem seus pontos fracos. Dados dos governos americano e inglês mostram quedas nas quantidades de ferro, vitamina C, riboflavina, cálcio, zinco, selênio e outros nutrientes em dezenas de colheitas monitoradas desde os anos 50. Hoje, você tem que comer 3 maçãs para ingerir a mesma quantidade de ferro, por exemplo, que uma maçã fornecia. São várias as razões que poderiam justificar esse fenômeno. Parte da explicação pode vir dos critérios que usamos no melhoramento genético, selecionando variedades de milho, soja e outras plantas segundo a produtividade, não a qualidade nutricional. Pior: nossas plantas criadas à base de fertilizantes, como crescem mais rápido, têm raízes menores e menos tempo para acumular nutrientes além daqueles que vêm no próprio fertilizante. Mais: poupadas de lutar contra insetos pelo uso de pesticidas, estariam produzindo menos polifenóis – substâncias que usam como mecanismo de defesa e que nos beneficiam por suas ações anti-inflamatórias e antialérgicas.


VENENO NA FEIRA
Tão fundamentais para a agricultura moderna quanto os fertilizantes são os pesticidas. Ainda mais com as monoculturas sem fim de hoje. Imagine o que acontece quando um inseto que tem na raiz da soja seu prato preferido topa com hectares e mais hectares onde só existe essa planta? Ele não arreda mais o pé dali, se reproduz vertiginosamente e traça tudo o que vê pela frente: eis uma praga agrícola. Elas não são novidade. Mas claro que, com a demanda por alimentos que existe hoje, seja ou não comida industrializada, não dá para abrir mão deles.
Verdade – Dá para se proteger dos agrotóxicos veja como:
1. Prefira produtos locais
Frutas importadas, por exemplo, terão mais químicos para suportar a viagem e chegar em bom estado ao Brasil.
2. Lave as frutas com esponja
Só água pode não ser o bastante para tirar os resíduos de pesticida.
3. Compre produtos da época
As frutas que não são da estação recebem mais agrotóxicos para durar além da conta.
4. Evite a beleza exagerada
Desconfie da fruta que parece obra de arte. Ela pode ter recebido mais agrotóxicos.
No Brasil, menos ainda. O surgimento de novas pragas, como a ferrugem de soja (um fungo nocivo), transformou o país no maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Superamos os EUA nesse quesito em 2008, quando o mercado de defensivos agrícolas movimentou mais de US$ 7 bilhões no país. A façanha tem consequências. Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o relatório anual sobre a presença de resíduos de agrotóxicos nas frutas, verduras, legumes e grãos que o brasileiro consome. Das 3 130 amostras de 20 culturas de alimentos estudadas pela agência em 2009, 29% apresentaram alguma irregularidade. Mas não é motivo para pânico. “O fato de um alimento apresentar resíduos de pesticida além do limite estabelecido não indica necessariamente risco para a saúde”, diz a toxicologista Eloisa Caldas, da Universidade de Brasília. O ponto, segundo ela, é evitar uma dieta monótona. Quanto mais variada sua alimentação, menos chance você tem de comer o mesmo pesticida. E isso diminui o risco de intoxicação.
Mais seguro ainda é comprar alimentos orgânicos. Eles não recebem veneno em nenhum momento, desde o plantio até a gôndola do supermercado. Nem veneno nem fertilizante químico. Então são mais saudáveis para o ambiente. E a quantidade de nutrientes por centímetro cúbico é maior. O problema é que a produção da lavoura orgânica é, em média, 30% menor que a convencional – e os vegetais que saem dela acabam 30% mais caros.
Estudos mostram que, mesmo assim, daria para alimentar o mundo só com orgânicos. Mas só se o consumo de carne diminuir. O que uma coisa tem a ver com a outra? É que boa parte do que plantamos é para alimentar animais de criação. Uma peça de picanha, por exemplo, exige 75 quilos de vegetais para ser produzida. Só que o mundo está cada vez mais carnívoro – a China, depois de ter virado a 2ª maior economia do mundo, passou a comer 25% de toda a carne do planeta. Hoje temos 20 bilhões de animais de criação, e a perspectiva da ONU é que esse número vá dobrar até 2050.
Até existe um tipo de carne que não depende nada das plantações: os peixes selvagens. Mas eles não são a alternativa. Primeiro, porque os mais nobres estão acabando. Algumas espécies de atum e de bacalhau não devem escapar da extinção. Segundo, porque existe o perigo da contaminação por mercúrio, pelo menos para quem come certos peixes com frequência.

Cuidado: até os peixes mais saudáveis podem estar contaminados.
Nível de mercúrio

Quanto mais alta a concentração, maior o perigo para quem come com frequência*
Moderado
Atum em lata
Bacalhau
Alto
Atum DE SUSHI
Anchova
Muito alto
Cação
Peixe-espada
Funciona assim: embora o metal possa ser encontrado em todos os ambientes, é no meio aquático que mora o perigo. Graças à ação de bactérias, sobretudo em zonas alagáveis, o mercúrio é transformado em sua forma orgânica e mais perigosa: o metilmercúrio. Nessa versão, ele penetra nas algas. As plantas aquáticas têm baixo teor de mercúrio, mas os peixes herbívoros (que se alimentam dessas plantas) têm um pouco mais. E os predadores (que comem os herbívoros) acabam com um índice bem maior. Quanto mais perto do topo da cadeia alimentar, mais contaminado tende a ser o peixe. Não significa que todo peixe grande esteja contaminado. Se ele vive numa região livre de mercúrio, o que é comum, não tem problema. Mas claro: quem vê cara não vê contaminação. Você só tem como saber o estado dos peixes que comeu se acabar intoxicado – os sintomas são tremores, vertigem, perda de memória, problemas digestivos e renais, entre outros. Não, não precisa parar de comer esses peixes, só ter alguma moderação (veja no quadro). Mas o risco não deve diminuir – o mercúrio é um resíduo das termelétricas. E a maior parte do mundo ainda é movida a carvão…


Peixes contaminados, overdose de gordura e açúcar, fertilizantes que dependem de combustíveis fósseis e destroem ecossistemas… Estamos no fim da linha, então? Sim.
Mas já estivemos antes. Ontem mesmo era 1960, o mundo tinha 3 bilhões de habitantes e uma certeza: estávamos à beira de um colapso. Mais um pouco e não teria comida para todo mundo. Mas não. Chegamos a 6,5 bilhões de pessoas graças justamente à globalização dos fertilizantes e da comida industrializada – a produção em massa barateou os alimentos. Esse boom alimentício ficou conhecido como Revolução Verde. Agora, precisamos de mais revoluções. Uma, a da conscientização sobre os perigos do fast food e da comida processada, já começou. E a ciência tem feito seu papel também, pesquisando alternativas que vão de plantas geneticamente modificadas que dispensam fertilizantes e pesticidas até carne de laboratório – um meio de entregar proteínas sem o intermédio de animais. Seria uma espécie de segunda Revolução Industrial da comida. Não sabemos como nem quando ela vai acontecer. Mas há uma certeza: não podemos ser bestas de esperar pelo colapso.


Mito – Salmão com corante
O salmão é um peixe branco por natureza. O rosa vem da astaxantina, um pigmento que existe em algas microscópicas. Primeiro o camarão come essas algas, depois o salmão come o camarão e fica rosado. Só que os peixes criados em tanques não comem camarão. Deveriam ficar brancos a vida toda. Mas não. Eles são rosa também (menos, mas são). Corante? Não exatamente: o que fazem é colocar astaxantina na ração dos peixes – ela pode ser sintética ou vir daquelas microalgas mesmo.

• Cada 100 quilos de fertilizante químico emite 540 quilos de Co2 para ser fabricado.
• 1/3 das emissões de gases-estufa vem da agropecuária.
• Em 1940, gastávamos 0,5 caloria de combustível fóssil para produzir 1 caloria de comida, hoje gastamos 20 vezes mais.
• Hoje, A área desmatada na Amazônia para criar GADO equivale à de 100 cidades de São Paulo.
• 2/3 de todos os antibióticos fabricados nos EUA vão para a alimentação do gado. Isso cria superbactérias.
• 80% do pimentão vendido no Brasil tem mais agrotóxico que o permitido.
• Depois vêm: 56,4% – UVA / 54,8% – PEPINO / 50,8% – MORANGO
• As frutas anabolizadas por fertilizantes têm menos nutrientes como ferro, vitamina C, cálcio e zinco que as orgânicas.

* Mesmo o consumo diário pode não trazer riscos. Mas, se alguns desses peixes formam a base da sua alimentação, vale conversar com um médico sobre os perigos. ** Os mais usados nos restaurantes japoneses são o atum-branco e atum-amarelo. O de lata costuma ser da espécie skipjack, menor (e menos suscetível ao mercúrio).
FONTE: REVISTA "SUPERINTERESSANTE"

O LADO DARK DA COMIDA - PARTE 1

ALÔ PESSOAL!
Acabei de ler esse artigo da SUPER, e quero compartilhar com vocês.


Verdade – Fertilizante mata Mata peixes, não pessoas. Mas mata. Resíduos de fertilizante vão parar em rios, e daí para o mar. Lá eles fertilizam algas e elas crescem. Mas isso não é bom: quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água. E os peixes sufocam. São as chamadas zonas mortas. Existem quase 400 delas nos mares.
Sem eles para anabolizar as plantações, não haveria comida para todo mundo. O problema é que, com eles, podemos ficar sem mundo. “Na porteira da fazenda, ainda antes do uso, um saco de 100 quilos de fertilizante químico já emitiu 4 vezes esse peso em CO2 para ser fabricado. Depois que aplicam no solo, pelo menos 1 quilo daquele nitrogênio (elemento principal do fertilizante) é liberado para o ar em forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2”, diz o agrônomo Segundo Urquiaga, da Embrapa. Nessa toada, a agropecuária consegue emitir sozinha 33% dos gases-estufa do mundo, mais do que todos os carros, trens, navios e aviões juntos, que somam 14%.
Além disso, os fertilizantes deixam resíduos debaixo da terra que chegam aos lençóis freáticos e acabam no mar. Mas isso é pouco comparado ao que a comida moderna pode fazer ao seu corpo...
Você come nuggets?


Os empanados de frango são um dos ícones da indústria de alimentos, baseada, como qualquer outra, em mecanização, uniformização, produtividade. Essas exigências levam a um fato curioso: há quase 40 ingredientes diferentes em um nugget, mas 56% dele é milho.
A maisena é farinha de amido de milho – o ácido cítrico, a dextrose, a lecitina, tudo é feito com moléculas desse grão. Ou com grãos de soja, dependendo do que estiver mais em conta no mercado de commodities agrícolas (pensando bem, até a galinha é feita de milho e soja – é isso que ela come de ração. Metade da área plantada no Brasil é dominada pela soja, que aparece em 70% dos alimentos processados. E um terço das plantações americanas são lavouras de milho Isso acontece porque soja e milho produzem mais calorias que a maioria das plantas; são resistentes ao transporte e a anos de estocagem, entre outras vantagens competitivas.
Mas qual é o problema de chegar a essa variedade de comida com apenas dois grãos? Os bois podem dar uma primeira resposta.
No mundo desenvolvido, praticamente toda a carne sai das fazendas de confinamento – galpões onde os bois passam a vida praticamente empilhados uns nos outros, só engordando. Nesses galpões, a comida do boi não é capim, mas ração à base de milho e soja. O inconveniente é que ele não come grãos. Industrialmente falando, um boi é uma máquina que transforma celulose de capim (algo que o nosso organismo não digere) em proteína comestível – a carne dele. Mas capim é bem menos calórico que milho e soja. Para ele crescer rápido e ir logo para o corte, tem que ser ração mesmo. Só que o metabolismo do bicho pena para processar tanta comida indigesta. A fermentação dos grãos no sistema digestivo dele pode causar um inchaço do rúmen (o estômago do boi) que pressiona os pulmões e pode matar o animal. Para combater isso, os criadores enchem os bois de antibiótico: 70% dos antimicrobiais usados nos EUA são misturados às rações de animais. O problema é que isso cria superbactérias resistentes a antibióticos. É Darwin em ação: os antibióticos nem sempre matam todas as bactérias. Às vezes sobram algumas que, por mutação genética, nasceram imunes ao remédio. Sem a concorrência de outras bactérias, elas se reproduzem à vontade. Nasce uma cepa de micro-organismo mais resistente a qualquer antibiótico. Ela podem ser letal. Ainda mais se for parar na prateleira do supermercado.
Foi o que aconteceu com uma variedade agressiva de Escherichia coli. Em 2001, o garoto americano Kevin Kowalcyk, de 2 anos de idade, comeu um hambúrguer contaminado por essa bactéria e morreu 12 dias depois. O caso produziu algo inusitado: um recall de hambúrguer.
No Brasil isso não é um problema. Só 6% do nosso abate vem de confinamentos, contra 99% nos EUA. Aqui os bois ficam soltos. Bom para eles, pior para as bactérias. Mas pior também para as florestas. Nossos pastos são formados à custa de desmatamento da Amazônia e do cerrado. E isso leva o Brasil ao posto de 5º maior emissor de CO2 do mundo. Quase 52% dos nossos gases-estufa vêm do desmatamento. Para frear isso de forma realista (porque parar de criar bois e de exportar carne não tem nada de realista), a solução é o confinamento. Só que essa modalidade de criação também não é a panaceia para o ambiente. Os galpões de gado causam tantos impactos quanto uma cidade grande: lixo, esgoto, rios poluídos… Até mais, na verdade. Só os animais confinados que existem hoje nos EUA produzem 130 vezes mais dejetos do que todos os americanos juntos.
Todo esse cocô vai para grandes lagos de esterco, que servem de parque aquático para bactérias: elas podem passar desses lagos para o solo de uma lavoura. Podem e conseguem. Só de recalls de vegetais contaminados por E. coli já foram 20 na última década nos EUA. Em 2009, um surto de salmonela matou 8 pessoas e adoeceu 600 por lá. Grave. Mas não deixam de ser casos isolados.
( VEM MAIS!)


fonte: Eduardo Szklarz                                                                
  5 jan 2011, 22h00 - Atualizado em 31 out 2016, 19h06          
revista "Superinteressante"                        



segunda-feira, 20 de março de 2017

CONSERVANTES USADOS NA CARNE BOVINA

ALÔ PESSOAL!
Em tempos de Operação Carne Fraca, é bom ficar atento aos possíveis conservantes que são usados nas carnes em geral, mas estamos focando as carnes vermelhas.
Algumas práticas são bem conhecidas, como adicionar água à estrutura da carne- aumenta o seu peso...


Mas vamos lá:
Conservante é uma substância adicionada aos alimentos com a função de impedir ou retardar a alteração causada por microrganismos. É uma substância classificada, tecnicamente, como aditivo alimentar e cuja adição nos alimentos é controlada pela legislação devido às consequências para a saúde  geradas pelo  mal uso desse produto.
Dentre os conservantes, os nitratos e nitritos possuem uma grande importância para a Saúde Pública por serem muito utilizados na fabricação de produtos cárneos. Esses elementos são sais adicionados na forma de nitrato e nitrito de sódio e potássio e atuam protegendo o alimento contra uma bactéria perigosa: o Clostridium botulinum, que causa o botulismo que é uma doença neurológica importante. Além disso, possuem a função de fixar a cor vermelha nos alimentos, dando a eles uma aparência de frescor. Também têm como função conferir sabor e aroma característicos aos produtos em que são adicionados. O que acontece é que o nitrato, quando utilizado inadequadamente, transforma-se em nitrito, substância responsável por alguns efeitos adversos à saúde das pessoas.


acougue2


O uso de nitritos possui dois principais efeitos à saúde de seus consumidores. Um deles refere-se à transformação da molécula de hemoglobina em outra molécula que transporta menos oxigênio às células do organismo. Esse é um efeito tóxico rápido e  acontece quando se consume uma grande quantidade do produto de uma única vez. Como sintomas, as pessoas podem ter tontura e falta de ar. Outro efeito, e talvez o mais importante, é a possibilidade desses ingredientes causarem câncer. Isso pode acontecer devido à ingestão frequente do produto e por isso que se diz que é um efeito crônico. O que acontece é que os nitritos, em nosso organismo, podem interagir com compostos que possuem nitrogênio em sua composição formando substâncias que em certas condições de exposição podem causar mutação das células e levarem ao câncer. Os principais órgãos que podem ser afetados por esses ingredientes são os órgãos digestivos.
Outro conservante importante à saúde é o sulfito que pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, principalmente em asmáticos. Além disso, essa substância também tem sido estudada quanto à possibilidade de causar câncer.


açougue-G 


No Brasil, a adição de qualquer tipo de conservante em carnes frescas é proibida sendo permitida sua adição apenas em produtos industrializados. O que acontece, e tem sido cada vez mais visto, é a adição dessas substâncias em produtos frescos manipulados por açougues e casas de carne. Tais estabelecimentos não são registrados como indústria e por isso, pela legislação, apenas podem vender carne fresca, refrigerada ou congelada. A esses estabelecimentos a atividade de adicionar conservantes em qualquer tipo de carne é proibida.
Os açougues podem vender produtos que contenham esses ingredientes no caso deles serem adquiridos de empresas registradas no Ministério da Agricultura, mas não podem adicioná-los aos produtos que vendem porque muitas vezes adicionam o produto numa quantidade que excede a permitida pela legislação.
 A incorporação de aditivos nos produtos cárneos precisa ser feita apenas por quem possa se responsabilizar por seu uso, ou seja, pelas indústrias que detêm o conhecimento específico para a fabricação de produtos e que sabem utilizá-lo na quantidade permitida pela legislação vigente, evitando assim riscos desnecessários à saúde da população.
O que o cidadão pode fazer para ajudar é cobrar de seu açougueiro que não utilize esses insumos na manipulação de carnes. Além disso, deve procurar nos rótulos dos produtos adquiridos os nomes ou números: Nitrito de Potássio (INS 249), Nitrito de Sódio (INS 250), Nitrato de Sódio (INS 251) e Nitrito de Potássio (INS 252).






O dióxido de enxofre e os sulfitos




O dióxido de enxofre e os sulfitos já são usados há muito tempo como conservantes, tanto como antimicrobianos quanto como antioxidantes. Seu uso para conservação dos barris de vinho data do tempo dos romanos.
À temperatura ambiente o SO2 é um gás, mas pode ser facilmente liquefeito (ponto de ebulição =-10ºC). O dióxido de enxofre possui um odor desagradável e irritante, sendo venenoso e especialmente tóxico para organismos inferiores, tais como fungos.
É usado na esterilização de frutas secas e barris de vinho.
 Acredita-se que as soluções acidas provenientes da dissolução de SO2 em água, contenham o ácido sulfuroso (H2SO3) que, no entanto, nunca foi obtido puro. Quando se tenta concentrar as soluções por aquecimento, por exemplo, consegue-se unicamente expulsar o SO2.
Como gás, o dióxido de enxofre pode ser usado de forma comprimida, em cilindros. Ele torna-se líquido sob pressão de 3,4 atmosferas e pode ser usado  desta forma, injetado diretamente em líquidos.
A atividade antisséptica do SO2 é altamente dependente do pH. Mais baixo o pH, maior será a sua ação antisséptica.
O ácido sulfuroso inibe a formação de mofos e desenvolvimento de bactérias e, em menor escala, de leveduras.
A quantidade de SO2 que pode ser adicionada aos alimentos é limitada porque a níveis entre 200 e 500ppm, o produto pode gerar um cheiro desagradável.
O ADI é de 0,7 mg/kg de peso corpóreo.Como este limite poderia vir a ser ultrapassado
pela ingestão de grandes quantidades de vinho,existem muitos estudos visando a redução de sua  utilização na fabricação de vinho. Embora outros produtos tais como os ácidos ascórbicos e sórbico possam parcialmente substituir o uso de SO2 na fabricação do vinho, os experts estimam que ele é insubstituível nesta aplicação específica.

ácido ascórbico




fontes: Patricia Rossi Moriconi – Médica Veterinária


Nessa operação Carne Fraca o que não falta é Química!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

CIDADE SECRETA SOB A GROELÂNDIA E SEUS RESÍDUOS

ALÔ PESSOAL!
TUDO BEM?
E os vestibulares?
Saiu uma reportagem sobre o que está escondido sob o gelo da Groelândia.
Leia, na íntegra:



Parece o enredo de um filme de ficção científica: uma cidade soterrada no gelo onde os engenheiros do exército americano realizaram em segredo pesquisas com armas nucleares.
Mas o acampamento que ficava na Groenlândia durante a guerra fria não é apenas real – ele representa uma séria preocupação que envolve lixo tóxico, que pode vir à tona caso o gelo comece a derreter.
A NASA mostrou previsões no derretimento da camada de gelo sobre o acampamento – e isso poderá chegar a 5 metros por ano, em algumas décadas.
Engenheiros do exército americano construíram uma rede de túneis no gelo da Groenlândia no início dos anos 60 – uma “cidade secreta” alimentada por seu próprio reator nuclear.
A base “Camp Century” foi altamente divulgada, mas seu verdadeiro propósito era secreto: construir locais de lançamento de mísseis nucleares perto da União Soviética.

A NASA diz: “Quando os construtores do acampamento começaram a armazenar resíduos no manto de gelo da Groenlândia, eles tinham seus motivos para não se preocuparem. A neve e o gelo continuariam a se acumular, selando a base militar da guerra fria – ou isso era o que eles pensavam na época. Mas os construtores não conseguiram prever que, um dia, essas camadas de gelo começariam a derreter.
A área rosada ao redor do acampamento sugere que em 2090 a área começará a perder gelo… O gelo derretido pode transportar os produtos nucleares mais para dentro, antes que a superfície fique exposta, de acordo com o estudo feito no local.
A base com o reator nuclear – que também tinha um hospital e uma igreja em seus túneis – foi removida há muito tempo, mas os resíduos radioativos permaneceram lá.

O “Camp Century” foi construído por engenheiros do exército americano em 1959, mas foi abandonado em 1967, quando os pesquisadores perceberam que a geleira estava se movendo.
Acreditando que o local permaneceria congelado perpetuamente, o exército americano removeu o reator nuclear, mas deixou os resíduos radioativos no local, equivalentes à massa de 30 aviões Airbus A320, sepultados na neve.
A NASA diz: O “Camp Century” contém 200.000 litros de combustível e 24.000.000 litros de resíduos em suas águas, incluindo as de esgoto. Ele contém uma quantidade desconhecida de resíduos radioativos de baixo nível e bifenilos policlorados.”
Rob WaughYahoo News UK

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

COMO SÃO IMPRESSAS AS IMAGENS NAS RADIOGRAFIAS E A RECICLAGEM DESSE MATERIAL

ALÔ PESSOAL!!!
O número de acidentes cresce muito no Carnaval.
E com ele as chapas de Raios X para detectar fraturas e contusões.
Mas com essas chapas são impressas?
E o que fazer quando você tem um monte delas em casa???
 Veja:




Esse vídeo é de 2011, mas não menos importante por conta disso.
Vamos ver como as chapas são impressas?
As radiografias são muito utilizadas no ramo da medicina, para identificar traumas e lesões nos pacientes. Como esses exames são muito importantes no histórico de saúde de uma pessoa, são comumente guardados durante muito tempo, e quando já não são tão úteis, acabam sendo descartados sem nenhum cuidado. Mas essa forma despreocupada de jogar as chapas fora faz com que elas vão parar em aterros sanitários e causem diversos problemas, pois elas contaminam o solo e o lençol freático, além de ocasionarem outros problemas.
A importância da destinação correta das radiografias se dá por dois fatores.
O primeiro é que elas são feitas a partir de uma chapa de um plástico chamado acetato. E a segunda é que essa placa é coberta por uma fina camada de grãos de prata, sensíveis à luz.
O plástico gera riscos para o meio ambiente, demorando mais de cem anos para se decompor na natureza, sem contar que é um derivado direto do petróleo, cuja extração traz problemas ambientais em termos de gases estufa.
Já a prata, assim como outros metais pesados, é altamente poluente e prejudicial à saúde, pois se acumula no organismo, causando problemas renais, motores e neurológicos. Sua liberação no ambiente é proibida pelas normas estabelecidas pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A tabela abaixo apresenta as concentrações limites para a presença de metais pesados no meio ambiente estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente:

* Resolução CONAMA no 357, 2005, Qualidade da Água
Fonte: http://www.rimaeditora.com.br/26_Anais.pdf



O perigo começa na revelação

Para tornar a imagem visível, é necessário que ela seja revelada a partir da reação de uma película de grãos de prata com a hidroquinona, um agente revelador. Em seguida, a película recebe um banho de carbonato de sódio e de bissulfito de sódio, que evita a decomposição da hidroquinona. Para que a imagem não se desfaça rapidamente, é utilizada uma solução fixadora de tiossulfato de amônio, sulfato de sódio ou EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), que remove o excesso de prata existente e que poderia reagir com a presença de luz, comprometendo a imagem. A chapa então é lavada, para remover vestígios de produtos químicos que possam estragar a película, e, em seguida, seca.
Depois de realizado todo esse processo, restam ainda muitos resíduos químicos, que são encaminhados para empresas especializadas, onde são tratados.


A Reciclagem


A importância da reciclagem das chapas de raios-x vai muito além do que você imagina. Primeiramente, esse processo evita que os componentes tóxicos contaminem o meio ambiente. Outra questão importante é a possibilidade de reutilização dos materiais envolvidos. O processo de reciclagem das radiografias mais comum acontece da seguinte forma:
1. A radiografia é tratada em uma solução de hipoclorito de sódio 2,0% (água sanitária), em que são gerados:

-um resíduo sólido que contém a prata
-as películas radiográficas “limpas”;

2. Em seguida, o resíduo que contém a prata é tratado com hidróxido de sódio em água e aquecido durante 15 minutos, obtendo-se o óxido de prata misturado a impurezas;

3. O óxido de prata é então aquecido em uma solução de sacarose por 60 minutos, obtendo-se a prata impura sólida e que ainda não apresenta brilho;

4. Por fim, a prata é aquecida a 1000°C por 60 minutos em uma estufa, obtendo-se a prata pura e com o brilho.

Com 2,5 mil chapas, é possível obter de 450g a 500g de prata (cada quilograma é vendido por cerca de R$ 1,2 mil). Para comprar os equipamentos e montar a estrutura necessária, é preciso um investimento de R$ 300 mil.
Com o plástico, a reciclagem de 300 kg do material gera um lucro de R$ 15 mil por mês.
Os dados parecem muito vantajosos, mas é importante saber que toda empresa que quiser reciclar as radiografias deve funcionar de acordo com as licenças ambientais.
A água  contaminada com  agentes químicos utilizada no processo de obtenção da prata não deve, de maneira alguma, ser lançada sem tratamento no esgoto.
Portanto, a empresa deve ter a sua própria estação de tratamento de água, para evitar que o processo se torne ambientalmente inviável.

Com o plástico resultante do processo é possível fazer diversos objetos, como embalagens. Já a prata serve como matéria-prima para joalherias, por exemplo.
fonte: http://www.ecycle.com.br


Uma colocação importante: para quem usa essas chapas para fazer os moldes para artesanato tem que ter muito cuidado, pois quando deixamos as radiografias na água sanitária, elas ficam transparentes depois de serem lavadas e esfregadas com uma esponja macia.
Mas esse líquido, que contém prata e é tóxico vai para onde? Pense nisso.





terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A LAMA : UM DESASTRE ECOLÓGICO SEM SOLUÇÃO- MARIANA

ALÔ PESSOAL!!
Mais uma vez o XQUIMICA está na 2° fase do TOPBLOG 2015!
Obrigada a vocês que votaram!


Mas o assunto de hoje é Mariana.
Vamos dar um resumo do que aconteceu e as previsões do que está para acontecer...


QUANDO E COMO OCORREU O ROMPIMENTO DAS BARRAGENS?


 A barragem que rompeu foi a do Fundão, que acabou danificando a barragem de Santarém, ambas ficam no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana, cidade histórica mineira a 124 km de distância de Belo Horizonte. Isso ocorreu na tarde do dia 5, uma quinta-feira, por volta de 15h30. A barragem do Fundão, que é maior, se rompeu e transbordou para a de Santarém, na mesma região .


O QUE CONTÉM A LAMA QUE TRANSBORDOU E QUAL O VOLUME?


De acordo com o Ibama, o volume extravasado foi estimado em 50 milhões de metros cúbicos, quantidade que encheria 20 mil piscinas olímpicas.


A lama tem sua origem na produção de minério de ferro. De acordo com a Samarco, o rejeito é composto, em sua maior parte, por areia e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a lama é composta principalmente por óxido de ferro e areia. A empresa Samarco produz bolas de minério de  ferro para produção de aço. Para isso é preciso extrair o ferro e utiliza-se uma série de procedimentos em que é utilizada água. Essa água, mais a lama que continha o minério de ferro, é depositada em um tanque, circulado por um muro e deveria ter vários níveis de contenção.
Para piorar, não somente óxido de fero compõe essa lama.Foram detectados  arsênio, manganês e chumbo muito acima do permitido pela legislação brasileira.


QUAIS OS DANOS CAUSADOS ATÉ AGORA?


O colapso da barragem de Fundão causou o transbordamento de outra barragem, a de Santarém. O incidente liberou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de lama, que destruiu distritos da cidade de Mariana e escorreu ao longo dos quase 700 km entre o local da ruptura e a foz do rio Doce, no Espírito Santo, causando danos ambientais e sociais.
No entanto, as estimativas sobre o real número de prejudicados nos dois Estados pelo desastre ambiental ainda são preliminares e desencontradas, já que utilizam critérios diferentes de medição.
A Defesa Civil de Minas Gerais, por exemplo, fala em mais de 1 milhão de pessoas atingidas. Para chegar a esse número, o órgão diz ter apenas somado a população de 35 municípios do Estado no caminho da lama.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos, afirmou que cerca de 500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em Minas e no Espírito Santo.
estimativas:
IMPACTO MÍNIMO DA LAMA   
de Mariana( MG)  a Linhares ( ES ) :                                                  
500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido nos 2 Estados
  • 263,1 km² é a área mínima de espelho d'água afetada pela lama.
  • 379,73 km² de áreas de agricultura e pastagens estão a até 2 km do Rio.
  • 1.469 ha foram completamente devastados antes mesmo que a lama chegasse ao Rio Doce
fontes: http://www.bbc.com
http://noticias.uol.com.br/cotidiano
www.bbc.com


ONU detalhou consequências do acidente, como chegada da lama ao mar (Foto: Reuters)


www.bbc.com






segunda-feira, 16 de março de 2015

METANO X GÁS CARBÔNICO - QUAL É O PIOR?

ALÔ PESSOAL!!!!
Em clima de piores estragos à atmosfera os dois grandes guerreiros, metano e gás  carbônico, travam uma batalha para saber qual o pior!!!
Vamos às indicações:
METANO:
CH 4metano é um gás incolor, sua molécula é tetraédrica e apolar (CH4), de pouca solubilidade na água e, quando adicionado ao ar se transforma em mistura de alto teor inflamável. É o mais simples dos hidrocarbonetos.
As principais fontes do gás Metano são:
  • Emanação através de vulcões de lama e falhas geológicas.
  • Decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos
  • Fontes naturais (ex: pântanos)
  • Extração de combustível mineral
  • Processo de digestão de animais herbívoros, carnívoros e onívoros
  • Bactérias
  • Aquecimento ou combustão de biomassa anaeróbica.
O metano encontra-se como componente principal nas exalações naturais de regiões petrolíferas, existindo também encerrado em cavidades nos estratos de jazidas de carvão mineral
60% da emissão de metano no mundo é produto da ação humana, vindo principalmente da agricultura. Durante os últimos 200 anos, a concentração deste gás na atmosfera aumentou de 0,8 para 1,7 ppm. O metano era originariamente chamado gás dos pântanos e é o principal constituinte do biogás, pois pode ser produzido pela digestão anaeróbica de matéria orgânica, como lixo e esgotos, através de micro-organismos . A altas pressões, como as encontradas no fundo dos oceanos, o metano forma um composto sólido com a água. Uma quantidade desconhecida, mas provavelmente enorme de metano, está presa no sedimento marinho nesta forma.
Existem dois tipos de fontes de gás metano: as naturais e as alternativas. A maior fonte de metano para extração são depósitos geológicos conhecidos como campos de gás natural. No entanto, as fontes de metano relacionadas com os hidratos de gás submarinos e sob as geleiras/glaciares são muito maiores. Na terra, a maior quantidade de metano encontra-se no manto. Ele é associado com outros hidrocarbonetos e algumas vezes acompanhado de hélio e nitrogênio. Em níveis rasos (baixa pressão) é formado decaimento anaeróbico da matéria orgânica e liberado em forma de metano em profundidades abaixo da superfície da Terra. Em geral, sedimentos que produzem gás natural são aqueles situados em camadas mais profundas e com maiores temperaturas do que aqueles sedimentos que são reservatórios de petróleo.
Quanto às fontes alternativas, um método para a obtenção de metano é via biogás, gerado pela fermentação de matéria orgânica, incluindo esterco, esgoto, lixo urbano e outros estoques de material biodegradável, em condições anaeróbicas. Significantes quantidades de metano também são produzidas por gado – não pela flatulência, como é erroneamente dito, mas 50% é produzido no processo de ruminação. A pecuária em geral (principalmente bois, galinhas e porcos) produz 37% de toda a emissão antropogênica de metano. Industrialmente, o metano pode ser produzido e utilizado na indústria, assim como na natureza (vulcões e campos geológicos), em processos químicos, como processo Sabatier,Fischer-Tropsch, e reforma de vapor. Recentemente, experimentos científicos tiveram vastos resultados apontando para o fato de que todas as plantas produzem metano, e que com o clima mais quente elas produzem mais. No caso de serem produzidos 600 milhões de toneladas métricas de metano ao ano, 225 desse total seriam produzidos por plantas
 Um dos maiores desafios é determinar o nível de esforço necessário para deter vazamentos de gás metano na atmosfera. Essa questão pode parecer obscura, mas os vazamentos poderão ter um efeito enorme sobre o clima atual. Nos Estados Unidos, alguns acadêmicos reclamam que o plano do presidente Obama para aumentar o uso de gás natural, cujo principal componente é o metano, prejudicará o país, pois essa suposta solução para a mudança climática será pior que a queima de carvão.
O metano é um gás de efeito estufa bem mais potente que o gás carbônico. Mas, ao contrário deste, o metano se decompõe rapidamente na atmosfera. Toda vez que alguém liga o interruptor de luz, fazendo mais carvão ser queimado e CO2 ser liberado, há uma leve alteração no clima da Terra por milhares de anos. Segundo cientistas, uma baforada de metano terá sua influência climática sentida durante poucas décadas.
.
GÁS CARBÔNICO CO2:
O dióxido de carbono é essencial à vida no planeta. Visto que é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese - processo pelo qual os organismos fotossintetizantes transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez é distribuída para todos os seres vivos por meio da teia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital para a manutenção dos seres vivos.
O carbono é um elemento básico na composição dos organismos, tornando-o indispensável para a vida no planeta. Este elemento é estocado na atmosfera, nos oceanos, solos, rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis. Contudo, o carbono não fica fixo em nenhum desses estoques. Existe uma série de interações por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um estoque para outro. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). Esta absorção se dá através do processo de fotossíntese. Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, libertam dióxido de carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. Existe ainda o intercâmbio de dióxido de carbono entre os oceanos e a atmosfera por meio da difusão.
Atualmente muito se fala do dióxido de carbono, uma vez que esse gás é um dos causadores do efeito estufa, processo que contribui com o aumento da temperatura do planeta (aquecimento global). Isso ocorre porque o dióxido de carbono (entre outros gases) é capaz de absorver parte da radiação infravermelha emitida pela superfície Terra, evitando que elas escapem para o espaço, o que resulta num aumento significativo da temperatura. O dióxido de carbono está em excesso na atmosfera, devido principalmente ao desmatamento e à queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural)
CONCLUSÃO:
Os fatos científicos básicos são bem claros. O principal gás de efeito estufa emitido por humanos na atmosfera é o gás carbônico, que se deve à queima de combustíveis fósseis. Em segundo lugar fica o metano, que provém de diversas fontes. Ele é liberado pela mineração de carvão; escapa quando poços são cavados para obter petróleo ou gás natural; e vaza de gasodutos. Certas práticas agrícolas também liberam quantidades imensas de gás metano...
Mas ainda teremos muitos embates antes da comprovação final!!!
fontes: Wordpress, Wikipédia, Infoescola

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

DIFERENÇA ENTRE ATERRO SANITÁRIO E LIXÃO

ALÔ PESSOAL!!!!
Ontem, dia 3 de agosto de 2014, saiu uma reportagem no "Estado de São Paulo" sobre o aumento na quantidade de lixo.
Transcrevo alguns trechos. A reportagem é de Adriana Ferraz.

"Em vez de reduzir, o brasileiro produziu mais lixo em 2013. O aumento foi de 4,1% em relação ao ano anterior, o que representa quase 3 milhões de toneladas a mais no ano. Tais números situam o Brasil na quinta posição entre os que mais produzem lixo no mundo- atrás dos EUA, China, UE e Japão.
O país está longe de atingir as metas estipuladas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos .
Na média,por habitante também houve alta de 0,39% em média. Já a coleta recuou. Deixou-se de coletar 10% do lixo produzido, ou seja, 20 mil toneladas por dia, que nem sequer forma para o lixão.Acabaram em córregos ou no meio da rua.
Pela lei a redução do lixo é tratada como prioridade assim como a eliminação dos lixões,em seu lugar, a construção de aterros sanitários.
O governo estadual tinha estipulado a data de 2 de agosto como limite para cumprir a meta.
Mas pelo visto, isso só vai ocorrer em 2060!"

Afinal qual a diferença entre o aterro sanitário e o lixão?
Características do lixão:
apenas um lugar para o descarte do lixo, sem proteção ambiental ou à população. O lixo produz o chorume, um líquido tóxico, resultado da decomposição do lixo. No lixão ele penetra no solo e contamina o lençol freático.
O gás metano produzido na decomposição do material orgânico, não tendo para onde ir, cria riscos de explosões e contribui para o efeito estufa.
 O lixo exposto atrai ratos, urubus, baratas que causam doenças
Os catadores trabalham sem proteção, ficando expostos a acidentes e doenças.



 
Características do aterro sanitário:
O local é preparado para receber o descarte. Há regras para acondicionar o lixo, protegendo o solo, o ar e água.
Cada camada de um aterro é coberta com argila e uma manta de plástico. O lixo fica exposto por apenas algumas horas e logo é coberto. Não atrai animais.
O chorume é tratado e a água é usada no aterro para irrigar plantas e lavar equipamentos.
O gás metano produzido é canalizado e queimado podendo gerar energia elétrica.
 

 
 então, você já sabe!

terça-feira, 8 de julho de 2014

NOVAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DA ÁGUA

OLÁ PESSOAL!!!!!
Bom, hoje é dia de jogo, mas vale pensar que os reservatórios estão vazios e haverá sim racionamento de água.
É só a Copa acabar....
Mas, para saber se a água é potável ou não, existem testes que são realizados, mas demorados.
Testes realizados hoje:
Relatório de Análise Bacteriológica da Água
Leia o texto abaixo sobre novas técnicas:
No estuário de Kiel, no norte da Alemanha, Ulrich e Erik recolhem as amostras de água do mar Báltico. Ambos trabalham num projeto europeu de investigação cujo objetivo é desenvolver testes universais para a água doce.
O controle da qualidade da água é uma questão de saúde pública e não apenas para os humanos. É o que explica Ulrich Breitenbach, biólogo marinho: “No verão, sobretudo nos lagos pode verificar-se um aumento da poluição. Surgem, por exemplo, cianobactérias que produzem diferentes toxinas. Por isso, é possível que os animais que vão beber ao lago tenham problemas de saúde.”
Depois de medir parâmetros como o vento, a temperatura e a salinidade, Ulrich regressa ao laboratório com 50 litros de água. Graças a um sistema inovador de filtros, reduz os 50 litros para um litro. As amostras são, depois, enviadas para os diferentes parceiros do projeto para análise.
“O projeto nasceu da necessidade de responder às questões urgentes ligadas à água. Cada ano, há mais de 150 mil mortes derivadas a doenças ligadas, direta ou indiretamente, aos patogéneos ou toxinas que contaminam a água”, descreve Orlando Gualerzi, coordenador do projeto.
A equipa desenvolveu um chip universal de “microarrays” para detetar micróbios que incluem bactérias, vírus e cianobactérias. O chip tem o tamanho de um selo e é feito em Berlim com uma máquina que funciona como uma impressora.
“Uma etapa-chave na preparação dos “microarrays” é imprimi-los. Aqui podemos imprimir centenas de pontos pequenos com menos de um milímetro de diâmetro”, explica o investigador Wilfried Weigel.
Os “microarrays” detetam micro-organismos ao reconhecer as sequências ARN e ADN. Ao usar bioindicadores, o biochip avalia a qualidade da água, muito mais rapidamente do que outros métodos.
“A grande vantagem deste método é conseguir uma resposta imediata. Podemos detetar num dia a presença de perto de 150 espécies diferentes. Em pouco tempo, temos uma resposta”, continua Wilfried Weigel.
Como são detetadas e analisadas as toxinas? Em Lugo, na Espanha, os investigadores elaboraram um método chamado Luminex, baseado em anticorpos para as detetar.
Amparo Alfonso Rancaño, investigador na Universidade de Santiago de Compostela, explica: “Estamos a fazer um mapa de águas provenientes de diversos pontos com o qual estudamos a presença de toxinas em diferentes países da Europa. Isto não significa que a água esteja contaminada para o consumidor. Estamos a falar de lagos, ou seja, água antes de ser processada para o consumo humano.”
Conhecer as toxinas permite saber em que altura do ano se deve ser mais prudente. Mas, de uma forma geral, as águas europeias não são perigosas.
Para conhecer melhor o projeto, consulte www.microaqua.eu.
http://amanatureza.com/projeto/wp-content/uploads/2007/04/natureza_rio.jpg
foto:amantureza.com.br

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