ALÔ PESSOAL!!!
As vezes você acha que somente grandes explosivos fazem grandes explosões!!! Mas o XQUIMICA está aqui para provar que você está ERRADO!!!
Veja os vídeos abaixo e leia as explicações:
1) cloreto de potássio e gelatina na forma de bala de goma- cloreto é oxidante e o açúcar, oxidável!
2) peróxido de hidrogênio e iodeto de sódio + detergente!
3) água e sódio
4) dicromato de amônio
5) refrigerantes e Menthos!
vídeos tirados do Youtube
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
VIAGRA- COMPOSIÇÃO E AÇÃO
OLÁ PESSOAL!!!
Esse comprimido azul tem sido a salvação de muitos homens portadores de doenças específicas.
Mas, e a composição ? Como ele age?
Vamos lá!
CITRATO DE SILDENAFIL:
fórmula química:
MECANISMO DE AÇÃO:
Para saber como o Viagra age, é necessário entender o processo de ereção do pênis.
Parte do processo fisiológico da ereção envolve o sistema nervoso parassimpático causando a liberação de óxido nítrico (NO) no corpo cavernoso do pênis. O NO se liga aos receptores da enzima guanilato ciclase o que resulta em níveis aumentados de guanosina monofosfato cíclico (GMPc), induzindo a musculatura lisa do corpo cavernoso ao relaxamento (causando vasodilatação), resultando num influxo maior de sangue, que é a causa da ereção.
O sildenafila é um potente inibidor seletivo da fosfodiesterase tipo 5 específica do GMPc (PDE5), que é responsável pela degradação do GMPc no corpo cavernoso do pênis. A estrutura molecular do sildenafila é semelhante à do GMPc e atua como um agente competitivo de ligação da PDE5 no corpo cavernoso, resultando em mais GMPc disponível e, graças à vasodilatação que o GMPc disponível gera, ereções melhores. Sem o estímulo sexual, e conseqüentemente deficiência da ativação do sistema NO/GMPc, o sildenafila não causa ereção. Outros medicamentos que funcionam através deste mesmo mecanismo incluem a tadalafila (Cialis®) e a vardenafila (Levitra®).
O sildenafila é metabolizada pelas enzimas hepáticas (do fígado) e excretada pelo fígado e rins. Se administrada em conjunto com uma refeição de alta taxa de gordura, pode haver um atraso na absorção do sildenafila e o efeito máximo pode ser ligeiramente reduzido, já que a concentração do plasma sanguíneo será diminuída.
EFEITOS ADVERSOS:
Uma análise sobre o número total de efeitos adversos em indivíduos tratados com as doses recomendadas (25 a 100 mg) mostra uma elevada incidência de efeitos secundários. Os efeitos laterais mais frequentemente detectados são dor de cabeça, rubor, dispepsia, congestão nasal e alterações da visão. A incidência de efeitos adversos aumenta com o aumento da dose e diminuiu à medida que aumentou a duração do tratamento. Com os dados disponíveis, o perfil de segurança do sildenafila é considerado aceitável. A taxa relativa ao risco/benefício do uso de sildenafila no tratamento da disfunção eréctil é favorável. A eficácia clínica do sildenafila foi bem estabelecida por provocar e manter uma ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório em indivíduos do sexo masculino de várias etiologias.
CUIDADOS:
A popularidade do Viagra entre os adultos jovens aumentou nos últimos anos. Às vezes ele é usado recreacionalmente. Alguns usuários misturam o Viagra com metilenodioximetanfetamina (MDMA, mais conhecido como ecstasy) numa tentativa de compensar os efeitos colaterais comuns de muitas anfetaminas de disfunção erétil, uma combinação conhecida como "sextasy". ( fonte: Wikipédia)
OUTROS COMPONENTES:
celulose microcristalina: utilizada para formulação de capsulas e comprimidos via oral porque aumenta a compactabilidade da formulação.
fosfato de cálcio hidrogenado: para compressão direta do comprimido
croscamelose sódica: acelera o processo de desintegração do comprimido pela rápida penetração da água.
lactose:usada como diluente.
estereato de magnésio: melhora as propriedades do fluxo da mistura do pó.
hipromelose: usada no revestimento
dióxido de titânio: dá opacidade ao comprimido
triacetina: plastificante, usada no revestimento do comprimido
índigo carmim alumínio laca E132 - usado como revestimento e corante.
Esse comprimido azul tem sido a salvação de muitos homens portadores de doenças específicas.
Mas, e a composição ? Como ele age?
Vamos lá!
| imagem: http://www.melancia.com.br
|
Cada
comprimido revestido de Viagra* contém citrato de
sildenafil como composto ativo.Celulose
micro cristalina, fosfato de cálcio hidrogenado (anidro), croscarmelose sódica,
estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, lactose1, triacetina, índigo carmim alumínio
laca (E132).
CITRATO DE SILDENAFIL:
fórmula química:
MECANISMO DE AÇÃO:
Para saber como o Viagra age, é necessário entender o processo de ereção do pênis.
Parte do processo fisiológico da ereção envolve o sistema nervoso parassimpático causando a liberação de óxido nítrico (NO) no corpo cavernoso do pênis. O NO se liga aos receptores da enzima guanilato ciclase o que resulta em níveis aumentados de guanosina monofosfato cíclico (GMPc), induzindo a musculatura lisa do corpo cavernoso ao relaxamento (causando vasodilatação), resultando num influxo maior de sangue, que é a causa da ereção.
O sildenafila é um potente inibidor seletivo da fosfodiesterase tipo 5 específica do GMPc (PDE5), que é responsável pela degradação do GMPc no corpo cavernoso do pênis. A estrutura molecular do sildenafila é semelhante à do GMPc e atua como um agente competitivo de ligação da PDE5 no corpo cavernoso, resultando em mais GMPc disponível e, graças à vasodilatação que o GMPc disponível gera, ereções melhores. Sem o estímulo sexual, e conseqüentemente deficiência da ativação do sistema NO/GMPc, o sildenafila não causa ereção. Outros medicamentos que funcionam através deste mesmo mecanismo incluem a tadalafila (Cialis®) e a vardenafila (Levitra®).
O sildenafila é metabolizada pelas enzimas hepáticas (do fígado) e excretada pelo fígado e rins. Se administrada em conjunto com uma refeição de alta taxa de gordura, pode haver um atraso na absorção do sildenafila e o efeito máximo pode ser ligeiramente reduzido, já que a concentração do plasma sanguíneo será diminuída.
EFEITOS ADVERSOS:
Uma análise sobre o número total de efeitos adversos em indivíduos tratados com as doses recomendadas (25 a 100 mg) mostra uma elevada incidência de efeitos secundários. Os efeitos laterais mais frequentemente detectados são dor de cabeça, rubor, dispepsia, congestão nasal e alterações da visão. A incidência de efeitos adversos aumenta com o aumento da dose e diminuiu à medida que aumentou a duração do tratamento. Com os dados disponíveis, o perfil de segurança do sildenafila é considerado aceitável. A taxa relativa ao risco/benefício do uso de sildenafila no tratamento da disfunção eréctil é favorável. A eficácia clínica do sildenafila foi bem estabelecida por provocar e manter uma ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório em indivíduos do sexo masculino de várias etiologias.
CUIDADOS:
A popularidade do Viagra entre os adultos jovens aumentou nos últimos anos. Às vezes ele é usado recreacionalmente. Alguns usuários misturam o Viagra com metilenodioximetanfetamina (MDMA, mais conhecido como ecstasy) numa tentativa de compensar os efeitos colaterais comuns de muitas anfetaminas de disfunção erétil, uma combinação conhecida como "sextasy". ( fonte: Wikipédia)
OUTROS COMPONENTES:
celulose microcristalina: utilizada para formulação de capsulas e comprimidos via oral porque aumenta a compactabilidade da formulação.
fosfato de cálcio hidrogenado: para compressão direta do comprimido
croscamelose sódica: acelera o processo de desintegração do comprimido pela rápida penetração da água.
lactose:usada como diluente.
estereato de magnésio: melhora as propriedades do fluxo da mistura do pó.
hipromelose: usada no revestimento
dióxido de titânio: dá opacidade ao comprimido
triacetina: plastificante, usada no revestimento do comprimido
índigo carmim alumínio laca E132 - usado como revestimento e corante.
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
A QUÍMICA DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
ALÔ PESSOAL!!!
Nesses tempos de "Breaking Bad" onde a produção de substancias ilícitas é explicada e totalmente analisada, vamos à química da investigação criminal.
Como????

Para os apaixonados das séries policiais na TV, a importância da química na investigação criminal não é uma surpresa. Mas hoje vamos falar da ciência por detrás da ficção!
A verdade é que um cientista forense é frequentemente um químico! E isto porque a análise dos resíduos de pólvora, fios de cabelo ou vestígios de sangue podem ligar um suspeito ao local do crime. É acima de tudo um processo que utiliza as técnicas da química, os instrumentos desenvolvidos para a química e os métodos de resolução de problemas dos químicos!
De fato, a moderna investigação criminal põe à prova os limites e as capacidades da chamada Química Analítica: um ramo da química que se dedica a identificar as quantidades de substâncias presentes numa amostra.
Damos um exemplo: se você já leu o rótulo de uma garrafa de água para saber quantos miligramas de cálcio, sódio ou potássio essa água contem, então já usufruiu dos resultados da química analítica.
E as análises ao sangue?
Química analítica!
Os desenvolvimentos da química analítica permitem detectar a presença de substâncias em quantidades ínfimas através de uma série de técnicas capazes de reconhecer as características específicas de cada substância.
Por exemplo, com a cromatografia (uma técnica que permite separar os diversos componentes de uma amostra) é possível detectar quantidades de amostra muito pequenas, da ordem dos nanogramas por mililitro!
E quanto é isso? Menos do que um pacote de açúcar dissolvido numa piscina olímpica!
No caso dos metais, podemos ir 10 vezes mais longe. Utilizando uma técnica de vaporização da amostra a 10 mil graus Celsius, é possível, por exemplo, detectar a presença de um metal tóxico num fio de cabelo numa proporção equivalente a apenas um grama do metal em 4 piscinas olímpicas.
Mas o grande desafio da química analítica aplicada à investigação criminal vai para além da identificação da presença de drogas, explosivos ou venenos.
Trata-se de caracterizar os materiais encontrados no local do crime e identificar a sua origem.
De fato, a composição de materiais como fragmentos de vidro, vestígios de tinta, fibras têxteis, papel ou a própria tinta usada para escrever uma carta pode fornecer pistas muito relevantes na investigação de um crime.
A utilização de técnicas analíticas combinadas permite, inclusive, identificar a origem geográfica ou a data de fabrico de muitos materiais!
E embora as populares séries de televisão exagerem às vezes as capacidades das técnicas ao alcance dos investigadores, a verdade é que o contínuo desenvolvimento da química analítica está, cada vez mais, próxima da realidade.
fonte:http://www.aquimicadascoisas.org
Nesses tempos de "Breaking Bad" onde a produção de substancias ilícitas é explicada e totalmente analisada, vamos à química da investigação criminal.
Como????
Para os apaixonados das séries policiais na TV, a importância da química na investigação criminal não é uma surpresa. Mas hoje vamos falar da ciência por detrás da ficção!
A verdade é que um cientista forense é frequentemente um químico! E isto porque a análise dos resíduos de pólvora, fios de cabelo ou vestígios de sangue podem ligar um suspeito ao local do crime. É acima de tudo um processo que utiliza as técnicas da química, os instrumentos desenvolvidos para a química e os métodos de resolução de problemas dos químicos!
De fato, a moderna investigação criminal põe à prova os limites e as capacidades da chamada Química Analítica: um ramo da química que se dedica a identificar as quantidades de substâncias presentes numa amostra.
Damos um exemplo: se você já leu o rótulo de uma garrafa de água para saber quantos miligramas de cálcio, sódio ou potássio essa água contem, então já usufruiu dos resultados da química analítica.
E as análises ao sangue?
Química analítica!
Os desenvolvimentos da química analítica permitem detectar a presença de substâncias em quantidades ínfimas através de uma série de técnicas capazes de reconhecer as características específicas de cada substância.
Por exemplo, com a cromatografia (uma técnica que permite separar os diversos componentes de uma amostra) é possível detectar quantidades de amostra muito pequenas, da ordem dos nanogramas por mililitro!
E quanto é isso? Menos do que um pacote de açúcar dissolvido numa piscina olímpica!
No caso dos metais, podemos ir 10 vezes mais longe. Utilizando uma técnica de vaporização da amostra a 10 mil graus Celsius, é possível, por exemplo, detectar a presença de um metal tóxico num fio de cabelo numa proporção equivalente a apenas um grama do metal em 4 piscinas olímpicas.
Mas o grande desafio da química analítica aplicada à investigação criminal vai para além da identificação da presença de drogas, explosivos ou venenos.
Trata-se de caracterizar os materiais encontrados no local do crime e identificar a sua origem.
De fato, a composição de materiais como fragmentos de vidro, vestígios de tinta, fibras têxteis, papel ou a própria tinta usada para escrever uma carta pode fornecer pistas muito relevantes na investigação de um crime.
A utilização de técnicas analíticas combinadas permite, inclusive, identificar a origem geográfica ou a data de fabrico de muitos materiais!
E embora as populares séries de televisão exagerem às vezes as capacidades das técnicas ao alcance dos investigadores, a verdade é que o contínuo desenvolvimento da química analítica está, cada vez mais, próxima da realidade.
fonte:http://www.aquimicadascoisas.org
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
QUÍMICA ANALÍTICA E SEUS ERROS
ALÔ PESSOAL!
Recebi uma pergunta, via email, sobre erros na análise quantitativa.Essa é uma área da química estudada em cursos superiores, visando experimentos e seu desenvolvimento.
Encontrei um texto, que achei muito apropriado para quem quer saber algo sobre o assunto:
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
DISC.: Química Analítica Quantitativa
Profª: Márcia Izabel Cirne França
Todas as medidas físicas possuem um certo grau de incerteza. Quando se faz uma medida procura-se manter essa incerteza em níveis baixos e toleráveis de modo que o resultado possua confiabilidade aceitável, sem a qual a informação obtida não terá valor.
A medida de uma quantidade física envolve três elementos:
• O sistema material em estudo
• O instrumental para realização da medida
• O observador
Os resultados podem ser apreciados sob dois diferentes prismas: a exatidão e a precisão.
A exatidão ou fidelidade indica o grau de concordância do valor achado experimentalmente com o valor verdadeiro, relaciona-se com o erro absoluto da medida.
Já o termo precisão, também chamado reprodutibilidade, indica o grau de concordância dos resultados individuais dentro de uma série de medidas, quanto maior a grandeza dos desvios, menor a precisão.
Precisão não implica obrigatoriamente em exatidão. A exatidão e a precisão em uma série de medidas podem ser definidas quantitativamente.
1. Média de uma série de medidas:
2 Pegar as medidas, somá-las e dividir pelo número de procedimentos
E = x - xv xv – valor verdadeiro, x – valor de uma medida
3. Erro relativo: E/xv (normalmente expresso em percentagem)
4. Desvio: d = x – m
Os erros são classificados em determinados e indeterminados.
Os determinados são um tipo de erro que possui um valor definido, em princípio capaz de ser avaliado e, portanto corrigido ou computado no resultado final. Os erros indeterminados são aqueles que apresentam valores indefinidos, não são mensuráveis e flutuam ao acaso na repetição das medidas.
São erros devido a causas definidas, que se repetem sistematicamente e ocasionam resultados persistentemente mais altos ou mais baixos do que o valor verdadeiro. São classificados em quatro tipos:
1. Erros de método:
Erros inerentes ao método aplicado, ou seja, ao processo analítico usado.Tem suas origens nas propriedades físicas e químicas do sistema material envolvido. Ex: uma análise volumétrica usando um indicador inadequado; aplicação dos métodos volumétricos a concentrações inadequadas, ocorrência de reações incompletas ou em paralelo; em gravimetria podem ser causas de erros de método a solubilidade dos precipitados, a decomposição ou higroscopicidade da forma de pesagem, etc.
2. Erros operacionais:
destampado,usar vidrarias sujas, etc
Erros relacionados às manipulações feitas durante a realização das análises, dependem da capacidade técnica do analista. Ocorrem sempre que a técnica correta não é obedecida. Exs: amostras não representativas, perda mecânica de material no decorrer da análise, lavagem incompleta ou excessiva de precipitados.
Decorrem da inaptidão de algumas pessoas em fazerem corretamente certas observações. Ex: alguns não conseguem visualizar corretamente a mudança de cor de um indicador, ultrapassando o ponto final.
Erros relacionados com as imperfeições dos instrumentos, aparelhos volumétricos e reagentes. Exs: vidrarias mal calibradas, reagentes com impurezas, balança descalibrada, etc.
• Erros indeterminados
Qualquer medida de uma quantidade física pode ser afetada por fatores variáveis fora de controle, como por exemplo: ruídos, vibrações causadas por tráfego urbano, variações de temperatura e umidade, etc. Esses erros são conhecidos como indeterminados, acidentais ou estatísticos, não podendo ser localizados nem corrigidos. Porém, podem ser submetidos a um tratamento estatístico que permite saber qual o valor mais provável e também a precisão de uma série de medidas. Admite-se que os erros indeterminados seguem a lei de distribuição normal (distribuição de Gauss).
Os meios para checar a exatidão dos processos analíticos compreendem:
• Uso de amostras padrões
A exatidão de um método pode ser verificada com o auxílio de amostras padrões que possuam composição global conhecida e muito próxima à do material a ser analisado pelo método em questão.
• Comparação com método independente
A exatidão de um método pode ser verificada pela análise da mesma amostra com outro método, independente, reconhecidamente válido. Esta técnica é particularmente útil naqueles casos para os quais não se dispõe de amostras padrões.
Os resultados analíticos obtidos em determinações paralelas, para serem dignos de confiança, não podem deixar de apresentar um grau de concordância satisfatório, de conformidade com a precisão do método.
• Balanço material
Quando se realiza uma determinação completa, as percentagens de todos os constituintes, em princípio, devem somar 100%. O balanço material é pouco usado, já que raramente são realizadas análises completas.
As soluções de eletrólitos contem cátions e ânions presentes em quantidades equivalentes, conforme exige a eletroneutralidade do sistema. O balanço iônico consiste em comparar a soma dos equivalentes dos constituintes catiônicos e a soma dos constituintes aniônicos.
1. Média como valor mais provável: O tratamento estatístico dos erros indeterminados mostra que a média é o valor mais provável de uma série de medidas repetidas. Quanto maior o número de medidas, menor é o desvio da média com relação ao valor verdadeiro. O número de determinações em paralelo depende da finalidade do trabalho, nas análises ordinárias, a realização de duplicatas é sempre recomendada.
2. Aplicação de correções: Muitas vezes, a exatidão de um resultado analítico pode ser notavelmente melhorada mediante aplicação de correções baseadas na determinação experimental da magnitude do erro determinado. As correções envolvem as provas em branco, provas de controle e provas especiais.
3. Modificações nas condições do processo analítico: Freqüentemente, um método é grandemente melhorado mediante modificações introduzidas no processo de análise. O aperfeiçoamento de um método analítico requer uma clara compreensão do efeito das variáveis do sistema.
A medida experimental de uma quantidade física está sempre sujeita a alguma incerteza. Geralmente considera-se na expressão numérica de uma medida que o último algarismo apresenta uma incerteza de ±1.
XQUIMICA ESPERA TER AJUDADO!
Recebi uma pergunta, via email, sobre erros na análise quantitativa.Essa é uma área da química estudada em cursos superiores, visando experimentos e seu desenvolvimento.
Encontrei um texto, que achei muito apropriado para quem quer saber algo sobre o assunto:
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
DISC.: Química Analítica Quantitativa
Profª: Márcia Izabel Cirne França
Todas as medidas físicas possuem um certo grau de incerteza. Quando se faz uma medida procura-se manter essa incerteza em níveis baixos e toleráveis de modo que o resultado possua confiabilidade aceitável, sem a qual a informação obtida não terá valor.
A medida de uma quantidade física envolve três elementos:
• O sistema material em estudo
• O instrumental para realização da medida
• O observador
Os resultados podem ser apreciados sob dois diferentes prismas: a exatidão e a precisão.
A exatidão ou fidelidade indica o grau de concordância do valor achado experimentalmente com o valor verdadeiro, relaciona-se com o erro absoluto da medida.
Já o termo precisão, também chamado reprodutibilidade, indica o grau de concordância dos resultados individuais dentro de uma série de medidas, quanto maior a grandeza dos desvios, menor a precisão.
Precisão não implica obrigatoriamente em exatidão. A exatidão e a precisão em uma série de medidas podem ser definidas quantitativamente.
1. Média de uma série de medidas:
2 Pegar as medidas, somá-las e dividir pelo número de procedimentos
E = x - xv xv – valor verdadeiro, x – valor de uma medida
3. Erro relativo: E/xv (normalmente expresso em percentagem)
4. Desvio: d = x – m
Os erros são classificados em determinados e indeterminados.
Os determinados são um tipo de erro que possui um valor definido, em princípio capaz de ser avaliado e, portanto corrigido ou computado no resultado final. Os erros indeterminados são aqueles que apresentam valores indefinidos, não são mensuráveis e flutuam ao acaso na repetição das medidas.
São erros devido a causas definidas, que se repetem sistematicamente e ocasionam resultados persistentemente mais altos ou mais baixos do que o valor verdadeiro. São classificados em quatro tipos:
1. Erros de método:
Erros inerentes ao método aplicado, ou seja, ao processo analítico usado.Tem suas origens nas propriedades físicas e químicas do sistema material envolvido. Ex: uma análise volumétrica usando um indicador inadequado; aplicação dos métodos volumétricos a concentrações inadequadas, ocorrência de reações incompletas ou em paralelo; em gravimetria podem ser causas de erros de método a solubilidade dos precipitados, a decomposição ou higroscopicidade da forma de pesagem, etc.
2. Erros operacionais:
destampado,usar vidrarias sujas, etc
Erros relacionados às manipulações feitas durante a realização das análises, dependem da capacidade técnica do analista. Ocorrem sempre que a técnica correta não é obedecida. Exs: amostras não representativas, perda mecânica de material no decorrer da análise, lavagem incompleta ou excessiva de precipitados.
Decorrem da inaptidão de algumas pessoas em fazerem corretamente certas observações. Ex: alguns não conseguem visualizar corretamente a mudança de cor de um indicador, ultrapassando o ponto final.
Erros relacionados com as imperfeições dos instrumentos, aparelhos volumétricos e reagentes. Exs: vidrarias mal calibradas, reagentes com impurezas, balança descalibrada, etc.
• Erros indeterminados
Qualquer medida de uma quantidade física pode ser afetada por fatores variáveis fora de controle, como por exemplo: ruídos, vibrações causadas por tráfego urbano, variações de temperatura e umidade, etc. Esses erros são conhecidos como indeterminados, acidentais ou estatísticos, não podendo ser localizados nem corrigidos. Porém, podem ser submetidos a um tratamento estatístico que permite saber qual o valor mais provável e também a precisão de uma série de medidas. Admite-se que os erros indeterminados seguem a lei de distribuição normal (distribuição de Gauss).
Os meios para checar a exatidão dos processos analíticos compreendem:
• Uso de amostras padrões
A exatidão de um método pode ser verificada com o auxílio de amostras padrões que possuam composição global conhecida e muito próxima à do material a ser analisado pelo método em questão.
• Comparação com método independente
A exatidão de um método pode ser verificada pela análise da mesma amostra com outro método, independente, reconhecidamente válido. Esta técnica é particularmente útil naqueles casos para os quais não se dispõe de amostras padrões.
Os resultados analíticos obtidos em determinações paralelas, para serem dignos de confiança, não podem deixar de apresentar um grau de concordância satisfatório, de conformidade com a precisão do método.
• Balanço material
Quando se realiza uma determinação completa, as percentagens de todos os constituintes, em princípio, devem somar 100%. O balanço material é pouco usado, já que raramente são realizadas análises completas.
As soluções de eletrólitos contem cátions e ânions presentes em quantidades equivalentes, conforme exige a eletroneutralidade do sistema. O balanço iônico consiste em comparar a soma dos equivalentes dos constituintes catiônicos e a soma dos constituintes aniônicos.
1. Média como valor mais provável: O tratamento estatístico dos erros indeterminados mostra que a média é o valor mais provável de uma série de medidas repetidas. Quanto maior o número de medidas, menor é o desvio da média com relação ao valor verdadeiro. O número de determinações em paralelo depende da finalidade do trabalho, nas análises ordinárias, a realização de duplicatas é sempre recomendada.
2. Aplicação de correções: Muitas vezes, a exatidão de um resultado analítico pode ser notavelmente melhorada mediante aplicação de correções baseadas na determinação experimental da magnitude do erro determinado. As correções envolvem as provas em branco, provas de controle e provas especiais.
3. Modificações nas condições do processo analítico: Freqüentemente, um método é grandemente melhorado mediante modificações introduzidas no processo de análise. O aperfeiçoamento de um método analítico requer uma clara compreensão do efeito das variáveis do sistema.
A medida experimental de uma quantidade física está sempre sujeita a alguma incerteza. Geralmente considera-se na expressão numérica de uma medida que o último algarismo apresenta uma incerteza de ±1.
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