O desenvolvimento e o uso de armas químicas recentes estão sob monitoramento severo da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW). Uma vez que a produção de novas substâncias letais em larga escala é proibida pelo tratado internacional de 1997, a comunidade de inteligência foca o termo “recentes” em duas frentes: agentes nervosos de quarta geração e o uso adaptado de compostos industriais ou de controle de distúrbios em conflitos geopolíticos.
- O que são: São compostos organofosforados projetados para burlar os tratados internacionais da época e os equipamentos de detecção padrão da OTAN. Eles agem bloqueando a enzima acetilcolinesterase, paralisando o sistema nervoso rapidamente.
- Novas variantes (Guanidina): Em 2018, o agente foi usado no Reino Unido contra o ex-espião Sergei Skripal, o que levou a OPCW a incluir formalmente compostos Novichok (como o A-230 e o A-234) na sua “Lista 1” de substâncias proibidas. No entanto, em 2020, o opositor russo Alexey Navalny foi envenenado com uma variante ainda mais recente baseada em ramificações de guanidina (como o provável A-262), expondo uma evolução contínua na engenharia dessas moléculas para evitar a fiscalização.
molécula de guanidina – Wikipedia

- Uso Recente: Relatórios de agências de inteligência da Alemanha (BND) e dos Países Baixos (MIVD), emitidos entre 2025 e 2026, apontam o uso sistemático e intensificado de cloropicrina pelas forças russas na guerra contra a Ucrânia.
- Método de dispersão: O composto tem sido adaptado em munições improvisadas — como lâmpadas ou garrafas acopladas a drones — para ser lançado diretamente dentro de trincheiras e abrigos fortificados. O gás causa forte irritação cutânea, nos olhos e nas vias respiratórias, forçando os soldados a saírem de suas posições defensivas.
- Forças militares têm modificado e convertido granadas convencionais (como as granadas K-51 e RG-VO) para dispersar esses agentes irritantes de forma aérea por meio de drones. O objetivo militar recente não é necessariamente a letalidade em massa instantânea (como o gás Sarin), mas sim a incapacitação tática de tropas em ambientes fechados.








