terça-feira, 2 de junho de 2026

PMMA- USOS : PERMITIDOS E PROIBIDOS

 

PMMA – VOCÊ OUVIU ESSA PALAVRA VÁRIAS VEZES ESSA SEMANA.

MAS SABE O QUE, RELMENTE É?

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um polímero sintético (um tipo de plástico rígido e transparente) conhecido comercialmente como acrílico. Na medicina estética, ele é processado na forma de microesferas microscópicas e suspenso em um gel carreador para ser injetado como um preenchedor definitivo.

O uso do PMMA para fins estéticos e reparadores por médicos está proibido no Brasil por meio da Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM)

🧪 Fórmula Química e Características Principais
  • Fórmula Química: Sua fórmula molecular empírica é (C5O2H8)n), sendo gerado a partir da polimerização do monômero metacrilato de metila (MMA).
síntese do metacrilato de metila- um éster- em polimetacrilato de metila ( PMMA)- imagem: Wikipédia
  • Permanência: É um material totalmente inabsorvível; o corpo humano não consegue decompô-lo ou eliminá-lo.
  • Rígido e Transparente: Em seu estado puro, possui altíssima transparência, resistência a impactos, luz UV e intempéries.
aspecto físico do PMMA- imagem: Research Gate
  • Bifásico na Estética: Quando injetado, o gel carreador (como colágeno ou carboximetilcelulose) é absorvido pelo corpo em poucas semanas, enquanto as microesferas plásticas permanecem integradas permanentemente aos tecidos corporais. 
forma como ele é apresentado, depois de dissolvido em colágeno. Com o tempo o colágeno é absorvido e os cristais acima ficam nos tecidos.

 


🏥 Onde é Utilizado e Quando Começou no Corpo Humano 
  • Início na medicina (1960): O PMMA começou a ser utilizado internamente no corpo humano em 1960, quando o cirurgião britânico Sir John Charnley o aplicou como cimento ortopédico para fixação de próteses de quadril. 
  • Aplicações Médicas Seguras: É amplamente empregado na confecção de lentes de contato, próteses dentárias, implantes cranianos, de esôfago e cimento ósseo. Nestes casos, ele entra como uma peça sólida e delimitada, e não injetada de forma fluida. 
  • A Única Exceção Estética/Reparadora: No Brasil, a única indicação médica permitida para a forma injetável é o tratamento de lipodistrofia facial e corporal em pacientes com HIV/Aids (perda de gordura severa causada pelo uso de medicamentos antirretrovirais), operado exclusivamente pelo SUS em centros de alta complexidade. 

lipodistrofia- A lipodistrofia é uma alteração na distribuição da gordura corporal, caracterizada pela perda (lipoatrofia) ou acúmulo anormal (lipohipertrofia) de tecido adiposo. Pode ser facial e corporal, e suas causas envolvem desde genética e envelhecimento até efeitos colaterais de medicamentos e doenças metabólicas. Preenchimento feito com PMMA. imagem; Vida e Ação.

mais em:
 https://x-xquimica.com.br/pmma-usos-permitidos-e-proibidos/

terça-feira, 26 de maio de 2026

ÁCIDO HIALURÔNICO- MITOS E VERDADES


  Ácido hialurônico : todos são iguais?  

 Não.
Veja abaixo quais as diferenças e aqueles que fazem a “diferença” nas várias utilizações.
O ácido hialurônico (AH) é um biopolímero linear essencial da matriz extracelular dos tecidos conjuntivos, famoso por sua capacidade massiva de reter água. 
1. Fórmula Química
O ácido hialurônico é uma glicosaminoglicana não sulfatada composta por unidades repetidas de dissacarídeos. Cada monômero dissacarídeo é formado pela união do ácido D-glucurônico e da N-acetil-D-glicosamina através de ligações glicosídicas .
  • Fórmula empírica (do monômero repetitivo): (C14H21NO11)n

  • Estrutura química: Trata-se de uma cadeia polimérica linear, longa e sem ramificações.

2. Tamanho da Molécula (Peso Molecular) 
O tamanho do ácido hialurônico varia drasticamente dependendo da sua origem e forma de processamento, o que dita diretamente a sua função biológica e capacidade de penetração tecidual.

Mais informações:
https://x-xquimica.com.br/acido-hialuronico-mitos-e-verdades/

terça-feira, 19 de maio de 2026

OS ADITIVOS E O CASO DA “LINGUIÇA TIPO CALABRESA”

ADITIVOS QUÍMICOS – ÚLTIMOS ESTUDOS E CONCLUSÕES POR FAIXA ETÁRIA

Estudos científicos recentes associam o consumo de aditivos químicos (conservantes e corantes sintéticos) e alimentos ultraprocessados a prejuízos no desenvolvimento cognitivo, atenção e comportamento de crianças e adolescentes. A principal evidência aponta para o aumento de sintomas de hiperatividade, desatenção e piora no funcionamento executivo, uma vez que o cérebro em desenvolvimento é altamente vulnerável a essas substâncias.

Impacto Cognitivo por Faixa Etária (Até 18 anos)
  • 0 a 3 anos (Primeira Infância): Período de formação estrutural acelerada do cérebro. Estudos longitudinais indicam que a exposição precoce a aditivos e alimentos ultraprocessados causa efeitos adversos imediatos no comportamento. Os sintomas incluem irritabilidade extrema, crises de choro e resistência a estímulos de foco. A longo prazo, há prejuízos na aquisição da linguagem e no desenvolvimento motor.
  • 4 a 11 anos (Idade Escolar): É a fase com os resultados mais consolidados em pesquisas comportamentais (como os clássicos ensaios clínicos revisados). O consumo de conservantes associados a corantes gera perda de concentração, agitação, incapacidade de terminar tarefas e declínio no rendimento escolar. Alimentos com esses aditivos costumam ter excesso de açúcar, agravando o quadro neurocomportamental.
  • 12 a 18 anos (Adolescência): Fase de maturação do córtex pré-frontal (área responsável pelo controle de impulsos e tomadas de decisão). Revisões sistemáticas e meta-análises de 2025 indicam que dietas ricas em ultraprocessados reduzem a inteligência fluida, a atenção e as funções executivas nos jovens. A exposição crônica também está ligada ao aumento de sintomas de ansiedade e alterações de humor.
mais em: https://x-xquimica.com.br/os-aditivos-e-o-caso-da-linguica-tipo-calabresa/
os aditivos químicos 


linguiça tipo calabresa- imagem: Instagram 

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

DETERGENTE VERSUS BACTÉRIA


ENTENDENDO ESSA  SITUAÇÃO ALÉM DO COLOCADO NA MÍDIA

Notícia:

Parece contraditório, mas um produto feito para limpar pode, sim, abrigar vida bacteriana. No caso recente da marca Ypê, a Anvisa determinou o recolhimento de lotes com final 1 (fabricados em Amparo-SP) devido ao risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. ( imagem acima)

EXPLICAÇÕES VEICULADAS:

Aqui está a explicação detalhada de como isso acontece:
1. Detergente não é esterilizante .
A função primária do detergente é a limpeza (remoção de gordura e sujeira) e não a esterilização total. Embora muitos produtos tenham ação antibacteriana, eles não eliminam 100% dos micro-organismos em todas as condições. Se o sistema de conservantes do produto falhar ou for insuficiente, a biologia da bactéria pode vencer a química do produto. 
2. A “Superbactéria” Pseudomonas aeruginosa ( imagem acima) 
A bactéria identificada é particularmente resiliente por três motivos principais:
  • Biofilmes: Ela cria uma camada protetora viscosa (biofilme) que funciona como uma “armadura”, impedindo que os agentes químicos do detergente penetrem em sua estrutura.
  • Metabolismo Adaptativo: Algumas cepas conseguem “comer” os componentes do sabão, usando as moléculas de detergente como fonte de energia para se multiplicarem.
  • Resistência Natural: Ela vive bem na água e no solo, sendo naturalmente resistente a diversos antibióticos e produtos químicos comuns.
3. Falhas no Processo de Fabricação
A contaminação geralmente ocorre antes do produto chegar ao frasco. Segundo inspeções da Anvisa e reportagens recentes (como a do Fantástico), foram identificadas falhas graves nas
Boas Práticas de Fabricação (BPF): 
  • Equipamentos: Sinais de corrosão em máquinas podem criar nichos onde as bactérias se escondem e se proliferam.
  • Reuso de Produto: Restos de produtos devolvidos às linhas de envase sem o devido controle microbiológico podem reintroduzir bactérias no sistema.
  • Água e Insumos: Como a bactéria vive na água, qualquer falha no sistema de filtragem ou tratamento da água usada na fábrica pode contaminar todo um lote. 
Riscos e Recomendações
Para pessoas saudáveis, o risco costuma ser baixo (irritações na pele), mas para imunossuprimidos (pacientes em tratamento de câncer, bebês ou idosos), a contaminação pode causar infecções graves, como pneumonia ou infecção urinária.
O que fazer:
  • Confira se o lote do seu produto termina com o número 1.
  • Suspenda o uso imediatamente, inclusive para lavar o chão.
  • Não descarte no ralo para não contaminar o meio ambiente; entre em contato com o SAC da Ypê (0800 1300 544) para orientações de troca ou reembolso.

  • PARA SABER MAIS:
  •  https://x-xquimica.com.br/detergente-versus-bacteria/


terça-feira, 5 de maio de 2026

AS TRÊS GRANDES TENDÊNCIAS DA QUÍMICA INORGÂNICA

 NOVAS TENDÊNCIAS E UTILIZAÇÕES DA QUÍMICA INORGÂNICA:

Não só de água oxigenada e sal de cozinha vive a química inorgânica. Aqui estão três exemplos de como os elementos inorgânicos tem encontrados utilizações que os colocam na ponta de muitas tecnologias utilizadas hoje.

A química inorgânica moderna deixou de ser apenas sobre minerais e ácidos básicos para se tornar a espinha dorsal de tecnologias de ponta. Aqui estão três inovações que estão mudando o jogo:

1. Eletrocatalisadores de Metais Não Nobres (NHEs)
Um novo eletrocatalisador feito de níquel (Ni), ferro (Fe) e silício (Si) que diminui a quantidade de energia necessária para sintetizar H 2 a partir da água foi fabricado de forma simples e econômica, aumentando a praticidade do H 2 como uma energia limpa e renovável do futuro.
Argila natural magadiita contendo silício (Si) foi aquecida em um recipiente selado em uma solução à base de água contendo cloreto de ferro (FeCl 3 ) e cloreto de níquel (NiCl 2 ) para criar um silicato metálico composto de níquel (Ni), ferro (Fe ) e Si. O silicato metálico foi então reduzido pela adição de elétrons aos átomos de silicato metálico com magnésio, sal e calor para criar a estrutura de siliceto intermetálico (silieto férrico-níquel) mais organizada. O gráfico ilustra a tensão mais baixa necessária para o eletrocatalisador de liga de siliceto férrico-níquel (FeNiSi) produzir gás hidrogênio e oxigênio em comparação com ligas NiSi e FeSi. Crédito: Nano Research Energy, Tsinghua University Press
  • Formulação: Compostos baseados em sulfetos, fosfetos ou nitretos de metais de transição (como Níquel, Cobalto e Ferro) em escala nanométrica.
  • Aplicabilidade: Quebra da molécula de água para produção de Hidrogênio Verde.
  • Onde são encontradas: Em eletrolisadores industriais de nova geração.
  • Exemplo prático: Estações de abastecimento de caminhões que geram o próprio combustível usando apenas água e energia solar/eólica.
  • Impacto na Sustentabilidade: Permite substituir catalisadores caros e raros (como Platina e Irídio), tornando a produção de combustível limpo economicamente viável para descarbonizar o transporte pesado.

 


2. Perovskitas Inorgânicas (Células Solares)

fonte:© chemicalstructure.net As células solares de perovskita de haleto orgânico-inorgânico (PSCs) têm atraído enorme atenção da pesquisa devido ao aumento de sua eficiência de conversão de energia (PCE).

  • Formulação: Estrutura cristalina – (Triiodeto de Chumbo e Césio).

  • (a) Estrutura cristalina do δ-CsPbI3 vista ao longo do eixo b. (b) Cadeia dupla infinita unidimensional [PbI3] formada por octaedros PbI6 ligados pelas arestas. Observe que existem três tipos de coordenação do iodo: terminal (μ1), duplamente em ponte (μ2) e triplamente em ponte (μ3). fonte: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
  • Aplicabilidade: Painéis solares de alta eficiência e baixo custo de produção.
  • Onde são encontradas: Protótipos de películas solares flexíveis e janelas fotovoltaicas.
  • Exemplo prático: Revestimento de dispositivos eletrônicos que se carregam sozinhos com a luz ambiente de casa.
  • Impacto na Sustentabilidade: Exigem muito menos energia para serem fabricadas do que o silício tradicional e podem ser impressas em superfícies leves, reduzindo o desperdício de material e aumentando a adoção de energia limpa em áreas urbanas.

3. Pontos Quânticos (Quantum Dots)

O que são pontos quânticos?

Materiais construídos com elementos dos grupos periódicos II-VI, III-V ou IV-VI são usados ​​para construir nanocristais semicondutores fluorescentes artificiais que formam os pontos quânticos . Contendo entre 200 e 1.000 átomos, os pontos medem apenas de 2 a 10 nm de diâmetro. Eles demonstram uma série de propriedades impressionantes, desde seus espectros de emissão, baixas taxas de decaimento do estado excitado, ampla absorção e amplas seções de choque de absorção. Seus espectros de emissão podem ser ajustados do ultravioleta ao infravermelho próximo, alterando-se seu tamanho, química de superfície e composição química.

Crédito da imagem: Tayfun Ruzgar/Shutterstock.com Os pontos quânticos foram desenvolvidos para se ligarem a determinados alvos biológicos, criando imagens em nível celular e molecular. A obtenção de imagens com pontos quânticos já teve impacto na melhoria do tratamento e diagnóstico de doenças como o câncer.
  • Formulação: Nanocristais inorgânicos semicondutores (ex: Fosfeto de Índio).
  • Aplicabilidade: Iluminação LED de altíssima eficiência e sensores médicos.
  • Onde são encontradas: Telas QLED e bio-sensores para detecção precoce de doenças.
  • Exemplo prático: Sensores que detectam poluentes específicos em rios em concentrações mínimas, invisíveis a olhos nus.
  • Impacto na Sustentabilidade: Reduzem drasticamente o consumo de energia em iluminação e telas. Além disso, a transição para pontos quânticos sem cádmio (metal tóxico) diminui o impacto ambiental no descarte de eletrônicos.

 

  • MELHORES MATERIAIS PARA A QUEBRA DAS LIGAÇÕES DA ÁGUA

 

  • Os metais de transição mais promissores para substituir os caros (como Platina e Irídio) são o Níquel (Ni), o Cobalto (Co) e o Ferro (Fe).
  • O grande segredo atual não é usar apenas um deles, mas sim criar ligas ou compostos mistos. Veja os destaques:
    • Fosfetos de Níquel-Cobalto (NiCoP): A mistura desses dois metais com fósforo cria um material extremamente eficiente para a quebra da água. O níquel ajuda na condução elétrica, enquanto o cobalto facilita a liberação das bolhas de hidrogênio.
    • Oxidróxidos de Níquel-Ferro (NiFe-OH): Atualmente, esta é a combinação “campeã” para a produção de oxigênio (a outra metade da reação da água). É um material barato, fácil de fabricar e muito estável em meios alcalinos.
    • Molibdênio (Mo): Frequentemente usado na forma de Sulfeto de Molibdênio (MoS). Ele imita o comportamento das enzimas naturais que produzem hidrogênio, sendo uma alternativa de baixíssimo custo.
    O pulo do gato na sustentabilidade:
    Ao usar esses metais abundantes, o custo dos eletrolisadores (as máquinas que fazem o hidrogênio) cai drasticamente. Isso permite que países com muita energia solar e eólica, como o Brasil, transformem essa energia em combustível líquido para exportação.

IA- Google – e textos químicos especializados em Eletroquímica .

 

Arquivo do blog