quarta-feira, 17 de agosto de 2011

COMO A LÃ FICA ASSIM?

ALÔ PESSOAL!
Lembram que eu falei que ia postar sobre a lã dos carneirinhos?
Então aí vai, com texto e fotos de:
http://www.afacourosepeles.com.br/

1. CONSERVAÇÃO: A pele é adquirida do fornecedor (barraqueiros) em estado de seca ao sol (desidratada) ou então salgada (para evitar a proliferação de microorganismos e controlar a colônia, para que não ataquem o colágeno da pele).
2. ARMAZENAMENTO: A pele é selecionada por tamanho, altura de lã, concentração das fibras e estado do carnal. As peles são desgarradas, ou seja, são cortadas as patas e sobras de carnal, e empilhadas por classificação e movimentadas regularmente para aeração e controle dos insetos e microorganismos.
3. REMOLHO: É o processo de eliminação das proteínas solúveis em água (sangue, albuminas, etc.) e remoção dos produtos usados na conservação (sal, biocidas, etc.); Também restabelece o teor de água da pele, eliminada na etapa da conservação. São usadas substâncias tensoativas umectantes, desengraxantes ou emulsionantes e enzimas proteolíticas ou lipolíticas.
4. DESCARNE: É o processo mecânico de retirada dos resíduos de tecido subcutâneo, carnaças e aparas, tendo em sua constituição matérias graxas, proteínas e minerais.
5. LAVAGEM: É a etapa onde a pele é mergulhada em água com produtos específicos para a extração dos seus sais e bases, removendo as impurezas.
6. PIQUEL: As peles são mergulhadas em água com ácidos orgânicos e inorgânicos, cloreto de sódio e alvejantes. É o processo de condicionamento do PH da pele (baixar o PH) para o processo seguinte, que visa preparar as fibras para a penetração do agente curtente (PH baixo).
7. CURTIMENTO: O curtimento consiste em transformar as peles em couro, ou seja, em material resistente à decomposição. Os produtos adicionados são: cloreto de sódio, ácidos e outros curtentes.
8. RECURTIMENTO AO CROMO: Consiste na estabilização das proteínas da pele. O cromo (trivalente – não tóxico) recebe uma carga inorgânica forte, ligando-se às cargas negativas do colágeno, tornando-se resistente à decomposição.
9. ENXAGUE: É o processo complementar de lavagem onde são retirados os excessos de produtos curtentes, onde se utiliza detergentes.
10. TINGIMENTO: É o processo de aplicação de corantes para o tingimento da fibra da lã (pelo), sem tingir o carnal. São aplicados fixadores, ácidos, detergente e pigmento (anilina).
11. CENTRÍFUGA: É o processo mecânico onde as peles são movimentadas em alta velocidade numa máquina que exerce uma força centrífuga na extração da água das peles.
12. ESTIRAMENTO: É o processo onde as peles são colocadas numa máquina com rolos que fazem o alongamento das peles (esticar as peles), buscando o maior aproveitamento de área, preparando-a para a secagem.
13. ESTAQUEAMENTO: É o processo manual onde as peles são esticadas sobre grades, através de grampos, para serem secadas em estufas.
14. SECAGEM: As peles permanecem estaqueadas por um determinado tempo dentro de uma estufa de grande capacidade, onde circula vapor de água.
15. FULONAMENTO: É o processo mecânico onde as peles são colocadas num fulão (cilindro girante), onde se adiciona um composto para a retirada de sujidades e gordura.
16. LIXAMENTO DO CARNAL: O carnal (couro) das peles sofre um processo de limpeza em contato com um rolo coberto de pequenos grânulos de lixa, onde são retirados resíduos fibrosos do carnal e pequenas manchas.
17. REFILAGEM: É o processo manual onde se utiliza um objeto cortante para retirar excessos da borda da pele e fazer a forma natural do animal (patas, axilas, cauda e cabeça).
18. TOSAGEM: É o processo mecânico onde as peles são aparadas numa altura única através do corte de navalhas girantes (para determinadas finalidades, como forros ou tapetes de pequenas alturas de lã).
19. BRILHAGEM: É o processo onde as peles passam por uma máquina com um pequeno cilindro girante aquecido por uma resistência (até 120º) que contém pequenos dentes para abrir as fibras da lã. As peles recebem uma solução de formaldeídos e álcool na lã e o atrito do cilindro nas fibras ativa o brilho da lã.
20. CONFECÇÃO: É o processo onde as peles serão transformadas nos objetos de desejo.
ENTÃO, COISINHA COMPLICADA, NÃO É?

domingo, 14 de agosto de 2011

CURTINDO O COURO




ALÔ PESSOAL!


Para quem ama um "bifinho" já sabe que ele vem de um boi ou de uma vaca.Mas será que voce já pensou como o couro daquela bolsa ( caríssima!) ou o couro daquele sapato ( caríssimo!) se tornaram assim?

Imagine que ele foi retirado do animal: está coberto de pelos, é mole, degrada com facilidade, tem gorduras, e não pode ser usado desta forma...

E aí?

Vamos ler na Wikipédia:


Os processos de um curtume, vão além do curtimento propriamente dito, e são classificados da seguinte maneira:
Salga: Processo este que permite ao couro ser transportado e armazenado por vários dias, já que a vida útil do couro após a esfola é de apenas 6 horas.
Remolho: Neste processo permite a retirada do sal, utilizado para a conserva e inicia-se o primeiro passo para a transformação de pele em couro.
Depilação: Nesta etapa utiliza-se o enxofre em sua forma de sulfato ou sulfeto de sódio para dissolver os pelos, substância esta composta em quase sua totalidade pela queratina, esta a substância atacada pelo enxofre.
Caleiro: Este é o momento onde se adiciona a cal hidratada para provocar o intumescimento das peles, a fim de promover a limpeza entre as fibras, permitindo que os próximos processos tenham maior eficácia.
Desencalagem: Após obter a limpeza entre fibras, retira-se esta cal, e inicia-se a acidificação das mesmas para então se inicar o processo de curtimento, neste momento, utiliza-se também alguns tipos de enzimas para auxiliar neste processo de retirados de substâncias que resistiram ao caleiro, a este processo damos o nome de PURGA.
Acidificação e Curtimento: Neste momento, oferecemos aos couros uma quantidade de ácidos inorgânicos para que possamos acertar o pH destas peles e então inicia-se o processo de curtimento que é a oferta de tanantes minerais (cromo, alumínio, etc...) ou vegetais rico taninos (casca de angico, barbatimão, castanheira, etc). Coloração , tingimento e maleabilidade é o que se deseja com esse processo."



Já dá para perceber que essa história de curtume é bem poluidora: olha a quantidade de efluentes que terminam por chegar a rios.Claro que existe uma legislação a respeito, de como tratar esses "dejetos" mas isso não significa que todos os curtumes seguem a mesma cartilha...

E o couro das ovelhas? como fica macio daquele jeito?

Afinal o que ocorre?

Leia a próxima postagem!



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