quinta-feira, 23 de julho de 2015

APLICAÇÃO DA LUMINESCÊNCIA - NOVO CAMINHO PARA DETECÇÃO DO CÂNCER

ALÔ PESSOAL!!
Essa notícia  tirei de um site muito bom:http://phys.org
Tem muita coisa interessante sobre vários assuntos e esse me chamou a atenção por tratar de luminescência .


APLICAÇÃO DA LUMINESCÊNCIA


Na biologia e na medicina, muitas vezes precisamos detectar moléculas biológicas . Por exemplo , no diagnóstico do câncer , os médicos precisam de meios rápidos e confiaveis ​​para saber se as células de tumor estão presentes no corpo do paciente .
Embora existam métodos de detecção , esses muitas vezes requerem uma grande quantidade de tempo, trabalho e dinheiro . Cientistas da EPFL tem utilizado quimicamente a enzima responsável pela luz dos vaga-lume para fazê-lo " farejar " as moléculas biológicas alvo e dar um sinal luminoso. O resultado é um sistema de detecção barato , simples e altamente preciso .
O trabalho, agora parte de uma startup EPFL , é publicado na Nature Communications
O laboratório de Kai Johnsson no EPFL, liderada por Alberto Schena e Rudolf Griss, foram capazes de adicionar uma marca química pequena na enzima luciferase, que produz a luz de vaga-lumes. A etiqueta detecta uma proteína alvo, e a luciferase emite um sinal de luz que pode ser visto com um olho nu.
A equipe tem experiência comprovada neste domínio: em 2014, eles desenvolveram uma molécula de monitorização do fármaco rápida e fácil que levou a formação de uma empresa:  Lucentix.


 “Pensando fora da caixa’, eles contornaram os problemas de engenharia de proteínas completamente: em vez de mudar a luciferase para torná-la sensível para uma proteína-alvo - o que exigiria enorme trabalho - eles simplesmente a conectaram a um tag química pequena.


 A tag age como um interruptor: ele bloqueia luciferase, impedindo-o de produzir luz. Quando a tag detecta sua proteína alvo,ela sai do bloco de lucifarase. Como resultado, a luciferase é livre para acender as luzes, que é o sinal de que o alvo foi encontrado. Em suma, os cientistas criaram uma solução química para um problema biológico.


Essa luz gerada pela luciferase é suficente para ser vista a olho nu.


Esse trabalho mostra como é possivel aplicar a quimica sintetica para criar biossensores sofisticados e que atendam determinadas especificações.
Obs- tradução do texto feita pelo blog XQUIMICA.


 


 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

FIBRA DE CARBONO- O FUTURO PRESENTE

ALÔ PESSOAL!!!!
Carbono sempre terá um lugar especial para a química. Cada vez mais encontram-se novas aplicações, novas reações e composições.
Hoje o foco é a fibra de carbono, como é feita e onde é usada.
Vamos lá:
FIBRA DE CARBONO
de:   - tecmundo.com.br
 
Ela está nas aeronaves que vemos sobrevoando os céus de todo o mundo e também está nas bicicletas mais poderosas. Podemos ver as aplicações em acessórios para esportes — como tacos, raquetes e vários outros — e nos painéis dos carros. Você pode não saber como ele é feito e nem conhecer todas as aplicações possíveis, mas você certamente já ouviu falar deste material: fibra de carbono.
Sendo um material sintético, a fibra de carbono é composta por filamentos construídos majoritariamente de carbono, mas não apenas desse elemento — pois há outros utilizados para a produção dos filamentos e também para a sustentação das fibras. Entretanto, o que faz da fibra de carbono um material tão elogiado e utilizado em todo o mundo? Por que queremos que esteja cada dia mais presente?
A resposta para isso é relativamente simples, mas precisa de uma base que você vai conferir agora mesmo. Em resumo, a fibra de carbono é leve e forte, sendo uma excelente opção para o ferro. Como ela pode substituir outras ligas e por que isso tem sido muito importante nos últimos anos é o que você vai descobrir... Acredite, a fibra de carbono está mais presente na sua vida do que você imagina.

Como é feita esta fibra?

A principal matéria-prima das fibras de carbono é o polímero de poliacrilonitrila — um material obtido a partir da polimerização de uma variação do acrílico. A vantagem dessa fonte é a alta concentração de carbono, uma vez que mais de 90% dos átomos no material são justamente disso. Durante a produção, o polímero é esticado e se torna paralelo ao eixo das fibras, formando uma liga bem rígida e resistente.
Depois dessa etapa, ocorre uma oxidação em altas temperaturas (de 200 °C a 300 °C) para fazer com que os átomos de hidrogênio sejam removidos das chapas ou ligas — ao mesmo tempo em que o oxigênio é adicionado. Em seguida ocorre um novo aumento de temperatura até 2.500 °C para que ocorra uma total carbonização. Ao final de tudo isso ainda existe o dimensionamento. Este processo é o da moldagem, em que as fibras são tecidas (em fios com até 10 micrômetros de espessura) e depois resinadas para se unirem .
Resumindo... A produção das fibras de carbono é dividida em quatro etapas indispensáveis:
1) polimerização por pirólise (extração do carbono a partir do superaquecimento da poliacrilonitrila);
2) ciclização (método de esticamento dos polímeros para o eixo da fibra);
3) oxidação (extração do hidrogênio e adição do oxigênio);
4) adição de reagente (quando o epóxi será adicionado para a moldagem das placas de carbono).

Materiais possíveis

Como já dissemos, a pirólise de materiais ricos em carbono é a origem de polímeros dessa substância. Praticamente qualquer material orgânico pode ser utilizado para isso, mas a escolha é totalmente baseada na quantidade de carbono que existe em cada fonte. Em 1879, Thomas Edison conseguiu criar fibras a partir de algodão e bambu, mas hoje esse tipo de extração tornou-se menos viável.
Anos depois, na década de 1950, Roger Bacon realizou um processo diferente e conseguiu resultados similares a partir de seda artificial Raiom. Mas foi apenas na década de 1960 que as empresas japonesas começaram a utilizar a poliacrilonitrila (PAN). Não demorou muito para que todo o mercado se voltasse a esse mesmo procedimento, que mostra-se mais viável e barato em escala industrial.
Ainda existem outras fontes utilizadas ao redor do mundo, mas é preciso dizer que isso ocorre em escalas menores. Um exemplo disso é o carro Krestel, que foi produzido em 2010 e tem como base a fibra de carbono extraída a partir do cânhamo. Também há fibras produzidas a partir de algodão, linho e diversos outros materiais orgânicos.

A importância da cola

A fibra de carbono não seria nada sem a presença de uma cola tão resistente quanto ela. É claro que não podemos nos referir ao elemento de fixação como uma cola comum, mas sim como uma resina epóxi de alto desempenho. É ela que fará com que as chapas de fibra fiquem estabilizadas e aproximadas. Não é exagero dizer que, sem as resinas epóxi, fibras de carbono não teriam a resistência que permite a aplicação em tantos meios como acontece hoje.
Como o site ArsTechnica afirma: “A dureza e a leveza da fibra de carbono deriva de duas coisas. Primeiro estão os componentes que serão a base dos filamentos de carbono, aliados ao epóxi que moldará o elemento-base. A segunda coisa é a troca química entre dois elementos que fará com que o material se misture, permitindo que o epóxi seja realmente a sustentação de tudo”.

Compostos ou nada

Você não vai encontrar um produto no mercado que seja 100% carbono. As empresas utilizam o material em conjunto com outros elementos para que as fibras sejam aplicáveis em diversos processos. Isso é o que gera os materiais compostos reforçados por ligas plásticas ou metálicas, por exemplo.
Na indústria, uma das aplicações mais claras disso está no “Carbon Fiber Reinforced Plastic” (CFRP), que é utilizado em aviões e muitos outros bens de alto desempenho e que demandam durabilidade elevada. Este é outro momento em que se torna bem clara a importância vital dos epóxis de alta qualidade.

Por que usar?

Uma das principais vantagens que as fibras de carbono têm sobre o aço é a leveza do material. Sem o peso dos metais, as estruturas tornam-se mais leves — facilitando o transporte e também reduzindo custos no caso da produção de veículos —, ao mesmo tempo em que não ocorre a perda de resistência das ligas obtidas a partir da junção de fibras de carbono com epóxis e materiais plásticos.
No ramo da construção civil, o que torna os compostos carbonosos mais interessantes do que metais é a durabilidade. Por causa de sua estrutura não oxidável, a ação do tempo não confere corrosão aos materiais. Ou seja, ele pode ser mantido por muitos anos sem que ocorra qualquer dano por processos similares à “ferrugem”.

Usos e benefícios

Ligas baseadas em fibras de vidro são levadas para diversos mercados, sempre utilizadas para garantir leveza e resistência aos produtos em que são aplicadas. O CFRP utilizado em aviões é vital para que as aeronaves fiquem mais leves e economizem combustível, além de sofrer menos com a ação do tempo — o que aumenta a durabilidade.
Na Fórmula 1, carros criados com fibras de carbono atingem velocidades mais altas e protegem melhor os pilotos do que outras ligas. Indo para ambientes mais próximos de nós, as bicicletas “Carbon” vistas nas pistas profissionais conseguem oferecer desempenho sem igual — sendo também vistas nas corridas de estrada.
Ainda em relação aos esportes, é preciso dizer que a fibra de carbono pode ser vista em muitos locais diferentes. A empresa Zoltek afirma que a utilização do material pode ser vista em “tacos de golfe, raquetes de tênis, esquis, snowboards, tacos do hóquei e varas de pescar”. Isso sem falar da importância na indústria, em setores de pesquisa e desenvolvimento e também na construção civil.

Números concretos

Em 2012, um relatório publicado na Reinforced Plastics mostrou os usos da fibra de carbono em escala global. Na época, a maior utilização dos materiais era relacionada à produção das turbinas de vento para fins aeroespaciais e automobilísticos (23% do total). Em seguida, produtos para fins bélicos e construção aeronáutica somavam 18%, seguidos de perto por materiais esportivos (17%).
Outro caminho rentável é a produção de compostos e moldes diversos, algo que leva 12% de toda a fibra mundial. Apenas 6% da produção mundial é enviada para a construção civil, e a indústria automotiva também demanda a fibra de carbono e chega a 5% do uso total — lembrando que neste segmento a fibra de vidro é mais utilizada. Abaixo fotos de fibras:


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