quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

SEDA DE WHEY - VOCE NÃO LEU ERRADO|!

ALÔ PESSOAL!!
Procurando temas novos, entrei em um "pool" de blogs, muito bom!
Aí vai o endereço para vocês : http://scienceblogs.com.br


Essa reportagem veio de lá:


SEDA DE WHEY!
por

O cientista entra na loja de suplementos alimentares, pede um pote de whey protein e sai de lá com seda. Pode parecer uma piada, mas é isso o que está acontecendo num laboratório sueco.

Leve, elástica, elegante e ao mesmo tempo forte, a seda já não é mais o material dos sonhos de estilistas mas também de cientistas. Mas sua produção continua sendo lenta nas fazendas de bicho-da-seda, o que encarece seu uso tanto na moda quanto na ciência. Se pudesse ser fabricada em escala industrial e com algumas modificações, a seda poderia ser base para avanços tecnológicos como biossensores ou curativos biodegradáveis. Por isso, não faltam pesquisas que tentam sintetizar a seda em laboratório.
No Real Instituto de Tecnologia da Suécia, existe uma equipe de pesquisadores chefiada pelos Drs. Christofer Lendel and Fredrik Lundell que é especializada em materiais automontáveis. Isso significa que existem proteínas que se montam sozinhas nas condições certas. O laboratório de Lendel e Lundell já conseguiu a proeza de produzir fibras de madeira artificiais a partir de fibrilas de celulose. Agora, o mesmo método pode servir para produzir seda artificialmente.
O método em questão chama-se focagem hidrodinâmica e é muito parecido com o que as aranhas fazem para produzir suas teias de seda: “Um fluido carregador com essas nanofibrilas de proteínas passa por um pequeno canal. Adiciona-se água perpendicularmente, pelos lados, o que pressiona as fibrilas a se juntar e formar uma fibra”, explica Lundell em comunicado do Phys.org.


Focagem hidrodinâmica: suspensas num líquido, as fibrilas de whey são pressionadas por dois jatos de água até formarem um fio de seda. [Imagem: DESY/Eberhard Reimann]

Para tentar produzir seda, Lundell e seus colegas usaram nanofibrilas extraídas de whey protein de vaca alterada por calor e acidez. Conforme relataram em artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, as características das fibrilas dependem da concentração da proteína utilizada. Eles descobriram que, abaixo de 4% de concentração, formam-se fibrilas longas, grossas, fortes e lisas. Com uma solução de 6% ou mais de proteínas, as fibrilas ficam curtas, finas, macias e recurvadas.
Era de se esperar que as fibrilas longas e fortes formassem uma boa seda, mas observou-se que as fibrilas molengas em forma de vírgula, resultantes de soluções mais concentradas, deram fibras melhores. A explicação veio com a ajuda de raios-X, que mostraram as fibrilas menores se engancham de maneira mais aleatória, porém mais eficiente. Estruturalmente, é como se as fibrilas fosse juntadas por um velcro microscópico.
Embora pareça um feito notável, a produção de seda a partir de whey protein ainda está engatinhando. Tudo o que os cientistas suecos foram capazes de produzir foram fibras de seda artificial com cinco milímetros de comprimento e qualidade mediana. No entanto, Lendel afirma que a whey protein foi usada apenas como prova de conceito. Assim, os monstros de academia de ginástica não precisam se preocupar com cientistas roubando seus estoques de whey protein: a qualidade (e quantidade) da seda artificial deve melhorar com o uso de novas fontes de fibrilas.
Referencia: Fredrik Lundell, Christofer Lendel et. al. Flow-assisted assembly of nanostructured protein microfibers [Montagem assistida por fluxo de microfibras de proteína nanoestruturadas] Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), Published online before print January 25, 2017; DOI: 10.1073/pnas.1617260114

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

CIDADE SECRETA SOB A GROELÂNDIA E SEUS RESÍDUOS

ALÔ PESSOAL!
TUDO BEM?
E os vestibulares?
Saiu uma reportagem sobre o que está escondido sob o gelo da Groelândia.
Leia, na íntegra:



Parece o enredo de um filme de ficção científica: uma cidade soterrada no gelo onde os engenheiros do exército americano realizaram em segredo pesquisas com armas nucleares.
Mas o acampamento que ficava na Groenlândia durante a guerra fria não é apenas real – ele representa uma séria preocupação que envolve lixo tóxico, que pode vir à tona caso o gelo comece a derreter.
A NASA mostrou previsões no derretimento da camada de gelo sobre o acampamento – e isso poderá chegar a 5 metros por ano, em algumas décadas.
Engenheiros do exército americano construíram uma rede de túneis no gelo da Groenlândia no início dos anos 60 – uma “cidade secreta” alimentada por seu próprio reator nuclear.
A base “Camp Century” foi altamente divulgada, mas seu verdadeiro propósito era secreto: construir locais de lançamento de mísseis nucleares perto da União Soviética.

A NASA diz: “Quando os construtores do acampamento começaram a armazenar resíduos no manto de gelo da Groenlândia, eles tinham seus motivos para não se preocuparem. A neve e o gelo continuariam a se acumular, selando a base militar da guerra fria – ou isso era o que eles pensavam na época. Mas os construtores não conseguiram prever que, um dia, essas camadas de gelo começariam a derreter.
A área rosada ao redor do acampamento sugere que em 2090 a área começará a perder gelo… O gelo derretido pode transportar os produtos nucleares mais para dentro, antes que a superfície fique exposta, de acordo com o estudo feito no local.
A base com o reator nuclear – que também tinha um hospital e uma igreja em seus túneis – foi removida há muito tempo, mas os resíduos radioativos permaneceram lá.

O “Camp Century” foi construído por engenheiros do exército americano em 1959, mas foi abandonado em 1967, quando os pesquisadores perceberam que a geleira estava se movendo.
Acreditando que o local permaneceria congelado perpetuamente, o exército americano removeu o reator nuclear, mas deixou os resíduos radioativos no local, equivalentes à massa de 30 aviões Airbus A320, sepultados na neve.
A NASA diz: O “Camp Century” contém 200.000 litros de combustível e 24.000.000 litros de resíduos em suas águas, incluindo as de esgoto. Ele contém uma quantidade desconhecida de resíduos radioativos de baixo nível e bifenilos policlorados.”
Rob WaughYahoo News UK

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