quarta-feira, 27 de maio de 2015

A QUÍMICA DA SALVAÇÃO- COMO CONTER AS ARMAS QUÍMICAS

ALÔ PESSOAL!!!!
Mais uma vez com um assunto muito bom: armas químicas.
Se você quiser saber mais á respeito, procure nos posts  fique por dentro.
Agora, o grande desafio será como neutralizar o uso dessas armas.
Será possível?
 É o que veremos a seguir:


Mesmo com o acordo internacional, feito em 1993 e com mais de 190 nações adeptas, que proíbe o uso de armas químicas em qualquer hipótese, os conflitos recentes na Síria revelaram que isso não anda sendo levado muito a sério. Diversos relatos afirmam que houve uso do famoso gás Sarin em cidades rebeldes e que isso teria matado centenas de pessoas.
Isso deixou o mundo em alerta: o que custa para qualquer outro país decidir usar armas químicas em conflitos como esses? Aparentemente a proibição da Convenção de Armas Quimícas de 1993 não está servindo para inibir ninguém.
Pois é aí que entra a importância dessa pesquisa. Na impossibilidade de se erradicar as armas químicas do mundo, uma equipe de cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois, trabalha contra o tempo para desenvolver um antídoto eficaz contra essa ameaça.


A química da salvação:




Liderada pelos químicos Omar Farha e Joseph Hupp, a equipe desenvolveu um composto que neutraliza os gases nervosos em minutos. Para isso, eles tomaram como inspiração substâncias geradas naturalmente e que agem da mesma forma, as fosfotriesterases. Produzidas por bactérias, essas enzimas inativam pesticidas, outros produtos químicos e, claro, os gases nervosos num piscar de olhos.
O grande problema dos compostos naturais é que eles são extremamente frágeis, se deterioram com facilidade e não suportam ambientes quentes ou úmidos. Isso impossibilita praticamente qualquer uso dessas substâncias fora de ambientes controlados, normalmente os laboratórios onde os encarregados pela destruição dessas armas químicas trabalham para desabilitá-la.


O antídoto em ação:

O composto desenvolvido pelos químicos, chamado NU-1000, foi inicialmente testado contra um pesticida cuja estrutura é bastante similar à de gases nervosos. O efeito foi fenomenal: em 15 minutos, o antídoto neutralizou metade do agente químico. Isso é três vezes mais rápido do que o composto com o qual vinham trabalhando anteriormente.
Testes mais práticos eram necessários. Com o apoio do exército americano, o antídoto foi testado contra um verdadeiro gás nervoso, o GD. Na verdade, esse gás é ainda mais potente, em seus efeitos, do que o Sarin, e o resultado novamente foi muito animador: sua meia-vida, período que leva para um composto químico perder metade de seu efeito, foi atingida em apenas três minutos. Nada mais do que 80 vezes mais eficaz do que antídotos anteriores.


Aplicações práticas :


Apesar do grande sucesso nos testes dessa substância, ela ainda não é rápida o suficiente para ser usada, por exemplo, embutida em máscaras de gás ou mesmo durante um possível ataque. Em comparação com a enzima natural, apesar de muito mais estável, o composto antigás nervoso artificial ainda funciona de 100 a 100 mil vezes mais devagar.
No entanto, isso não é um fator que desanima a equipe da Universidade Northwest. Segundo Farha, esse grande sucesso vai guiar a busca por enzimas mais velozes e eficazes. O entendimento do processo químico que permitirá isso já está em andamento, pois esse trabalho torna tudo mais simples para o desenvolvimento do antídoto perfeito contra gases nervosos e mantém viva a esperança de se acabar com o medo espalhado pela utilização dessas terríveis armas químicas.

Imagens


fonte:http://www.tecmundo.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2015

MERCÚRIO- VENENO METÁLICO

ALÔ PESSOAL!!!


Vamos entender um pouco sobre esse metal, líquido na temperatura ambiente, chamado mercúrio??
O Mercúrio é um metal naturalmente encontrado na crosta terrestre, ocorrendo no ar, no solo e na água. Este metal assume diversas formas químicas, que podem ser divididas nas seguintes categorias: mercúrio metálico ou elementar (Hg), mercúrio inorgânico, principalmente na forma de sais mercúricos (HgCl2, HgS) e mercurosos (Hg2Cl2), e mercúrio orgânico, ligado a radicais de carbono, por exemplo metilmercúrio e etilmercúrio.
O mercúrio metálico (Hg) é um metal prateado e brilhante, que ocorre em estado líquido na temperatura ambiente, e volatiliza facilmente para a atmosfera formando vapores de mercúrio. Os vapores de mercúrio são incolores e inodoros, e se formam em maior quantidade com o aumento da temperatura. As emissões atmosféricas são a principal fonte de contaminação ambiental, seguida da contaminação da água, e da contaminação do solo, quando ocorre disposição inadequada de efluentes e resíduos.
Uma vez liberado, o mercúrio permanece no meio ambiente, circulando entre o ar, a água, o sedimento, o solo, e a biota, onde assume diversas formas químicas. A maioria das emissões para o ar ocorre na forma do mercúrio elementar, que é muito estável podendo permanecer na atmosfera por meses ou até anos, possibilitando seu transporte por longas distâncias ao redor do globo.
O vapor de mercúrio presente na atmosfera pode se depositar ou é convertido na forma solúvel retornando à superfície terrestre nas águas da chuva. A partir dai duas importantes alterações químicas podem ocorrer. O metal pode ser convertido novamente em vapor de mercúrio e retornar à atmosfera, ou pode ser "metilado" pelos microorganismos presentes nos sedimentos da água, se transformando em metilmercúrio.


Como afeta a saúde?


O mercúrio tem efeitos adversos importantes sobre a saúde humana e o meio ambiente. Exposição a níveis elevados de mercúrio pode afetar o cérebro, o coração, os rins e pulmões e o sistema imune dos seres humanos. A toxicidade do mercúrio varia de acordo com a sua forma química, a concentração, a via de exposição e a vulnerabilidade do individuo exposto (Unep, 2002). Os seres humanos podem estar expostos ao mercúrio por diversas fontes, incluindo o consumo de pescado, a exposição ocupacional e o uso de amálgamas dentais.
Dentre as formas de mercúrio, o metilmercúrio é a forma mais preocupante, pois possui a capacidade de atravessar as barreiras placentária e hematoencefálica, representando uma neurotoxina poderosa que pode afetar negativamente o cérebro em desenvolvimento. Pesquisas revelam que a exposição de mulheres grávidas a altos e constantes níveis de metilmercúrio pode ameaçar o sistema nervoso dos bebês, afetando a sua capacidade de aprendizado e cognição na infância (UNEP, 2002).

Formas de exposição:

 A principal forma de exposição da população humana é a dieta, em particular o consumo de pescados contaminados por metilmercúrio. Também podem ser observados níveis elevados de mercúrio em atividades econômicas, como fábricas de cloro-soda, mineração de ouro, minas de mercúrio, fábricas e recicladoras de lâmpadas fluorescentes, fábricas de termômetros, refinarias, clínicas dentais e fábricas de pilhas, sendo estas as principais vias de exposição ocupacional. O mercúrio pode ser ainda usado como conservante de vacinas, em cosméticos e sabões clareadores, e na forma de agrotóxicos. Estes usos estão proibidos no Brasil, sendo apenas permitido o uso de mercúrio como anti-séptico, na forma de timerosal (etilmercúrio tiossalicilato de sódio) para conservação de algumas vacinas.
(fonte:http://www.mma.gov.br)
fonte:http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAexzoAE-2.jpg

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