sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CANAL XQUIMICA- AULÃO DE QUÍMICA PARTE 1 E 2 - BASICÃO!

ALÔ PESSOAL!
O CANAL XQUIMICA disponibiliza mais dois vídeos para você fazer uma revisão sem susto!
Confira abaixo:


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

DOIS ANOS DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM EM MARIANA- IMPACTO AMBIENTAL

ALÔ PESSOAL!
Esse assunto é do interesse de todos, inclusive de quem elaborou o ENEM.
É um tema complexo, muito importante , pois as consequências desse desastre vão durar muitos anos.
Veja abaixo:
Texto do G1- Minas Gerais


Dois anos depois do rompimento da barragem de Fundão, na região de Mariana (MG), biólogos, geólogos e oceanógrafos que pesquisam a bacia do rio Doce afirmam que o impacto ambiental do desastre, considerado o maior do país, ainda não é totalmente conhecido.
Em 5 de novembro de 2015, 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro jorraram do complexo de mineração operado pela Samarco e percorreram 55 km do rio Gualaxo do Norte e outros 22 km do rio do Carmo até desaguarem no rio Doce. No total, a lama percorreu 663 km até encontrar o mar, no município de Regência (ES).
Ainda não é possível mensurar completamente a dimensão do impacto na natureza porque boa parte da lama continua nas margens e na calha do rio, dizem especialistas consultados pela BBC Brasil. E, ainda, parte dos rejeitos que chegou ao oceano continua sendo carregado pelas correntes marinhas.
Também não há ainda análises definitivas do monitoramento que vem sendo feito dos peixes e animais que voltaram a aparecer nos últimos dois anos. Não há dados seguros, por exemplo, que apontem se eles estão contaminados ou se são apropriados para consumo.

O plano de manejo do rejeito de minério de ferro elaborado pela Fundação Renova, que hoje responde pelas ações de reparação da mineradora Samarco e de suas controladoras, Vale e BHP Billiton, foi aprovado apenas em junho deste ano pelo Comitê Interfederativo (CIF). Presidido pelo Ibama, o CIF orienta e valida as decisões da fundação.
O projeto dividiu a área afetada em 17 trechos, que terão soluções diferentes, estudadas caso a caso. Em algumas regiões o rejeito será de fato removido, em outros, serão feitas intervenções corretivas e ele ficará onde está.
Nas áreas agricultáveis dos primeiros 60 km do percurso, por exemplo, a lama será aterrada e coberta por uma camada de areia, onde os produtores poderão voltar a cultivar.
"Essa é a parte mais otimista da coisa", diz o professor do departamento de engenharia agrônoma da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Carlos Schaefer, cuja pesquisa se concentra nas estratégias para recuperação ambiental do solo dessa região.
Ele estima que em aproximadamente cinco anos as áreas ribeirinhas do primeiro trecho atingido estarão restabelecidas.
Os pesquisadores concordam que é inviável retirar todo o rejeito que se espalhou ao longo da bacia, mas quanto mais tempo as ações demorarem, maior o risco de contaminação pela lama que está nas margens , especialmente em períodos de  chuva.
Para evitar que isso acontecesse, a recuperação da mata ciiar- vegetação que recobre as margens do rio e evita que a chuva leve os sedimentos para o leito- deveria ser priorizada

A restauração florestal prevista pela Renova, de acordo com o Ibama, ainda não começou. Por ora, o que estão sendo feitas são ações emergenciais para tentar evitar que a lama desça para o rio, com a plantação de gramíneas e leguminosas que teriam a função de manter a terra mais firme.
A equipe também monitora em expedições periódicas a fauna do alto do rio Doce, mais próxima do local do desastre. A tragédia dizimou todas as 26 espécies de peixes que habitavam aquele trecho, diz Ferreira. "Praticamente todos os peixes morreram durante a avalanche".
Mais de um ano depois, em janeiro de 2017, apenas o lambari estava de volta. Passados alguns meses, o número de espécies subiu para quatro, provavelmente trazidas pelos afluentes.
Embora o  rejeito em si não tivesse uma concentração elevada de metais pesados, a avalanche de lama pode ter levantado muito material contaminado que estava depositado no fundo do rio, fruto de séculos de exploração da mineração na região, local do primeiro garimpo de ouro no Brasil. Essa é uma das hipóteses levantadas para explicar a contaminação por arsênio, chumbo e cádmio de camarões e peixes na foz do rio Doce.
Estimativa do IBAMA para o rio voltar ao su "normal" = 10 anos.

  



DBO - DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO E DQO- DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO

OLÁ PESSOAL!
Vamos combinar que a prova de ontem ( 5/11/2017) não foi nada fácil...
Mas, semana que vem tem mais uma para você se garantir: Ciências da Natureza!


Lendo um texto sobre o desastre de Mariana- lembra do rompimento da barragem?- vi esse termo ( DBO ) e achei interessante explicar o que significa.


A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) corresponde à quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas. É a quantidade de oxigênio utilizada na oxidação bioquímica da matéria orgânica, num determinado período de tempo, é expressa geralmente em miligramas de oxigênio por litro.

A Demanda Bioquímica de Oxigênio é o parâmetro mais empregado para medir a poluição, a determinação de DBO é importante para verificar-se a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar a matéria orgânica.


 Esta medida da quantidade de oxigênio consumido no processo biológico de oxidação da matéria orgânica permite chegar à conclusão: grandes quantidades de matéria orgânica utilizam grandes quantidades de oxigênio, assim, quanto maior o grau de poluição, maior a DBO.

O valor da Demanda Bioquímica de Oxigênio é usado para estimar a carga orgânica dos efluentes e dos recursos hídricos, e com estes valores é possível calcular qual a necessidade de aeração (oxigenação) para degradar esta matéria orgânica nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s).

Processos de transformação da matéria orgânica que permitem determinar a DBO:

1- Demanda carbonácea (presença de CO2): inicialmente os microorganismos utilizam o oxigênio dissolvido (OD) para transformar o carbono em CO2;

2- Demanda nitrogenada (nitratos e nitritos): os microorganismos utilizam o oxigênio dissolvido (OD) para transformar os compostos nitrogenados em nitratos (NO3-) e nitritos (NO2-).

Sua alta concentração pode ocasionar em problemas ambientais graves. Como o DBO corresponde a alta quantidade de matéria orgânica no meio, para sua total decomposição há o uso do oxigênio dissolvido na água, caso a matéria orgânica seja muito abundante, a decomposição pode ser anaeróbia, tendo como resultados substâncias que podem degradar a qualidade da água. Os produtos mais comuns envolvidos na degradação anaeróbia são gás carbônico, metano, amônia, ácidos graxos, mercaptanas, fenóis e aminoácidos. A total depleção do oxigênio dissolvido ocasiona na morte da biota aquática dependente do oxigênio e eutrofização do corpo d'água.
Para o menor impacto do DBO elevado em corpos d'água superficiais, usa-se o método de aeração artificial, para aumento da concentração de oxigênio dissolvido na água, essa oxigenação artificial deixa mais propício as condições do corpo d'água para a incorporação de micro-organismos fotossintetizantes como as algas microscópicas, havendo assim a produção de oxigênio primário.








A Demanda Química de Oxigênio, identificada pela sigla DQO, é um parâmetro indispensável nos estudos de caracterização de esgotos sanitários e de efluentes industriais, ela avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) consumido em meio ácido que leva à degradação de matéria orgânica.

A análise dos valores de DQO em efluentes e em águas de superfície é uma das mais expressivas para determinação do grau de poluição da água, esta análise reflete a quantidade total de componentes oxidáveis, seja carbono ou hidrogênio de hidrocarbonetos, nitrogênio (de proteínas, por exemplo), ou enxofre e fósforo de detergentes.


A DQO pode ser considerada como um processo de oxidação química, onde se emprega o dicromato de potássio (K2Cr2O7). Neste processo, o carbono orgânico de um carboidrato, por exemplo, é convertido em gás carbônico e água.

Sabe-se que o poder de oxidação do dicromato de potássio é maior do que o que resulta mediante a ação de microrganismos. A resistência de substâncias aos ataques biológicos levou à necessidade de fazer uso de produtos químicos, sendo a matéria orgânica neste caso oxidada mediante um oxidante químico. É justamente aí que a DQO se diferencia da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), onde é medida a quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável, ou seja, na DBO não é necessário fazer uso de produtos químicos. 



 A DQO é muito útil quando utilizada juntamente com a DBO para observar a biodegradabilidade de despejos. O método químico é mais rápido que o da DBO, tem duração de 2 a 3 horas enquanto que o outro equivale ao tempo de cinco dias.


Relação entre DBO e DQO :
Os valores a seguir indicados dão uma referência da biodegradabilidade de um dado efluente :
DBO/DQO menor que 0,2 - efluente de difícil tratamento biológico.
DBO/DQO = 0,5 - efluente de fácil tratamento biológico.
Os valores típicos da relação DBO/DQO  de um efluente doméstico situam-se entre 0,4 e 0,6.


fontes: Wikipédia
fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/demanda-bioquimica-oxigenio.htm


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