quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FUNDAMENTOS DA RADIOATIVIDADE -CINÉTICA RADIOATIVA -

ALÔ PESSOAL!!!
Se falamos em radioatividade, precisamos falar de cinética radioativa!
afinal, se o elemento radioativo vai emitir partículas e seu número de massa e número atômico vão mudar, então o elemento será outro!!!!
E isso acontece até que o elemento adquira estabilidade.




A cidade de Chernobyl não pode ser repopulada pelo fato de o isótopo radioativo presente no local ter uma velocidade de desintegração muito lenta
A cidade de Chernobyl não pode ser repopulada pelo fato de o isótopo radioativo presente no local ter uma velocidade de desintegração muito lenta.( Uranio 235 )


Quando um radionuclídeo emite partículas alfa ou beta, ele se transforma, como sabemos, em outro nuclídeo diferente. Assim, à medida que o tempo passa, a quantidade de radionuclídeo vai diminuindo.
Tempo de meia-vida ou período de semidesintegração (representado por t1/2 ou P) é o tempo necessário para que metade da quantidade de um radionuclídeo presente em uma amostra sofra decaimento radioativo.
radio8
Quando a massa de um radioisótopo se reduz à metade, também se reduzem à metade o número de átomos, a quantidade em mols e a atividade radioativa (desintegrações por segundo) desse radioisótopo.
O tempo de meia-vida é uma característica de cada radionuclídeo e não depende da quantidade inicial do radionuclídeo nem de fatores como pressão, temperatura e composição química do material (lembre-se de que radioatividade é um fenômeno nuclear, e não químico).
Graficamente, podemos representar o processo de decaimento radioativo através da chamada curva exponencial de decaimento:



Alguns elementos radioativos e seu tempo de meia vida:


Tabela com a meia-vida de alguns radioisótopos








onde,
n = número de átomos final
n0 = número de massa inicial
x = número de períodos transcorridos





fontes:http://quimicasemsegredos.com
           http:// agracadaquimica.com.br

FUNDAMENTOS DA RADIOATIVIDADE

ALÔ PESSOAL !
Vamos de radioatividade?


A radioatividade é definida como o fenômeno pelo qual um núcleo instável emite partículas e ondas para atingir a estabilidade.

Nem todos os átomos são radioativos, mas os que recebem essa definição se caracterizam por emitir partículas radioativas (radiação), numa busca constante para se tornarem mais estáveis.

Um elemento pode emitir radiação, independente de seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso) e de fatores químicos (temperatura e pressão em que se encontra), como por exemplo, o Urânio-238. Este isótopo, estando em qualquer estado físico ou mesmo ligado a outra espécie é, e sempre será, um elemento radioativo natural que emite radiações, sabe por quê? A radioatividade está relacionada diretamente com o núcleo atômico.

Os isótopos radioativos mais comuns são: urânio-238, urânio-235, césio-137, cobalto-60, tório-232, etc., sendo todos fisicamente instáveis e radioativos, ou seja, possuem uma constante e lenta desintegração.

Isótopos radioativos liberam energia (radiação) através de ondas eletromagnéticas (raios X e raios gama) ou partículas subatômicas em alta velocidade. O contato da radiação com seres vivos pode causar diversos males, dentro eles, o câncer.
As radiações que podem ser emitidas a partir do núcleo de um átomo são:
Alfa (2α4): radiação composta por 2 prótons e 2 nêutrons. Apresenta número atômico igual a 2 e número de massa igual a 4;
Beta (-1β0): radiação composta por 1 elétron. Apresenta número atômico igual a -1 e número de massa igual a 0.
OBS.: A radiação beta é um elétron produzido a partir da decomposição de um nêutron localizado no interior do núcleo de um átomo. Nessa decomposição, o nêutron (n) transforma-se em um próton (p), um neutrino () e um elétron (β). Essa explicação, denominada de hipótese de Fermi, foi dada pelo físico italiano Enrico Fermi e é demonstrada pela equação abaixo:
0n11p1 + 00 + -1β0
Gama (0γ0): radiação que é uma onda eletromagnética. Apresenta número atômico igual a 0 e número de massa igual a 0.

Leis da radioatividade
Como a radiação gama é uma onda eletromagnética e, por isso, não apresenta número de massa (0) e número atômico (0), existem apenas duas leis da radioatividade:


Representação da emissão de uma radiação alfa
Representação da emissão de uma radiação alfa
A 1ª lei da radioatividade trata da emissão de uma radiação alfa a partir do núcleo de um átomo. Como a radiação alfa apresenta número de massa igual a 4 e número atômico igual a 2, temos as seguintes alterações no núcleo do átomo:
  • Diminuição de 2 prótons e 2 nêutrons no núcleo do átomo.
  • Diminuição do número de massa em 4 unidades.
  • Diminuição do número atômico em 2 unidades.
Como há uma alteração no número de prótons no núcleo do átomo, sempre que uma radiação alfa é emitida, temos a formação de um novo elemento químico, cujo número atômico é duas unidades menor que o que deu origem a ele.
A equação química que representa os eventos que ocorrem na primeira lei da radioatividade é:
ZXA2α4 + Z-2YA-4
Agora acompanhe um exemplo de um átomo emissor de radiação alfa:
Exemplo:
84Po2092α4 + 82Pb205
O Polônio apresenta número atômico 84 e número de massa 216. Ao emitir a radiação alfa, que apresenta número de massa 4 e número atômico 2, forma o elemento Chumbo, que, por sua vez, apresenta número atômico 82 e número de massa 212.

Representação da emissão de uma radiação beta
Representação da emissão de uma radiação beta
A 2ª Lei da radioatividade trata da emissão de uma radiação beta a partir do núcleo de um átomo. Como a radiação beta apresenta número de massa 0 e número atômico -1, temos as seguintes alterações no núcleo do átomo:
  • Aumento de 1 próton no núcleo do átomo.
  • Manutenção do número de massa.
  • Aumento do número atômico em 1 unidade.
Como há uma alteração no número de prótons do núcleo do átomo, sempre que uma radiação beta é emitida, temos a formação de um novo elemento químico, cujo número atômico é 1 unidade maior que o que deu origem a ele.
A equação química que representa os eventos que ocorrem na segunda lei da radioatividade é:
ZXA-1β0 + Z+1YA
Agora acompanhe um exemplo de um átomo emissor de radiação beta:
Exemplo:
92U238-1β0 + 93Np238
O Urânio apresenta número atômico 92 e número de massa 238. Ao emitir a radiação beta, forma o elemento Netúnio, que apresenta número atômico 93 e número de massa 238.
O número atômico aumenta em uma unidade e o número de massa não sofre alteração porque um nêutron transforma-se em um próton, um neutrino e beta, que é eliminada, como propõe a hipótese de Fermi:
0n11p1 + 00 + -1β0
Assim sendo, podemos concluir que a massa do nêutron era 1 e não sofreu alteração, pois o próton que ficou no núcleo também tinha número de massa 1. Já o número atômico aumentou uma unidade porque o próton formado permaneceu no núcleo, alterando, consequentemente, o número atômico.


fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com











segunda-feira, 15 de agosto de 2016

SOLUÇÕES III - DENSIDADE E TÍTULO

ALÔ PESSOAL!
Continuamos com as várias maneiras de calcular quanto de soluto está em determinada quantidade de solvente!
Mas existe um item complexo no entendimento: densidade.
Afinal, que é densidade?
Densidade é a relação entre a massa de solução e seu volume, ou seja:


d= Massa da solução ( soluto + solvente )     ou d = m / v  g/ litro;  g/ ml;
     Volume da solução




Se um rótulo de um frasco diz 1,5 g/ ml , quer dizer, 1,5 g de solução ( soluto + solvente) por mililitro.
Lembre que a soma de soluto e solvente é a massa total da solução.
Em soluções aquosas, podemos dizer que o volume do solvente , em litros, corresponde à quantidade de solvente em quilos :
1 litro = 1 quilo
Isso ajuda muito como no exemplo abaixo:


420 ml de uma solução aquosa foram preparados pela adição de certa quantidade de NaOH a 400 ml de água. Determine a massa de soluto presente nessa solução. Densidade da solução = 1,19 g/ ml ; densidade da água = 1.0g/ ml
Vamos pensar:


a solução tem 420 ml de volume e a densidade é de 1,19 g/ ml
1 ml -----------------------1,19 gramas
420 ml ------------------- x gramas    onde x = 400x1,19 = 499,8 gramas.
mas esse resultado , dentro da densidade, é a soma de soluto e solvente;
499,8 gramas é o total.
Deste valor temos 420 gramas de água ( veja, se a densidade é 1 g/ ml se temos 400 ml, temos 400 gramas)
499,8g -  400 g = 99,8 gramas de soluto presentes na solução.
Para quem AMA fórmulas, aí vai uma bem interessante:


                                                  C = d . T
             onde C = concentração, d = densidade e T = título


E titulo, o que significa?


T = massa do soluto
       massa do soluto + massa do solvente


E quando multiplicamos o T x 100 = % em massa!


EXEMPLO:
O rótulo de um soro fisiológico indica que a porcentagem em massa é de 0,9 %, ou seja , existe 0,9 gramas de soluto NaCl em cada  100 gramas de solução.
Se você tiver 0,5 litro, é só calcular!!!
lembre que 0,5 litro = 500 gramas
se em 100 gramas tem 0,9 g de sal, em 500 gramas tem 0,9 x 500 = 45 gramas de NaCl
                                                                                              100


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