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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

COMO SÃO IMPRESSAS AS IMAGENS NAS RADIOGRAFIAS E A RECICLAGEM DESSE MATERIAL

ALÔ PESSOAL!!!
O número de acidentes cresce muito no Carnaval.
E com ele as chapas de Raios X para detectar fraturas e contusões.
Mas com essas chapas são impressas?
E o que fazer quando você tem um monte delas em casa???
 Veja:




Esse vídeo é de 2011, mas não menos importante por conta disso.
Vamos ver como as chapas são impressas?
As radiografias são muito utilizadas no ramo da medicina, para identificar traumas e lesões nos pacientes. Como esses exames são muito importantes no histórico de saúde de uma pessoa, são comumente guardados durante muito tempo, e quando já não são tão úteis, acabam sendo descartados sem nenhum cuidado. Mas essa forma despreocupada de jogar as chapas fora faz com que elas vão parar em aterros sanitários e causem diversos problemas, pois elas contaminam o solo e o lençol freático, além de ocasionarem outros problemas.
A importância da destinação correta das radiografias se dá por dois fatores.
O primeiro é que elas são feitas a partir de uma chapa de um plástico chamado acetato. E a segunda é que essa placa é coberta por uma fina camada de grãos de prata, sensíveis à luz.
O plástico gera riscos para o meio ambiente, demorando mais de cem anos para se decompor na natureza, sem contar que é um derivado direto do petróleo, cuja extração traz problemas ambientais em termos de gases estufa.
Já a prata, assim como outros metais pesados, é altamente poluente e prejudicial à saúde, pois se acumula no organismo, causando problemas renais, motores e neurológicos. Sua liberação no ambiente é proibida pelas normas estabelecidas pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A tabela abaixo apresenta as concentrações limites para a presença de metais pesados no meio ambiente estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente:

* Resolução CONAMA no 357, 2005, Qualidade da Água
Fonte: http://www.rimaeditora.com.br/26_Anais.pdf



O perigo começa na revelação

Para tornar a imagem visível, é necessário que ela seja revelada a partir da reação de uma película de grãos de prata com a hidroquinona, um agente revelador. Em seguida, a película recebe um banho de carbonato de sódio e de bissulfito de sódio, que evita a decomposição da hidroquinona. Para que a imagem não se desfaça rapidamente, é utilizada uma solução fixadora de tiossulfato de amônio, sulfato de sódio ou EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), que remove o excesso de prata existente e que poderia reagir com a presença de luz, comprometendo a imagem. A chapa então é lavada, para remover vestígios de produtos químicos que possam estragar a película, e, em seguida, seca.
Depois de realizado todo esse processo, restam ainda muitos resíduos químicos, que são encaminhados para empresas especializadas, onde são tratados.


A Reciclagem


A importância da reciclagem das chapas de raios-x vai muito além do que você imagina. Primeiramente, esse processo evita que os componentes tóxicos contaminem o meio ambiente. Outra questão importante é a possibilidade de reutilização dos materiais envolvidos. O processo de reciclagem das radiografias mais comum acontece da seguinte forma:
1. A radiografia é tratada em uma solução de hipoclorito de sódio 2,0% (água sanitária), em que são gerados:

-um resíduo sólido que contém a prata
-as películas radiográficas “limpas”;

2. Em seguida, o resíduo que contém a prata é tratado com hidróxido de sódio em água e aquecido durante 15 minutos, obtendo-se o óxido de prata misturado a impurezas;

3. O óxido de prata é então aquecido em uma solução de sacarose por 60 minutos, obtendo-se a prata impura sólida e que ainda não apresenta brilho;

4. Por fim, a prata é aquecida a 1000°C por 60 minutos em uma estufa, obtendo-se a prata pura e com o brilho.

Com 2,5 mil chapas, é possível obter de 450g a 500g de prata (cada quilograma é vendido por cerca de R$ 1,2 mil). Para comprar os equipamentos e montar a estrutura necessária, é preciso um investimento de R$ 300 mil.
Com o plástico, a reciclagem de 300 kg do material gera um lucro de R$ 15 mil por mês.
Os dados parecem muito vantajosos, mas é importante saber que toda empresa que quiser reciclar as radiografias deve funcionar de acordo com as licenças ambientais.
A água  contaminada com  agentes químicos utilizada no processo de obtenção da prata não deve, de maneira alguma, ser lançada sem tratamento no esgoto.
Portanto, a empresa deve ter a sua própria estação de tratamento de água, para evitar que o processo se torne ambientalmente inviável.

Com o plástico resultante do processo é possível fazer diversos objetos, como embalagens. Já a prata serve como matéria-prima para joalherias, por exemplo.
fonte: http://www.ecycle.com.br


Uma colocação importante: para quem usa essas chapas para fazer os moldes para artesanato tem que ter muito cuidado, pois quando deixamos as radiografias na água sanitária, elas ficam transparentes depois de serem lavadas e esfregadas com uma esponja macia.
Mas esse líquido, que contém prata e é tóxico vai para onde? Pense nisso.





segunda-feira, 9 de novembro de 2015

MAC NUGGET - A RECEITA VERDADEIRA

ALÔ PESSOAL!!
Saiu um livro sobre aditivos químicos chamado " Ingredientes: uma exploração visual de 75 aditivos e 25 produtos alimenticios" de Dwight Eschliman e Steve Ettlinger.
Ainda não já tradução para o portugues, mas, encontrei em um site uma parte bem interessante:


Um novo livro promete desvendar de uma vez por todas do que é feito o  nugget do McDonald's. Muito se diz sobre as partes do frango que vão na receita – provavelmente as piores de todas, como a carcaça do animal, por exemplo – mas, na verdade, são 40 ingredientes em momentos diferentes












Segundo eles, os ingredientes principais são carne de frango sem osso (os produtores juram de pés juntos que não são usadas partes além de peito, costela e pele), água e amido de alimentos (modificados). Para os temperos, sal, amido de trigo, sabor natural (fonte orgânica), óleo de cártamo, dextrose, ácido cítrico, fosfatos de sódio e mais sabor natural.
A mistura para a milanesa são feitas de água, farinha de trigo (modificada), ferro (reduzido), niacina, mononitrato de tiamina, riboflavina, ácido fólico, farinha de milho amarela, amido (modificado) e mais farinha de trigo novamente.
Já a fermentação leva: bicarbonato de sódio, ácido pirofosfato de sódio, sódio fosfato de alumínio, fosfato monocálcico, lactato de cálcio, pimentas, amido de trigo, dextrose e amido de milho.
Por fim, para a preparação em óleo vegetal o nugget recebe óleo de canola, óleo de milho, óleo de soja, hidrogenado de óleo de soja, TBHQ (terc-butil-hidroquinona), ácido cítrico (para preservar a frescura) e dimetilpolisiloxano (para reduzir as bolhas enquanto cozinha).

Ufa! Tudo isso para fazer um pequeno nugget que você devora em só três mordidas.
Da infinidade de coisas que são usadas para cozinhar esse petisco, a dupla de autores alerta para a presença de muito amido (principalmente de milho) e a dextrose, açúcar responsável pelo ganho de massa muscular – e também usado por sapateiros para fazer do couro um material mais maleável.
Echliman e Ettlinger ainda destrincharam outros alimentos muito consumidos nos Estados Unidos, como o energético Red Bull. A bebida, uma das mais famosas do planeta nas últimas décadas, leva ao todo 17 ingredientes, sendo três deles os colorantes vermelho, azul e amarelo, características da marca.



fonte:http://www.saudecuriosa.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2015

TRICLOSAN - ALERTA PARA ESSA SUBSTANCIA

ALÔ PESSOAL!!
Já ouviram falar no Triclosan?
Ele está presente em vários produtos que usamos como shampoos, sabonetes..
E é extremamente perigoso, como veremos adiante:
Definem o Triclosan como pertencente ao grupo dos fenóis e éteres. Ele é considerado um éter difenil policlorado (PBDE), capaz de inibir o desenvolvimento de fungos, vírus e bactérias. Em baixas concentrações, ele impede o desenvolvimento de bactérias; e em altas concentrações, ele provoca a morte destes organismos. Os fenóis, por sua vez, são tóxicos para seres vivos, provocando efeitos danosos à saúde (como a progressiva perda de peso e diarreia) e é altamente prejudicial para pele, olhos e mucosas humanas, fazendo com que essas partes tornem-se vulneráveis à absorção de outras substâncias.


fórmula estrutural:













Depois de ter uma ideia dos efeitos sobre a saúde que o Triclosan pode causar, você poderia deduzir que seria raro encontrá-lo em produtos comercialmente vendidos, certo? Errado! O triclosan é utilizado em uma enorme variedade de produtos de consumo, tais como: sabonetes, pastas de dentes, sabonetes bactericidas, desodorantes, sabão para lavar roupas, antissépticos, perfumes, objetos de primeiros socorros com função antimicrobiana, roupas, sapatos, carpetes, plásticos próprios para serem utilizados em alimentos, brinquedos, roupas de cama, colchões, adesivos, em equipamentos como ar-condicionado, tintas, mangueiras de combate a incêndios, banheiras, equipamentos de produção de gelo, borrachas, escovas de dentes e, para arrematar, é utilizado também como pesticida.
O problema que envolve o Triclosan está relacionado à falta de informação sobre os riscos associados ao uso indiscriminado da substância, ou seja, estamos condicionados a utilizar produtos bactericidas o tempo todo, sem a real necessidade e sem limites. Favorecendo a resistência bacteriana e elevando os riscos à saúde que substâncias como o Triclosan podem causar.
EFEITOS NOCIVOS SEGUNDO ESTUDOS :
Existem muitos estudos que apontam para o fato de que Triclosan propicia a resistência bacteriana, que nesse caso envolve a aquisição da capacidade de resistência de uma espécie bacteriana ao antimicrobiano, por meio de alteração no seu DNA. Em outras palavras, significa que o uso de produtos que contenham o Triclosan pode fazer com que as bactérias que queremos eliminar se tornem cada vez mais resistentes e presentes, superbactérias, não resultando seu uso em efeito qualquer depois de algum tempo, ou ainda é possível que após deixar de usar um cosmético (como o desodorante, que contém Triclosan como principal ingrediente), o efeito causado seja o agravamento daquilo que se quer evitar, ou seja, no caso dos desodorantes, o mau odor na área das axilas será mais forte, já que as bactérias tornaram-se resistentes e agora em maior número. O perigo deste processo também está relacionado à resistência bacteriana de espécies que são consideradas patogênicas para os seres humanos. Como consequência, o Triclosan pode contribuir também para a resistência a antibióticos, e isso representa possíveis impactos negativos sobre a saúde humana.
Com relação a outras espécies de seres vivos, alguns estudos apontam para a toxicidade desse éter aos organismos aquáticos (como as algas, peixes e invertebrados), podendo causar, a longo prazo, efeitos nesse ambiente. Um dos efeitos seria a desregulação do sistema endócrino, por meio de alterações dos níveis de hormônio na tireoide. Além disso, existem evidências de que o Triclosan possui propriedades que favorecem a bioacumulação nas mesmas espécies aquáticas.
Outro aspecto importante está relacionado à capacidade que o Triclosan possui de modificar o desenvolvimento de microrganismos aquáticos, que são importantes, entre outras coisas, para a degradação de matéria orgânica. E o Triclosan chega a corpos hídricos por meio de lançamento de efluentes de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). Ou seja, observe que o fato de utilizar substâncias que possuem esse componente em sua formulação, para além dos riscos à saúde do consumidor, é capaz de desencadear efeitos nocivos sobre a fauna e flora com as quais entra em contato através da poluição causada por seus resíduos pós consumo ao serem despejados nas redes de esgoto ou outras vias quaisquer. 
IMG_0553.JPG
Produtos que contém Triclosan (  bactericida Triclosan [5-cloro-2-(2,4-diclorofenoxi)fenol] )
Já foram feitos estudos sobre o desenvolvimento de câncer de fígado, alterar o funcionamento dos músculos  ( incluindo coração) com o uso prolongado de produtos com o Triclosan.

segunda-feira, 24 de março de 2014

POR QUE TOMAR BANHO?

ALÔ PESSOAL!!!!
Então, como estamos de sujeira global?
O mundo já está muito poluído, não vá você também aderir!
Essa reportagem mostra bem como o sabão age na superfície de sua pele.
E, convenhamos, é melhor tomar banho !!!!
Todo dia, você acorda com péssimas notícias. Na sua boca, pode ter certeza, nasceu o embrião de uma cárie. Quanto à pele, não se iluda: milhões de bactérias aproveitaram a noite para um verdadeiro banquete à base de células descascadas, suor, gordura, um ou outro glóbulo sanguíneo e eventuais resíduos de pus, que são encontrados com fartura depois de várias horas sem lavagem. Os produtos dessa comilança irão inevitavelmente fermentar, causando mau cheiro, mais cedo ou mais tarde. Água, pura e simplesmente, não resolverá o problema. Para se garantir um bom dia, é preciso lançar mão dos ácidos graxos — e aqui não se trata dos que estão presentes na gordura do leite e da manteiga no desjejum, mas dos componentes básicos de produtos como o sabonete, o xampu, o condicionador e a pasta de dentes.
Mas apenas os especialistas em Cosmetologia, área das Ciências Farmacêuticas que elabora essas poções perfumadas, sabem como a expectativa de cada um pode se transformar, ou não, em realidade diante do espelho — pele macia, cabelos sedosos, sorriso mais branco, sem contar a sensação de frescor anunciada pelo desodorante. "É chocante mostrar a ciência que existe por trás de um mero banho", afirma a farmacêutica Maria Elisete Ribeiro, da Universidade de São Paulo, que há vinte anos estuda composições de cosméticos. "Isso porque as pessoas preferem acreditar que o produto pode fazer milagres. E ignoram as reações químicas disparadas na rotina de todas as manhãs.

"Quando você mergulha na banheira ou toma uma ducha, a água só consegue arrastar algumas partículas de sujeira, coladas na superfície do corpo. Pois todo tipo de poeira ou de germe, mal encosta na pele, fica grudado em uma película oleosa. Trata-se da melhor emulsão protetora de que se tem notícia — a mistura do suor com a gordura secretada pelas glândulas sebáceas. O suor, como é ácido, dificulta a sobrevivência dos rnicroorganismos nocivos que, porventura, ousam se instalar na pele; já o sebo reveste a superfície, cobrindo certas brechas que poderiam servir de entrada para os germes. Ao longo das horas, porém, essa película engrossa, intercalando camadas de óleo e de sujeira. A pele fica cada vez mais pegajosa, e daí só tem um remédio — o sabão!

As moléculas de sabão tem dois lados: um "gruda" na água , enquanto que o outro extremo " gruda" na gordura.
Em pleno banho, essas moléculas de sabão ficam cravadas em cada minúscula gota de água, deixando para fora a sua metade capaz de se ligar à gordura do corpo. Na realidade, ninguém molha o corpo por inteiro. Uma olhada pelo microscópio mostra que as gotículas de líquido se espalham distantes entre si sobre a pele. Mas tudo bem, porque as moléculas de sabão, alcalinas, atraem feito pequenos ímãs aquele sebo, que é ácido, com pH (índice de acidez) em torno de 4,5. Sequestrada, a sujeira oleosa é conduzida pela água, até escoar pelo ralo.Sabonetes, aliás, sempre são alcalinos. Se fosse possível fabricar um sabão realmente neutro, ele não ofereceria vantagens, porque não limparia direito.

É verdade que, quanto menos alcalino é o sabonete, menos ele irrita a pele. Essa qualidade dependerá da proporção de gorduras animais e vegetais utilizadas como matérias-primas. "O balanço desses ingredientes também faz um sabonete ser mais duro ou mais macio", diz a farmacêutica Maria Elisete. Assim, os óleos derivados de animais com sangue quente se dissolvem em temperaturas mais elevadas do que óleos vegetais. Estes, em princípio, precisam ficar solúveis em temperaturas mais baixas para serem consumidos como fonte de energia pelas plantas e, por isso, são usados em sabonetes que derretem com facilidade.Um dos óleos mais aplicados nos chamados sabonetes finos é o de coco. Nove em cada dez estrelas nas prateleiras das perfumarias contêm esse ingrediente, idêntico ao da popular barra de sabão branco, usada para lavar roupa. "O óleo de coco, com seus doze átomos de carbono, assegura muitas bolhinhas de sabão", explica Maria Elisete. Espuma, contudo, não é sinal de limpeza. "Podem-se ter sabonetes sem um pingo de espuma, cujo efeito é apenas psicológico", garante a farmacêutica.

À massa de sabão propriamente dita, os fabricantes acrescentam ainda corantes, essências de perfume e uma boa dose de óleo livre, isto é, que não passou pela saponificação. Sua função é besuntar novamente a área da qual acabou de se tirar o sebo. Pois sem a sua gordura natural, a camada externa da pele apareceria tal qual é —um forro de células mortas e esturricadas. Fora o problema da aparência, a pele seca é muito mais suscetível a irritações. É por isso que alguns discutem se não faria mal tomar banho com sabonete mais de uma vez por dia, costume de muitos brasileiros
.

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

A HISTÓRIA DA SUA URINA

ALÔ PESSOAL!!!!
Começando mais uma postagem sobre fluidos corporais, onde a urina é um exemplo significativo.
Mas será que você sabe a importância desse líquido nas descobertas químicas?
Muitos cientistas acharam uma " graça" aquela aguinha amarela que sai de dentro de cada um de nós e resolveram fazer pesquisas, das mais bizarras, diga-se de passagem...
mas aí vai  a história, retirada da revista SUPER:


Urina

Em 1669, o alquimista alemão Hennig Brandt começou a destilar urina humana. Ele tinha esperança de que o líquido fosse um remédio capaz de curar todas as enfermidades e que, por ser amarelo, pudesse conter ouro. Ferveu a urina e a deixou condensar, mas é claro que não encontrou nenhum metal precioso. Conseguiu apenas uma pasta branca que, quando esquentada, entrava em combustão. Brandt havia descoberto o elemento fósforo.
A urina é uma combinação de vários detritos do corpo. Entre eles estão substâncias orgânicas e fosfatos – compostos que pegam fogo facilmente quando em contato com carbono. Ao aquecer, as substâncias orgânicas se transformaram em carvão – que nada mais é do que carbono – e fizeram a mistura pegar fogo. Brandt percebeu que a descoberta era importante, mas ainda foi preciso muitas outras pesquisas antes que ela pudesse ter alguma função prática. Os palitos atuais, por exemplo, são feitos de uma massa com clorato de potássio, que reage com o fósforo presente na lixa da caixa e inicia o fogo.
A experiência de Brandt não foi, no entanto, a primeira a utilizar urina.
Essa substância é há milênios misturada a tintas para que elas consigam “pegar” melhor em tecidos e tornar as cores mais vivas. Algumas mulheres no Império Romano, por exemplo, pintavam o cabelo de amarelo com um extrato de folhas de verbasco misturado com urina. Essa propriedade começou a intrigar os cientistas no século XIX, quando foi preciso criar substâncias sintéticas que tivessem o mesmo efeito (afinal, não era fácil transportar centenas de barris de urina até as tinturarias). As pesquisas cumpriram seu objetivo e ainda trouxeram outros benefícios. Em uma das experiências, o químico alemão Adolph von Baeyer transformou o ácido úrico – um dos componentes da urina – em um novo composto, que ele chamou de ácido barbitúrico. A descoberta de Baeyer deu origem a uma série de derivados, os barbitúricos, que fizeram sucesso durante muito tempo como remédio para insônia e até hoje são usados como anestésicos em cirurgias.
A urina foi responsável por uma revolução ainda maior na química. Até o século XIX, acreditava-se que todos os materiais se dividiam em duas categorias: os inorgânicos, como rochas e metais, e os orgânicos, que eram produzidas por seres vivos e, segundo a crença da época, possuíam forças vitais que os tornavam impossíveis de serem copiados. Essa idéia caiu por terra em 1828, quando o químico alemão Friedrich Wohler misturou duas substâncias inorgânicas: cianato de prata e cloreto de amônio. A experiência resultou em cristais de uréia, um dos principais componentes da urina e que, por ser produzida por animais, era considerada uma substância orgânica. Wohler conseguiu assim mostrar que não existem diferenças entre substâncias sintéticas e naturais. A teoria da “força vital” estava derrubada, o que abriu a porta para a síntese de outras substâncias orgânicas, como vitaminas e fertilizantes. Lembre-se disso na próxima vez que for ao banheiro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

MAKE OFF DAS SALSICHAS!

Voce tem idéia de como as salsichas são feitas?? Não? Então veja esse vídeo e depois encare um hot dog, na boa!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

TRANSPLANTE DE FEZES

OLÁ PESSOAL! TUDO BEM?
Não surtei! É isso mesmo que vocês leram! Essa técnica está sendo usada com sucesso para a cura de doentes com diarréia constante.
Apesar de parecer estranho, o transplante é a única alternativa de cura para pacientes com colite pseudo membranosa, que pode levar á desidratação e até infecção generalizada.Esse tipo de colite é causada ´por uma bactéria que já habita o intestino, mas costuma não incomodar porque há outras que dão um equilíbrio natural.
Mas a ingestão contínua de antibióticos de largo espectro, matam as outras bactérias e essa vai ficando, por ser resistente, ocasionando o desequilíbrio e as diarréias.
O processo de " repovoar" a flora intestinal é feita em etapas.
1- Consiste na utilização de fezes frescas com no máximo 4 horas e são necessários dois doadores.
2- As fezes são misturadas com meio litro de soro fisiológico e centrifugadas.A parte sólida é descartada e os médicos usam a parte líquida no procedimento.
3- Com o paciente sedado, o conteúdo é aplicado por meio de endoscopia, direto no jejuno, para evitar refluxos.
4- Assim as bactérias presentes nas fezes saudáveis, vão repovoar toda a flora intestinal do paciente. Em cerca de 3 dias, ele volta a produzir um bolo fecal normalmente.

                        
ESQUEMA DE COMO É FEITO O TRANSPLANTE DE FEZES                








terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CREMES DEPILATÓRIOS

ALÔ PESSOAL!!!!!!
Antes da grande final de testes para a segunda fase dos vestibulares, vamos atender ao pedido de uma amiga, Vanessa, sobre cremes depilatórios.
Em primeiro lugar precisamos saber como agem:
Eles.possuem agentes químicos que quebram a estrutura da proteína dos fios, elemento que dá força aos pelos,literalmente destruindo a base do pelo . A desvantagem é que ele não age na raiz, mas tem a capacidade de hidratar a pele- ao menos é o que promete-. Entretanto, é preciso fazer um teste antes de usá-lo, pois peles sensíveis podem ficar bem irritadas.
Entenda que o creme não vai arrancar o pelo e sim, funcionar como uma lamina de barbear: dentro de 3 a 4 dias, você verá seus pelinhos crescendo de novo.
Se não quiser isso, recorra ao laser, que incide sobre a pigmentação do pelo, então quem tem pelos brancos, adios!!!!!!!!!!!!!!!! o laser não funciona!
Mas e os cremes são seguros?
Depende da sua pele.
Se for muito sensível, é melhor fazer o teste porque as consequencias do creme depilatório são queimaduras,quando aplicado em locais sensíveis, ou deixados mais tempo que o recomendado no local.
Aí vai o "listão" de produtos químicos contidos em uma bisnaga de Veet,creme depilatório para peles secas com Karité e pétalas de lírio.
Composição:
álcool cetearil, ceteareth 20, parafina líquida, óleo de amêndoas, hidróxido de cálcio, gluconato de sódio, trissilicato de magnésio, ureia 46%,copolímero de acriolato, propileno glicol, fragrância, tioglicolato de potássio, manteiga de karité, sílica hidratada, glicerina, talco, silicato de lítio, sódio, magnésio, hidróxido de sódio e água..
Pessoas sensíveis aos componentes podem apresentar efeitos colaterais com vermelhidão no local de aplicação. Em contato com os olhos pode ocorrer ardência,vermelhidão e lacrimejamento.
A ingestão acidental pode provocar náuseas, enjoos e vômitos.
Quando utilizar, espere 3 minutos- contados no relógio- e retire. Se não sair tudo deixe mais 3 minutos- nunca ultrapasse os 6 minutos totais. Não use nenhum produto que contenha álcool como perfumes, desodorantes em 24 horas.
Para finalizar não use laminas ou ceras , nem reaplique o produto em tempo inferior a 72 horas. Não utilize durante a gravidez.
Note que seu pH é muito básico, entre 12,4 e 12,6 o que significa produto alcalino de alta capacidade de provocar queimaduras, aliás, ele derrete o pelinho!!!!!!!!!
Portanto, muito cuidado com o uso desse e de outros produtos que prometem depilar sem dor.
( fonte da composição:Reckitt/Benckiser)
(foto: belezadecreuzza.blogspot.com)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CREME DENTAL OU PASTA DE DENTES?

ALÔ PESSOAL!!!!!!!!
Então, vamos encarar um creme dental? Ou pasta de dentes?
Afinal, o que ela tem e o que faz?
( imagem:fubap.org ) 
Primeiro vamos combinar, muito legal essa imagem! Dá para entender como saem as listras na escova de dentes!
Agora a composição: 

As pastas de dentes possuem basicamente:abrasivo, agente de polimento, espumante, umectante, edulcorante, solvente, detergente, flavorizante e agente terapêutico. 
Conheça agora alguns dos ingredientes presentes em sua pasta dental: 
Lauril Sulfato de Sódio: é responsável pela formação da espuma ao escovarmos os dentes e possui ação detergente. 
Carbonato de cálcio (CaCO3): substância abrasiva, age durante a escovação aumentando o atrito com os dentes. O contato promove a esfoliação da camada mais externa dos dentes eliminando a placa bacteriana. 
NaHCO3: Bicarbonato de sódio. Ele é um antiácido e regula o pH do meio, é classificado como abrasivo. 
Fluoreto de sódio (NaF): agente terapêutico, mais conhecido como flúor. Esse componente reage com o fosfato de cálcio presente nos dentes para formar fluoropatita (substância de proteção contra cáries dentárias). O flúor é um importante componente, pois inibe a ação de bactérias. 
Sorbitol - C6H8 (OH)6: edulcorante, essa substância é responsável pelo sabor doce da nossa pasta dental. 
Flavorizantes: agentes responsáveis pelo sabor que promove um efeito refrescante. 
Água  e álcool etílico: esses são os solventes responsáveis pela dissolução dos ingredientes, formando a pasta homogênea. 
Glicerina: umectante, a pasta dentro do tubo não resseca em virtude da presença da glicerina. 


E uma curiosidade: quando começaram a usar algo semelhante à pasta de dentes?
A mais antiga referência conhecida a um creme dental está em manuscrito egípcio no século IV a.C., que citava uma mistura de sal de cozinha, pimenta, folhas de menta e flores de íris. Muitas antigas fórmulas de dentifrício eram baseadas em urina. Apesar disso, a pasta dental não chegou ao uso geral até o século XIX.
No início do século XIX, a escova de dente era normalmente usada apenas com água, mas misturas dentárias logo ganharam popularidade. A maioria destes eram de produção caseira, e os ingredientes mais comuns eram giz, tijolo pulverizado e sal. Uma enciclopédia caseira de 1866 chegou a recomendar carvão pulverizado .(Wikipédia) 
XQUIMICA SORRISO BRANCO!

terça-feira, 24 de julho de 2012

CREMES ANTI AGE

ALÔ PESSOAL!
Atendendo a pedidos, vamos falar sobre os cremes anti idade,ou anti age.
Antes de mais nada, é preciso saber sua composição, se vale a pena investir e quando se deve usar.
Vamos lá:
A base dos cremes vendidos livremente ( por que existem os manipulados) é sempre composta por um hidratante com grau variado de oleosidade, substâncias antioxidantes (como as vitaminas que aumentam a capacidade de hidratação do produto final) e uma pequena quantidade de ativos "rejuvenescedores". Entre estes, destacam-se as vitaminas A (ativo do ácido retinóico, o precursor dos anti-idade), C e E.
 A vitamina C estimula o colágeno promovendo a formação de fibras novas e atua ajudando a pele a se defender dos efeitos do sol, a vitamina A ajuda na renovação celular da epiderme e a vitamina E atua como antioxidante.
Nossa pele começa a perder 1% de colágeno ao ano a partir dos 21 anos de idade. 
Sabe-se  que 80% do envelhecimento da pele são provocados pelo sol que incide sobre a epiderme e na derme, as camadas mais superficiais da pele, e 20% dependem da genética de cada pessoa. Por isso, para combater o envelhecimento da pele, é importante também investir na proteção solar desde cedo.

O primeiro e mais importante “anti-idade” é o filtro solar desde a infância, o que já consiste em boa prevenção pois a radiação vai sendo acumulada. Na adolescência, começa a se prestar atenção à pele, quando os primeiros problemas aparecem, como espinhas e cravos. Tratando-se desde cedo evitam-se os poros permanentementes dilatados na idade adulta.( aquele aspecto de areia molhada, nada bonito!)

Aos 25 anos, sinais de desgaste e cansaço podem mostrar que é  uma boa idade para se preocupar mais seriamente. Os primeiros sinais da passagem do tempo :  manchas, rugas finas em torno dos olhos, as olheiras, as marcas próximas aos lábios que necessitam de  ótimos produtos à base de ácidos, vitaminas e estimuladores de colágeno, que apagam ou suavizam estas marcas.

Os ativos usados nos dermocosméticos são. hidratantes, clareadores de manchas, protetores solares, tratamento de pálpebras e olheiras, estimuladores de colágeno, revitalizadores, ácidos que podem ja evidenciar melhoras em 15 dias de uso, sempre levando em conta as variações individuais .
Outros ingredientes que fazem parte em alguns dermocosméticos e que ajudam:Vitamina C, (ácido ascórbico,) Ácido Glicólico, AHA, Ácidos de frutas e Glycans, Hidroxiprolisilane, Pentavitins, Lipossomas, Talasferas, Dimethicones, Uréia, Lactatos, Ceramidas, ácido Hialuronico, Raffermine, Matrixyl, Coenzima-Q, Vitamina E, Licopeno, Palmitato de Retinol, Ácido Retinóico, Pantenol, Alantoina, Hidroqunona, Arbutin, Cafeina, Densiskin e outros. 

mas , antes de passar qualquer creme, faça o teste e veja se existe algum tipo de alergia.
Esses cremes devem ser usados conforme a indicação ( há diurnos e noturnos) mas com a pele sempre limpa.E vale lembrar que eles fazem efeito, sim, desde que corretamente utilizados.Outra coisa: nem sempre o mais caro é o melhor para sua pele!!!!!!!!!
fonte:http://www.bolsademulher.com
imagem: www.belezaperfumada.com

sábado, 12 de maio de 2012

COMPOSIÇÃO DO CHORUME

ALÔ PESSOAL!
Mais uma vez  estamos aqui para explicar a composição do chorume. Pelo visto na foto acima, não é das coisas mais cheirosas...  Aquela "água fedida e suja" que sai do  lixo, mal acondicionado é resultante da fermentação desse lixo e da exposição dos rejeitos orgânicos ao tempo.
Normalmente tem cor preta, e aí vai a questão? o que tem nessa água?
Segundo o livro "Meio ambiente, poluição e reciclagem" a composição do chorume é a seguinte:
nitrogênio( em forma de nitrato, nitrito e amônia) cloretos, sulfatos, fósforo, cobre, chumbo, manganês, ferro, zinco, cádmio, cromo, coliformes fecais.
E olha que a DBO ( demanda bioquímica de oxigênio) que é a medida da quantidade de oxigênio consumida  pelos micro-organismos para a oxidação da matéria orgânica do lixo, vai de 480 mg/litro a 19.800mg/litro, ou seja, é muito oxigênio sendo usado!!!!!!!!!!
Por isso, na construção de um aterro sanitário, é necessário impermeabilizar o solo onde o lixo vai ser depositado, senão esse chorume contamina a terra e qualquer água subterrânea .Voce leu que tem metais pesados, que são altamente tóxicos.
E também é feito um sistema de drenagem desse líquido no aterro, que é armazenado e tratado.
É isso.
XQUIMICA SEM CHORUME!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

TINTURAS PARA O CABELO

ALÔ PESSOAL!
Dia de chuva e frio aqui em SP! Mas se voce gosta de se produzir, leia sobre as tintas de cabelo e depois decida se vale a pena tingir, "dar um tapa no visual" ou deixar como está, pois existe de tudo nesse universo feminino!
Temporária:Compostas por ácidos de alta massa molar que se depositam na superfície do cabelo, sem penetrar na fibra. Saem rapidamente com o uso de xampus.


Progressivas:Compostas por soluções aquosas de sais metálicos. A mais comum é uma solução aquosa de acetato de chumbo. Nesse processo, utilizado para escurecer os cabelos grisalhos, o chumbo combina-se com o enxofre que está presente nas proteínas do cabelo, formando o sulfeto de zinco, que apresenta cor preta.Como o sulfeto de chumbo é muito pouco solúvel em água, esse tipo de tintura permanece mais tempo do que as outras. O chumbo é um metal pesado e seu acúmulo no organismo pode causar anemia, dificuldade de aprendizado e atrofia muscular.

•Semipermanentes: pigmentos que permanecem nos fios por um período maior, penetrando parcialmente nas fibras do cabelos. Por causa da facilidade de penetrar nos fios, essas tinturas são aplicadas em quantidade reduzida, junto com peróxido de hidrogênio (H2O2), comercializado com o nome de água oxigenada. No interior da fibra , o pigmento sofre oxidação com o oxigênio do ar, em meio alcalino, produzindo a cor. Como a forma oxidada tem dificuldade de atravessar a fibra, permanece no seu interior por um período maior.

•Permanentes: formadas por moléculas pequenas com grande facilidade de penetrar na fibra do cabelo. No interior da fibra, ao sofrerem a oxidação com água oxigenada, ocorre a união dessas pequenas moléculas, dando origem a estruturas grandes, que permanecem no interior da fibra por um período de tempo muito mais prolongado.

Outra forma de mudar a cor dos cabelos, muito difundida, é o clareamento, que consiste numa reação de oxirredução. Nesse processo, utiliza-se peróxido de hidrogênio dissolvido em solução de amônia com pH maior do que 9 (meio básico). As grandes cadeias de melanina são degradas, originando moléculas de baixa massa molecular e que apresentam coloração menos intensa. Paralelamente, ocorre também a quebra de proteínas do cabelo, tornando-o mais fraco e quebradiço.
( fonte:http://solventeuniversal.wordpress.com)
Entre os metais , utlizados nos pigmentos podemos citar : chumbo, cádmio e arsênio.
Segundo resoluções do INMETRO:
A Resolução nº481/99 estabelece os limites de aceitabilidade de microorganismos nas tinturas capilares. São eles: microorganismos mesófilos totais aeróbios (não mais que 103UFC/g ou ml), Pseudomonas aeruginosa (ausência em 1g ou 1ml), Staphylococus aureus (ausência em 1g ou 1ml), Coliformes totais e fecais (ausência em 1g ou 1ml) e Clostrídios sulfito redutores (exclusivo para talos).


A título de exemplificação, cabe destacar que a presença, na tintura capilar do microorganismo Staphylococus aureus, pode causar cegueira. A contaminação, neste tipo de produto, normalmente advém do processo de produção de água, da inobservância de boas práticas de fabricação e da falta de cuidado no armazenamento.

5 A legislação vigente (Resolução 79, de 28/08/2000 - Anexo III) prevê a possibilidade de determinação do teor de outros metais pesados nas tinturas capilares que não os especificados na tabela deste relatório, determinando como teor máximo o limite de 100ppm.

A potencialidade corrosiva de uma tintura capilar pode significar, por exemplo, a destruição de tecido (pele). De acordo com estudos da Organisation for Economic Co-operation and Development - OECD , valores de pH inferiores a 2 e superiores a 11,5 são considerados corrosivos. As especificações de faixa de pH devem ser estipuladas pelo fabricante, entretanto, não podem ser inferiores a 2 e superiores a 11,5.

Cuidados para armazenar:

- mantenha os cosméticos sempre protegidos da luz, umidade e calor;
- mantenha os cosméticos fora do alcance das crianças, qualquer descuido pode ter conseqüências imprevisíveis;
- nunca armazene os cosméticos junto a alimentos, bebidas, medicamentos e saneantes.
 Cuidados no uso:
- não utilize cosméticos com prazo de validade vencido. Podem não fazer efeito desejado ou prejudicar sua saúde;
- siga sempre as instruções contidas no rótulo e observe as frases de precauções, como por exemplo: "Cuidado com a área dos olhos", "Mantenha fora do alcance das crianças", etc.;
- faça a prova de toque segundo as instruções de uso, você pode ser alérgico ao produto;
- cuidado com tinturas capilares e clareadores. A aplicação direta em sobrancelhas ou cílios pode causar irritação nos olhos e cegueira. Não se recomenda o uso deste produto em gestantes;
- caso haja contato de produtos com os olhos, lave imediatamente com água corrente e, assim como no caso de ingestão, procure socorro médico;
- não utilize alisantes, tinturas e ondulantes caso tenha feridas no couro cabeludo;
- não faça aplicações consecutivas de tinturas, alisantes e ondulantes em curto espaço de tempo pois, isso danifica e provoca queda de cabelo;
- quando sentir qualquer alteração durante a utilização do produto, interrompa o seu uso e lave imediatamente com água corrente o local de aplicação. Sentindo-se mal ou com irritação persistente, procure socorro médico;
- não deixe produtos como tintura, alisantes, ondulantes, clareadores, depilatórios e outros sobre a pele e couro cabeludo por tempo superior ao indicado nas instruções;
- cuidado com o uso de cosméticos em crianças. Utilize somente as linhas infantis, destinadas exclusivamente a elas.
Sistema semi permanente:
Outra solução ao grande paradoxo da tintura de cabelo envolve o uso de moléculas de tamanho intermediário. Um número relativamente pequeno de materiais apresenta tamanho molecular suficientemente pequeno para penetrar no cabelo, embora ainda sejam grandes para serem usadas como tinturas.( veja acima)

Sistema Permanente ou Oxidante:
São formados por substâncias intermediárias ou precursoras de cor e acopladores. As substâncias intermediárias funcionam como corantes apenas depois de oxidadas (H2O2), ligando-se aos acopladores e produzindo a cor desejada. O processo baseia-se portanto em reações de precursores - pigmentos, que ocorrem no interior da fibra capilar sob condições específicas , estas reações geralmente ocorrem em meio alcalino (amônia) pH 8 a 10. A amônia promove a tumefação e abertura das cutículas facilitando a absorção dos corantes e do peróxido de hidrogênio. Ajustando as proporções de oxidante (H2O2), precursores e acopladores, pode-se obter tonalidades mais claras ou escuras.( veja as moléculas menores abaixo)

fonte:http://www.freedom.inf.br
Agora que voce já sabe dos riscos e benefícios, lembre que as tinturas modernas não contém chumbo( mas leia o rótulo antes de comprar!) e possuem protéinas que amaciam e diminuem o risco dos cabelos ficarem quebradiços.
Outro cuidado é usar shampoos específicos para cabelos coloridos,pois ajudam a diminuir a perda da c or e do brilho.
XQUIMICA TOTALMENTE COLORIDA!

sábado, 3 de dezembro de 2011

OS 8 LUGARES MAIS CONTAMINADOS DE UM SHOPPING

ALÔ PESSOAL!!!!!!
Acabei de ver essa reportagem na hypescience.com. A original é da rede CNN.
É ler e chorar!!!!!!!!!
“Qualquer lugar em que as pessoas se reúnam fica cheio de bactérias e vírus, e um shopping center lotado é um exemplo perfeito disso”, explica o especialista em microbiologia e imunologia, Philip Tierno.
Fim de ano chegando, a loucura dos feriados e das compras batendo nas portas, e a última coisa que você quer é ficar doente, certo? Porém, quando estiver nas lojas, você também estará exposto a muitos germes – como os vírus da gripe, E. coli e estafilococos. Com isso em mente, verifique os piores locais infectados por germes do shopping, indicados por um painel de especialistas, e dicas para se manter saudável:
1 – Pia do banheiro
A área mais suja em um banheiro (e, portanto, no shopping todo) não é a privada ou a maçaneta – é a pia. As bactérias ficam na torneira porque as pessoas tocam essas superfícies logo após usar o banheiro. Como essa é uma área úmida, as bactérias podem sobreviver por mais tempo ali.
Cuidado com as saboneteiras, também – não só elas são manuseadas por muitas mãos sujas, como podem abrigar germes em si. Especialistas descobriram que uma em cada quatro saboneteiras de refil de banheiro público continham níveis inseguros de bactérias.
Para se proteger, lave bem as mãos depois de usar um banheiro público: esfregue com sabão durante pelo menos 20 segundos, e enxague bem. Use uma toalha de papel para desligar a torneira e abrir a porta. Se não há sabão ou toalhas de papel, mate germes com um desinfetante à base de álcool, utilizando pelo menos uma colher de sopa do produto.
Evite saboneteiras recarregáveis e use apenas sabão líquido que vem em refil selado; se isso não for uma opção, use apenas o desinfetante para as mãos.
2 – Mesas de alimentação
Mesmo se você ver alguém passando um pano na mesa, isso não significa que ela está limpa. Na verdade, o pano pode espalhar bactérias nocivas como a E. coli se não for trocado e lavado regularmente.
Considere levar lenços desinfetantes em sua bolsa para que você possa limpar a mesa antes de se sentar. Procure os que contêm álcool ou outro agente de desinfecção, a fim de matar os germes, e não apenas limpar a sujeira.
3 – Corrimão de escada rolante
Durante testes, pesquisadores encontraram comida, E. coli, urina, muco, fezes e sangue no corrimão de escadas rolantes – e onde há muco, você também pode encontrar vírus. O certo é evitar tocar corrimões, a menos que seja absolutamente necessário – neste caso, use desinfetante para as mãos depois.
4 – Teclados
Qualquer tela ou teclado que várias pessoas tenham que tocar (como de caixas eletrônicos) pode conter uma média de 1.200 germes, incluindo micróbios que induzem doenças. O pior é o botão “enter”, porque todo mundo tem que tocá-lo.
Para evitar riscos, não use a ponta do dedo para apertar os botões, que são mais propensas a encontrar o caminho para seu nariz ou boca. E não se esqueça de lavar as mãos ou usar desinfetante depois.
5 – Lojas de brinquedo
Lojas de brinquedos podem ter mais germes que áreas de jogo, carrosséis, e outras zonas para crianças, simplesmente por causa da maneira como elas se comportam lá. Crianças lambem brinquedos, os rolam em suas cabeças, esfregam em seus rostos, e tudo isso deixa uma grande quantidade de germes.
Se você fizer uma compra, limpe qualquer brinquedo que não esteja em uma caixa selada com água e sabão, álcool ou vinagre (que tem propriedades antimicrobianas) antes de dar para o seu filho. E, claro, use desinfetante para as mãos depois de limpá-lo.
6 – Provadores
Você não vai pegar muitos germes nos ganchos ou maçanetas. O culpado? O que você experimenta. Depois que as pessoas experimentam roupas, células da pele e transpiração podem se acumular no interior. Ambos podem servir de alimento para o crescimento bacteriano. Você pode até mesmo pegar bactérias resistentes a antibióticos apenas experimentando roupas.
Use sempre roupas íntimas (não fio dental!) por debaixo das roupas que experimentar, principalmente calças, trajes de banho e qualquer outro vestuário que tocar seus genitais ou reto. Tampe cortes ou arranhões, já que feridas abertas podem ser uma porta de entrada para bactérias perigosas. E não se esqueça de lavar as roupas novas antes de usá-las.
7 – Lojas de dispositivos eletrônicos
Enquanto você está brincando com seu novo smartphone, você pode estar apanhando germes das mil pessoas que o testaram antes de você.
Um estudo publicado no ano passado descobriu que os vírus facilmente se transferem entre as superfícies de vidro e pontas dos dedos. E um relatório recente concluiu que de quatro iPads em duas lojas da Apple, um continha Staphylococcus aureus, a causa mais comum de infecções por estafilococos, enquanto outro registrou uma bactéria associada à erupção cutânea.
Limpe seus dispositivos com um lenço para desinfecção, bem como sua mão após usá-lo.
8 – Amostras de maquiagem
Vá até o balcão de maquiagem e acabe pegando uma infecção junto com a sombra mais recente. Um estudo de 2005 constatou que entre 67% e 100% da maquiagem para teste estavam contaminadas com bactérias, incluindo estafilococos, estreptococos e E. coli.
Evite o uso de amostras de maquiagem públicas; não aplique cosméticos nos lábios, olhos ou rosto que estejam ali para todos usarem. Amostras únicas são mais seguras. Se isso não for possível, use um lenço de papel para limpar a amostra e, em seguida, aplique o produto na parte traseira de sua mão. Só então use.[CNN]
É isso, pessoal!!!!!!!!!!
XQUIMICA ARREPIADA TOTAL!

terça-feira, 19 de abril de 2011

FOME OCULTA

ALÔ PESSOAL!!!!!!!
Li um termo esses dias, que me deixou pensativa: fome oculta. Isso devido à uma pesquisa onde, entre os jovens brasileiros, a obesidade está aumentado e o nível nutricional não.
Como pode? Gordinhos e mal nutridos?
Pois é..
Pesquisando sobre fome oculta, vi este texto na SUPER, e resolvi postar:

Dois bilhões dos cinco bilhões de habitantes no planeta têm deficiência de uma ou mais vitaminas. OK, a maioria dessa gente está no Terceiro Mundo e, no prato dos pobres, não faltam apenas vitaminas — falta comida mesmo, com todo tipo de nutriente. Mas o fato é que outro bilhão da população mundial padece da chamada fome oculta. O conceito se aplica a uma multidão que pode reclamar de barriga cheia: afinal, apesar de fazer as refeições normalmente, seu organismo funciona aos trancos e barrancos por falta de vitaminas. E essa falta não é alardeada pela sensação de estômago vazio. Eis o motivo de a fome ser oculta.
Será que os alimentos não são mais os mesmos que forneciam aos nossos avós tudo o que eles precisavam para viver? Não, não são. Mas, principalmente, nós não somos mais como nossos avós. O ritmo da vida moderna é um notório ladrão de nutrientes. Em primeiro lugar, porque quase ninguém tem tempo para fazer uma refeição como manda o figurino dos nutricionistas. Em segundo, porque o estressante corre-corre se traduz no corpo como uma descarga de hormônios que atrapalham — e muito — a ação das vitaminas. Sem contar outros hábitos que prejudicam essas substâncias. Um comprimido de aspirina faz com que a vitamina C de um suco de laranja tenha um prazo três vezes menor para agir, antes de ser eliminada pela urina. Outro exemplo: os componentes das pílulas anticoncepcionais aniquilam boa parte das moléculas de vitamina B disponíveis no sangue.
O pior é que as refeições do nosso dia-a-dia já são desvitaminadas. “A comida pode conter menos vitaminas do que prometem as tabelas nutricionais”, afirma o engenheiro de alimentos Cesar Romeu Araújo, da indústria farmacêutica Roche. “No Brasil, as pessoas preferem uma farinha de trigo branquinha e ela é puro amido”. As vitaminas B1 e B2, de que o trigo seria em tese uma boa fonte, vão se embora com a casca endurecida dos grãos.
Desde a II Guerra Mundial, de olho na saúde de seus soldados, os Estados Unidos passaram a devolver essas vitaminas perdidas à farinha, acrescentando-as depois da refinação. Na década de 50, a maioria dos países europeus copiou a idéia. No Brasil, até hoje, a farinha não é vitaminada.
“Por causa disso, tivemos dificuldades”, conta Regina Helena Braga, da Interbakers, empresa que, desde 1988, produz pães para hambúrgueres do McDonald’s. A maior rede de fast-food do mundo anunciava que o seu sanduíche tinha a mesma qualidade em qualquer parte do globo. E isso não era verdade, porque a farinha brasileira era bem mais pobre que a de outros países. “Levamos dois anos até conseguir incluir o complexo B na receita”, diz Regina. Hoje, o pão de um Big Mac fornece mais de 60% das necessidades diárias desses nutrientes.
“Parece justo repor as perdas”, diz a nutricionista Silvia Franciscato Cozzolino, professora da Universidade de São Paulo. “Mas, em vez de biscoitos e chocolates, os produtos vitaminados deveriam ser aqueles de grande consumo popular, como o arroz e o açúcar.” Os fabricantes alegam que isso afetaria o preço para o consumidor. “O aumento seria inferior a 1% nas gôndolas dos supermercados”, garante Cesar Araújo, da Roche.
Enquanto se discute, a gente pode estar passando fome — a fome oculta. E esta pode ser ainda mais agravada pelo processo de preparo das refeições.
Para a Organização Mundial da Saúde, o Haiti é aqui, como no verso cantado por Caetano Veloso e Gilberto Gil. Pois, em matéria de falta de vitamina A, nós empatamos com os haitianos no primeiro lugar. Em certas regiões brasileiras, metade da população tem menos dessa vitamina do que seria adequado. A primeira conseqüência é a cegueira noturna: à noite, fica impossível enxergar direito. Porque, para formar imagens com nitidez, é necessário um pigmento, fabricado no fundo dos olhos, usando a vitamina A como matéria-prima. Se a deficiência se prolonga, a pessoa perde a visão.
“O irônico é que, no Norte e no Nordeste, onde a situação é mais grave, existem frutas típicas com alto teor dessa substância”, diz a nutricionista Eliete Salomon Tudisco, da Universidade Federal de São Paulo (ex-Escola Paulista de Medicina). “O jeito é ensinar as pessoas a procurar os alimentos certos.” Há quem diga, porém, que essa luta pela boa dieta é inglória. E não apenas por questões econômicas. Nos Estados Unidos, onde as pessoas comem até demais — é o país com o maior índice de obesidade do mundo —, não se come direito. Em cada cem americanos, 35 têm falta de vitaminas.
“Às vezes, os suplementos na forma de cápsulas são inevitáveis, como no caso de grávidas e pessoas sob regimes alimentares severos”, admite, cauteloso, Hélio Vanucchi .
A questão mais difícil, para o médico, é detectar quem está precisando de vitaminas extras — na maioria das vezes, é quem nem dá bola para o assunto. Calcula-se que, para cada caso de deficiência diagnosticado, existam outros nove na mesma situação, sem desconfiar. O problema é que entre um indivíduo sadio e um doente — com algum mal reconhecidamente causado pela ausência de vitaminas — existe uma larga faixa de pessoas com a chamada deficiência marginal. Elas têm vitamina de menos, mas não chegaram ao ponto de apresentar sinais de doença. Sentem coisas tão diversas como cansaço, falta de apetite e irritação constante. Sintomas que os médicos costumam rotular de estresse, sem ver neles uma causa física.
O organismo, nesses casos, é comparável a um carro com carburador sujo e motor mal regulado — até segue em frente, mas engasgando aqui, pifando acolá. Não é à toa. As vitaminas são dignas do nome dado, em 1911, pelo bioquímico polonês Casimir Funk (1884-1967). Vita, em latim, significa vida. Funk acertou: elas são imprescindíveis para várias reações químicas nos seres vivos. Na segunda metade da palavra, amina, Funk se precipitou um pouco: ele pensava que todas elas eram derivadas da amônia, o que não é verdade.
Aliás, divididas em solúveis em água e solúveis em óleo, as vitaminas não são nada parecidas umas com as outras. O único ponto em comum entre elas é que são fundamentais para o organismo em pequenas quantidades. “Há mais de cinqüenta delas, mas só treze são essenciais para o homem, ou pela sua importância ou pelo fato de seu corpo não conseguir produzi-las”, explica Vanucchi.
Infelizmente, está provado: de 2% a 5% do oxigênio que respiramos se transformam em radicais livres. Anarquistas do organismo, esses radicais reagem com tudo o que encontram pela frente para roubar um elétron.E a molécula roubada, então, também passa a ser um radical livre. “Só três substâncias podem quebrar essa cadeia destruidora”, conta o médico ortomolecular paulista Wagner Fiori. “Elas são a vitamina E, a vitamina C e o beta-caroteno, a matéria-prima da vitamina A.”
Por causa disso, os especialistas em Medicina Ortomolecular — área que trata da bioquímica do organismo humano — não se cansam de prescrever o trio. “De fato, vitaminas não são remédios. Mas seu uso contínuo pode evitar uma série de males”, garante Fiori. Essa idéia, que já provocou arrepios na comunidade científica, hoje encontra cada vez menos resistência.
“Estão surgindo diversas evidências de que essas três vitaminas protegem contra enfartes”, admite o médico Claude Lenfant, que dirige o Instituto Nacional do Coração, nos Estados Unidos. “Existe uma explicação: os radicais livres participam das reações que levam o colesterol a se acumular nas artérias.”
Na verdade, essas moléculas bandidas não se limitam a prejudicar o coração. Parece que por trás de todas as doenças degenerativas — e até mesmo do câncer — há uma pilha de estragos feitos pelos radicais livres ao longo da vida. A dúvida dos cientistas é até que ponto se devem aumentar as doses das vitaminas para combatê-los, sem correr riscos.
Quando o tema é nutrição, nada gera mais discussões do que as megadoses vitamínicas e seus efeitos contra doenças causadas pelos radicais livres. “Amanhã ou depois, pode ser que os benefícios dessas doses gigantes se confirmem”, diz a nutricionista Sílvia Cozzolino, da USP. “Por enquanto, quem decide tomá-las está servindo de cobaia.” Para dar um fim à polêmica, o Ministério da Saúde, na França, disparou um enorme projeto, orçado em 12 milhões de dólares, envolvendo 1 100 pesquisadores.
O Suvimax, como está sendo chamado, começou há exatamente um ano, quando os cientistas passaram a escolher voluntários num grupo de 100 000 indivíduos. “Pinçamos apenas 15 000 deles , entre 35 e 60 anos de idade”, explica o médico Serge Wecberg, em entrevista a SUPER. O cuidado com a seleção faz sentido. É difícil comparar os benefícios de um nutriente em cidadãos que levam uma vida completamente diferente entre si. “Se a gente dá vitamina para um executivo estressado, usando como base de comparação alguém que vive calmamente no campo, podemos chegar à conclusão distorcida de que tomar ou não tomar suplementos é indiferente”, diz Wecberg.
“Quem não precisa das megadoses por doenças também deve avaliar a sua nutrição”, diz o médico Wagner Fiori. “E, se for o caso, tomar suplementos apenas para manter a dosagem normal.” Entre os consumidores certamente devem estar os fãs de produtos diet, já que eles quase não contêm as vitaminas A, D, E, e K . A poluição, por sua vez, aumenta a produção de radicais livres nos moradores dos centros urbanos, que já vivem sob estresse. A maioria não pode escapar dos suplementos.
Agora fica aquestão: qual a composição das vitaminas?

Aguardem o próximo XQUIMICA vitaminado!

quinta-feira, 24 de março de 2011

LEITE FUNCIONAL


No caderno agrícola do Estado de São Paulo, saiu essa reportagem sobre o leite funcional, de Leandro Costa:
Normalmente apenas metade dos nutrientes contidos no leite que se compra no supermercado é absorvido pelo organismo.Isso porque ele é "feito" para alimentar bezerros, e não seres humanos.
O leite longa vida passa por um processo de higienização em alta temperatura,e é enriquecido com cálcio, ferro e outros minerias de baixa absorção pelo organismo.
O Programa da Apta em Ribeirão Preto tem por objetivo modificar a composição do leite de vaca a fim de torná-lo mais adequado às necessidades humans.
Mas isso está sendo feito, modificando a dieta das vacas ( e não introduzindo substancias/elementos no leite já pronto) Estão sendo adicionados: óleo de girassol( para mudar o perfil de ácidos graxos do leite, aumentado a quantidade de gorduras insaturadas, que ajudam a diminuir o colesterol ruim) vitamina E e selênio que são importantes antioxidantes e ajudam a ativar o sistema imune.
Segundo a pesquisadora Márcia Saladini, o leite produzido pelas vacas apresentou uma maior presença desses nutrientes.
O leite produzido foi consumido por 80 crianças, durante 3 meses e examaes confirmaram níveis maiores de vitamina E e selênio e aumento do colesterol bom.
No enriquecimento artificial do leite a absorção é menor. Dessa forma proposta o nível de abosrção chega perto de 80% , superior até do que os paresentados quando se toma um suplemento alimentar, como uma pilula de cálcio.
Outra mudança foi em relação às vacas que começaram a apresntar uma melhora da saúde, maior média na produção de leite com qualidade.
( texto: Estado de São Paulo; foto:http://4.bp.blogspot.com)

quinta-feira, 17 de março de 2011

ALERTA : SURTO DE CONJUNTIVITE VIRAL




ALÔ PESSOAL!


Vamos no localizar!!!!!


O governo do Estado de SP decretou uma epidemia de conjuntivite viral. ( Enterovirus A 24) O tipo de conjuntivite mais comum no verão é o causado pelos vírus. E sua principal característica, de acordo com o oftalmologista Milton Ruiz, do Hospital das Clínicas de São Paulo, é ser altamente contagiosa.
Esse tipo de conjuntivite pode durar de duas a três semanas. Ela é transmitida facilmente pelo uso compartilhado de sabonete, toalha, telefone, computador, ou então por aperto de mão, cumprimentos, beijo, gotículas de saliva (expelidas durante uma conversa) e até ao encostar a mão em escada rolante ou outras superfícies, diz Ruiz.
- O veículo principal é a mão. Por isso é preciso lavar as mãos muitas vezes.
A higiene das mãos é importante tanto para não passar o problema adiante como para se proteger dele. O médico alerta também que é fundamental não coçar os olhos.
Os primeiros sintomas de uma conjuntivite viral são desconforto em um dos olhos - que fica vermelho em 24 horas -, secreção de um líquido e o aparecimento de um caroço na frente do ouvido. Em até 72 horas, o segundo olho também se compromete.
Segundo Ruiz, quem estiver com esses sintomas deve imediatamente adotar medidas para impedir a transmissão, como isolar os materiais que têm contato com as mãos e optar pelo uso de lenços de papel, que são descartáveis.
Para aliviar o desconforto nos olhos, o recomendável é fazer uma compressa fria de água filtrada ou mineral. O melhor, diz Ruiz, é despejar o líquido num copo descartável e molhar os olhos usando um algodão. Depois, tudo deve ser jogado fora.
- Não se deve usar soro fisiológico nem água boricada, que podem ser guardados contaminados [e, com isso, causar novas infecções].
Se os sintomas da conjuntivite forem leves, de duas a três semanas eles devem desaparecer. Nesse período, no entanto, as compressas geladas e as medidas para impedir a transmissão precisam ser adotadas.
Mas se os sintomas persistirem ou piorarem no final da primeira semana, com o aparecimento de dor, desconforto e fotofobia (aversão à luz), é necessário buscar um oftalmologista, porque o paciente pode estar enfrentando um problema mais grave.
Em alguns casos, explica Ruiz, a inflamação é tão intensa que uma membrana se desenvolve na conjuntiva e pode até causar lesões na córnea. Por causa disso, essa membrana precisa ser removida.
Além dessa complicação, outra que pode ocorrer são os infiltrados corneanos, que, dependendo local em que aparecem, podem causar danos à visão. Ruiz explica que o uso de colírio com corticoide (antialérgico) em pacientes com os infiltrados corneanos pode causar dependência do colírio e levar a problemas como glaucoma e catarata.
- As conjuntivites estão cada vez piores, tanto na manifestação clínica (sintomas) como no número de pessoas.
Confira os principais cuidados com a conjuntivite viral:
- Usar somente o próprio colírio

- Não guardar o colírio aberto

- Não se automedicar

- Não usar colírio com corticoide, nem colírio de antibiótico

- Inicialmente, o melhor é fazer apenas a compressa gelada e imediatamente adotar as medidas que impedem a disseminação

- Se o quadro piorar e aparecerem sinais de dor, desconforto e fotofobia, procure um médico

- Se as medidas básicas forem adotadas e o quadro não piorar, continue com o tratamento por duas semanas.

Vamos adotar medidas de higiene mais eficazes! Quando houve o surto de gripe suína, todos os lugares tinham seus "álcoois".E agora????Quem trabalha com o público, em geral, tem chances muito maiores de adquirir essa doença e repassá-la!
XQUIMICA ALERTANDO TOTAL!

( texto adaptado do R7, foto de http://finosefofos.blogspot.com) ( foto do enterovirus:http://pathmicro.med.sc.edu)




sábado, 15 de janeiro de 2011

LEPTOSPIROSE

ALÔ PESSOAL!!!!!!!!
Realmente triste essa mega enchente que vem acando com cidades inteiras do país.
Como já havia proposto, vamos esclarecer o que é a leptospirose, contaminação e tratamento.
Aí ao lado, uma microfotografia de cepas de Leptospirus.
A leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose (doença de animais) que ocorre no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna.
Transmissão
A leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.
O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e da proximidade com seres humanos. A L. interrogans multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino.
A L. interrogans penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada. Os seres humanos são infectados casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável.
Riscos
No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, a maioria das infecções ocorre através do contato com águas de enchentes contaminadas por urina de ratos. Nesses países, a ineficácia ou inexistência de rede de esgoto e drenagem de águas pluviais, a coleta de lixo inadequada e as conseqüentes inundações são condições favoráveis à alta endemicidade e às epidemias. Atinge, portanto, principalmente a população de baixo nível sócio-econômico da periferia das grandes cidades, que é obrigada a viver em condições que tornam inevitável o contato com roedores e águas contaminadas. A infecção também pode ser adquirida através da ingestão de água e alimentos contaminados com urina de ratos ou por meio de contato com urina de animais de estimação (cães, gatos), mesmo quando esses são vacinados. A limpeza de fossas domiciliares, sem proteção adequada, é uma das causas mais freqüentes de aquisição da doença. Existe risco ocupacional para as pessoas que têm contato com água e terrenos alagados (limpadores de fossas e bueiros, lavradores de plantações de arroz, trabalhadores de rede de esgoto, militares) ou com animais (veterinários, pessoas que manipulam carne). Em países mais desenvolvidos, com infra-estrutura de saneamento mais adequada, a população está menos exposta à infecção. É mais comum que a infecção ocorra a partir de animais de estimação e em pessoas que se expõem à água contaminada, em razão de atividades recreativas ou profissionais.
Em caso de inundações, deve ser evitada a exposição desnecessária à água ou à lama. Pessoas que irão se expor ao contato com água e terrenos alagados devem utilizar roupas e calçados impermeáveis.
O uso generalizado de antibióticos profiláticos é ineficaz para evitar ou controlar epidemias de leptospirose. Além de ser tecnicamente inadequado, desvia inutilmente recursos humanos e financeiros. A quimioprofilaxia está indicada apenas para indivíduos, como trabalhadores e militares em manobras, que irão se expor a risco em áreas de alta endemicidade por período relativamente curto (semanas).
A vacina não confere imunidade permanente e não está disponível para seres humanos no Brasil. Em alguns países é utilizada a vacinação contra sorotipos específicos em pessoas sob exposição ocupacional em áreas de alto risco . Em animais, a vacina (disponível no Brasil) evita a doença, mas não impede a infecção nem a transmissão da leptospirose para seres humanos.
O acesso permanente à informação é essencial. É importante que a população seja esclarecida sobre as razões que determinam a ocorrência de leptospirose e o que deve ser feito para evitá-la. Deve ainda ter acesso fácil aos serviços de diagnóstico e tratamento. O risco de transmissão pode ser reduzido nos centros urbanos através da melhoria das condições de infra-estrutura básica (rede de esgoto, drenagem de águas pluviais, remoção adequada do lixo e eliminação dos roedores). A limpeza e dragagem de córregos e rios são medidas fundamentais para reduzir a ocorrência de inundações. Equipamentos de proteção, como botas e luvas impermeáveis, devem ser oferecidos às pessoas com risco ocupacional.
Quando ocorrem inundações, deve ser evitado contato desnecessário com a água e com a lama. Se a residência for inundada, deve-se desligar a rede de eletricidade para evitar acidentes. O mesmo cuidado deve ser observado após inundações, antes do início da limpeza domiciliar, que deve ser feita com o uso de calçados e luvas impermeáveis. Em geral, não é necessário o tratamento adicional da água distribuída através de rede, mesmo durante epidemias. Quando há suspeita de contaminação da rede de água, a companhia responsável pela distribuição deve ser notificada. Nessas circunstâncias, a água deve ser tratada com cloro ou fervida. Como a eficácia do cloro pode ser reduzida pela presença de matéria orgânica, quando a água estiver turva a alternativa mais mais segura antes do consumo é a fervura, durante até um minuto. O mesmos cuidados devem ser adotados quando a água é proveniente de poços.
Tratamento
O tratamento da pessoa com leptospirose é feito fundamentalmente com hidratação. Não deve ser utilizado medicamentes para dor ou para febre que contenham ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® etc.), que podem aumentar o risco de sangramentos. Os antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid® etc) também não devem ser utilizados pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas. Quando o diagnóstico é feito até o quarto dia de doença, devem ser empregados antibióticos (doxiciclina, penicilinas), uma vez que reduzem as chances de evolução para a forma grave. As pessoas com leptospirose sem icterícia podem ser tratadas no domicílio. As que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internadas. As formas graves da doença necessitam de tratamento intensivo e medidas terapêuticas como diálise peritonial para tratamento da insuficiência renal
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fonte:http://www.cives.ufrj.br)

para saber mais:
As bactérias do gênero Leptospira são móveis, de 6 a 20 micrômetros de comprimento e 0,1 a 0,2 micrômetros de diâmetro, com uma ou as duas extremidades curvadas como um ponto de interrogação (donde a denominação interrogans). Sua extrema delicadeza impede a visualização ao microscópio óptico comum, exigindo o emprego de microscopia de campo escuro ou de contraste de fase 4, o que inviabiliza o diagnóstico pelo Gram. Podem ser, entretanto, evidenciadas nos tecidos, por técnicas de impregnação pela prata 4, ou pelo emprego de imuno-histoquímica. São aeróbias estritas e crescem em meios simples, em temperaturas entre 28 e 30º C, utilizando ácidos graxos de cadeia longa (mas não aminoácidos ou carboidratos) como fonte de carbono e energia. Exigem, por este motivo, meios de cultura especiais (Stuart, 13 Korthof, 13 Fletcher, EMJH, entre outros). O crescimento é lento e as culturas podem levar semanas para positivar-se, só podendo ser descartadas após 4 meses. As leptospiras patógenas, ao contrário das saprófitas, não se multiplicam, em condições naturais, fora de um hospedeiro . Podem, no entanto, conforme a temperatura e o pH do solo, sobreviver aí semanas ou meses, as temperaturas entre 28º a 32º C e o pH neutro ou levemente alcalino sendo as condições ideais. A sobrevivência é impossível quando há dessecação, elevada salinidade, ou pH relativamente ácido. Tal como ocorre com as bactérias Gram-negativas, a membrana externa das leptospiras contém lipooligossacárides. Entretanto, nas leptospiras, estes lipooligossacárides têm pequena atividade endotóxica. (http://labutes.vilabol.uol.com.br)

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