É um tanto complicado estudar o núcleo da Terra, principalmente levando em conta que ele está a cerca de 2.900 quilômetros de profundidade. Ainda assim, uma equipe de pesquisa encontrou uma maneira de obter informações das profundezas do planeta, e responde uma pergunta que está em debate na comunidade científica há anos: há troca de material físico entre o núcleo e o manto?
O núcleo externo atinge temperaturas de mais de 5.000℃, e isso deve aquecer o manto, camada que está logo acima. Graças à atividade vulcânica, principal mecanismo de resfriamento do planeta, as coisas não ficam quentes demais. Estima-se que 50% da atividade dos vulcões vem do núcleo, transferindo calor do núcleo para a superfície da Terra.
Agora, novas descobertas publicadas no Geochemical Perspective Letters sugerem que o núcleo tem vazado algum material físico para a base dessas plumas do manto (fenômeno geológico que consiste na ascensão do magma do núcleo, atravessando o manto terrestre até chegar à superfície), e isso tem acontecido nos últimos 2,5 bilhões de anos.
Imagem: Shutterstock / VRVector
Para chegar a essa conclusão, os cientistas observaram variações muito pequenas de isótopos do elemento tungstênio (W). Ele tem como elemento base 74 prótons, e vários isótopos (variação de um mesmo elemento, cada uma com um número diferente de nêutrons em seu núcleo), tais como o 182W (com 108 nêutrons) e 184W (com 110 nêutrons).
O manto deve ter relações 182W/184W muito mais elevadas do que o núcleo, “devido a um outro elemento, o háfnio (Hf), que não se dissolve em liga de ferro-níquel e é enriquecido no manto, e tinha um isótopo agora extinto (182Hf) que decaiu para 182W”, explicam os pesquisadores. “Isto dá ao manto 182W extra em relação ao tungstênio no núcleo”, complementam.
Nosso estudo mostra uma mudança substancial na relação 182W/184W do manto sobre a vida útil da Terra. As rochas mais antigas da Terra têm 182W/184W significativamente mais elevados do que a maioria das rochas da Terra contemporânea.
A mudança na relação 182W/184W do manto indica que o tungstênio do núcleo foi vazando para o manto durante muito tempo.
Já nas rochas vulcânicas mais antigas da Terra não há nenhuma mudança significativa nos isótopos de tungstênio do manto. “Isto indica que de 4,3 bilhões a 2,7 bilhões de anos atrás, pouco ou nenhum material do núcleo foi transferido para o manto superior”, contam os estudiosos. Mas nos 2,5 bilhões de anos que vieram a seguir, a composição do isótopo de tungstênio do manto mudou significativamente.
Nós inferimos que uma mudança na tectônica de placas, no final do Eon Arqueano de cerca de 2,6 bilhões de anos atrás desencadeou grandes correntes convectivas no manto suficientes para mudar os isótopos de tungstênio de todas as rochas modernas.
Por que isso acontece?
Os pesquisadores acreditam que aconteça um tipo de efeito “gangorra” - enquanto as plumas do manto estão subindo do limite do núcleo-manto para a superfície, logo material da superfície da Terra rico em oxigênio também deve descer para o manto profundo. “Experiências mostram que o aumento da concentração de oxigênio no limite do núcleo-manto poderia fazer com que o tungstênio se separe do núcleo e de dentro do manto”, disseram os cientistas.
Diferenças nas proporções de isótopos de tungstênio entre o núcleo da Terra e o manto, e como o núcleo da Terra pode estar vazando material para as plumas do manto. (Imagem: Neil Bennett)
Este estudo pode ser bastante útil para continuar as pesquisas sobre a interação núcleo-manto, e até mesmo nos ajudar a entender melhor como e quando o campo magnético da Terra surgiu.
O ESQUEMA ACIMA CHAMA-SE MAPA MENTAL, OU SEJA, UMA MANEIRA PARA VOCÊ GRAVAR NA SUA CABEÇA!
NESSE MAPA- CLASSIFICAÇÃO DE CADEIAS CARBÔNICAS
Estou falando de classificação de cadeias carbônicas, isso é, você vê a cadeia e me diz se ela é homo ou hetero, sat ou insat, aberta ou fechada, normal ou rami!!
Parece doidice?
Não!
Homogênea ou heterogênea : para ser heterogênea tem que ter um elemento diferente de carbono na cadeia principal ( não valem os hidrogênios!)
Saturada ou insaturada: saturada só tem simples ligações, insaturada tem duplas ou triplas ligações.
aberta ou fechada: cadeia aberta tem duas pontas. Já a cadeia fechada forma um ciclo!
Normal ou ramificada: a cadeia ramificada tem carbonos terciários e quaternários e a cadeia normal tem carbonos primários e secundários.
E aí, entendeu??????
Agora algumas cadeias para você classificar:
1-(PUC-RS) A “fluoxetina”, presente na composição química do Prozac®, apresenta fórmula estrutural:
Com relação a esse composto, é correto afirmar que ele apresenta:
a) cadeia carbônica cíclica e saturada
b) cadeia carbônica aromática e homogênea
c) cadeia carbônica mista e heterogênea
d) somente átomos de carbonos primários e secundários
e) fórmula molecular C17H16ONF
2-( UERJ) Na fabricação de tecidos de algodão, a adição de compostos do tipo N-haloamina confere a eles propriedades biocidas, matando até bactérias que produzem mau cheiro.
O grande responsável por tal efeito é o cloro presente nesses compostos.
A cadeia carbônica da N-haloamina acima representada pode ser classificada como:
a) homogênea, saturada, normal b) heterogênea, insaturada, normal c) heterogênea, saturada, ramificada d) homogênea, insaturada, ramificada
Respostas depois!!!!
fonte dos exercícios: https://brasilescola.uol.com.br
O QUE ESTUDAR PARA A PROVA DO ENEM DE 10/ NOVEMBRO?
SAIBA PRIMEIRO AS MATRIZES:
Matriz de Referência de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Competência de área 1 – Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas
associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de
produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.
H1 – Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou
oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.
H2 – Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o
correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.
H3 – Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum,
ao longo do tempo ou em diferentes culturas.
H4 – Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida
humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização sustentável da
biodiversidade.
Competência de área 2 – Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas
às ciências naturais em diferentes contextos.
H5 – Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.
H6 – Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de
aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.
H7 – Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de
materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a saúde do trabalhador ou a
qualidade de vida.
Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou
conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações
científico-tecnológicos.
H8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem
de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, considerando processos biológicos,
químicos ou físicos neles envolvidos.
H9 – Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo energia para a
vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem causar alterações nesses
processos.
H10 – Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos
poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais.
H11 – Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando
estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos
H12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou
econômicas, considerando interesses contraditórios.
Competência de área 4 – Compreender interações entre organismos e ambiente, em
particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos
científicos, aspectos culturais e características individuais.
H13 – Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a
manifestação de características dos seres vivos.
H14 – Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como
manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre
outros.
H15 – Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos
biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.
H16 – Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos
ou na organização taxonômica dos seres vivos.
Competência de área 5 – Entender métodos e procedimentos próprios das ciências
naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
H17 – Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e
representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como texto discursivo,
gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.
H18 – Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou
procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.
H19 – Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam
para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social, econômica ou ambiental.
Competência de área 6 – Apropriar-se de conhecimentos da física para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
H20 – Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos
ou corpos celestes.
H21 – Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou
tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.
H22 – Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em
suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, ou em suas implicações
biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.
H23 – Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes
específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas. Competência de área 7 – Apropriar-se de conhecimentos da química para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas. H24 – Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias
ou transformações químicas. H25 – Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou
implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção. H26 – Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no
consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transformações químicas ou
de energia envolvidas nesses processos. H27 – Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos
químicos, observando riscos ou benefícios.
Competência de área 8 – Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em
situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científicotecnológicas.
H28 – Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com
seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em especial em ambientes
brasileiros.
H29 – Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando
implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias primas ou
produtos industriais.
H30 – Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam
à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.
Tem noção do que é vidro? De como são feitos os vitrais?
O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando, ao fazerem fogueiras na praia, os navegadores perceberam que a areia e o calcário (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura. Há registros de sua utilização desde 7.000 a.C. por sírios, fenícios e babilônios.Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc.
As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas há milhares de anos. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo e possibilitando maior diversidade para seu uso.
Composição
O vidro é composto por areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina (óxido de alumínio) e corantes ou descorantes.
Todo mundo que já visitou alguma igreja nesse mundo, viu diversos vitrais das formas e cores mais variadas.
Agora, como eles foram feitos ?
Boa pegunta! Assista ao vídeo e leia nossa explicação!
UM VÍDEO EXPLICATIVO SOBRE O VIDRO E VITRAIS
O uso do vidro tem longa data na história do homem. Já na Antiguidade, os egípcios e romanos empregavam técnicas que exigiam o cozimento de areia e óxidos a uma elevada temperatura. Apesar de já conhecido, o vidro viria a ter uma importância maior quando a arquitetura da Baixa Idade Média o incorporou na fabricação dos vitrais. Nessa época, a grande estatura das igrejas exigiu que enormes janelas de vidro resolvessem os problemas com iluminação.
Para a criação de um vitral, era necessário que um pintor fizesse o esboço do desenho a ser aplicado em cima do vidro. Contando muitas vezes com uma temática religiosa, o desenho era recortado em diferentes pedaços de papel, que se encaixavam perfeitamente à armação de ferro que comportaria as peças de vidro. Nesse meio tempo, várias sessões de aquecimento preparavam o vidro para assumir as formas e colorações condizentes ao projeto inicialmente executado.
Além do vidro, os vitralistas executavam outra delicada tarefa, realizando a fundição e a modelagem dos chamados perfis de chumbo. Mais uma vez, cada subdivisão da armação deveria seguir à risca o desenho sugerido. Após todo esse preparativo, as peças de vidro coloridas eram aquecidas até atingirem o seu ponto de quebra. Utilizando-se de um estilete com ponta de diamante, o artesão recortava o vidro, encaixava-o na armação e empregava uma massa que impediria a passagem de água pelo vitral.
Depois de pronta, a enorme janela era transportada em carroças que a levavam até à igreja em construção. Sob a perspectiva histórica, o uso dos vitrais indicava um período de prosperidade econômica e a consolidação de uma classe de trabalhadores especializados pela Europa. Ao mesmo tempo, podemos ver que os desenhos dos vitrais serviam como meio de reafirmação do poder clerical e disseminador das narrativas bíblicas e hagiográficas da época. https://www.historiadomundo.com.br
Vitral, termo originário do francês vitrail, é um tipo de vidraça composta por partes de vidros coloridos, normalmente montados para representar cenas ou personagens – como elemento arquitetônico, é uma das principais representações do estilo gótico, tendo sido utilizado em todas as grandes catedrais construídas na Europa ao longo da Idade Média.O efeito da luz solar transpondo o vitral produz um efeito único, que, nas igrejas, sempre se relacionou a um aumento de espiritualidade. No período de expansão do catolicismo, os vitrais também serviram como ferramenta de alfabetização e catequese da população. Catedrais como a de Reims, St. Denis e Chartres, todas situadas na França, abrigam até hoje imensos vitrais, todos retratando passagens e personagens bíblicos. O passar dos anos rendeu novas possibilidades de produção aos vitrais, como o plaquet, que sobrepõe dois vidros, um transparente e um colorido, e dá ao material uma característica mais robusta, mas a técnica básica consiste em selecionar o vidro a ser utilizado, dando a ele o acabamento necessário para a montagem, e a fixação de todas as peças em placas de metal, unidas por pontos de solda. Além das variáveis obtidas naturalmente pelas cores do vidro, tintas especialmente aplicadas sobre o vitral e alterações de temperatura mudam a aparência da obra. ( https://www.anavidro.com.br)
veja a beleza desses vitrais:
catedral de Notre Dame- Paris Sagrada Família – Barcelona
Agora, Brumadinho, uma tragédia humana e ambiental sem precedentes.
Mas, afinal, o que realmente ocorre?
Por que a formação de tanta lama? Por que estocar essa lama?
Para responder essas perguntas, precisamos entender como é o processo de mineração:
O Brasil ocupa a segunda posição na produção mundial de minério de ferro (estava em primeiro até 2009, porém foi ultrapassado pela Austrália). Apesar de ser o segundo maior produtor de minério de ferro, o Brasil ocupa a nona posição entre os maiores produtores de aço e outros materiais provenientes do ferro. Parece não fazer muito sentido, mas a justificativa é que o Brasil exporta quase todo o seu minério extraído.
A produção de minério de ferro em 2014 atingiu 400 milhões de toneladas, e foram exportadas cerca de 344 milhões de toneladas do minério neste mesmo ano, gerando uma receita de mais de 25 bilhões de dólares, sendo o produto básico com a maior receita do ano - maior até que a receita gerada pela soja e pelo óleo de petróleo bruto. Apesar de ser o segundo maior produtor de minério de ferro, o Brasil produz apenas 2% de todo o aço produzido mundialmente.
O ferro metálico não é encontrado nesta forma na crosta terrestre, apenas em sua forma oxidada e em minérios, como a hematita (Fe2O3), magnetita (Fe3O4), siderita (FeCO3), limonita (Fe(OH)3.nH2O) e a pirita (FeS2). Esses minérios precisam ser extraídos do solo, tratados e, a partir deles, ocorre a obtenção do ferro metálico
Os processos para a obtenção do ferro e do aço consistem basicamente nas seguintes etapas:
Extração do minério bruto;
Tratamento e beneficiamento;
Processamento do minério;
Extração e tratamento do minério bruto.
A primeira etapa da obtenção do ferro se dá na extração do seu minério. Essa etapa se resume, basicamente, em utilizar cavadeiras para recolher uma determinada área, onde o minério é abundante, e transportá-lo para passar pelo processo de tratamento e beneficiamento. Logo na primeira etapa, os impactos ambientais são devastadores. As áreas ocupadas para a instalação, transporte e extração do minério são gigantescas, sem contar o impacto social e econômico na região. ( https://www.ecycle.com.br/4013-ferro)
Processo de obtenção do ferro e seus impactos ambientais
Problemas decorrentes da mineração:
No Brasil, os principais problemas oriundos da mineração podem ser englobados em quatro categorias: poluição da água, poluição do ar, poluição sonora, e subsidência do terreno. Em geral, a mineração provoca um conjunto de efeitos não desejados que podem ser denominados de externalidades. Algumas dessas externalidades são: alterações ambientais, conflitos de uso do solo, depreciação de imóveis circunvizinhos, geração de áreas degradadas e transtornos ao tráfego urbano. Estas externalidades geram conflitos com a comunidade, que normalmente têm origem quando da implantação do empreendimento, pois o empreendedor não se informa sobre as expectativas, anseios e preocupações da comunidade que vive nas proximidades da empresa de mineração.
Inicialmente, a mineração afeta a cobertura vegetal, em graus variados, desde a supressão total ou parcial na área a ser minerada, até a utilização de grandes volumes de água, em geral oriundas do próprio lençol freático, através de poços perfurados para trabalhos de estudos preliminares. A atividade de extração gera profundas alterações, modificando toda estrutura física e social do local onde está situada a mina e a região no entorno.
O método de lavra é o mais utilizado na exploração das substâncias minerais e é um dos principais fatores determinantes do nível de impacto ao ambiente, tendo grande influência na modificação da paisagem e escasseamento de recursos naturais. A grande maioria dos bens minerais é lavrada por métodos tradicionais a céu aberto onde o comprometimento ambiental é muito grande.
Nesse método de extração, para se ter um maior aproveitamento do minério, acaba-se gerando uma maior quantidade de estéril, poeira em suspensão, vibrações e maiores riscos de poluição das águas subterrâneas e superficiais. Minas a céu aberto elevam gradativamente a produção de rejeitos, os subprodutos da mineração ou lixo, resultantes da escavação e extração que não interessam a empresa mineradora e, portanto precisam ser descartados.
Considerando que o objetivo da empresa é livrar-se dos rejeitos da forma menos onerosa possível, para tanto se necessita da criação de uma área de descarte adjacente à área de lavra, sacrificando ainda mais a vegetação existente no entorno da mina. A depender da posição geográfica das barragens, construídas para serem depositados os rejeitos, não são descartadas as possibilidades de vazamentos ou rompimentos, comprometendo significativamente todo o ambiente através da contaminação dos reservatórios de águas superficiais e subterrâneas.
A má utilização da água por parte das grandes mineradoras tem gerado conflitos em função da inversão dos usos prioritários e por políticas públicas que suprimem a população local. As políticas públicas sempre vêm em benefício das grandes empresas, excluindo principalmente a população pobre. ( https://ge902ferro.wordpress.com/impactos-ambientais-2/)
Pelos dois textos acima o que se observa é a grande quantidade de água utilizada ao longo de todo processo, gerando uma lama comprometida e saturada de rejeitos.
Essa lama é estocada nas barragens e sua estabilida dedepende de vários fatores como quantidade de água nessa lama, pressão sobre o solo, escoamento através de drenos da água acumulada, secar essa lama de maneira a torná-la sólida,medidores diverso e constante supervisão.
Se a barragem de Mariana tivesse sido levada a sério, Brumadinho não teria ocorrido .