quarta-feira, 4 de setembro de 2013

QUIMICA DOS ALIMENTOS- PARTE 1

ALÔ PESSOAL!!!
Mais um assunto listado para o ENEM: Quimica dos alimentos.
Porém esse é um assunto extenso que avalia não só a composição dos alimentos, como também os aditivos, conservantes, edulcorantes para que eles permanecam mais tempo em condições de uso.
 Por isso vamos dividir em partes
Antes veja uma pirâmide alimentar:





Parte 1- COMPOSIÇÃO

Os alimentos são nossa principal fonte de energia. Para desempenhar todas as atividades
do dia a dia nosso organismo necessita de consumo alto de energia e é a partir da
energia gerada pelos alimentos que as desenvolvemos.
Mas os alimentos não são somente fonte de energia, eles também são importantes pois é
a partir deles que recebemos todas as substâncias necessárias para a manutenção dos
nossos órgãos e para o perfeito funcionamento de cada um deles. Portanto, os alimentos
fornecem diversas substâncias que utilizamos nas mais variadas situações durante toda a
nossa vida, que são os chamados nutrientes.
São exemplos de nutrientes proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e sais minerais que são algumas das substâncias presentes em todos os alimentos. Há alimentos que são excelentes fontes de proteínas como carnes, pescados, leite e ovos.

 Outros são mais ricos em açúcares ou carboidratos como o mel.
 Outros são mais ricos em gorduras como a manteiga, o toucinho e os óleos. Outros são excelentes fontes de vitaminas como as frutas e os legumes. 
Os sais minerais reúnem substâncias derivadas dos metais e são essenciais para o
funcionamento normal do organismo de todos os seres vivos.Os carboidratos, por exemplo,que são as principais fontes de energia são produzidos
pelas plantas a partir da utilização da luz solar, do gás carbônico (CO2) da atmosfera e da água (H2O) e sais minerais (p.e. MgSO4) que estão no solo, a reação ocorre na presença da clorofila (C55H55N4O5Mg) que é o pigmento verde das plantas.
As proteínas se constituem em moléculas com peso molecular elevado e desempenham as mais diversas funções no nosso organismo. Podemos citar, por exemplo, a contração muscular, sem a qual não poderíamos nos movimentar. 

As proteínas são macromoléculas obtidas pela reação entre os aminoácidos, que são a unidade fundamental das proteínas. As vitaminas são moléculas muito interessante pois são responsáveis pelo aproveitamento adequado dos diversos nutrientes. Estas substâncias se enquadram em grupo com função química específica, pois suas estruturas moleculares são diversas e são melhores classificadas pela sua solubilidade em água, se constituindo em moléculas polares ou apolares, conforme sejam mais solúveis em água ou em óleo, dessa maneira suas fontes também são aquosas ou oleosas. Por exemplo, a vitamina C (ácido ascórbico), cuja estrutura é mostrada na figura abaixo é solúvel em água (hidrossolúvel)e as melhores fontes são os sucos de frutas cítricas. Já a vitamina A (retinol) ou a vitamina E (tocoferol) são solúveis em gordura (lipossolúveis) e sua melhor fonte é o óleo de fígado de bacalhau, dentre outros.
Além, das proteínas, gorduras,açúcares, vitaminas e sais minerais, há diversas outras substâncias contidas nos alimentos que são importantes para a nossa saúde, como as fibras e os pigmentos, dentre outras.
Além disso, existem também as substâncias que podem estar presentes nos alimentos,
seja naturalmente ou acidentalmente, que podem prejudicar a saúde como os chamados agentes antinutricionais, que são responsáveis por sabor ou odor desagradáveis, ou até por envenenamentos.
Por todas essas razões é haja pesquisas a fim de se determinar a composição química dos alimentos, ou seja que haja informação séria a respeito dos constituintes e de suas quantidades em cada alimento. E isto é muito importante pois é a partir do conhecimento da composição química dos alimentos que podemos escolhermos
alimentos de acordo com as nossas necessidades, já que nas diversas fases de nossa vida podemos apresentar uma necessidade maior de um determinado nutriente em relação a outro. Ou, quando apresentamos determinados quadros de enfermidades devido a deficiência de um determinado nutriente na nossa dieta. Por exemplo, na anemia por deficiência de ferro, nesse caso, é necessário se submeter a uma dieta rica em fontes desse nutriente. Existem diversas outras situações cujo aparecimento de doenças é
devido à deficiências nutricionais; por isso, é sempre interessante manter uma alimentação rica com fontes diferentes dos mais diversos nutrientes.
fonte: http://www.fapern.rn.gov.br

terça-feira, 3 de setembro de 2013

LIGAS METÁLICAS-USOS E OBTENÇÕES

ALÔ PESSOAL!!!
Vamos para mais um assunto de vestibulares, as ligas metálicas.
Prontos?

Definição: 
As ligas metálicas são materiais com propriedades metálicas que contêm dois ou mais elementos, sendo que pelo menos um deles é metal.


Na produção de ligas metálicas, os metais e outros elementos passam por tratamentos térmicos que alteram suas propriedades 

Com certeza voce já ouviu falar de bronze, latão, aço .... e esses não são elementos e não estão na tabela periódica.
Na verdade são todos ligas metálicas, onde os elementos passam por processos que alteram suas propriedades.
Por exemplo, o bronze, citado anteriormente, é uma liga metálica em que se misturaram os metais cobre (Cu – 90%) e estanho (Sn – 10%).
A produção dessa e de outras ligas metálicas se dá normalmente pelo aquecimento conjunto dos metais, até que eles se fundam e se misturem completamente; seguido de seu esfriamento e solidificação.
No nosso cotidiano é muito comum a presença dessas ligas, pois elas podem ter suas propriedades amplamente alteradas por meio do processo utilizado na sua preparação e também pela proporção em que esses elementos são misturados. Em razão desse fator, as ligas muitas vezes acabam sendo mais eficazes que os metais puros e são preparadas com várias finalidades e usos.
Por exemplo, o ferro puro oxida facilmente com o ar, o magnésio é muito reativo e inflamável, o ouro e a prata são moles, etc. Assim, ao misturar esses metais com outros metais ou com outros elementos é possível conseguir materiais com as propriedades desejadas, como maior dureza, menos reatividade e assim por diante.
Veja alguns exemplos de ligas metálicas bem sucedidas:
 
Exemplos de ligas metálicas, suas composições, propriedades e aplicações
fonte: Jennifer Fogaça, Brasil Escola   
Outra coisa:
As indústrias automobilísticas, aeronáuticas, navais, bélicas e de construção civil são as principais responsáveis pelo consumo de metal em grande escala. São também representativos os setores de eletrônica e comunicações, cujo consumo de metal, apesar de quantitativamente inferior, tem importância capital para a economia contemporânea. Ligas metálicas são materiais de propriedade semelhantes às dos metais e que contêm pelo menos um metal em sua composição. Há ligas formadas somente de metais e outras formadas de metais e semimetais (boro, silício, arsênio, antimônio) e de metais e não-metais (carbono, fósforo).
É interessante constatar que as ligas possuem propriedades diferentes dos elementos que as originam. Algumas propriedades são tais como diminuição ou aumento do ponto de fusão, aumento da dureza, aumento da resistência mecânica.( Wikipédia)
Outro fator a ser considerado é se a liga é ferrosa ou não ferrosa.
LIGAS FERROSAS:

O ferro é o constituinte principal. Essas ligas são importantes como materiais de construção em engenharia. As ligas ferrosas são extremamente versáteis, no sentido em que elas podem ser adaptadas para possuir uma ampla variedade de propriedades mecânicas e físicas. A desvantagem dessas ligas é que elas são muito suscetíveis à corrosão. Aços: são ligas ferro-carbono que podem conter concentrações apreciáveis de outros elementos de liga. As propriedades mecânicas são sensíveis ao teor de carbono, que é normalmente inferior a 1%.
  1. Aços com baixo teor de carbono, essas ligas contem geralmente menos que 0,25% de C. como consequência essas ligas são moles e fracas, porém possuem uma ductilidade e uma tenacidade excepcionais; além disso, são usináveis soldáveis e, dentre todos os tipos de aço, são os mais baratos de serem produzidos. Aplicações típicas para este tipo de liga incluem os componentes de carcaças de automóveis e chapas usadas em tubulações, edificações e latas estanhadas.
  2. Aços com médio teor de carbono: esses aços possuem concentrações de carbono aproximadamente de 0,25 e 0,60%p de carbono. As maiores aplicações destas ligas se encontram em rodas de trens, engrenagens, virabrequins e outras peças de alta resistência que exigem uma combinação de elevada resistência, resistência à abrasão e tenacidade.
  3. Aços com alto teor de carbono: esses aços apresentam em média uma concentração de carbono e 0,60 a 1,4%p. são mais duros, mais resistentes e, porem, os menos dúcteis dentre todos os aços de carbono. Esses aços são usados geralmente como ferramentas de corte, bem como para a fabricação de facas, laminas de serras para metais, molas e arames com alta resistência.  
  4. LIGAS NÃO FERROSAS:
  5. São ligas que não possuem como constituinte principal o elemento ferro. Ligas de cobre: o cobre, quando não se encontra na forma de ligas, é tão mole e dúctil que é muito difícil de ser usinado. As ligas de cobre mais comuns são os latões, onde o zinco, na forma de uma impureza substitucional, é o elemento de liga predominante. Ligas de cobre-zinco com concentrações aproximadamente de 35%p de zinco são relativamente moles, dúcteis e facilmente submetidos à deformação plástica a frio. As ligas de latão que possuem um maior teor de zinco são mais duras e mais resistentes.
    Os bronzes são ligas de cobre com vários outros elementos, incluindo o estanho, alumínio, o silício e o níquel. Essas ligas são relativamente mais resistentes do que os latões, porém ainda possui um elevado nível de resistência a corrosão. Alguns outros exemplos de ligas não ferrosas são as ligas de alumínio, que são caracterizadas por uma densidade relativamente baixa, condutividade elétrica e térmica elevada, e uma resistência à corrosão em alguns ambientes comuns, com a atmosfera ambiente.
    Liga de magnésio é caracterizada pela baixa densidade do magnésio que é a mais baixa dentre todos os metais estruturais; dessa forma suas ligas são usadas onde um peso leve é considerado importante, como por exemplo, em componentes de aeronave.
    MÉTODOS DE OBTENÇÃO:

    Processos da fusão

    Fundem-se quantidades adequadas dos componentes da liga, a fim de que estes se misturem perfeitamente no estado líquido. A fusão é feita em cadinhos de ferro, de aço ou de grafite, em fornos de revérbero ou em fornos elétricos. A massa fundida, homogênea, é resfriada lentamente em formas apropriadas. São tomadas precauções especiais para evitar a separação dos componentes da liga durante o resfriamento, para evitar a oxidação dos metais fundidos, para minimizar as perdas dos componentes voláteis, etc. Esse processo também pode ser efetuado na superfície de um corpo. Assim, mergulhando-se folhas de ferro em estanho fundido, forma-se na sua superfície uma liga de ferro e estanho. Obtém-se, assim, a folha-de-flandres, também chamada lata.

    Compressão

    O processo de compressão consiste em submeterem-se misturas em proporções adequadas dos componentes a altíssimas pressões. Esse processo é de importância na preparação de ligas de alto ponto de fusão e àquelas cujos componentes são imiscíveis no estado líquido.

    Processo Eletrolítico

    O processo eletrolítico consiste na eletrólise de uma mistura apropriada de sais, com o fim de se efetuar deposição simultânea de dois ou mais metais sobre cátodos

    Processo de Metalurgia Associada

    O processo de metalurgia associada consiste na obtenção de uma liga constituída de dois ou mais metais, submetendo-se ao mesmo processo metalúrgico uma mistura de seus minérios e etc.

    Oxidação

    A maioria dos metais tende a se oxidar quanto expostos ao ar, especialmente em ambientes úmidos. Entre os vários procedimentos empregados para evitar ou retardar a oxidação, os mais comuns são a aplicação de pinturas protetoras, a formação de ligas com outros elementos que reduzam ou eliminem tal propensão e a conexão a pólos elétricos que impeçam a ocorrência do fenômeno. É interessante o caso do alumínio, que, em presença do oxigênio, forma uma delgada película de óxido que detém a oxidação.
      Acompanhem nossos posts e se atualizem para o vestibular!

     

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OBTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DO CLORO

ALÔ PESSOAL! 
Entre os itens pedidos no ENEM,está a obtenção e utilização do cloro.


Vamos lá:
O cloro usado comercialmente com esse nome, não é o cloro que está na tabela periódica.
Na verdade, esse cloro comercial é um sal de cloro, hipoclorito de sódio : NaClO

O cloro livre se apresenta como um gás que possui a coloração amarelo esverdeado, sendo ele venenoso e utilizado como uma arma química (uma de suas aplicações). Seu nome origina do grego chlorós, que significa "amarelo esverdeado". Ele é, geralmente, encontrado na natureza, em combinações, tais como cloretos, sendo estes cloretos encontrados em minerais, como a halita (NaCl), a silvita (KCl) e a carnalita KCl · MgCl2 · 6H2O, que são encontrados em depósitos subterrâneos, (nas minas de sal).
 Na Rússia existe uma grande obtenção de NaCl a partir de minas de sal. O NaCl também é obtido a partir de oceanos, que é a principal forma de obtenção do NaCl no Brasil, sendo que o NaCl é o principal componente do sal de cozinha, que apresenta também KCl e outros sais, mas em menores proporções, além do iodo, que é uma exigência do ministério da saúde para diminuir a incidência de tireoide ou bócio na população. O iodo é adicionado na forma de um sal de iodo, geralmente o KI.
O NaCl é a principal forma de se encontrar o cloro na natureza, ou seja, a principal fonte de obtenção de cloro é a partir do cloreto de sódio.
O cloro industrial (Cl2) é produzido principalmente, pela eletrólise do NaCl fundido ou em solução, sendo assim, o Cl2, ou seja o gás cloro é muito difícil de se encontrar na natureza em concentrações favoráveis.

O cloro  é um elemento químico , símbolo Cl de número atômico 17 ( 17 prótons e 17 elétrons ) com massa atômica 35,45 u, encontrado em temperatura ambiente no estado gasoso. Gás extremamente tóxico e de odor irritante, foi descoberto em 1774 pelo alemão-sueco Carl Wilhelm Scheele.
O elemento cloro está situado na série química dos halogênios ( grupo 17 ou VIIA). No estado puro, na sua forma biatômica (Cl2) e em condições normais de temperatura e pressão, é um gás de coloração amarelo esverdeada, sendo duas vezes e meia mais pesado que o ar. É abundante na natureza e é um elemento químico essencial para muitas formas de vida.
O cloro é empregado para potabilizar a água de consumo dissolvendo-o nela. Também é usado como oxidante, branqueador e desinfetante. É gasoso e muito tóxico (neurotóxico) , foi usado como gás de guerra na Primeira e na Segunda Guerra Mundial.
Este halogênio forma numerosos sais, obtidos a partir de cloretos por processos de oxidação, geralmente mediante a eletrólise. Combina-se facilmente com a maior parte dos elementos. É ligeiramente solúvel em água (uns 6,5 g de cloro por litro de água a 25 °C) formando, em parte, o ácido hipocloroso, HClO.
célula de diafragma industrial para obtenção de cloro e NAOH

Aplicações

O cloro é aplicado principalmente no tratamento de água, no branqueamento durante a produção de papel e na preparação de diversos compostos clorados, como por exemplo o hipoclorito de sódio e hipoclorito de cálcio
  • Um processo de tratamento de águas amplamente utilizado é a cloração. O agente é o ácido hipocloroso , HClO , que se produz dissolvendo cloro na água e regulando o pH.
  • Outra aplicação que vem ampliando sobremaneira os níveis de qualidade de vida das populações que usufruem deste processo, é a aplicação de cloro em estações de tratamento de esgoto.
  • Na produção de papel se emprega cloro no branqueamento da polpa, apesar de estar sendo substituído pelo dióxido de cloro, ClO2.
  • Uma grande parte de cloro é empregada na produção de cloreto de vinila, composto orgânico usado como matéria-prima para a obtenção de policloreto de vinila, conhecido como PVC.
  • Também é utilizado na síntese de numerosos compostos orgânicos e inorgânicos como, por exemplo, o tetracloreto de carbono (CCl4), o clorofórmio (CHCl3) e diferentes halogenetos metálicos. Também é empregado como agente oxidante.
  • Preparação de cloreto de hidrogênio puro, que pode ser obtido por síntese direta: H2 + Cl2 → 2HCl.
Esse resumo é bom para voces terem uma noção do que será pedido em vestibulares!
fonte:(Wikipédia, quiprocura)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ARMAS QUÍMICAS E BIOLÓGICAS

ALÔ PESSOAL!
Com uma guerra batendo na porta de casa, ainda não se pode afirmar, com 100% de certeza, o uso de armas químicas na Síria.
Mas você pode se localizar  e entender , basta ler o texto abaixo , da revista SUPER, escrito por Fátima Cardoso:


A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) marcou a entrada da química nos campos de batalha. Em 1915, o cientista alemão Fritz Haber teve uma idéia para obrigar as tropas inimigas a sair da proteção das trincheiras e aceitar o combate a céu aberto: espalhou gás cloro num front perto da cidade belga de Ypres. Foi uma devastação - 5 mil desprevenidos soldados franceses foram mortos e outros 10 mil ficaram feridos. O cloro pertence ao grupo dos gases sufocantes, que irritam e ressecam as vias respiratórias. Para aliviar a irritação, o organismo segrega líquido nos pulmões, provocando um edema. A vítima morre literalmente afogada.
Como se não bastasse o cloro, a desenvolvida indústria química alemã -especialmente a tristemente famosa IG Farben - redescobriu o gás mostarda, inventado meio século antes na Inglaterra. Além de atacar o revestimento das vias respiratórias provocando feridas e inchaço, esse gás com cheiro de mostarda (daí o nome) provoca bolhas e queimaduras na pele e cegueira temporária. Inalado em grande quantidade, mata. Os franceses retrucaram como cianeto de hidrogênio e o ácido prússico, chamados gases do sangue. Quando inaladas, as moléculas desses gases se unem à hemoglobina do sangue, impedindo-a de se combinar com o oxigênio para transportá-lo às células do corpo, causando a morte.
Ao todo, as mortes provocadas por gases venenosos na Primeira Guerra Mundial somaram perto de 100 mil; os feridos, em torno de 1,3 milhão. A fama de vilão porém recaiu exclusivamente sobre Fritz Haber, o mentor do ataque alemão a Ypres. Pouco lhe valeu ser contemplado com o Prêmio Nobel de Química em 1918 - sob protesto dos cientistas - por ter conseguido a síntese da amônia, inventando assim os fertilizantes químicos. Quando Hitler chegou ao poder na Alemanha em 1933, Haber, por ser judeu, emigrou para a Inglaterra. Ao encontrá-lo em Londres, logo em seguida, o físico inglês Ernest Rutherford , também Prêmio Nobel, recusou-se a apertar-lhe a mão. O criador da guerra química morreu no ano seguinte, de ataque cardíaco. Em 1925, a Liga das Nações, precursora da ONU, havia proibido no Protocolo de Genebra o uso militar de gases asfixiantes, tóxicos e outros, assim como o de agentes bacteriológicos.
A Liga omitiu-se, porém, quanto a fabricação e estocagem desses venenos. Mal tinha secado a tinta do protocolo, a Espanha reprimiu a gás mostarda uma revolta em Marrocos, então sua possessão. E em 1931 o Japão usou fartamente armas químicas na invasão da Manchúria, onde também realizaria horrendas experiências de guerra bacteriológica. Em 1936, as tropas italianas jogaram gás mostarda na Etiópia, matando homens, animais e envenenando rios.
Naquele mesmo ano, na IG Farben alemã, um químico chamado Gerhard Schrader estava incumbido da pacífica tarefa de desenvolver inseticidas. Trabalhando com organofosforados - compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio misturados ao fósforo -, Schrader sintetizou um produto tão mortífero que era impossível usá-lo como inseticida. Estava criado o tabun, o primeiro dos gases neurotóxicos (que agem sobre os nervos), até hoje a mais terrível espécie de arma química já inventada. Dois anos mais tarde, Schrader inventou o sarin; e já nos estertores da Segunda Guerra Mundial, em 1944, criou o soman, oito vezes mais letal que o primeiro e duas vezes mais que o segundo.
Os gases dos nervos matam em minutos. Atuam inibindo uma enzima chamada acetilcolinesterase, necessária ao controle dos movimentos musculares. Essa enzima bloqueia os impulsos nervosos que ativam os músculos. Quando o gás neurotóxico é absorvido, por inalação e contato com a pele, a produção da enzima cessa imediatamente. Todos os músculos então se contraem sem parar e acabam estrangulando os pulmões e o coração. É mais ou menos assim, por asfixia, que morrem os insetos atacados com inseticidas.
Os gases mortíferos dos nazistas não chegaram aos campos de batalha, mas foram empregados em larga escala no assassinato de populações inteiras: a IG Farben desenvolveu o zyklon-B, o gás usado pelos nazistas para matar milhões de judeus nas câmaras dos campos de extermínio. Terminada a guerra, os aliados se apoderaram das técnicas e dos estoques da IG Farben. Em pouco tempo, carregamentos secretos de gases dos nervos chegaram aos Estados Unidos e à União Soviética. Ainda havia o que aperfeiçoar nessa área.No começo da década de 50, a empresa química inglesa ICI criou a chamada família V, com os gases VE e VX, muitas vezes mais tóxicos que os dos alemães se é que é possível imaginar isso.
A praga continuou a cruzar novas fronteiras. Durante os sete anos da Guerra Civil no Iêmen do Norte, de 1962 a 1969, as tropas egípcias que participavam do conflito usaram armas químicas vindas da União Soviética. O maior escândalo, porém, aconteceu do lado americano. Na Guerra do Vietnã, os Estados Unidos jogaram, além do conhecido incendiário napalm, toneladas de gás lacrimogêneo, que irrita os olhos e as vias respiratórias, deixando as vítimas fora de combate por algum tempo. O gás lacrimogêneo é usado em muitos países para dispersar manifestações de rua.
Pior que isso foi o emprego dos desfolhantes, conhecidos como agentes laranja, azul e branco. Os desfolhantes haviam sido inventados no fim da Segunda Guerra, no principal laboratório de pesquisa do Exército dos Estados Unidos, em Fort Detrick. Tais herbicidas servem para destruir ervas daninhas nas plantações. O agente laranja, o mais usado no Vietnã, mistura de dois herbicidas, tinha o objetivo de destruir plantações e florestas, principalmente matas fechadas à beira dos rios, de onde os guerrilheiros vietcongues fustigavam tropas americanas.
Dessa vez, porém, os cientistas honraram a ética da profissão e pressionaram o Congresso americano a proibir a fabricação de armas químicas. De fato, a produção dessas armas chegou a ser suspensa em 1969. A população despertou para o problema um ano antes, quando durante testes com gases neurotóxicos na base militar de Dugway, no Utah, um vazamento do produto matou 6 mil carneiros das redondezas.O perigo de viver perto dos armazéns de veneno já não podia ser subestimado. A notícia do acidente só chegou ao conhecimento da opinião pública por causa da morte dos carneiros, que não pôde ser ocultada. Mas é virtualmente impossível, nos Estados Unidos ou em qualquer outro país, identificar os cientistas a serviço do mal.
Em nome da segurança nacional, eles permanecem sempre anônimos, da mesma forma que os laboratórios envolvidos nas experiências. Mas, como os gases, informações vazam. Na Universidade da Pensilvânia, em 1965, a desconfiança de um estudante levou à descoberta de dois contratos secretos com o Pentágono para pesquisa em guerra química e biológica. Empresas como a Dow Chemical e a Monsanto foram acusadas de fabricar desfolhantes. Na Alemanha, pelo menos treze empresas fornecem pesticidas aparentemente inocentes a países do Terceiro Mundo. A rigor, raras armas químicas conhecidas foram criadas em laboratórios exclusivamente militares - cientistas acadêmicos ou empregados em indústrias sempre estiveram por trás dessas pesquisas.
Não é preciso construir instalações especiais para fabricar armas químicas. Para a vida ou para a morte, a indústria química funciona do mesmo modo, com dois processos: conversões químicas e operações unitárias. Conversões são reações entre produtos químicos nos reatores, recipientes de aço inoxidável revestidos às vezes de materiais cerâmicos ou plásticos. Operações unitárias são as conversões físicas, como destilação, evaporação ou filtração. A grande diferença entre uma indústria química qualquer e uma produtora de gases venenosos está no cuidado de quem lida com o material. Naturalmente, quanto mais tóxicos os produtos, maior a necessidade de segurança. Já lançar armas químicas é uma operação semelhante a um ataque normal de artilharia - com a diferença de que as bombas não carregam apenas explosivos, mas também gases. Como os venenos químicos são perigosos também para quem os joga, os atacantes devem estar protegidos contra eles. Pensando nisso, os americanos desenvolveram as chamadas armas binárias. Estas têm dois compartimentos, cada um com uma substância por si só pouco tóxica. A mistura ocorre na hora da explosão, formando gás mortal.
Mesmo que os combatentes estejam protegidos com máscaras e roupas emborrachadas, a luta prolongada no front envenenado pode ser cruel. As roupas, extremamente desconfortáveis, tendem a provocar desidratação. Estudos soviéticos mostraram que, depois de usar a roupa protetora por dezoito horas seguidas, um soldado fica totalmente fora de combate. Os soldados britânicos, de seu lado, levam presos ao uniforme pequenos papéis que mudam de cor na presença de gases tóxicos. Ao perceber que foi atacado com gás dos nervos, o soldado se aplica imediatamente uma injeção de atropina, um antídoto que traz consigo. A atropina, substância derivada de uma planta chamada beladona, faz no organismo o papel da acetilcolinesterase inibida pelo gás. Porém, se o alarme for falso, a atropina fará com que a pessoa sinta os mesmos efeitos que o gás lhe provocaria.
O serviço de inteligência americano, CIA, calcula que vinte países têm armas químicas e outros dez estão na fila para começar a produzi-las. Os arsenais conhecidos estão nos Estados Unidos (30 mil toneladas), na União Soviética (400 mil toneladas), na França e no Iraque. Os países que provavelmente têm mas não confessam são Egito, Síria, Líbia, Israel, Irã, Etiópia, Birmânia, Tailândia, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Vietnã, Formosa, China, África do Sul e Cuba. Nas mãos das superpotências nucleares, pouca diferença fazem os estoques químicos.
O equilíbrio pode romper-se, porém, com a propagação de armas semelhantes pelo mundo afora - o mesmo temor, por sinal, inspirou os esforços contra a proliferação nuclear. A indignação causada pelo ataque iraquiano a Halabja serviu ao menos para disparar uma nova investida pelo desarmamento químico. No começo do ano, em Paris, representantes de 149 países condenaram o uso de armas químicas como passo inicial para futuro acordo de completo banimento. Quem viver verá.




Um bombardeio de doenças.
Existe algo ainda mais cruel que os gases venenosos. São as armas biológicas - bactérias para matar o inimigo de doença. As mais cotadas propagam males como dengue, botulismo, antraz e peste. O dengue, uma febre tropical causada por vírus, é comum no Brasil e provoca principalmente dor e rigidez nas juntas do corpo. Pelo menos não é fatal. Já o botulismo é um envenenamento por uma toxina segregada por uma bactéria. Um dos mais poderosos venenos conhecidos, a toxina danifica o sistema nervoso, causando a morte pela paralisia dos músculos respiratórios.
Bacilo nocivo aos animais, o antraz pode ser fatal ao homem se for ingerido ou inalado. Dentro do organismo, o bacilo ataca o coração e outros órgãos vitais. As bombas de peste seriam das formas bubônica e pneumônica. A primeira não é fatal, mas a pneumônica mata por edema pulmonar. Aperfeiçoados pela engenharia genética, mesmo os vírus e bactérias não mortais podem se tornar resistentes a qualquer antibiótico ou outra defesa conhecida, vitimando populações inteiras. Na Segunda Guerra Mundial, o Japão atacou onze cidades chinesas com bombas bacteriológicas. Além disso, japoneses e alemães usaram prisioneiros como cobaias em experiências com agentes infecciosos.
A Convenção das Armas Biológicas e Toxinas, de 1972, proíbe o seu desenvolvimento, produção e estocagem. A despeito disso, calcula-se que uma dezena de países fabricam tais armas. Ao contrário das suas parentes químicas, essas nunca foram usadas em larga escala nos campos de batalha. Para o especialista inglês Julian Perry Robinson, da Universidade de Sussex, uma explicação pode estar no fato de que o uso de um organismo vivo para atacar outro dá margem a todo tipo de situações imprevisíveis "e os militares não gostam de armas que não possam controlar".

terça-feira, 27 de agosto de 2013

CUIDADO COM A DIOXINA NOS PLÁSTICOS!

 ALÔ PESSOAL!!!! 
Alerta para as dioxinas!
fonte:http://dioxinas.upan.org.br/

Nenhum recipiente de plástico no microondas

Nenhuma garrafa de água no 'freezer'.

Nenhum envoltório de plástico em microondas.

John Hopkins recentemente mandou isto em um dos seus comunicados à imprensa. Esta informação está também circulando no Centro Médico Walter Reed, do Exército.

A substância química dioxina causa câncer, especialmente câncer do seio.

As dioxinas são altamente venenosas para as células dos nossos corpos.

Não congele garrafas plásticas com água, pois isto libera dioxinas do plástico.

Recentemente o Dr Edward Fujimoto, Gerente do Programa de Bem-Estardo Hospital Castle, esteve num programa de TV para explicar este risco para a saúde. Ele falou sobre as dioxinas e o quanto elas são ruins para nós. Ele disse que não devemos aquecer nossos alimentos no microondas usando vasilhas de plástico.

Isto se aplica especialmente para os alimentos que contenham gordura. Ele disse que a combinação de gordura, alta temperatura e plásticos libera dioxinas para os alimentos e, finalmente, para dentro das células do corpo.

Em lugar dos plásticos ele recomenda usar vidro, tais como Corning Ware, Pyrex ou vasilhas de cerâmica para aquecer os alimentos. Obtêm-se os mesmos resultados, mas sem a dioxina .Para coisas como  macarrão de cozimento rápido e sopas, etc., eles devem ser removidos da embalagem e aquecidos em outro recipiente.

Papel não é ruim, mas não se sabe o que o papel contém. Simplesmente, é mais seguro usar vidro temperado. Ele nos lembra que algum tempo atrás, alguns dos restaurantes de comida rápida (fast food) abandonaram recipientes de espuma e passaram para papel. O problema das dioxinas foi uma das razões.

Ele também ressaltou que envoltório plástico, como o filme plástico, é também tão perigoso quando colocados sobre os alimentos a serem cozidos em microondas. Com o alimento sob a ação da microonda, a alta temperatura acarreta que efetivamente toxinas venenosas evaporem do envoltório plástico penetrem no alimento. Como substituto, cubra o alimento com toalha de papel.

 As dioxinas e os furanos são uma classe de hidrocarbonetos clorados produzidos involuntariamente em uma série de processos químicos, térmicos e biológicos. Essas substâncias estão entre as mais cancerígenas conhecidas, representando um risco muito grande à saúde e ao meio ambiente. Por isso, esses elementos estão listados na Convenção de Estocolomo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, e precisam ser medidos, monitorados e reduzidos drasticamente para eliminar os riscos à população. 
A dioxina consiste em um organofosforado altamente carcinogênico, compostos por um grupo de anéis de benzeno, dois átomos de oxigênio e quatro átomos de cloro.
Existem 75 tipos diferentes de dioxinas, sendo a mais tóxica a 2,3,7,8-tetroclorobenzeno-p-dioxina, também conhecida como TCDD. As dioxinas são subprodutos não intencionais de diversos processos industriais nos quais se utiliza ou queima cloro na presença de materiais orgânicos.
As principais fontes de dioxina são os incineradores de lixo hospitalar e doméstico e as queimadas desregradas. Outras fontes englobam os processos industriais que utilizam cloro para produzir resina plástica PVC (polivinil cloreto), agrotóxicos e fábricas de celulose que usam o cloro para clarear a polpa para produzir papel branco.
A alimentação representa a maior fonte de exposição dos humanos à dioxina, sendo a carne, os laticínios e os peixes os principais produtos alimentícios contaminados. Os animais terrestres absorvem a dioxina a partir do pasto que consomem, sendo estes contaminados pela dioxina encontrada na atmosfera ou pela mesma que se fixa nos solos e nas plantas. Desta forma, há o acúmulo desta substância na musculatura e órgãos dos animais que, posteriormente, são utilizados na alimentação humana.
Sabe-se que a dioxina pode ser carregada pelo vento por longas distâncias do local onde foram geradas. Estudos apontam que a população que vive no Ártico apresenta elevado nível de dioxina em seu organismo, mesmo estes indivíduos estando tão longe das principais fontes geradoras de dioxina.
Estudos evidenciam que a exposição à dioxina ocasiona diversos efeitos negativos sobre o organismo, como malformações fetais, câncer, diabetes, atraso do desenvolvimento mental, endometriose e anormalidades no sistema imunológico. Mais preocupante ainda é que um estudo recente apontou que a população de países industrializados já está (ou estão próximos) dos níveis de dioxina que pode ocasionar efeitos maléficos sobre na saúde.
A melhor forma de controlar e prevenir a liberação da dioxina é por meio da incineração adequada de material hospitalar e doméstico. Já a melhor forma de prevenir a exposição a esta substância é por meio do controle de processos industriais para diminuir a presença de dioxina nos alimentos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

DIFERENÇA ENTRE PESO E MASSA

ALÔ PESSOAL!
Mais uma dica para os vestibulares,  a diferença entre peso e massa.
Leiam a reportagem abaixo:
Parece mais milagroso do que lipoaspiração, mas é apenas física: uma pessoa com 70 quilos pesaria apenas 11,6 quilos na Lua. Mas se essa mesma pessoa viajasse para Júpiter, o gigante gasoso do Sistema Solar, seu peso subiria para mais de 165 quilos.
Isso não acontece porque engordamos ou emagrecemos ao visitar outros objetos espaciais. Para entender essa mudança nos números, é preciso ter em mente que massa e peso são duas coisas completamente diferentes. 

Na astronomia e na física, massa é a quantidade de matéria de um corpo. Essa quantidade de matéria não se altera quando alguém viaja da Terra para a Lua, por exemplo. Já o peso é o cálculo da força da gravidade que corpos gigantes, como a Terra e a Lua, exercem sobre outros corpos - inclusive o seu.
Isso quer dizer que os números que vemos na balança da farmácia são, na verdade, um cálculo do seu peso, tendo como base a força da gravidade do planeta Terra. Se você pegar essa balança emprestada do dono da farmácia, viajar até a Lua e usá-la, o visor vai exibir um número que corresponde a apenas 16,57% do valor que você viu na Terra.
A teoria da atração gravitacional funciona assim: todo objeto com massa atrai outro objeto que também tenha massa. Só que, quanto maior a massa de um objeto, mais atração ele exercerá sobre outros - principalmente sobre objetos menos massivos que estão próximos.
É por isso que a gente não sai voando por aí: a Terra tem quantidade de massa suficiente para exercer força de atração gravitacional em tudo que há na superfície dela.
A Lua, no entanto, já não é tão massiva quanto a Terra e sua força gravitacional é bem menor. Por isso, os astronautas que estiveram lá apareciam nos vídeos da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) dando pulos gigantes, como se tivessem flutuando: a gravidade lunar exerceu uma força bem menor sobre os corpos deles.
Mas a força de gravidade não depende do tamanho do objeto. Depende da massa. Essa pessoa de 70 quilogramas quando pisar na superfície do Sol, que é gigante e tem muita massa, vai passar a pesar 1.895 quilos. Só que se essa viagem for para uma estrela anã-branca, que é bem menor do que o Sol, essa pessoa vai pesar 91 milhões de quilos!
As anãs-brancas são normalmente estrelas muito pequenas, mas cheias de massa. Essa massa toda está comprimida em um espaço menor - em algumas delas, é como se pegássemos um fusca e o comprimíssemos para ele ficar do tamanho de um grão de areia.
Consultoria: Gustavo Rojas, físico da Universidade Federal de São Carlos e representante brasileiro do ESON (ESO Science Outreach Network) e do GTTP (Galileo Teacher Training Program).

terça-feira, 20 de agosto de 2013

FUNCIONAMENTO E COMPONENTES DE UMA USINA NUCLEAR

ALÔ PESSOAL! 
Mais um item para seus estudos: funcionamento de usinas nucleares, onde ocorrem diversas reações de fissão nuclear.
Vamos lá!
Imagem de abril de 2011 mostra a usina nuclear de Cruas, que foi invadida por ativistas do Greenpeace
USINA NUCLEAR - FRANÇA

Reatores nucleares são dispositivos cujos componentes são arranjados de tal forma que uma reação em cadeia auto-sustentada de fissões nucleares pode ocorrer de forma controlada.

Vamos analisar essa frase por partes:

- FISSÃO NUCLEAR:  é o processo pelo qual um núcleo pesado parte-se em dois núcleos menores, liberando nêutrons e energia.

- REAÇÃO EM CADEIA de fissão nuclear: Reação em cadeia, por sua vez, é uma sequência de reações de fissão que dependem do produtos das reações anteriores para ocorrer. Os nêutrons liberados na fissão de um núcleo, por exemplo, podem induzir novas fissões nucleares que, por sua vez, liberam mais nêutrons que podem induzir novas fissões e assim vai!

- Reação em cadeia de fissão nuclear AUTO-SUSTENTADA: Dizemos que a reação em cadeia é auto-sustentada quando o número de fissões nucleares em um certo instante de tempo é igual ou maior ao número de fissões nucleares que ocorreram em um instante de tempo anterior. Para entender melhor isso, vamos imaginar um experimento: no laboratório há um recipiente cheio de água e sal de Urânio dissolvido. Imagine que é possível medir o número de fissões que acontecem a cada intervalo de tempo neste recipiente. Na primeira contagem, ocorrem 1000 fissões em 1 segundo, por exemplo. Na segunda contagem, se o número de fissões medidos em 1 segundo for maior ou igual a 1000, a reação em cadeia é auto-sustentada, podendo ser crescente (no caso em que for maior) ou constante (se for igual). Por outro lado, se o número de fissões medidos na segunda contagem for menor que o medido na primeira, o número de reações vai caindo com o tempo, até que não aconteça mais nenhuma reação de fissão.

Os reatores nucleares operam, na maior parte do tempo, mantendo o número de reações constante com o tempo. Desvios dessa condição podem ocorrer, por exemplo, nas operações de partida (quando o número de fissões aumenta com o tempo) e no desligamento do reator (quando este número diminui com o tempo). Já no caso da bomba atômica, o número de fissões nucleares aumenta MUITO RÁPIDO com o tempo, de forma descontrolada, até culminar na grande explosão.

- Reação em cadeia de fissão nuclear auto-sustentada e CONTROLADA: nos reatores nucleares, além de auto-sustentada, a reação em cadeia é controlada. Uma das maneiras de realizar esse controle é através das chamadas barras de controle que atuam ABSORVENDO OS NÊUTRONS, impedindo-os de induzirem fissões nucleares além daquelas desejadas. Essas barras podem ser inseridas ou retiradas do núcleo dos reatores (isto é, a parte que contém o combustível nuclear) a fim de diminuir ou aumentar o número de nêutrons disponíveis para as fissões.

Para manter a reação em cadeia auto-sustentada e controlada nos reatores nucleares, os nêutrons são a chave: deve haver um equilíbrio, a cada instante, entre o número de nêutrons que são "criados" e o número de nêutrons que "desaparecem" do reator.  Cada fissão nuclear pode liberar de 1 a 4 nêutrons. Logo, a fissão nuclear é um dos mecanismos pelos quais nêutrons são "criados" nos reatores e depende, basicamente, das características do material usado como combustível nuclear e da disposição e características físicas e químicas dos diversos componentes do reator. Por outro lado, os nêutrons podem "desaparecer" de duas formas: ou escapando do núcleo do reator ou sendo absorvidos dentro dele. Esse "desaparecimento" é governado tanto pelo tamanho do reator, quanto pela disposição e características de seus diversos componentes.


Componentes dos reatores nucleares

1. Combustível nuclear: é parte do reator composta pelo material que vai sofrer a fissão nuclear. O material mais utilizado como combustível nuclear no mundo é o Urânio enriquecido, material composto, basicamente, por dois isótopos de Urânio: U-238 (mais abundante na natureza) e U-235 (o mais cobiçado para a fissão nuclear). A razão entre a quantidade de U-235 e a de U-238 é a medida do ENRIQUECIMENTO do material. Esse urânio enriquecido é processado e misturado a outros materiais para formar as estruturas que são de fato usadas nos reatores nucleares. Pastilhas cerâmicas de Óxido de Urânio, por exemplo, podem ser agrupadas dentro de um envoltório metálico de liga de zircônio para formar as varetas combustíveis, tipo de estrutura utilizada nos reatores de Angra dos Reis.

2. Fluido refrigerante: fluido utilizado para remover o calor liberado pelas fissões nucleares no combustível. São utilizados, dependendo do tipo de reator, gases como Hélio e vapor d'água, líquidos como água e água pesada e metais líquidos como sódio. No caso das usinas de Angra, a água é utilizada como líquido refrigerante.

3. Barras de controle e segurança: componentes que absorvem nêutrons a fim de controlar ou até desligar o reator em caso de emergência. Para isso, são frequentemente utilizados Carbeto de Boro e ligas de Prata-Índio-Cádmio. Pode-se usar também ácido bórico diluído no refrigerante.

4. Refletor: materiais refletores são utilizados para minimizar a fuga de nêutrons do núcleo do reator, refletindo parte dos nêutrons fujões para dentro do núcleo novamente. Para esse fim, os principais materiais utilizados são água, água pesada, grafite e Berílio.

5. Moderador: material utilizado para diminuir a velocidade dos nêutrons, requisito necessário em alguns tipos de reatores (como os térmicos). Isso porque o nêutron originado na fissão nuclear apresenta uma velocidade muito alta, atravessando o reator quase sem interagir com o material do combustível. Em outras palavras, a chance desse nêutron rápido induzir uma nova fissão é muito baixa, mas essa chance aumenta se a velocidade do nêutron for menor, daí a necessidade de freá-lo. Materiais como água, grafite e Berílio são frequentemente utilizados como moderadores.

Percebam que cada um desses componentes tem sua importância para o correto funcionamento dos reatores nucleares.

fonte:http://conhecerparadebater.blogspot.com.br
Percebem que uma usina nuclear é muito complexa?

LIXO ATÔMICO NO BRASIL


ALÔ PESSOAL!
Conforme combinado, vamos começar nossa revisão para os vestibulares!
E o assunto " LIXO ATÔMICO " está na nossa primeira pauta.
Vejam o vídeo abaixo e começaremos a discutir:  Os resíduos radioativos são organizados em três classes, segundo o nível de radioatividade que apresentam: de baixa, média e alta atividades. São classificados também em função da meia-vida dos elementos radioativos presentes nos mesmos, como rejeitos de longa e de baixa duração.

Os resíduos de baixa atividade (“Low Level Waste – LLW”) compreendem, principalmente, materiais ligeiramente contaminados como papéis, plásticos, vestimentas e ferramentas. Também são classificados dessa forma a maior parte dos gases e dos líquidos ativados ou contaminados produzidos durante a operação de uma Usina Nuclear. Já os resíduos de média atividade (“Intermediate Level Waste – ILW”) compreendem filtros, resinas e outros materiais que sofreram contaminação.




Atualmente, existem tecnologias seguras para o gerenciamento de resíduos de média e baixa atividades, desde sua coleta até o armazenamento nos depósitos iniciais. No caso do Brasil, os resíduos sólidos de baixa e média atividades são acondicionados em embalagens metálicas, testadas e qualificadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e transferidos para os depósitos iniciais, construídos na própria Central Nuclear de Angra dos Reis (foto à esquerda). Esses depósitos são permanentemente controlados e fiscalizados por técnicos de proteção radiológica e especialistas em segurança da Eletronuclear.

Os resíduos de alta atividade (“High Level Waste – HLW”) têm atividade de vida longa e, como geram quantidades consideráveis de calor (calor de decaimento), necessitam de resfriamento por no mínimo 10 anos. Durante esse período, esses resíduos são mantidos em instalações de armazenamento inicial (piscinas de resfriamento de combustível usado como a de Angra 1 na foto à direita) junto às centrais nucleares que os produziram, obedecendo normas internacionais de segurança. O Brasil é signatário da Convenção Internacional para Gerenciamento Seguro de Rejeitos Radioativos e Combustível Usado, sendo periodicamente auditado pela Agência Internacional de Energia Atômica com base em relatório que bianualmente é encaminhado a essa organização.

Além dos resíduos produzidos pelas usinas nucleares, há aqueles produzidos pela área da saúde e a industrial. A CNEN mantém, armazenadas em seus institutos no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Goiânia e em Recife, fontes radioativas em desuso, recebidas de clínicas médicas, hospitais, indústrias e centros de pesquisa. O transporte, o tratamento e o armazenamento desses materiais também são realizados seguindo padrões internacionais de segurança recomendados pela Agência Internacional de Energia Atômica.

Como a quantidade de resíduos radioativos produzidos no Brasil é pouca quando comparada à de países que têm uma participação maior da energia nuclear em suas matrizes energéticas (França, Japão e os Estados Unidos, por exemplo), os resíduos que estão estocados nos Depósitos Iniciais da Central Nuclear em Angra e nos da CNEN deverão permanecer onde estão até que seja construído um depósito de longo prazo ou definitivo, cuja responsabilidade de implantação é da CNEN.

Segundo a própria Eletronuclear, o esgotamento da capacidade de armazenamento do Centro de Gerenciamento de Rejeitos da Central Nuclear dar-se-á em 2020, quando, segundo planejamento da CNEN e da Eletronuclear, o depósito definitivo de resíduos radioativos já estará implantado. Para os elementos combustíveis usados, a capacidade das piscinas existentes é até 2021. Entretanto, está em andamento a construção de um depósito inicial de combustível irradiado na Central Nuclear para armazenar os combustíveis irradiados que hoje estão nas piscinas anexas aos reatores.
fontehttp://conhecerparadebater.blogspot.com.br
Conforme vocês leram, ainda é pouco divulgado como se controla e armazena o lixo atômico.
Mas ainda veremos mais coisas!!!!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LIPIDIOS

ALÔ PESSOAL!!!!!!!!!!
Falamos das gorduras marrom, bege, branca e sabemos que são formadas por lipídios .
E aí vem: O que são lipídios?
  • LIPÍDIOS são biomoléculas insolúveis em água, e solúveis em solventes orgânicos
  • Desempenham várias funções no organismo, entre elas:
      1. Reserva de energia
      2. Combustível celular
      3. Componente estrutural das membranas biológicas
      4. Isolamento e proteção de órgãos
A maioria dos lipídios é derivada ou possui na sua estrutura ÁCIDOS GRAXOS
Os ácidos graxos por sua vez:
 
  • São ácidos orgânicos, a maioria de cadeia alquil longa, com mais de 12 carbonos
  • Esta cadeia alquil pode ser saturada ou insaturada;
  • http://docentes.esalq.usp.br/
  • Então lipidios são as " gorduras", óleos, ceras, colesterol!

GORDURA BEGE

ALÔ PESSOAL!
Antes de iniciar nossa revisão para o ENEM e vestibulares, vamos falar da gordura bege:
Cientistas norte-americanos da Harvard Medical School descobriram novas células de gordura que podem ser a chave para o emagrecimento, chamadas ‘gordura bege’. Anteriormente acreditava-se que existiam apenas dois tipos de gordura: a marrom e a branca. E a descoberta desse terceiro tipo de célula pode apontar um novo caminho para a queima de gorduras, tornando os tratamentos para emagrecimento mais eficientes.

Enquanto a gordura branca transforma calorias em células adiposas, a gordura marrom trabalha na queima calorias para produzir calor e evitar queda de temperatura do corpo. E, segundo o Live Science, assim como o segundo tipo, a gordura bege tem a função de queimar as calorias indesejáveis.

Segundo o líder da investigação, Bruce Spiegelman, a gordura bege tem origem a partir da gordura branca. E a principal fonte de ativação destas células é uma molécula chamada irisina, que consegue transformar a gordura ‘má’ em gordura ‘boa’. O artigo, publicado na revista científica Cell, diz que a pesquisa, desenvolvida até então em camundongos, traz indícios de que a irisina seja liberada durante a prática de exercícios, estimulando o corpo a queimar gordura.

  Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram uma técnica inovadora para detectar a gordura marrom no corpo.
Também chamada de "gordura boa", a gordura marrom ganhou recentemente uma companheira, a gordura bege, que também é capaz de queimar energia, em vez de armazená-la.

         A Dra. Helen Budge e seus colegas descobriram que não é necessário fazer exames invasivos ou coletas de tecidos para ver quanto uma pessoa possui de gordura boa. Basta fazer uma fotografia que mostra o calor do corpo, usando o chamado imageamento termal, um tipo de câmera normalmente usado para vigilância e para observações científicas.

Reservas de gordura boa

Como é queimadora de energia, a gordura marrom gera 300 vezes mais calor do que o tecido adiposo comum - isso é mais calor do que qualquer outro tecido no corpo.Assim, fazendo uma imagem termal - uma imagem que mostra o calor emanado do corpo - é possível medir com precisão a quantidade de gordura marrom presente no organismo.
Quanto mais gordura marrom uma pessoa possui, menor é a chance de que ela transforme o alimento em novas reservas de gordura e ganhe peso.


  nutricionistaalicecarniel.blogspot.com.br

alled "gordura bege", as células são encontradas em depósitos de tamanho de ervilha dispersos abaixo da pele, perto da clavícula e ao longo da coluna vertebral em seres humanos adultos. Porque este tipo de gordura pode queimar calorias – em vez de armazená-los, como células de "gordura branca" do – bege as células de gordura pode gerar novos tratamentos para a obesidade e diabetes, de acordo com os pesquisadores liderados por Bruce Spiegelman, PhD, da Dana-Farber. - See more at: http://dhemo.net/articles/9268.html#sthash.AGclUh39.dpuf
alled "gordura bege", as células são encontradas em depósitos de tamanho de ervilha dispersos abaixo da pele, perto da clavícula e ao longo da coluna vertebral em seres humanos adultos. Porque este tipo de gordura pode queimar calorias – em vez de armazená-los, como células de "gordura branca" do – bege as células de gordura pode gerar novos tratamentos para a obesidade e diabetes, de acordo com os pesquisadores liderados por Bruce Spiegelman, PhD, da Dana-Farber. - See more at: http://dhemo.net/articles/9268.html#sthash.AGclUh39.dpuf
alled "gordura bege", as células são encontradas em depósitos de tamanho de ervilha dispersos abaixo da pele, perto da clavícula e ao longo da coluna vertebral em seres humanos adultos. Porque este tipo de gordura pode queimar calorias – em vez de armazená-los, como células de "gordura branca" do – bege as células de gordura pode gerar novos tratamentos para a obesidade e diabetes, de acordo com os pesquisadores liderados por Bruce Spiegelman, PhD, da Dana-Farber. - See more at: http://dhemo.net/articles/9268.html#sthash.AGclUh39.dpuf

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