terça-feira, 7 de abril de 2015

HELIUM 3 - O FUTURO DA ENERGIA NUCLEAR

ALÔ PESSOAL!!!
Esse assunto foi perguntado em aula . Fiz uma pesquisa e coloco aqui o que encontrei sobre o He-3:


Hélio-3 e Fusão Nuclear
 Todas as usinas nucleares usam uma reação nuclear para produzir calor. Isto é usado para transformar água em vapor que, em seguida, aciona uma turbina para produzir eletricidade. Reatores atuais nucleares são de fissão nuclear em que núcleos de urânio fazem parte de divisão. Isso libera energia, mas também a radioatividade e combustível nuclear irradiado que é reprocessado em urânio, plutônio e dos resíduos radioativos que tem de ser armazenados em segurança, efetivamente por tempo indeterminado.
 Por mais de 40 anos os cientistas têm trabalhado para criar energia nuclear a partir da fusão nuclear, em vez de fissão nuclear.  Em reatores de fusão nuclear atuais, os isótopos de hidrogênio : deutério e trítio são usados ​​como combustível, com a energia atômica liberada quando seus  núcleos se fundem  para criar hélio e um nêutron. A fusão nuclear efetivamente faz uso da mesma fonte de energia que alimenta o Sol e outras estrelas, e não produz a radioatividade e os  resíduos nucleares, que é o subproduto da geração de energia de fissão nuclear atual.  No entanto, os assim-chamados nêutrons "rápidos" liberados por reatores de fusão nuclear alimentados por trítio e deutério levam a uma perda significativa de energia e são extremamente difíceis  de conter. Uma possível solução pode ser usar hélio-3 e deutério como  combustíveis  "não neutrônicos" (poder sem nêutrons) em  reatores de fusão. A reação nuclear ocorre aqui quando o hélio-3 e deutério fusível cria hélio normal e um próton, que desperdiça menos energia e é mais fácil de conter.  Reatores de fusão nuclear usando hélio-3 poderia, portanto, fornecer uma forma altamente eficiente de energia nuclear com praticamente nenhum desperdício e nenhuma radiação.

Helium-3 na Lua 

 Um dos diversos problemas associados à utilização de hélio-3 para criar energia através da fusão nuclear é que, pelo menos na Terra, hélio-3 é muito, muito raro. Hélio-3 é produzido como um subproduto da manutenção de armas nucleares, que pode chegar a ter um fornecimento de cerca de 15 quilogramas por ano. Hélio-3 é, no entanto, emitida pelo sol no interior das suas ventos sol.

Mineração da Lua
possíveis minas em solo lunar

 Nossa atmosfera impede qualquer deste hélio-3 de chegar na Terra. No entanto, como ele não tem uma atmosfera, não há nada que impeça o hélio-3 que chega na superfície da Lua e ser absorvido pelo solo lunar.  Como resultado, estima-se que existam cerca de 1,1 milhões de toneladas métricas de hélio-3 na superfície da Lua até uma profundidade de alguns metros. Este hélio-3 poderia ser extraído pelo aquecimento da poeira lunar para cerca de 600 graus C, antes de trazê-lo de volta à Terra para alimentar uma nova geração de usinas de fusão nuclear.

Helium-3-Sun
Hélio-3 foi emitida pelo sol e absorvido pelo rochedo lunar por bilhões de anos



 Conforme relatado  no  projeto Artemis  , cerca de 25 toneladas de hélio-3 - poderia fornecer energia para os Estados Unidos por um ano.Isto significa que o hélio-3 tem um valor econômico potencial da ordem de US $ 3 bilhões a tonelada - tornando-se a única coisa remota e economicamente viável  para considerar a mineração a partir da Lua, com determinadas tecnologias e  viagens espaciais  e provavelmente-quase-um- futuro .
Vários países como EUA, Rússia e China disputam essa " mineração".
Até agora, a China, com seu programa espacial, é a que está mais perto de concluir essa corrida..
fonte:http://www.explainingthefuture.com

segunda-feira, 30 de março de 2015

COMO FAZER AREIA MOVEDIÇA!!!!

ALÔ PESSOAL!!!!
Já viu areia movediça?
Sabe como se comporta?
Dê  uma olhada neste vídeo!!!!


VENENO DA CASCAVEL PODE AJUDAR!!!

ALÔ PESSOAL!!!
LI uma notícia no site mundo da química e agora repasso para vocês, por ser muito interessante:
"O Instituto Butantã, órgão vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo, desenvolveu uma nova substância a partir do veneno de cobra cascavel, com um poder analgésico 600 vezes maior que o da morfina. A vantagem da nova droga é que ela não causa dependência física como a morfina, já que age em receptores diferentes, e será mais eficaz que os analgésicos hoje existentes para dores crônicas como as do câncer.
A ideia nascida com o fundador do instituto e pioneiro no estudo de serpentes no Brasil, Vital Brazil, somente agora pode ser colocada em prática, quando se conseguiu isolar as moléculas do veneno responsável pela analgesia. O próximo passo é a realização de testes clínicos, com apoio da Fapesp e do Consórcio Farmacêutico (Coinfar).
“A descoberta desta nova substância, extremamente potente e sem poder de dependência, pode modificar, de maneira única a utilização de analgésicos em pacientes”, afirma o diretor do instituto Butantã, Otávio Mercadante. A proteína do veneno da cascavel, a Enpak, responsável pelo formigamento e adormecimento do local da picada, só foi caracterizada, isolada e sintetizada 70 anos depois de ter sido usada empiricamente por Vital Brazil para aliviar as dores de pacientes com câncer.
Segundo a pesquisadora Yara Cury, do Laboratório de Fisiopatologia do Butantã, que coordena os estudos sobre a nova substância, o primeiro efeito da picada de uma cascavel é uma sensação de formigamento, seguida de adormecimento local. “Então a pergunta óbvia é: seria efeito de um componente analgésico do veneno?’, questiona a pesquisadora. ‘Procuramos registros e documentos sobre o assunto em arquivos e gavetas do instituto e descobrimos que Vital Brazil diluía o veneno e o enviava para o exterior’, contou Cury. Os médicos conhecidos de Vital Brazil utilizavam o remédio em pacientes com câncer e depois enviavam relatos que indicavam que o veneno (soluto) era muito eficiente no alívio da dor. Não havia menção à reações adversas.
Os documentos sobre o assunto remontam à década de 30 quando não havia estudos experimentais como os de hoje, daí a falta de informações mais detalhadas sobre o tratamento. ‘O que se sabia, conta Yara, é que o veneno da nossa cascavel, diferentemente de outras espécies de cascaveis, como as norte-americanas, é neurotóxico, mais parecido com o das najas indianas. Depois do soluto crotálico, desenvolvido pelo instituto, o Butantã passou a produzir o que eles chamam de ‘anaveneno’, tratado com formol, que era usado para aliviar dores reumáticas e nevralgias. Os produtos foram descontinuados na medida em que as normas de fabricação de medicamentos se tornaram mais rígidas para preservar a segurança dos tratamentos.
A partir daí a equipe da Dra. Cury começou as pesquisas em 1991 e conseguiu caracterização farmacológica da substância analgésica contida no veneno da cascavel. A grande surpresa é que ela revelou, em uma única dose, um poder de analgesia 600 vezes maior que o da morfina, resultado que se prolonga por até cinco dias, sem efeitos colaterais. Agora o medicamento entra em testes pré-clínicos, que vão determinar sua introdução no mercado.
Fonte: FAPESP

segunda-feira, 23 de março de 2015

DIÓXIDO E ENXOFRE- INFORMAÇÕES IMPORTANTES

ALÔ PESSOAL!!!!!
Mais uma postagem muito importante, desta vez sobre o dióxido de enxofre.
Os óxidos de enxofre são poluentes do ar, destacando-se o dióxido e o trióxido de enxofre. O dióxido de enxofre provém de fontes naturais- vulcões , de composição de matéria orgânica ( H2S, principalmente) e aerossóis marinhos- antropogênicas- queima de combustíveis fósseis, sejam derivados de petróleo ou de carvão mineral e fundição de matais não ferrosos- correspondendo, em média, a 95% das emissões de enxofre para a atmosfera.
O teor de enxofre  no carvão varia de 0,3% a 7% e no óleo derivado de 0,2% a 1,7%. No processo de fundição de metais não ferrosos, o enxofre é oxidado  a dióxido de enxofre. A solubilidade do dióxido de enxofre em água é alta ( 11,3 g/ 100 mL) e a reação deste com água forma ácido sulfuroso ( H2SO3) que é rapidamente oxidado pelo oxigênio molecular a ácido sulfúrico ( H2 SO4) .
O dióxido de enxofre é absorvido nos estômatos das folhas dos vegetais por meio de difusão gasosa.Ele afeta a fotossíntese , transpiração e respiração, principais funções das folhas dos vegetais.
Em pequenas quantidade e exposição por curto período, pode aumentar a fotossíntese e a transpiração.
Concentrações elevadas induzem a redução de ambos os processos.
O dióxido de enxofre administrado a animais em testes de concentração  de até 50% maior que normalmente presente, não causou lesões, entretanto irrita os olhos e o trato respiratório superior. Concentrações maiores que 100 vezes normalmente são suficientes para matar pequenos animais.
Os efeitos prejudiciais ao organismo humano podem ocorrer a partir da  concentração de 0,19ppm em combinação com concentrações elevadas de partículas.
Os efeitos na saúde humana dependem das condições de saúde e atividade dos indivíduos, mas o dióxido de enxofre inicia ou potencializa as crises de asma em concentrações de 0,25 ppm a 0,50 ppm.
Lembre que a  poluição do ar afeta principalmente os sistemas respiratório, olfativo e circulatório.O sistema respiratório é a principal entrada dos poluentes, alguns podendo alterar a capacidade dos pulmões.
 (fonte:  Engenharia Ambiental, conceitos, tecnologia e gestão:
autores: Maria do Carmo Calijuri e Davi Gasparini Fernandes Cunha)

segunda-feira, 16 de março de 2015

METANO X GÁS CARBÔNICO - QUAL É O PIOR?

ALÔ PESSOAL!!!!
Em clima de piores estragos à atmosfera os dois grandes guerreiros, metano e gás  carbônico, travam uma batalha para saber qual o pior!!!
Vamos às indicações:
METANO:
CH 4metano é um gás incolor, sua molécula é tetraédrica e apolar (CH4), de pouca solubilidade na água e, quando adicionado ao ar se transforma em mistura de alto teor inflamável. É o mais simples dos hidrocarbonetos.
As principais fontes do gás Metano são:
  • Emanação através de vulcões de lama e falhas geológicas.
  • Decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos
  • Fontes naturais (ex: pântanos)
  • Extração de combustível mineral
  • Processo de digestão de animais herbívoros, carnívoros e onívoros
  • Bactérias
  • Aquecimento ou combustão de biomassa anaeróbica.
O metano encontra-se como componente principal nas exalações naturais de regiões petrolíferas, existindo também encerrado em cavidades nos estratos de jazidas de carvão mineral
60% da emissão de metano no mundo é produto da ação humana, vindo principalmente da agricultura. Durante os últimos 200 anos, a concentração deste gás na atmosfera aumentou de 0,8 para 1,7 ppm. O metano era originariamente chamado gás dos pântanos e é o principal constituinte do biogás, pois pode ser produzido pela digestão anaeróbica de matéria orgânica, como lixo e esgotos, através de micro-organismos . A altas pressões, como as encontradas no fundo dos oceanos, o metano forma um composto sólido com a água. Uma quantidade desconhecida, mas provavelmente enorme de metano, está presa no sedimento marinho nesta forma.
Existem dois tipos de fontes de gás metano: as naturais e as alternativas. A maior fonte de metano para extração são depósitos geológicos conhecidos como campos de gás natural. No entanto, as fontes de metano relacionadas com os hidratos de gás submarinos e sob as geleiras/glaciares são muito maiores. Na terra, a maior quantidade de metano encontra-se no manto. Ele é associado com outros hidrocarbonetos e algumas vezes acompanhado de hélio e nitrogênio. Em níveis rasos (baixa pressão) é formado decaimento anaeróbico da matéria orgânica e liberado em forma de metano em profundidades abaixo da superfície da Terra. Em geral, sedimentos que produzem gás natural são aqueles situados em camadas mais profundas e com maiores temperaturas do que aqueles sedimentos que são reservatórios de petróleo.
Quanto às fontes alternativas, um método para a obtenção de metano é via biogás, gerado pela fermentação de matéria orgânica, incluindo esterco, esgoto, lixo urbano e outros estoques de material biodegradável, em condições anaeróbicas. Significantes quantidades de metano também são produzidas por gado – não pela flatulência, como é erroneamente dito, mas 50% é produzido no processo de ruminação. A pecuária em geral (principalmente bois, galinhas e porcos) produz 37% de toda a emissão antropogênica de metano. Industrialmente, o metano pode ser produzido e utilizado na indústria, assim como na natureza (vulcões e campos geológicos), em processos químicos, como processo Sabatier,Fischer-Tropsch, e reforma de vapor. Recentemente, experimentos científicos tiveram vastos resultados apontando para o fato de que todas as plantas produzem metano, e que com o clima mais quente elas produzem mais. No caso de serem produzidos 600 milhões de toneladas métricas de metano ao ano, 225 desse total seriam produzidos por plantas
 Um dos maiores desafios é determinar o nível de esforço necessário para deter vazamentos de gás metano na atmosfera. Essa questão pode parecer obscura, mas os vazamentos poderão ter um efeito enorme sobre o clima atual. Nos Estados Unidos, alguns acadêmicos reclamam que o plano do presidente Obama para aumentar o uso de gás natural, cujo principal componente é o metano, prejudicará o país, pois essa suposta solução para a mudança climática será pior que a queima de carvão.
O metano é um gás de efeito estufa bem mais potente que o gás carbônico. Mas, ao contrário deste, o metano se decompõe rapidamente na atmosfera. Toda vez que alguém liga o interruptor de luz, fazendo mais carvão ser queimado e CO2 ser liberado, há uma leve alteração no clima da Terra por milhares de anos. Segundo cientistas, uma baforada de metano terá sua influência climática sentida durante poucas décadas.
.
GÁS CARBÔNICO CO2:
O dióxido de carbono é essencial à vida no planeta. Visto que é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese - processo pelo qual os organismos fotossintetizantes transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez é distribuída para todos os seres vivos por meio da teia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital para a manutenção dos seres vivos.
O carbono é um elemento básico na composição dos organismos, tornando-o indispensável para a vida no planeta. Este elemento é estocado na atmosfera, nos oceanos, solos, rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis. Contudo, o carbono não fica fixo em nenhum desses estoques. Existe uma série de interações por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um estoque para outro. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). Esta absorção se dá através do processo de fotossíntese. Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, libertam dióxido de carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. Existe ainda o intercâmbio de dióxido de carbono entre os oceanos e a atmosfera por meio da difusão.
Atualmente muito se fala do dióxido de carbono, uma vez que esse gás é um dos causadores do efeito estufa, processo que contribui com o aumento da temperatura do planeta (aquecimento global). Isso ocorre porque o dióxido de carbono (entre outros gases) é capaz de absorver parte da radiação infravermelha emitida pela superfície Terra, evitando que elas escapem para o espaço, o que resulta num aumento significativo da temperatura. O dióxido de carbono está em excesso na atmosfera, devido principalmente ao desmatamento e à queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural)
CONCLUSÃO:
Os fatos científicos básicos são bem claros. O principal gás de efeito estufa emitido por humanos na atmosfera é o gás carbônico, que se deve à queima de combustíveis fósseis. Em segundo lugar fica o metano, que provém de diversas fontes. Ele é liberado pela mineração de carvão; escapa quando poços são cavados para obter petróleo ou gás natural; e vaza de gasodutos. Certas práticas agrícolas também liberam quantidades imensas de gás metano...
Mas ainda teremos muitos embates antes da comprovação final!!!
fontes: Wordpress, Wikipédia, Infoescola

terça-feira, 10 de março de 2015

OPV- PAINÉIS FOTOVOLTAICOS ORGÂNICOS

 


ALÔ PESSOAL!!!
Realmente aqui está uma novidade: OPV
A matéria saiu na revista Veja, de 11 de março de 2015, autoria de Raquel Beer :
"Se toda a energia que atinge a Terra em um único dia , vinda do Sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar o consumo da humanidade ao longo de 27 nos.
Energia solar limpa, renovável e que representaria o processo de troca da matriz energética em substituição do petróleo.
E , no entanto, é pouco usada.
As placas de silício necessárias para captá-las por meio de painéis são caras , pesadas e grossas. Apesar de uteis em grandes espaços , como campos, são inúteis para substituir o petróleo na vida urbana. Nos últimos cinco anos surgiu uma nova tecnologia para vencer esses desafios. Construídas com um material não toxico, as placas OPV ( sigla em inglês para painéis fotovoltaicos orgânicos) tem a finura de uma cartolina e a flexibilidade de um plástico. Podem ser colocadas no teto de um carro, nas janelas dos prédios ou em mochilas.
A inovação pode ser o que faltava para a energia solar decolar de vez.
 As placas delgadas de OPV, são ligeiramente diferentes das de silício, o revestimento é feito de tinta orgânica que reage quimicamente ao contato com a radiação, liberando elétrons que formam a corrente elétrica.
As vantagens da OPV:
são feitas de material não tóxico como plástico PET e tintas  orgânicas
 uma placa de 12 metros quadrados gera energia suficiente para o consumo de uma família típica brasileira
como cada metro quadrado tem 1/3 de milímetro de  espessura ela pode ser acoplada a todo tipo de estrutura.
se o usuário produzir mais do que consome , só paga ao Governo uma taxa de acesso à rede elétrica um resultado de 90% de economia.
EXEMPLOS:
COMO FUNCIONAM?




REVISTAPESQUISA.FAPESP.BR

terça-feira, 3 de março de 2015

QUÍMICA ORGANICA - NOMENCLATURA DE HIDROCARBONETOS- ALCANOS, ALCENOS E ALCINOS

ALÔ PESSOAL!!!
Mais uma vez, com a orgânica no caminho!
NOMENCLATURA SEGUNDO A IUPAC


ALCANOS:
São hidrocarbonetos formados por cadeias de carbonos ligadas com simples ligações.
A essas simples ligações damos a designação "AN".
Como as cadeias podem ter vários carbonos, vamos numerá-los e dar o nome da quantidade de carbonos, seguindo a regra:

Todo hidrocarboneto termina em O:



exemplos:





PROP   AN     O
3 C         -        TERMINAÇÃO DE HC


ALCENOS
Vale a regra da numeração de carbonos, só que temos que determinar onde está a dupla ligação e usar o infixo ' EN' :



ET     EN      O
2C      =        HC


com numeração:
 PENT-2-ENO
PENT  -    2       -      EN    O
 5C         LUGAR       =      HC 


 BUT-2-ENO


ALCINOS
Valem as mesmas regras acima de numeração. Só muda o infixo: " IN" :



ATENÇÃO:

HEX- 1- INO
                    TRIPLA NO CARBONO 1





HEX- 2 - INO
                      TRIPLA NO CARBONO 2

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ÁGUA CÓSMICA - OS CAMINHOS DA ÁGUA

ALÔ PESSOAL!!!
Demorou um pouco, mas estamos aqui!!!


Vamos falar de água, já que o assunto do momento é esse. Ainda mais com o temporal que  cai lá fora!!!!!!!! e não dentro das represas e mananciais.
Leia o texto de:
- 23 de fevereiro de 2015- site da Superinteressante:


 "Quando a Terra se formou, há 4,5 bilhões de anos, não havia água nessa região do Sistema Solar. A ignição do Sol causou uma explosão cataclísmica, que expulsou as moléculas mais leves (caso das de água) para os confins do Sistema. Mas essa água, felizmente, voltou. Veio de carona em cometas, que são basicamente bolas gigantes de gelo, cada um com o tamanho de uma cidade. Nos primeiros milhões de anos de vida da Terra, era tanto cometa caindo que a nossa caixa d´água encheu rápido. Há 3,8 bilhões de anos, já tínhamos todos os 1,3 quintilhão de litros d´água de hoje. Olhe para um copo de água e você estará vendo um extraterrestre, que só pousou por essas bandas depois de um tour para além da órbita de Netuno. Seu corpo, que é 65% de água, pode ser visto da mesma forma. Uma vaca (75%), mais ainda. Um tomate ou um chuchu (95%), então, nem se fala. Eles são pouca coisa além de H2O.
Trata-se de uma molécula virtualmente indestrutível. Por mais que todo mundo já tenha ouvido que a água é “o petróleo do futuro”, que “as guerras do próximo século serão por água doce”, a frase não faz sentido. A água potável não está acabando, porque não é um recurso finito. Ela é eterna. Petróleo, obviamente, não. Você queima um tanque de gasolina e já era. Não existe mais gasolina. Vira tudo fumaça e pronto, acabou. Com água, não. Ela não se decompõe, não apodrece e, quando vira fumaça, desce de novo na forma de gotas.
Tanto é assim que o H2O que você bebe hoje, seja na forma de cerveja ou de picanha, quase certamente já foi bebido por um dinossauro. Uma garrafinha cheia de água mineral tilintando de pureza talvez tenha alimentado a banheira de Cleópatra, ou a privada de Hitler. Até o nosso xixi eventualmente volta para as nossas bocas na forma de água cristalina – despoluída pela evaporação do mar. Ou acaba exportado até, caso o esgoto pelo qual o xixi passe desemboque no mar e vire chuva em outro canto do planeta, de carona com as correntes marítimas.
Um xixi feito na rodoviária de Fortaleza cai no Atlântico e pega a Corrente Equatorial Norte. De lá, vai até o Caribe. Com sorte, segue viagem até a Europa, via Corrente do Golfo. Dependendo de onde o H2O do xixi evaporar, ele pode virar garoa em Londres. Uma parte dessa chuva londrina cai no Sistema Lee Valley, o Cantareira deles. Depois dessa escala, a água do xixi cearense pode até acabar num copo de cristal do Palácio de Buckinghham, e escorregar pela goela da Rainha da Inglaterra. Lá dentro do sistema digestivo da dona Elizabeth, a água volta rapidamente para a forma com que saiu do Ceará. E o ciclo começa outra vez.
Os xixis do Sudeste preferem outros destinos. São mais aventureiros. A urina que reflete ao pôr do sol no Arpoador tende a seguir para o Sul. E depois que a Argentina acaba, ela pode entrar numa fria: cair na forma de neve em algum canto da Antártida. Aí é fim de festa. A água do xixi vai terminar esse capítulo da vida dela exilada, talvez por vários milênios. É que na Antártida ainda não chegou essa novidade chamada “evaporação”. A única chance de escapar dessa Alcatraz de moléculas de água e voltar ao mar (e eventualmente para a nossa vida) é virar cocô de pinguim, ou derreter no verão. Mas, mesmo com os esforços para preservar as populações de pinguins e o aquecimento global, a chance de o H2O congelado escapar ainda é pequena.
Tão pequena que agora mesmo existe três vezes mais água doce na forma de gelo do que na de líquido. Por mais que os termômetros de rua nos digam o contrário, estamos no meio de uma era glacial – qualquer era geológica em que existe gelo permanente fora das geladeiras é considerada uma era glacial. Já houve glaciações mais geladas, claro. Há 650 milhões de anos, a Terra deixou de ser azul e ficou branca para quem olhasse do espaço. Era tanto gelo que a temperatura média de onde hoje fica a Amazônia ficava em -20 ºC. Bom, agora a nossa era glacial caminha para o fim – um fim acelerado pelo CO2 das usinas termelétricas e dos escapamentos de carros. Mesmo assim, 65% da água potável do mundo continua presa em geleiras, já que a nossa era glacial continua implacável: tal qual um Stálin atmosférico, capturando toneladas de H2O todos os dias, mandando tudo para um exílio polar.
Em suma: a dinâmica da Terra não ajuda no abastecimento de água. Nem a do mar. Evaporação à parte, ele ainda teima em manter 97% da água do mundo na forma de um veneno conhecido como “água salgada”. Um veneno que você bebe sempre que toma um caldo de uma onda, mas que mata mesmo que ingerido em quantidades frugais.
Dos 3% que neste momento estão sob a forma de água tomável, quase tudo mora debaixo da terra, num grande pré-sal aquático, pouco acessível. Só 0,26% do total planetário de H2O está aí dando sopa em rios, lagoas e represas para consumo imediato. Mas fontes do naipe do Rio Tietê, da Lagoa Rodrigo de Freitas e da represa Billings entram nessa conta, que dá 3,3 milhões de trilhões de litros. E, se você consumir a água desses esgotos com nome bonito, o que vai ter de imediato mesmo é uma diarréia."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

7° ANO DO XQUÍMICA!

PARABÉNS!
ESTAMOS NO SÉTIMO ANO!
COMEÇAMOS EM JANEIRO DE 2008.
HOJE SOMAMOS MAIS DE 1000 POSTAGENS SOBRE QUÍMICA.
MAIS DE 500.000 ACESSOS AO REDOR DO MUNDO.
64 SEGUIDORES!
SENDO SÓ QUÍMICA...
OBRIGADA A TODOS QUE ACOMPANHAM E AJUDAM !
EM BUSCA DOS 10 ANOS!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

TEORIA DO FLOGISTO

ALÔ PESSOAL!!!
Entre as muitas teorias que são elaboradas para  explicar os mais diversos fenômenos, essa tem uma importância peculiar.
Lavoisier, inconformado com essa explicação, fez seus mais brilhantes experimentos e "descobriu" o Oxigênio, que mudou todo o rumo da Química, no século do Iluminismo.


"Durante muito tempo o mistério da origem do fogo foi objeto de especulação filosófica. Várias teorias surgiram para explicar o que ocorre com os materiais no momento em que entram em combustão.

Uma delas foi desenvolvida pelo  químico alemão Georg Ernst Stahl (1660-1734). Ao ler um livro de Johann Joachim Becher (1635-1682), publicado em Viena, em 1667, com o título “Physica subterranea”,algo lhe chamou a atenção. Neste livro, Becher apresentou sua própria teoria dos elementos. Segundo ele todas as substâncias eram compostas de três tipos de terras. Uma delas era a terra pinguis (literalmente, “terra gorda”), que dava à substância qualidades oleosas e a propriedade de ser combustível. Ou seja, para exemplificar, pense em uma madeira que é queimada. No inicio ela era composta de cinzas e terra pinguis, no final da combustão ela liberava a terra e permaneciam apenas as cinzas.
Ao ler este livro, Stahl, deu à terra pinguis um novo nome: “flogístico”; de origem grega “phlogios”, que significa “ígneo”. Então, ele criou uma nova teoria: a “teoria do flogístico”;  e segundo ela os materiais combustíveis, como papel, madeira, enxofre, carvão e óleos vegetais, possuíam um princípio comum inflamável presente apenas nos materiais combustíveis. Se algum material não queimasse, é porque não teria flogístico em sua composição.
Esta teoria permaneceu satisfatória por muito tempo porque explicava vários dos maiores mistérios das transformações dos materiais. Além de explicar fenômenos envolvendo a combustão, englobava também os referentes à oxidação. Vejamos dois deles:
* Sem ar a combustão não ocorre- Segundo Stahl, o flogístico precisa sair para o ar durante a combustão. Mas, certa quantidade de ar só encerra uma parte de flogístico; assim, se retirássemos o ar do sistema a combustão cessaria porque o flogístico não teria para onde ir. Exemplo: se  colocarmos um copo sobre uma vela acesa, ela apagará. Além disso, ele indicou o ar como imprescindível na combustão porque seria ele que transportaria o flogístico de um corpo para outro.
* Os metais aumentam sua massa depois da queima, de sua corrosão ou enferrujamento, isto é, sua oxidação – O flogístico era repelido pela terra, assim quanto mais flogístico um material possuísse, mais leve ele seria. Por isso, ao sofrer combustão o metal ficava mais pesado. Outro ponto que apoiava sua ideia era o fato de o óxido ter maior massa que o metal; desse modo, ele concluiu que o metal possuía mais flogístico que o óxido.

No entanto, esta teoria foi abandonada, pois alguns fatores entraram em contradição coma sua explicação. Por exemplo, o papel ficava com menor massa depois que era queimado, ao contrário do metal.
Um ponto culminante para a queda desta teoria foi o fato de que no século XVIII, Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) descobrir, por meio de inúmeras experiências bem elaboradas e controladas, a importância de um elemento químico no processo da combustão. Este elemento era o oxigênio (O). Foi desse modo que a teoria do flogístico foi abandonada." ( Jennifer Fogaça)

Experiência de Lavoisier:


Um de seus experimentos mais famosos consistiu em colocar, em uma retorta, uma amostra cuidadosamente pesada de mercúrio metálico e introduzir o tubo da retorta em uma redoma ou cuba de vidro contendo ar e também mercúrio em sua base.
Ele aqueceu essa retorta com mercúrio por meio de um forno, causando sua calcinação. Lavoisier observou que à medida que a reação ia ocorrendo, formava-se nas paredes da retorta um pó vermelho, o óxido de mercúrio II, e ao mesmo tempo o volume do mercúrio na cuba ia subindo. Isso significava que o volume de ar estava diminuindo, pois ele estava sendo substituído pelo mercúrio, conforme pode ser visto na figura abaixo. Ao pesar o sistema inicial e o final, Lavoisier viu que a massa não havia mudado.
Assim, Lavoisier concluiu que a combustão não ocorria por causa da presença de um flogístico misterioso, mas sim porque o mercúrio ou qualquer outro material combustível reagia com outro elemento presente no ar.


Esquema do experimento de Lavoisier que o levou à importância do oxigênio para a combustão

Por exemplo, ele colocou uma cuba de vidro sobre uma vela acesa em uma boia com água. Ele notou que à medida que a vela ia se apagando, a água subia. E quando a água atingia um quinto do volume, a vela apagava totalmente. A conclusão foi a seguinte:
(1º) A água subia porque a vela estava consumindo o ar;
(2º) O "ar" não era o ar atmosférico todo, mas sim a quinta parte dele.
Assim, Lavoisier descobriu que esse ar estava misturado com todo o ar atmosférico e que ele era necessário para a combustão; sem ele a combustão não ocorria.


 Experimento de Lavoisier com vela

  Lavoisier foi até mesmo o primeiro a fazer uma determinação experimental da composição do ar, chegando ao resultado de 21% de oxigênio e 79% de outro componente, que ele chamou de azoto, um “tipo de ar” que não participava na combustão. Hoje sabemos que se tratava do gás nitrogênio.
Inicialmente ele chamou o "ar" de “ar respirável” e depois mudou para “ar vital”. Somente em 1778 é que Lavoisier decidiu batizar o “ar vital” de oxigênio (palavra que vem do grego oxy, que significa “ácido”; e gen, “gerador ou produto”). Ele deu esse nome porque até então seus experimentos o haviam levado à conclusão de que esse novo gás estava presente em todos os ácidos; o que depois se comprovou ser uma conclusão errada, mesmo assim o nome permaneceu.
Até então o oxigênio não era considerado como um elemento químico, conforme conhecemos hoje, porque na época ainda não havia uma definição concisa para elemento.
( Jennifer Fogaça)




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