sexta-feira, 31 de julho de 2015

AQUECIMENTO GLOBAL- NOVOS ESTUDOS

ALÔ PESSOAL!!!
É muito comum ouvir falar e estudar que o grande vilão do aquecimento global é o aumento da emissão de gás carbônico.
Será?
Na matéria abaixo, você verá que não é bem assim e esse assunto é bem controverso!


Aquecimento global foi causado por CFCs e já acabou, defende cientista
Para o pesquisador, o aquecimento global já acabou porque ele foi causado pelos mesmos gases que destruíam a camada de ozônio. [Imagem: Qing-Bin Lu]


"Os clorofluorocarbonos (CFCs) são os grandes culpados pelo aquecimento global desde os anos 1970, e não o dióxido de carbono (CO2).
"E como a concentração de CFCs na atmosfera terrestre caiu desde o Protocolo de Montreal, o aquecimento global é coisa do passado, ainda que o CO2 continue a aumentar."
Estas alegações surpreendentes estão sendo feitas por uma equipe da Universidade de Waterloo, no Canadá.
"O pensamento convencional diz que a emissão de gases não-CFC produzidos pelo homem, como o dióxido de carbono, tem sido a maior indutora do aquecimento global. Mas analisamos dados desde a Revolução Industrial que mostram de forma convincente que o entendimento convencional está errado," afirmou Qing-bin Lu em uma nota anterior emitida pela universidade de Waterloo. "De fato, os dados mostram que os CFCs atuando em conjunto com os raios cósmicos causaram tanto o buraco de ozônio polar como o aquecimento global."
O professor Qing-Bin Lu, coordenador do trabalho, conseguiu agora lançar um livro com a descrição de sua teoria e com todos os dados que a fundamentam.
Raios cósmicos, elétrons e CFCs
Qing-Bin Lu e seus colegas propõem, com base em dados reais, que os elétrons decorrentes dos raios cósmicos desempenham um papel fundamental no disparo de reações que destroem a camada de ozônio. Eles chamam o processo de "Mecanismo das Reações Induzidas por Elétrons Derivados dos Raios Cósmicos", simplificado na sigla CRE, para a expressão em inglês cosmic ray electrons.
A equipe desenvolveu então, com base nessas reações, um modelo de previsão muito mais simples do que os modelos usados pelos cientistas do IPCC, por exemplo - e o modelo simplificado apresentou uma capacidade preditiva impressionante.
A teoria CRE estabelece que existem variações cíclicas de 11 anos - o mesmo período dos ciclos solares - na perda de ozônio polar e no resfriamento estratosférico associado com essa perda, ambos confirmados por dados recolhidos sobre a Antártida nas últimas décadas.
Surpreendentemente, também foi observada uma correlação linear quase perfeita, com um coeficiente de até 0,98, entre os CFCs e a temperatura média da superfície da Terra.

"Aquecimento global já acabou"
Apesar de usar zero ou poucos parâmetros, o modelo desenvolvido pela equipe tem mostrado excelentes concordâncias com os dados observacionais da camada de ozônio e da temperatura da superfície, com uma precisão próxima aos 90%.
Por exemplo, com respeito ao aumento da temperatura média global do período 1950-1975, o aumento previsto pelo modelo para o ano de 2014 era de 0,620º C, e o acréscimo real observado foi de 0,623º C.
"Meus cálculos do efeito estufa induzido pelos CFCs mostram que houve um aquecimento global de cerca de 0,6º de 1950 a 2002, mas a Terra tem de fato esfriado desde 2002. A tendência de resfriamento deverá continuar nos próximos 50 a 70 anos conforme a quantidade de CFCs na atmosfera continua a cair," disse Lu.
Os dados se mantêm mesmo com a tendência de aumento da quantidade de CO2 na atmosfera. Por outro lado, recentemente foram identificados novos gases que ameaçam a camada de ozônio.(* veja gráfico abaixo)
Hiato sem fim
A queda na temperatura média global da Terra - o chamado hiato do aquecimento global - tem sido uma pedra no sapato do IPCC e tem dificultado o trabalho de convencimento que os climatologistas tentam fazer com os políticos em busca de ações para tentar reverter as mudanças climáticas.
Recentemente, um trabalho publicado na revista Science por pesquisadores da Universidade de Washington defendeu que o aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos - se os cálculos de Lu estiverem corretos, talvez ele nem mesmo volte.
Aquecimento global foi causado por CFCs e já acabou, defende cientista
fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br


segunda-feira, 27 de julho de 2015

USO DAS NANOPARTÍCULAS NA LIMPEZA AMBIENTAL

ALÔ PESSOAL!!!!
Estamos em clima de novidades!!!
Aqui um texto, da Nature Chemistry, onde mostra como as nanopartículas podem ser usadas para a despoluição ambiental, principalmente água.


NANOPARTÍCULAS E A LIMPEZA AMBIENTAL


A nanotecnologia pode oferecer soluções rápidas e eficazes para a limpeza ambiental. Nisto, copolímeros dibloco anfifílicos ( – copolímeros contém duas ou mais unidades diferentes que se repetem) são usados ​​para desenvolver uma plataforma de nanopartículas fotossensíveis com núcleo e camadas. A irradiação com luz ultravioleta remove a camada protetora responsável pela estabilidade coloidal; como resultado, as nanopartículas são rapidamente e irreversivelmente convertida em agregados macroscópicos. A separação de fases permite que a medição associado a partição de moléculas pequenas entre a fase aquosa e nanopartículas; dados sugerem que as interacções são melhoradas diminuindo a dimensão das partículas. Adsorção em nanopartículas pode ser explorado para remover eficientemente poluentes hidrofóbicos de água e solo contaminado. Preliminares experiências in vivo sugerem que o tratamento com nanopartículas fotocliváveis ​​pode reduzir significativamente a teratogenicidade de bisfenol A, o triclosan e 17α-etinilestradiol, obviamente, sem gerar subprodutos tóxicos. Experiências-piloto em pequena escala sobre águas residuais, papel de impressão térmica e solos contaminados demonstrar a aplicabilidade da abordagem.

A exposição a certos produtos químicos, como bifenilos policlorados , pesticidas e certos compostos desreguladores endócrinos está associada com maior predisposição ao câncer , diabetes , obesidade, infertilidade e outras perturbações endócrinas.  Embora o impacto preciso destes produtos químicos sobre a prevalência de doenças ainda é desconhecida a precaução para minimizar a libertação de produtos químicos no meio ambiente são recomendados . Enquanto prevenção dos resíduos e a gestão adequada dos fluxos de resíduos estariam entre as práticas mais sustentáveis ​​, a alta prevalência de águas e solos contaminados exige o desenvolvimento de novas estratégias para a despoluição.

A nanotecnologia pode oferecer soluções rápidas e eficazes para a limpeza  ambiental.
Por exemplo, membranas nanoestruturadas com poros seletivos pode fornecer formas eficientes de separar solutos da água . Além de filtração, a remoção de contaminantes por sequestro (remediação e adsorção) ou degradação de produtos menos tóxicos (remediação reativa) pode representar uma alternativa eficaz. Os nanomateriais possuem uma grande relação de superfície/volume que favorece a interação com o seu ambiente. Por exemplo, os nanomateriais têm o potencial para adsorver eficazmente moléculas ou catalisar reações químicas na sua interface. Um exemplo importante de um material nanoestruturado capaz de remover contaminantes por sequestro é conhecido como monocamadas auto-montadas em suportes mesoporosos (SAMMS). SAMMS são formados por auto-montagem de surfactantes . A cerâmica mesoporosa tem  alta área de superfície que permite a extração eficiente de metais pesados ​​da parte aquosa e não aquosa. Para descontaminação de solos, suspensões coloidais de nanomateriais anfifílicos são preferidas porque permitem infiltração no sedimento. Em contraste com as micelas de tensioativo, nanopartículas poliméricas são estáveis ​​a todas as concentrações.

. A tecnologia mais avançada  baseando-se na degradação de contaminantes utiliza nanopartículas contendo ferro de valência zero ou magnésio 12. Estas nanopartículas são injetados em solos ou aquíferos; eles podem remediar bifenilas policloradas e outros compostos clorados por redução na interface água-metal. Duas preocupações possivelmente dificultam a aplicação desta tecnologia são a formação de produtos secundários potencialmente tóxicos . Tendo em conta os riscos para a saúde e ecológicos desconhecidos que esta tecnologia possa ter, encontrar meios eficazes para separar o nanomaterial da amostra tratada é de particular importância. Para permitir a separação, o uso de paramagnética Fe3O4 com  nanopartículas de TiO2 . A concha TiO2 atua como fotocatalisador para a degradação de poluentes orgânicos em água; o núcleo Fe3O4 permite a separação magnética da dispersão.
Resumindo:
. As nanopartículas são preparadas por auto-montagem de copolímeros anfifílicos de dibloco; o núcleo hidrofóbico das nanopartículas atua como "armadilha" de moléculas hidrofóbicas, enquanto a coroa hidrofílica estabiliza o sistema. Por irradiação com luz ultravioleta, as nanopartículas mudam a sua camada de estabilização, perder sua estabilidade coloidal e formam agregados macroscópicos. Estes agregados são enriquecidos com o poluente e pode ser facilmente separados (por exemplo, por sedimentação e decantação, centrifugação ou filtração). A irradiação com luz ultravioleta não é necessária para sequestrar o poluente; no entanto, fornece uma clareza na precipitação que permite explorar a estabilidade coloidal e grande área de superfície das nanopartículas em conjunto com a segurança e facilidade de manuseamento de materiais volumosos.


Photocleavable copolymers are used to prepare nanoparticles with inducible precipitation.


 


a) copolímeros fotocliváveis ​​PEG - b - PLA podem ser sintetizados utilizando um ligante fotolábil .
  b ) A clivagem induzida pela luz do polímero em cadeias mais pequenas pode ser seguida por cromatografia de permeação em gel .
 (c ) As nanopartículas podem ser preparadas utilizando diferentes razões de fotoclivável a copolímeros não cliváveis ​​. Por irradiação ultravioleta , estas nanopartículas de núcleo-revestimento perdem a sua coroa de PEG proporcionalmente à concentração do copolímero fotoclivável .
d ) Nanopartículas preparadas com copolímero fotoclivável pode ser rápida e eficientemente precipitada na presença de CaCl2 por irradiação ultravioleta .


texto traduzido pelo XQUIMICA  do original :


 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

APLICAÇÃO DA LUMINESCÊNCIA - NOVO CAMINHO PARA DETECÇÃO DO CÂNCER

ALÔ PESSOAL!!
Essa notícia  tirei de um site muito bom:http://phys.org
Tem muita coisa interessante sobre vários assuntos e esse me chamou a atenção por tratar de luminescência .


APLICAÇÃO DA LUMINESCÊNCIA


Na biologia e na medicina, muitas vezes precisamos detectar moléculas biológicas . Por exemplo , no diagnóstico do câncer , os médicos precisam de meios rápidos e confiaveis ​​para saber se as células de tumor estão presentes no corpo do paciente .
Embora existam métodos de detecção , esses muitas vezes requerem uma grande quantidade de tempo, trabalho e dinheiro . Cientistas da EPFL tem utilizado quimicamente a enzima responsável pela luz dos vaga-lume para fazê-lo " farejar " as moléculas biológicas alvo e dar um sinal luminoso. O resultado é um sistema de detecção barato , simples e altamente preciso .
O trabalho, agora parte de uma startup EPFL , é publicado na Nature Communications
O laboratório de Kai Johnsson no EPFL, liderada por Alberto Schena e Rudolf Griss, foram capazes de adicionar uma marca química pequena na enzima luciferase, que produz a luz de vaga-lumes. A etiqueta detecta uma proteína alvo, e a luciferase emite um sinal de luz que pode ser visto com um olho nu.
A equipe tem experiência comprovada neste domínio: em 2014, eles desenvolveram uma molécula de monitorização do fármaco rápida e fácil que levou a formação de uma empresa:  Lucentix.


 “Pensando fora da caixa’, eles contornaram os problemas de engenharia de proteínas completamente: em vez de mudar a luciferase para torná-la sensível para uma proteína-alvo - o que exigiria enorme trabalho - eles simplesmente a conectaram a um tag química pequena.


 A tag age como um interruptor: ele bloqueia luciferase, impedindo-o de produzir luz. Quando a tag detecta sua proteína alvo,ela sai do bloco de lucifarase. Como resultado, a luciferase é livre para acender as luzes, que é o sinal de que o alvo foi encontrado. Em suma, os cientistas criaram uma solução química para um problema biológico.


Essa luz gerada pela luciferase é suficente para ser vista a olho nu.


Esse trabalho mostra como é possivel aplicar a quimica sintetica para criar biossensores sofisticados e que atendam determinadas especificações.
Obs- tradução do texto feita pelo blog XQUIMICA.


 


 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

FIBRA DE CARBONO- O FUTURO PRESENTE

ALÔ PESSOAL!!!!
Carbono sempre terá um lugar especial para a química. Cada vez mais encontram-se novas aplicações, novas reações e composições.
Hoje o foco é a fibra de carbono, como é feita e onde é usada.
Vamos lá:
FIBRA DE CARBONO
de:   - tecmundo.com.br
 
Ela está nas aeronaves que vemos sobrevoando os céus de todo o mundo e também está nas bicicletas mais poderosas. Podemos ver as aplicações em acessórios para esportes — como tacos, raquetes e vários outros — e nos painéis dos carros. Você pode não saber como ele é feito e nem conhecer todas as aplicações possíveis, mas você certamente já ouviu falar deste material: fibra de carbono.
Sendo um material sintético, a fibra de carbono é composta por filamentos construídos majoritariamente de carbono, mas não apenas desse elemento — pois há outros utilizados para a produção dos filamentos e também para a sustentação das fibras. Entretanto, o que faz da fibra de carbono um material tão elogiado e utilizado em todo o mundo? Por que queremos que esteja cada dia mais presente?
A resposta para isso é relativamente simples, mas precisa de uma base que você vai conferir agora mesmo. Em resumo, a fibra de carbono é leve e forte, sendo uma excelente opção para o ferro. Como ela pode substituir outras ligas e por que isso tem sido muito importante nos últimos anos é o que você vai descobrir... Acredite, a fibra de carbono está mais presente na sua vida do que você imagina.

Como é feita esta fibra?

A principal matéria-prima das fibras de carbono é o polímero de poliacrilonitrila — um material obtido a partir da polimerização de uma variação do acrílico. A vantagem dessa fonte é a alta concentração de carbono, uma vez que mais de 90% dos átomos no material são justamente disso. Durante a produção, o polímero é esticado e se torna paralelo ao eixo das fibras, formando uma liga bem rígida e resistente.
Depois dessa etapa, ocorre uma oxidação em altas temperaturas (de 200 °C a 300 °C) para fazer com que os átomos de hidrogênio sejam removidos das chapas ou ligas — ao mesmo tempo em que o oxigênio é adicionado. Em seguida ocorre um novo aumento de temperatura até 2.500 °C para que ocorra uma total carbonização. Ao final de tudo isso ainda existe o dimensionamento. Este processo é o da moldagem, em que as fibras são tecidas (em fios com até 10 micrômetros de espessura) e depois resinadas para se unirem .
Resumindo... A produção das fibras de carbono é dividida em quatro etapas indispensáveis:
1) polimerização por pirólise (extração do carbono a partir do superaquecimento da poliacrilonitrila);
2) ciclização (método de esticamento dos polímeros para o eixo da fibra);
3) oxidação (extração do hidrogênio e adição do oxigênio);
4) adição de reagente (quando o epóxi será adicionado para a moldagem das placas de carbono).

Materiais possíveis

Como já dissemos, a pirólise de materiais ricos em carbono é a origem de polímeros dessa substância. Praticamente qualquer material orgânico pode ser utilizado para isso, mas a escolha é totalmente baseada na quantidade de carbono que existe em cada fonte. Em 1879, Thomas Edison conseguiu criar fibras a partir de algodão e bambu, mas hoje esse tipo de extração tornou-se menos viável.
Anos depois, na década de 1950, Roger Bacon realizou um processo diferente e conseguiu resultados similares a partir de seda artificial Raiom. Mas foi apenas na década de 1960 que as empresas japonesas começaram a utilizar a poliacrilonitrila (PAN). Não demorou muito para que todo o mercado se voltasse a esse mesmo procedimento, que mostra-se mais viável e barato em escala industrial.
Ainda existem outras fontes utilizadas ao redor do mundo, mas é preciso dizer que isso ocorre em escalas menores. Um exemplo disso é o carro Krestel, que foi produzido em 2010 e tem como base a fibra de carbono extraída a partir do cânhamo. Também há fibras produzidas a partir de algodão, linho e diversos outros materiais orgânicos.

A importância da cola

A fibra de carbono não seria nada sem a presença de uma cola tão resistente quanto ela. É claro que não podemos nos referir ao elemento de fixação como uma cola comum, mas sim como uma resina epóxi de alto desempenho. É ela que fará com que as chapas de fibra fiquem estabilizadas e aproximadas. Não é exagero dizer que, sem as resinas epóxi, fibras de carbono não teriam a resistência que permite a aplicação em tantos meios como acontece hoje.
Como o site ArsTechnica afirma: “A dureza e a leveza da fibra de carbono deriva de duas coisas. Primeiro estão os componentes que serão a base dos filamentos de carbono, aliados ao epóxi que moldará o elemento-base. A segunda coisa é a troca química entre dois elementos que fará com que o material se misture, permitindo que o epóxi seja realmente a sustentação de tudo”.

Compostos ou nada

Você não vai encontrar um produto no mercado que seja 100% carbono. As empresas utilizam o material em conjunto com outros elementos para que as fibras sejam aplicáveis em diversos processos. Isso é o que gera os materiais compostos reforçados por ligas plásticas ou metálicas, por exemplo.
Na indústria, uma das aplicações mais claras disso está no “Carbon Fiber Reinforced Plastic” (CFRP), que é utilizado em aviões e muitos outros bens de alto desempenho e que demandam durabilidade elevada. Este é outro momento em que se torna bem clara a importância vital dos epóxis de alta qualidade.

Por que usar?

Uma das principais vantagens que as fibras de carbono têm sobre o aço é a leveza do material. Sem o peso dos metais, as estruturas tornam-se mais leves — facilitando o transporte e também reduzindo custos no caso da produção de veículos —, ao mesmo tempo em que não ocorre a perda de resistência das ligas obtidas a partir da junção de fibras de carbono com epóxis e materiais plásticos.
No ramo da construção civil, o que torna os compostos carbonosos mais interessantes do que metais é a durabilidade. Por causa de sua estrutura não oxidável, a ação do tempo não confere corrosão aos materiais. Ou seja, ele pode ser mantido por muitos anos sem que ocorra qualquer dano por processos similares à “ferrugem”.

Usos e benefícios

Ligas baseadas em fibras de vidro são levadas para diversos mercados, sempre utilizadas para garantir leveza e resistência aos produtos em que são aplicadas. O CFRP utilizado em aviões é vital para que as aeronaves fiquem mais leves e economizem combustível, além de sofrer menos com a ação do tempo — o que aumenta a durabilidade.
Na Fórmula 1, carros criados com fibras de carbono atingem velocidades mais altas e protegem melhor os pilotos do que outras ligas. Indo para ambientes mais próximos de nós, as bicicletas “Carbon” vistas nas pistas profissionais conseguem oferecer desempenho sem igual — sendo também vistas nas corridas de estrada.
Ainda em relação aos esportes, é preciso dizer que a fibra de carbono pode ser vista em muitos locais diferentes. A empresa Zoltek afirma que a utilização do material pode ser vista em “tacos de golfe, raquetes de tênis, esquis, snowboards, tacos do hóquei e varas de pescar”. Isso sem falar da importância na indústria, em setores de pesquisa e desenvolvimento e também na construção civil.

Números concretos

Em 2012, um relatório publicado na Reinforced Plastics mostrou os usos da fibra de carbono em escala global. Na época, a maior utilização dos materiais era relacionada à produção das turbinas de vento para fins aeroespaciais e automobilísticos (23% do total). Em seguida, produtos para fins bélicos e construção aeronáutica somavam 18%, seguidos de perto por materiais esportivos (17%).
Outro caminho rentável é a produção de compostos e moldes diversos, algo que leva 12% de toda a fibra mundial. Apenas 6% da produção mundial é enviada para a construção civil, e a indústria automotiva também demanda a fibra de carbono e chega a 5% do uso total — lembrando que neste segmento a fibra de vidro é mais utilizada. Abaixo fotos de fibras:


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